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IMERSÕES: ARTE E ARQUITETURA

Postado por SECEC-RJ em 02/mar/2021 -

Como pensar as relações entre arte, arquitetura, o homem e a habitação social? A quem a arquitetura se destina? A quem, de fato, atende? Quais questões permeiam e afetam, sobretudo, a vida urbana? Estas e outras questões serão debatidas no seminário Imersões: arte e arquitetura, que será realizado de forma virtual nos dia 2, 3, 4 e 5 de março de 2021, de 17 às 20h, com a participação de convidados nacionais e internacionais. O seminário vai promover um debate crítico sobre temas que se inserem no contexto do 27 o Congresso Mundial de Arquitetos – UIA 2021, quando o Rio receberá da UNESCO o título de Capital Mundial da Arquitetura.

O objetivo do Imersões é propor uma reflexão mais contestatória dos padrões hegemônicos da arquitetura no Rio, tradicionalmente eurocentristas, colocando em evidência as características urbanas da própria cidade, como suas favelas.

“Nosso objetivo é trazer a discussão para o mundo real. Imersões será complementar ao Congresso Mundial de Arquitetos e se dará a partir de um olhar alternativo. Uma discussão sobre arte e arquitetura que fuja do modelo neoliberal e da ótica dos colonizadores. Afinal, precisamos falar de desigualdades, da favela e de uma arquitetura e urbanismo que se voltam
para esses espaços. É necessário pensar a arquitetura contemporânea mais vinculada ao mundo real”, Tania Queiroz, organizadora de Imersões.

Totalmente gratuito, o ciclo de debates propõe tornar a arte contemporânea e a arquitetura mais acessíveis ao público em geral, rompendo barreiras e aproximando o tema dos moradores da cidade, muitas vezes restrito ao debate acadêmico.

“Precisamos de outros olhares para repensar novas possibilidades para o Rio, uma cidade que recebeu altos investimentos para transformá-la em função dos grandes eventos, mas pensados dentro de modelos internacionais, que não geraram de fato nenhum legado”, aponta o
arquiteto André Carvalho, um dos organizadores do seminário.

A abertura e as mesas do seminário serão transmitidas ao vivo e contarão com tradução simultânea para LIBRAS . Será produzido ainda um caderno digital de textos com o conteúdo apresentado nos debates, a ser disponibilizado gratuitamente pela plataforma ISSUU. Tais estratégias permitirão o acesso de públicos que, em especial nas cidades, são apartados dos acontecimentos.

“Vamos falar também sobre o esvaziamento dos centros urbanos, da desigualdade de ocupação e do modelo de valorização dos centros das cidades. O caso do Rio de Janeiro é bem interessante a partir do processo de valorização dos bairros da zona sul. O Rio tinha mais praias, no Caju, em São Cristóvão e na Glória, por exemplo. O pensamento dominante sempre
foi o de construir e embelezar em detrimento da natureza. Ninguém investiu nas praias da região portuária e também por isso a cidade perdeu em humanidade. Precisamos buscar equilíbrio entre as regiões e esse é um dos temas que vamos discutir no evento”, explica Marcelo Campos, curador de arte e também organizador do seminário.

O evento irá abrir a programação do ano da Casa França-Brasil, um dos prédios históricos mais importantes do país que completou 200 anos em 2020. Para a diretora da Casa, Helena Severo, o evento trata de um tema instigante. “A mesa de abertura do evento digital vai se debruçar sobre a questão da revitalização do centro histórico do Rio, através dos projetos
existentes, além de lançar perspectivas sobre o futuro dessa área”, afirma.

Imersões: arte e arquitetura é realizado em parceria pela Escola sem Sítio, Casa França-Brasil, CURA/UERJ, LINDA/PUC-Rio e Uia 2021 Rio. O evento é patrocinado pela Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro, Secretaria Especial da Cultura, Ministério do Turismo e Governo Federal por meio da Lei Aldir Blanc.

PROGRAMAÇÃO

Além da abertura, serão realizadas mais três mesas, abordando três eixos diferentes – Arte e arquitetura, Habitação social e Arquitetura e alteridades – em que artistas, arquitetos, urbanistas e pensadores discutirão as relações sociais, a participação daquele que habita, sua circulação, os aspectos visuais e ambientais que são, ou devem ser computados na elaboração
de projetos que se proponham a redimensionar ou reconfigurar o espaço urbano. A proposta é oferecer aos ouvintes uma intensa reflexão sobre os papéis da arquitetura e urbanismo na contemporaneidade e a sua intercessão com a arte.

PRIMEIRO DIA

2 de março

16h às 17h30
– Patrimônio e Cidade (Mesa Institucional)

Palestrante: Augusto Ivan (Arquiteto/RJ)
Participação de Danielle Barros (Secretária de Cultura do Estado do Rio de Janeiro/RJ) e Helena Severo (Diretora da Casa França-Brasil/RJ)
Mediador: Jocelino Pessoa (Organização/RJ)

18h às 20h – Atravessamentos Contemporâneos (Mesa de Abertura)

A condição contemporânea dos atravessamentos entre arte e arquitetura, no campo ampliado da cultura, reconfiguram e desestabilizam os pensamentos da formação clássica no campo da arquitetura, uma disciplina que se desenvolveu, historicamente, voltada para classes sociais
mais abastadas. Situar o debate nessa relação fronteiriça, potencializando esta zona de contato, apresenta-se como caminho possível de insurgência e enfrentamento diante das históricas desigualdades envolvidas nas questões de classe, gênero e etnicidade.

Convidados: André Carvalho (Curador de Arquitetura do Imersões/RJ) e Patti Anahory (Arquiteta, Cabo Verde).
Mediadora: Tania Queiroz (Organização/RJ)

SEGUNDO DIA

3 de março


17h às 20h – Arte e Arquitetura

As relações entre arte e arquitetura ampliam-se, desde criações de ambientes e construções aos projetos que se efetivam, a partir das urgências sociais. A forma, paradigma comum às duas áreas, atravessa compreensões sociais que se direcionam aos distintivos de gênero,
classe e etnicidade.

Convidados: Bárbara Copque (Artista/RJ), Cadu (Artista e Professor da PUC Rio) e Joice Berth (Arquiteta, urbanista e escritora/SP)
Mediador: João Paulo Quintella (Curador/RJ)

TERCEIRO DIA

4 de março


17h às 20h – Habitação social

As desigualdades sociais marcam a ocupação dos espaços urbanos. Com isso, as tarefas da arquitetura tornam-se necessárias na solução de questões básicas da moradia. Porém, iniciativas, muitas vezes, destinadas ao lucro criam segregações ainda mais complexas, nas quais o pensamento modular retira elementos da subjetividade de moradores e a valorização imobiliária segue em busca de lucros irresponsáveis. Esses modelos hegemônicos não abarcam outras ideias de morar, habitar e existir. De que modo equacionar o direito à cidade com interesses políticos especulativos na compreensão de soluções já existentes, advindas dos próprios grupos segregados?

Convidados: Maurício Hora (Artista e ativista social/RJ), Raquel Rolnik (Arquiteta e urbanista/SP) e William Bittar (Arquiteto e Professor emérito da FAU-UFRJ)
Mediador: Patricia Oliveira (Arquiteta/RJ)

QUARTO DIA

5 de março

17h às 20h
– Arquitetura e alteridades

Pobreza, subdesenvolvimento, etnicidade são interseções que se apresentam ao tratarmos dos modos de habitar. Sempre houve um intervalo, um abismo entre desenhar, projetar, construir e os usos da casa com suas tradições ancestrais. O encontro entre arquitetura e sonho,
arquitetura e reza, arquitetura e natureza tornou-se, cada vez mais, fundamental.

Convidados: Gabriela Gaia (Artista/BA), Sallisa Rosa (Artista/RJ) e Gabriela de Matos (Arquiteta/SP)
Mediador: Marcelo Campos (Curador de Arte do Imersões/RJ)

CONVOCATÓRIA

Durante o evento serão exibidos 30 vídeos enviados pelo público, com até 4’ 59” de duração, através do site oficial, do canal no YouTube, da plataforma Even3 e das redes sociais. Os vídeos deverão abordar vivências, reflexões, impressões, práticas artísticas, urbanísticas e arquitetônicas que possam contribuir para as discussões, proporcionando outras interfaces ao
ampliar o debate para além das falas das palestrantes. O interesse dos organizadores é exibir trabalhos que tratem de experiências oriundas do meio acadêmico, artístico e/ou de comunidades e movimentos sociais, que se coloquem como insurgência ou alternativa às estruturas hegemônicas.

A seleção é de responsabilidade da organização do seminário e as inscrições vão até às 18h de 12 de fevereiro. Dúvidas podem ser encaminhadas pelo e-mail seminario@imersoes.arq.br.

INSCRIÇÕES

As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pelo site https://imersoes.arq.br/

Os participantes previamente inscritos receberão certificado. As vagas são limitadas.

Assessoria de Imprensa de Imersões: Arte e Arquitetura
Trevo Soluções em Comunicação / Tess Ideias e Comunicação
Márcio Martins – (21) 99192-4894 – marcio.martins@trevocomunicativa.com.br
Carolina Feital – (21) 98362-2234 – carolina.feital@trevocomunicativa.com.br
Raquel Gentil – (21) 97126-4944 – raquel.gentil@trevocomunicativa.com.br
Rita Fernandes – (21) 99991-8728 – rita.fernandes@tessideias.com.br

MIS homenageia aniversário do Rio com música e palestra

Postado por Gabriel Saboia em 28/fev/2021 -

O Museu da Imagem e do Som (MIS) vai homenagear o Rio de Janeiro pelo seu aniversário, comemorado em 1º de março (segunda-feira). Os 456 anos da cidade serão lembrados através de um evento na emblemática sede da instituição, na Praça XV, no Centro, que dará destaque a ícones da música carioca.

A homenagem marca também a reabertura do setor educativo do museu, com a presença da secretária de Estado de Cultura e Economia Criativa, Danielle Barros, e do novo Presidente do MIS, Cesar Miranda Ribeiro.

“A cidade do Rio tem uma dívida enorme para com esses compositores, que fizeram músicas que são cantadas até hoje. Essa homenagem do MIS a esses clássicos ajuda a manter ainda mais viva na nossa memória essas obras-primas”

disse a Secretária de Estado de Cultura e Economia Criativa, Danielle Barros.
Educativo do MIS será reaberto seguindo os protocolos contra a COVID-19

O evento, que começa às 15h, será dividido em duas etapas, com público limitado e seguindo regras de prevenção à Covid-19. Na primeira parte, haverá uma palestra sobre o compositor Lamartine Babo (1904-1963), sua vida, obra e relação com a cidade, abordado pela professora e historiadora Aline Soares, coordenadora do setor educativo do MIS. A segunda parte do evento será capitaneada pelo professor e pesquisador Jorge Mello, que fará uma explanação sobre a história e o repertório de compositores clássicos do chorinho e outros gêneros tradicionais, com pitadas sobre a ligação deles com o Rio. O público poderá ouvir as pérolas ao som do conjunto “Pega no Tranco”.

“A reabertura do setor educativo é um excelente presente que o MIS pode dar à cidade neste aniversário”.

Afirmou Cesar Miranda Ribeiro, novo presidente do MIS.

1º de Março | 2ª feira
Evento: Homenagem do MIS aos 456 anos do Rio de Janeiro
Local: MIS – Praça XV
Horário: 15h

#CulturaPresenteNasRedes é destaque na Cultura do Estado

Postado por SECEC-RJ em 26/fev/2021 -

Primeiro edital com uso do Fundo Estadual de Cultura (FEC), o #CulturaPresenteNasRedes segue fazendo sucesso nas plataformas digitais. Como forma de facilitar a busca por conteúdos culturais inéditos, a Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio (Sececrj) lançou, nesta sexta-feira (26), a listagem das redes das produções vencedoras em seu site.

O conteúdo pode ser acessado clicando aqui e nele você encontra informações sobre os projetos vencedores, como região de atuação, cidade, linha artística e também o canal das redes onde o conteúdo foi apresentado.

#CulturaPresenteNasRedes
CulturaPresenteNasRedes

Estamos criando maneiras de aproximar a população dos mais variados conteúdos artísticos produzidos pelos nossos contemplados. Este é um edital especial, que socorreu a cadeia produtiva da cultura e marcou a retomada do fomento estadual para o setor, por isso nós temos dado todo apoio aos vencedores

afirmou a secretária de Estado de Cultura e Economia Criativa, Danielle Barros.

Investimento do #CulturaPresenteNasRedes

O Cultura Presente nas Redes recebeu 6.149 inscrições de todas as regiões do estado. Cada produção recebeu R$ 2,5 mil, um investimento total de R$ 3,750 milhões. A ação só foi possível após a regulamentação do uso dos recursos do Fundo Estadual de Cultura, que estava sem ser usado há mais de 20 anos. Há projetos nas áreas de música, literatura, artes visuais, audiovisual, dança, teatro, circo, moda, museus, cultura alimentar e expressões culturais populares.

As ações culturais com mais produções inscritas foram música (30%), audiovisual (18%) e teatro (16%). Das regiões, se destacaram mais a Capital e as Regiões Metropolitanas II (Baixada Fluminense) e III (Niterói, São Gonçalo, Itaboraí e Maricá). Já nos eixos, manifestações artísticas e conteúdos audiovisuais foram os mais procurados.

Saiba mais sobre as produções culturais nas redes acessando a hashtag #CulturaPresenteNasRedes. Veja aqui a listagem completa dos contemplados.

Novo agendamento online para ingresso no Palacete do Parque Lage

Postado por SECEC-RJ em 26/fev/2021 -

A visitação ao Palacete do Parque Lage, no Jardim Botânico, passa a partir desta sexta-feira (26/02) a ser feita através de agendamento online. O acesso à construção histórica, sede da Escola de Artes Visuais, vinculada à Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa, continua gratuito, porém mais controlado por conta da prevenção contra a Covid-19.

A entrada pelo portão principal do Parque Lage permanecerá livre, assim como a visitação pela área verde, mas na entrada do Palacete será solicitada a apresentação do ingresso – digital ou impresso. Quem estiver pelo Parque e não tiver feito previamente o agendamento online, ainda poderá fazê-lo na hora da visitação, a depender da disponibilidade de vagas.

Desde o início da pandemia, o Parque Lage e a EVA cumprem as normas de conduta e prevenção decretadas no Estado do Rio de Janeiro. O agendamento online é uma nova medida que reforça práticas como a aferição de temperatura dos visitantes, o condicionamento da entrada e permanência ao uso de máscara que cubra o nariz e a boca, o oferecimento de álcool-gel 70% e de sinalizações que promovem uma circulação mais segura, assim como a higienização frequente do local.

“O Parque Lage é um grande exemplo de retomada das atividades que vem dando certo, seguindo todos os protocolos, garantindo segurança para o público e os profissionais que lá trabalham. Poder proporcionar mais conforto e comodidade para a população que visita o palacete histórico é fundamental para mostrar que o estado do Rio está cuidando verdadeiramente da vida das pessoas e pensando na volta das ativações culturais”, afirmou a secretária de Estado de Cultura e Economia Criativa, Danielle Barros.

Além de uma vasta área verde, composta por 52 hectares da terceira maior floresta urbana do mundo, e do histórico Palacete – construído em 1929, como um presente do empresário Henrique Lage para sua esposa, a cantora lírica Gabriela Besanzoni –, o Parque Lage é conhecido por reunir arte, lazer e cultura. Durante esse período de isolamento social, ele tem sido um refúgio para os cariocas em busca de diversão e segurança.

Confira o passo a passo para ingresso online do Parque Lage:

  1. Aponte a câmera do seu celular para o código QR nas placas ao longo do Parque Lage ou acesse www.sympla.com.br/eavparquelage
  2. Utilize seu e-mail para criar uma conta ou fazer login na plataforma virtual de agendamento
  3. Selecione o evento a partir do horário de visitação pretendido e escolha a quantidade de ingressos desejada (máximo: 5 unidades)
  4. Acesse seu e-mail para conferir o ingresso gerado
  5. No horário agendado, apresente o ingresso na entrada do Palacete para liberação do acesso. O código QR gerado pode ser escaneado nas versões digital ou impressa, a depender da preferência do visitante

Endereço da plataforma online:


www.sympla.com.br/eavparquelage

Instituto Ekloos dá curso sobre inovação em projetos socioculturais

Postado por SECEC-RJ em 24/fev/2021 -

O Instituto Ekloos realiza nesta quinta-feira (25) um curso online para ajudar a quem lida com iniciativas que abrangem os campos social e cultural. A entidade vai promover uma verdadeira imersão no tema “Criando Projetos Socioculturais Inovadores”, através de uma transmissão que ocorre de 9h às 18h. O curso está sendo realizado com recursos da Lei Aldir Blanc, geridos pela Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa.


A transmissão será feita através da plataforma Zoom para inscritos e o público alvo é de produtores, gestores de organizações sem fins lucrativos (ONGs) e grupos que atuem com iniciativas socioculturais, principalmente no Estado do Rio. As vagas foram esgotadas.


O objetivo principal do curso é apresentar metodologias que possibilitem a criação de projetos socioculturais inovadores. Um exemplo é de Impacto Social Canvas, criada pelo próprio Instituto Ekloos, que permite aprender as etapas de desenvolvimento de um projeto a partir da aplicação prática em um estudo de caso apresentado.


“Essa formação na criação de projetos inovadores é algo que com certeza trará frutos no futuro. Acredito que a partir da realização do curso, os agentes vão poder montar projetos muito mais aprimorados e bem-sucedidos”, afirma a secretária Danielle Barros.


Com a combinação da teoria com a prática, o participante vai assimilar conteúdo que o deixará mais apto a estruturar seus projetos e deixá-los prontos para a captação de recursos. O Ekloos pretende abrir outras turmas desse e de outros cursos ao longo do ano.


O curso procura conciliar a apresentação de ensinamentos teóricos e práticos. Os participantes vão colocar a mão na massa por meio de um estudo de caso e criar juntos um projeto inovador, através da metodologia que será apresentada.

Casa França-Brasil reabre para atividades artísticas

Postado por SECEC-RJ em 24/fev/2021 -

A Casa França-Brasil reabre as suas portas para ativações culturais no mês de março após quase dois anos. E a diretora do equipamento cultural, Helena Severo, participou do nosso “Dialogo Cultural” para falar um pouco mais sobre o atual momento da Casa e a expectativa da reabertura.

– Quais são suas expectativas para a reabertura ao público da Casa França-Brasil?

– Depois de praticamente um ano fechada em razão da pandemia, nesta segunda  (02/03) a Casa Franca Brasil  reabrirá suas portas  recebendo a expo ‘Casa Aberta – Passagens’ e, no mesmo dia o Seminário ‘Imersões: Arte e Arquitetura’. Ambos os projetos foram viabilizados com recursos da lei Aldir Blanc. Temos já outras exposições já agendadas. ‘Surface’, do fotógrafo Gabriel Vicbold e outra, em parceria com o Iphan/Rio que resultará de um concurso de fotos do patrimônio edificado do entorno da Casa. Para completar o calendário deste ano estamos negociando ainda outra exposição.

– Qual é o potencial que a senhora vê na Casa?

– Em primeiro lugar, é uma honra enorme dirigir essa instituição pela história que ela tem. A transformação desse importante bem arquitetônico nesse espaço cultural foi uma vitória do Darcy Ribeiro, que lutou para viabilizar o projeto. É uma construção do século XIX e o primeiro exemplar neoclássico do Brasil, projetado pelo arquiteto Grandjean de Montigny, que veio com a Missão Francesa ao Brasil. Apesar do prédio já ter tido diversas funções no passado, suas características são perfeitas para a realização de exposições até de grande porte. Por isso, pretendemos investir nessa vocação. Definimos uma política de ocupação da Casa tomando como ponto de partida a arte contemporânea, aí entendida em sua transversalidade, o que significa dizer que além de pintura, gravura e escultura também estamos incluindo arquitetura, design e moda etc. Também temos que apostar em parcerias e em obtenção de patrocínios. Já estamos em conversa com diversas instituições.

Equipamento cultural vai rceber exposições da Lei Aldir Blanc e já tem programação para retomada das atividades cultuais

– Como a Casa pode contribuir para a retomada do Centro do Rio?

– Meu desejo de vir atuar aqui é contribuir nesse sentido. A Casa está muito bem inserida no Corredor Cultural e dialoga há muitos anos com o CCBB, o Centro Cultural dos Correios e o Paço Imperial, entre outros. Agora estamos também em diálogo com a Orla Conde e as atrações que vão até o Museu do Amanhã. Portanto, nos beneficiamos de todo esse entorno e precisamos dar nossa contribuição para a recuperação do Centro. Tenho feito contato com diretores de vários espaços culturais e tratado de parcerias. Sem dúvida, os centros culturais cumprem um papel fundamental nesse processo de revitalização.

– Qual é o perfil dos frequentadores da Casa?

–  Acredito que não deve ser muito diferente do público que frequentava o espaço cultural da Biblioteca Nacional, que eu presidi. Percebemos lá uma frequência grande de pessoas que trabalham no Centro e aproveitam a hora do almoço para visitar uma exposição. A presença de estudantes também é muito forte. Acredito que na França-Brasil vamos intensificar a divulgação para receber bastante os frequentadores do Centro e estabelecer parcerias para atrair cada vez mais os estudantes. Os turistas também são um público potencial importante e que pode crescer com a proximidade com a Orla Conde e até com o Pier Mauá, onde atracam os transatlânticos. A partir de março a França-Brasil está de portas abertas para os cariocas e visitantes de todos os cantos.

Governo do Estado lança edital de incentivo ao Carnaval

Postado por SECEC-RJ em 17/fev/2021 -

O Governo do Estado lançou, nesta quarta-feira (17/02), o edital de incentivo ao Carnaval para patrocinar eventos online para a escolha de sambas-enredo de oito escolas do Grupo Especial e apoio a apresentações de associações de blocos de rua como a Sebastiana e Amigos do Zé Pereira. No total, serão repassados, por meio do Fundo Estadual de Cultura, mais de R$ 1,5 milhão: R$ 150 mil para cada escola e patrocínios de R$ 100 mil e R$ 50 mil para cada associação ou liga. A ajuda é destinada para blocos e ligas de todo o estado que tiveram projetos aprovados pela Lei Aldir Blanc e que não foram contemplados.

Este ano foi um Carnaval diferente para todos. Há toda uma cadeia produtiva que não conseguiu trabalhar. O recurso do ICMS, do Fundo Estadual de Cultura, é fundamental para dar uma ajuda extra aos profissionais do setor. Infelizmente, a pandemia da Covid-19 nos impediu de realizar o nosso Carnaval, o mais famoso do mundo. Tivemos que pensar na segurança da população, que está sendo vacinada. Mas já estamos nos preparando para o maior Carnaval do Rio de Janeiro em 2022 através desses incentivos.

ressaltou o governador em exercício, Cláudio Castro.

Além do edital, o Estado já aplicou cerca de R$ 5 milhões por meio da Lei Aldir Blanc em 103 projetos carnavalescos para patrocinar blocos, escolas de samba e eventos virtuais que apresentam a história de grandes ícones, como Nelson Sargento, Tia Surica, Beth Carvalho, Noel Rosa e Cartola. No total, o Estado investe cerca de R$ 6 milhões para apoiar a indústria do Carnaval. 

Secretária de Estado de Cultura Danielle Barros assina a autorização do uso do Fundo Estadual de Cultura para financiar o edital de Carnaval

Há uma necessidade de apoiar a arte e a cultura em um momento tão difícil como este, de pandemia do novo coronavírus. Ao longo deste ano, vamos implementar outras iniciativas para socorrer os fazedores de cultura. Vamos ajudar a arte acontecer.

afirmou a Secretária de Estado de Cultura, Danielle Barros.

Escolha dos sambas-enredo

O edital com uso do Fundo Estadual de Cultura vai garantir renda para profissionais que atuam na Imperatriz, Mangueira, Salgueiro, São Clemente, Paraíso do Tuiuti, Portela, Unidos da Tijuca e Vila Isabel. A escolha dos sambas-enredo será realizada em quatro etapas, todas com transmissão pela internet. As apresentações eliminatórias e as finais acontecem na Cidade do Samba, no Santo Cristo. As outras quatro agremiações da Liesa foram atendidas com recursos da Lei Aldir Blanc e contempladas com o mesmo valor. 

Hoje, seria o ápice do Carnaval, quando estaríamos fazendo a apuração das notas. O governo foi muito sensível de nos receber no Palácio Guanabara e nos oferecer essa ajuda importante. Cada valor investido representa geração de emprego, cidadania, dignidade e respeito à nossa cultura.

disse Jorge Castanheira, presidente da Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Liesa).

Incentivo aos blocos de rua

As apresentações dos blocos Sebastiana e Amigos do Zé Pereira, que se juntou ao Bola Preta, devem acontecer em uma casa de espetáculo em data a ser definida. Os shows, transmitidos pela internet, contarão também com público presente restrito, seguindo as regras de prevenção contra a Covid-19. A Secretaria de Cultura está finalizando o levantamento de projetos aprovados na Aldir Blanc inscritos por associações e ligas de Carnaval para contemplar mais ações.

Carnaval do Estado com incentivo do Governo

Postado por Gabriel Saboia em 14/fev/2021 -


O Governo do Estado do Rio de Janeiro está investindo mais de R$ 6,2 milhões para apoiar a indústria do Carnaval e ajudar a minimizar o impacto econômico causado pela pandemia da Covid-19. Na próxima semana, a Secretaria de Cultura e Economia Criativa lança editais para auxiliar eventos online para a escolha de sambas-enredo de oito escolas do Grupo Especial e apresentações de blocos de rua por meio do Fundo Estadual de Cultura. Cada agremiação receberá R$ 150 mil e os blocos Sebastiana e Amigos do Zé Pereira, R$ 200 mil no total. Além disso, o Estado já aplicou recursos no valor de R$ 5 milhões por meio da Lei Aldir Blanc em 103 projetos de carnaval.

– Infelizmente, a pandemia da Covid-19 nos impede este ano de realizar o maior Carnaval do mundo, mas temos que pensar na segurança da população. Para reduzir o impacto financeiro no setor, estamos apoiando as escolas de samba e os blocos de rua através do repasse desses recursos, da Lei Aldir Blanc e do Fundo Estadual de Cultura. Já preparando o Carnaval de 2022, quando toda a população fluminense estiver imunizada contra o novo coronavírus –

afirmou o governador em exercício, Cláudio Castro.

O edital que beneficia as agremiações da Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Liesa) vai garantir renda para profissionais que atuam na Imperatriz, Mangueira, Salgueiro, São Clemente, Paraíso do Tuiuti, Portela, Unidos da Tijuca e Vila Isabel. A escolha dos sambas-enredo deve ser realizada em quatro etapas, todas com transmissão pela internet. As apresentações eliminatórias e as finais acontecem na Cidade do Samba, no Santo Cristo, por conta da boa infraestrutura e condições de acessibilidade, com respeito aos protocolos de segurança contra a Covid-19. As outras quatro agremiações da Liesa foram atendidas com recursos da Lei Aldir Blanc e contempladas com o mesmo valor.

– O cancelamento dos desfiles gera um prejuízo incalculável, mas foi uma medida acertada para o atual momento. Entendemos como merecido esse apoio às escolas diante de tudo que já fizeram pela cultura do estado e pelo que elas contribuem em termos de geração de emprego e renda. É um momento de unirmos força para que essa indústria possa se manter viva e possa fazer um belo espetáculo ano que vem –

afirmou a secretária de Cultura, Danielle Barros.

Já as apresentações dos blocos Sebastiana e Amigos do Zé Pereira, que se juntou ao Bola Preta, devem acontecer em uma casa de espetáculo em data a ser definida. Os shows, transmitidos pela internet, contarão também com público presente restrito, seguindo as regras de prevenção contra a Covid-19.

Lei Aldir Blanc

Os R$ 5 milhões em recursos da Lei Aldir Blanc investidos em projetos ligados diretamente ao Carnaval movimentaram uma cadeia criativa e produtiva que envolve milhares de profissionais também de forma indireta. Além de artistas, músicos e sambistas, foram contemplados profissionais que atuam nos bastidores das produções, como aderecistas, cenógrafos, coreógrafos e ritmistas.

Dos 103 projetos aprovados nos diferentes editais culturais, estão incluídos os blocos carnavalescos tradicionais da capital e do interior, quatro agremiações do Grupo Especial e as ligas que compõem os chamados grupos de acesso (LIERJ e LIESB). Também receberam apoio os eventos virtuais que apresentam a história de grandes ícones do Carnaval, como Nelson Sargento, Tia Surica, Beth Carvalho, Noel Rosa e Cartola.

Circos retomam espetáculos com público no Rio

Postado por SECEC-RJ em 04/fev/2021 -

A alegria do circo está de volta ao Rio de Janeiro. Graças aos recursos da Lei Aldir Blanc, geridos pela Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa, 17 companhias do estado estão retomando suas apresentações. Duas delas já realizam espetáculos neste fim de semana. O Halley Circus fincou lona na comunidade do Barbante, em Campo Grande, e o Circo Trapézio, na Cidade de Deus. Ambos darão shows gratuitos para essas comunidades da Zona Oeste.

O isolamento social provocado pela pandemia abalou a vida dos artistas circenses, cujo sustento é tirado praticamente todo da venda de ingressos. Em virtude do fechamento das arenas, essas companhias familiares tiveram que recorrer a doações na maioria das vezes durante esse período. O Circo Trapézio, sediado em Ilha de Guaratiba, encerrou a última temporada no início de 2020 e só agora está voltando às atividades.

“Fizemos as duas últimas temporadas respectivamente, no bairro da Covanca, na Zona Oeste, entre julho e agosto de 2019, e no Festival Universo Paralello, na Bahia, entre dezembro e janeiro de 2020. Agora, nós entramos no edital da Aldir Blanc e felizmente fomos selecionados”, conta Ângela Cericola, proprietária do circo.

A família Cericola, de origem italiana, atua no Brasil desde o século XIX. A Covid-19 tirou a vida do artista mais velho da trupe, Waldemar Cericola, que faleceu em abril do ano passado, aos 95 anos. Mas a companhia tem mais a comemorar. A estreia desta sexta-feira (05) será marcada também pelo nascimento de mais um membro da família, filho da trapezista Amanda.

O espetáculo conta com números circenses tradicionais e tem entrada gratuita. A lona fica na Quadra do Lazer 15, na Cidade de Deus. É obrigatório o uso de máscara para entrar e os lugares são limitados para a segurança do público e artistas. A apresentação de sexta é às 20h e as de sábado e domingo, às 18h e 20h.

Os últimos meses também foram difíceis para a trupe do Halley Circus, mas seus integrantes estão felizes com a retomada dos shows neste fim de semana na comunidade do Barbante, em Campo Grande. Os artistas estão bem ensaiados e preparam surpresas para essa retomada.

“Ficar parado e depender de doações abala nossa auto-estima. Nossa felicidade é imensa principalmente porque a comunidade do Barbante nos apoiou muito e é um orgulho se apresentar aqui”, diz Geovanni Talma, proprietário do Halley.

O show também conta com as atrações tradicionais circenses, mas tem uma parte especial para as crianças, em que sempre há uma surpresa. O Halley faz seu espetáculo hoje (04) e nesta sexta (05) e sábado (06), às 20h30, no Barbante, em Inhoaíba, Campo Grande.

Cada companhia selecionada pelo edital Juntos pelo Circo da Lei Aldir Blanc está recebendo R$ 60 mil. Também foram selecionados o African Circo (Nova Iguaçu), American Circus )(Cantagalo), Babilônia Circus (São João de Meriti), Big Circus Show (Nova Friburgo), Circo Estoril (Itaguaí), Circo Flutuante (Santa Teresa), Circo Internacional do México (São Gonçalo), Monte Carlo (Belford Roxo), Montreal (São Gonçalo), Robatini (Campo Grande), Saltimbanco (Guaratiba), Italian Robattini Circus (Niterói), Cross Circus (Campo Grande) e Vsart (Nova Iguaçu).

Serviço:

Circo Trapézio
Local: Quadra do Lazer 15, na Cidade de Deus
Horários: Sexta-feira (05), às 20h, e sábado (06) e domingo (07), às 18h e às 20h
Entrada: gratuita

Halley Circus
Local: Comunidade do Barbante, Inhoaíba, Campo Grande
Horário: Quinta-feira (04), sexta (05) e sábado (06) às 20h30
Entrada: gratuita

Cláudio Elias assume a direção do Inepac

Postado por SECEC-RJ em 01/fev/2021 -

O professor e pesquisador Cláudio Elias da Silva assume a partir de hoje a Diretoria do Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (Inepac), órgão vinculado à Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa. O novo diretor exerceu até dezembro de 2020 o cargo de presidente da MultiRio (Empresa Municipal de Multimeios), onde implementou diversas ações com o objetivo de promover o ensino remoto durante a pandemia, além de criar o programa MultiRio Para Todos, estabelecendo parcerias com diversos municípios e entidades públicas.

Cláudio Elias, que já comandou a Secretaria Municipal de Educação de São João de Meriti (2005-2008), é professor associado da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e tem sólida carreira acadêmica, sendo Doutor em Geofísica pelo Observatório Nacional, com doutorado sanduíche no Centro de Pesquisas Espaciais Goddard Space Flight Center da NASA, nos Estados Unidos.

À frente do Inepac, Cláudio Elias pretende adotar políticas para o reconhecimento e valorização do Patrimônio Material e Imaterial do Estado do Rio e implementar medidas de valorização do Corpo Técnico do órgão. O professor buscará pautar sua gestão também pelo foco em bons resultados, transparência e participação social.

“Precisamos aprender a lição de alguns países que não só valorizam o patrimônio histórico como tiram aproveitamento econômico dele. É um esforço que precisamos fazer em conjunto com todo o corpo técnico do Inepac e através de parcerias, principalmente com as universidades, para valorizar as riquezas do nosso estado”, afirma Cláudio Elias.