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EAV Parque Lage terá sessão gratuita do Cine Lage nesta sexta (29)

Postado por SECEC-RJ em 29/Maio/2026 -

Um dos principais cartões-postais do Rio de Janeiro, o Parque Lage abre suas portas para turistas e moradores em mais uma edição do tradicional Cine Lage. O evento mensal e gratuito, dedicado à valorização do cinema brasileiro e de seus realizadores, acontece nesta sexta-feira (29/5), a partir das 19h, com a exibição dos filmes “Caruatá – Vejo o Lugar que me Vê” e “Moacir, Arte Bruta”, dirigidos pelo cineasta e diretor de fotografia Walter Carvalho.

Vinculada à Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa, a Escola de Artes Visuais (EAV) do Parque Lage promove iniciativas como o Cine Lage com o objetivo de democratizar o acesso à cultura e ao audiovisual. Há três anos, a curadoria do projeto está sob responsabilidade do cineasta Luiz Carlos Lacerda, professor do curso de Realização Cinematográfica da EAV. As sessões acontecem nas Capelinhas do Parque Lage, com distribuição de senhas 30 minutos antes do início da programação.

“A EAV tem uma relação muito extensa com o Cinema. Além do curso de Realização Cinematográfica oferecido pela escola, formando profissionais para o setor, o Parque Lage também é um cenário muito procurado pelos cineastas, ocupando um capítulo importante no Cinema Brasileiro e até de outros países”, disse Tania Queiroz, diretora da EAV do Parque Lage.

Em 2026, a identificação do Cinema com o Parque Lage foi vista nas duas primeiras sessões da temporada: Margaret Mee, de Malu De Martino; e oito curtas do cineasta Antonio Carlos da Fontoura – entre eles, homenagens a personalidades como Heitor dos Prazeres e Rubens Gerchman.

“A minha intenção como Curador do Cine Lage é exibir filmes relacionados com o fazer ou a história das artes plásticas brasileiras – como tem sido nas recentes edições – demonstrando o vínculo com os cineastas brasileiros, seus realizadores. Walter Carvalho, Vladimir Carvalho, Mallu De Martino, Antonio Carlos da Fontoura e Leon Hirszman são alguns deles”, conta Luiz Carlos Lacerda.

A Escola de Artes Visuais do Parque Lage é uma das principais escolas de arte do Brasil e da América Latina, na formação de novos artistas e novos públicos, contribuindo de maneira singular com a arte contemporânea brasileira. São mais de 50 cursos em diversas áreas criativas para formação e desenvolvimento das habilidades artísticas. Em 2025, a escola completou 50 anos, apresentando uma programação para celebrar a data.

Serviço

“Caruatá – vejo o lugar que me vê” e “Moacir, Arte Bruta”, de Walter Carvalho.
Sexta-feira – 29 de maio, às 19h
Capelinha — EAV Parque Lage
Atividade gratuita
Distribuição de 30 senhas 30 minutos antes do início do evento

SECEC-RJ apresenta diretrizes para execução das emendas parlamentares de 2026

Postado por SECEC-RJ em 28/Maio/2026 -

A Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro (SECEC-RJ), por meio da Subsecretaria Adjunta de Projetos Especiais (SUBAPE), realizou na última quarta-feira (27) uma reunião de orientação voltada às instituições culturais, com o objetivo de alinhar as demandas sobre a execução das emendas parlamentares impositivas previstas para o ciclo de 2026.

O encontro teve como objetivo apresentar diretrizes técnicas e administrativas para a elaboração dos Planos de Trabalho e para a correta execução dos projetos culturais contemplados com recursos públicos, reforçando o compromisso da Secretaria com a transparência, a eficiência da gestão e o fortalecimento das políticas culturais em todo o estado.

“Nosso compromisso é garantir que as instituições culturais tenham suporte técnico e segurança na execução dos projetos, fortalecendo as políticas públicas de cultura e ampliando o acesso da população às ações culturais em todas as regiões do estado”, destacou a secretária de Estado de Cultura e Economia Criativa, Danielle Barros.

Durante a reunião, a equipe técnica da SUBAPE apresentou orientações sobre os procedimentos necessários para celebração das parcerias, além dos critérios exigidos para análise e aprovação dos projetos.

Entre os principais pontos abordados estiveram a elaboração detalhada do Plano de Trabalho, a definição de metas quantitativas e qualitativas, o cronograma de execução e a necessidade de organização documental para garantir maior efetividade e transparência na aplicação dos recursos.

A SECEC-RJ também reforçou a importância do planejamento técnico das propostas culturais, orientando as instituições sobre boas práticas para garantir a viabilidade dos projetos e a adequada prestação de contas.

A execução das emendas parlamentares segue os parâmetros estabelecidos pela Lei Federal nº 13.019/2014 (MROSC) e pelo Decreto Estadual nº 49.792/2025, que regulamentam as parcerias entre a administração pública e as organizações da sociedade civil

A iniciativa integra as ações da SECEC-RJ voltadas ao fortalecimento institucional do setor cultural fluminense, promovendo maior organização, transparência e democratização do acesso às políticas públicas de cultura.

Escola da Cultura completa cinco anos capacitando produtores fluminenses

Postado por SECEC-RJ em 26/Maio/2026 -

A Escola da Cultura do Rio de Janeiro completa, no dia 26 de maio, cinco anos de criação, com mais de 277 mil atendimentos realizados no período. Vinculado à Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa (SececRJ), o programa tem como finalidade promover inclusão social e qualificação de agentes públicos e privados por meio de cursos gratuitos de capacitação.

Desde sua criação, em 26 de maio de 2021, a Escola da Cultura já atendeu artistas e produtores culturais dos 92 municípios fluminenses. O programa de formação e qualificação tem como foco o aperfeiçoamento dos fazedores de cultura, preparando-os para a participação em editais públicos e privados.

  • Completamos cinco anos com essa política pública existindo e mudando a vida dos fazedores de cultura fluminenses. Com o auxílio de grandes parceiros, conseguimos executar diversas ações e atender empresas, equipamentos públicos e instituições, chegando a todas as cidades do estado. É a cultura gerando emprego, renda e oportunidade para as pessoas – ressalta a secretária de Estado de Cultura e Economia Criativa, Danielle Barros.

As formações oferecidas são voltadas à elaboração de projetos culturais, gestão cultural, prestação de contas e captação de recursos, nos níveis básico e avançado. O programa também promove capacitações específicas nas áreas de empreendedorismo cultural e economia criativa, abordando temas como gestão financeira, marketing e formalização de negócios culturais.

  • A Escola realiza formações voltadas para gestores culturais, mentorias, intercâmbios culturais e ações formativas em diferentes áreas da cultura, além de apoiar formações independentes e ações de contrapartida cultural desenvolvidas em parceria com outras instituições – explica a subsecretária de Formação, Acesso a Equipamentos Culturais, Difusão e Inovação, Claudia Viana.

Ao longo de sua trajetória, a Escola da Cultura construiu importantes parcerias com instituições como o SEBRAE, SENAC, Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (INEPAC), Instituto Futuros e Energia para Ler. Entre os destaques está a parceria com o SEBRAE, que já contribuiu para a formação de mais de 5 mil fazedores de cultura.

Serviço

A Escola da Cultura foi criada a partir do Decreto nº 47.620, de 26 de maio de 2021. Os interessados em saber mais sobre o programa podem entrar em contato pelo e-mail escoladaculturarj@cultura.rj.gov.br ou acompanhar as informações pelos perfis no Instagram @escoladaculturarj e @sececrj.

Casa Brasil promove experiência imersiva em realidade virtual e reconstrói história no Centro do Rio

Postado por SECEC-RJ em 22/Maio/2026 -

Onde a Baía de Guanabara encontra algumas das memórias mais profundas do Rio de Janeiro, a tecnologia passa a servir como ponte entre passado e presente. A Casa Brasil inaugura a Imersão “Casa Brasil Petrobras”, experiência inédita que utiliza realidade virtual, realidade aumentada e inteligência artificial para revelar as camadas históricas do prédio da antiga Alfândega, no Centro do Rio. A atração foi aberta ao público nesta quinta-feira (21) e passa a integrar a programação da exposição “Casa Fluminense”, que segue em cartaz com entrada gratuita.

Com patrocínio da Petrobras e do Ministério da Cultura, o projeto convida o visitante a embarcar em uma viagem de cinco séculos em apenas cinco minutos. Utilizando óculos VR 360º. Que, por sinal, tornam a experiência ainda mais impactante e envolvente. O público atravessa diferentes períodos históricos do território carioca, começando pela Guanabara pré-colonial dos Tupinambá, passando pela chegada dos portugueses, em 1565, e alcançando os mercados e a Alfândega no século XIX.

A experiência mergulha o visitante em episódios marcantes da história do Rio. Além de revelae o passado do edifício como espaço ligado ao comércio marítimo, à escravização e também à resistência cultural e social. A narrativa dá protagonismo às mulheres negras que ocupavam o antigo Mercado do Peixe e ajuda a reconstruir memórias muitas vezes apagadas da história oficial.

“A união entre inovação tecnológica e produção artística transforma a Casa Brasil em um espaço de experiência, reflexão e pertencimento. É uma forma contemporânea de conectar o público às raízes culturais do Rio de Janeiro por meio de uma experiência gratuita, educativa e acessível”, reforça Danielle Barros, secretária de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro.

Além da imersão em realidade virtual, o projeto utiliza recursos de realidade aumentada para transformar a visita em uma experiência interativa. Sem necessidade de baixar aplicativos, o público poderá acessar conteúdos pelo próprio celular, por meio de QR Codes espalhados pelo espaço. As ferramentas digitais permitem visualizar imagens históricas animadas por inteligência artificial, descobrir detalhes invisíveis da arquitetura neoclássica do prédio e recriar a paisagem original da orla carioca antes das transformações urbanas.

“A tecnologia aqui não surge apenas como recurso visual. Ela é uma ferramenta de conexão emocional com a história. Queremos provocar empatia e aproximar o visitante das vozes que foram silenciadas ao longo do tempo, mostrando que o passado continua presente nas disputas e narrativas do Rio de Janeiro contemporâneo”, afirma Tania Queiroz, diretora da Casa Brasil.

Tecnologia se soma à exposição Casa Fluminense

A Imersão Casa Brasil Petrobras também reforça o compromisso da Petrobras com a democratização do acesso à cultura e a valorização da identidade brasileira. A iniciativa passa a dialogar diretamente com a exposição “Casa Fluminense”, que ocupa o espaço com obras de artistas contemporâneos inspiradas na ancestralidade, no cotidiano urbano e nas múltiplas identidades do estado do Rio de Janeiro.

Entre os destaques da mostra está a artista Melissa Oliveira, cujas obras ampliam o olhar sobre identidade, pertencimento e vivências fluminenses.

Para Jocelino Pessoa, coordenador do projeto e diretor da V ARTE, o uso de tecnologias imersivas amplia o alcance da mediação cultural e aproxima novos públicos do patrimônio histórico.

“Quando utilizamos realidade virtual e aumentada para revelar as camadas invisíveis da antiga Alfândega, criamos uma ponte emocional e cognitiva entre o território e o visitante. A memória de um lugar só permanece viva quando é reativada pelas novas gerações”, destaca.

Casa Brasil: um espaço para todas as culturas

A Casa Brasil, centro cultural do Governo do Estado do Rio de Janeiro, vive uma nova fase após sua reestruturação. Realizada em parceria com a V ARTE e viabilizada pelo Ministério da Cultura e pelo Governo Federal, por meio da Lei Rouanet, com patrocínio oficial da Petrobras.

Contemplada pelo edital Novos Eixos – Ícones da Cultura Brasileira, a iniciativa concorreu com mais de 8 mil propostas, foi uma das selecionadas no Programa Petrobras Cultural e reafirma a missão do equipamento de valorizar a produção artística nacional, ampliar o acesso e colocar a brasilidade no centro de sua atuação.

SERVIÇO

Imersão Casa Brasil Petrobras
A partir de quinta-feira, 21 de maio
Casa Brasil – Praça XV de Novembro, 20 – Centro, Rio de Janeiro
Visitação: terça a domingo, das 10h às 17h
Entrada gratuita

VI Fórum Estadual de Museus do Rio de Janeiro

Postado por Jessyca Pinto em 21/Maio/2026 -

Com o tema “Museus para adiar o fim do mundo”, a Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro (SececRJ), em parceria com o Sistema Estadual de Museus (SIM-RJ), realiza o VI Fórum Estadual de Museus do Rio de Janeiro, inspirado nas reflexões do ambientalista e filósofo brasileiro Ailton Krenak, que propõe diálogos sobre memória, território, sustentabilidade, diversidade e o futuro das instituições de memória. O evento acontece entre os dias 26 e 28 de maio, no Museu Nacional dos Povos Indígenas, Museu de História e Cultura Afro-Brasileira (MUHCAB) e no Museu do Samba.

  • O Fórum Estadual de Museus é um espaço fundamental para fortalecer o diálogo entre profissionais, instituições e a sociedade. Ao trazer reflexões urgentes sobre memória, inclusão e justiça social, o encontro evidencia como os museus podem atuar como agentes ativos na construção de um futuro mais diverso, democrático e sustentável – destaca Danielle Barros, Secretária de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro.

Ao longo da programação, o Fórum propõe repensar os museus como espaços de articulação entre saberes ancestrais e práticas contra-hegemônicas, ampliando as formas de pensar a produção e difusão de conhecimento. A conferência de abertura lança a provocação: “Como os museus podem adiar o fim do mundo?”, incentivando uma revisão crítica das funções dessas instituições que vão além da preservação de acervos e se afirmam como agentes de transformação social.

O evento inclui mesas temáticas, atividades de capacitação, visitas a espaços de memória, apresentações artísticas e aborda temas centrais como o direito à memória, a inclusão de públicos historicamente excluídos, o enfrentamento ao racismo ambiental e o protagonismo das juventudes na construção de futuros possíveis.

Segundo Lucienne Figueiredo, superintendente de Museus do Estado do Rio de Janeiro, o Fórum está conectado aos debates contemporâneos do campo.

  • Em sua sexta edição, o Fórum consolida-se como um espaço para pensar estratégias de articulação do campo museal em nosso estado, promovendo o intercâmbio de experiências, a construção de redes colaborativas e o desenvolvimento de práticas mais inclusivas, sustentáveis e conectadas com as realidades locais – afirma.

O Fórum é uma atividade bienal que integra a agenda de ações voltadas ao fortalecimento, à dinamização e à divulgação de iniciativas no campo da memória e do patrimônio no estado.

SERVIÇO Fórum de Museus

26 de maio
Museu Nacional dos Povos Indígenas
Rua das Palmeiras, 55 – Botafogo
Credenciamento: 9h às 9h30
Abertura institucional: 9h30 às 10h30
Apresentação cultural (Milena Makuxi): 11h às 11h30
Conferência de abertura: 11h30 às 12h30
Minicursos e visitas: 14h às 17h

27 de maio
Museu de História e Cultura Afro-Brasileira (MUHCAB)
Rua Pedro Ernesto, 80 – Gamboa
Mesa Temática I: Redes insurgentes, a afirmação do direito à memória e os mecanismos de resistência: 9h30 às 11h00
Mesa Temática II: Quem fica de fora dos museus e de seus mundos: públicos, territórios e acervos?: 11h00 às 12h30
Visita à exposição Arquitetura em cena: MIS COPA antes da Imagem e do Som: 15h30 às 17h30

28 de maio
Museu do Samba
Rua Visconde de Niterói, 1296 – Mangueira, Rio de Janeiro – RJ
Mesa Temática III: Racismo ambiental a partir do olhar dos museus e comunidades para mitigação dos impactos ambientais: 10h00 às 11h30
Mesa Temática IV: Narrativas e sonhos das juventudes no espaço museal, construção de futuros desejados: 14h00 às 15h30
Apresentação cultural (Matheus Frazão): 15h30 às 16h30
Conferência de encerramento: 16h30 às 17h30
Apresentação cultural (Matriarcas do Samba): 17h30 às 18h00

Para mais informações
E-mail: sistemademuseus@cultura.rj.gov.br
Telefone: (21) 2216-8500 (ramal 350)

Debate promovido pela F.MIS propõe reflexão sobre o brega como patrimônio emocional brasileiro

Postado por SECEC-RJ em 15/Maio/2026 -

A Fundação Museu da Imagem e do Som realiza, no próximo dia 22 de maio, o evento “Cafona é quem? O brega como patrimônio emocional brasileiro”, na Sala Glauber Rocha, na sede da Praça XV da instituição. O encontro reunirá pesquisadores, jornalistas e pensadores para discutir os limites entre gosto, classe e expressão cultural, propondo um olhar mais amplo sobre manifestações populares historicamente marginalizadas.

“Discutir o chamado ‘brega’ é também discutir memória afetiva, identidade cultural e pertencimento. A F.MIS acredita na importância de abrir espaço para reflexões sobre manifestações que fazem parte da vida cotidiana da população brasileira e que, muitas vezes, foram tratadas com preconceito. A cultura popular é um patrimônio vivo e precisa ser valorizada em toda a sua diversidade”, destaca o presidente da Fundação, Cesar Miranda Ribeiro.

Mais do que revisitar o passado, o debate busca compreender como o “cafona” se transforma, resiste e se reinventa na cultura contemporânea, afirmando-se como parte essencial da identidade brasileira. O encontro propõe uma reflexão sobre os atravessamentos entre estética, emoção e construção social, ampliando o entendimento sobre gêneros, linguagens e referências populares frequentemente relegadas a um lugar de inferiorização cultural.

Participam da mesa o jornalista e mestre em Bens Culturais e Projetos Sociais, Marcelo Moutinho, o jornalista e escritor Silvio Essinger e o historiador e jornalista Paulo Cesar Araújo, autor de importantes estudos sobre música popular brasileira e cultura de massa.

Ao promover um encontro como esse, a F.MIS mantém seu compromisso com a valorização da diversidade cultural brasileira e com a construção de espaços de diálogo sobre memória, comportamento e identidade. O evento propõe um olhar atento para manifestações culturais que atravessam gerações, despertam afetos e ajudam a contar a história do país a partir de suas sensibilidades populares.

O evento será aberto ao público, com entrada gratuita mediante registro prévio pelo e-mail ascom@mis.rj.gov.br. Ao todo, serão disponibilizadas 40 vagas, preenchidas por ordem de inscrição, reforçando a proposta da F.MIS de ampliar o acesso e estimular o diálogo sobre cultura, memória e identidade brasileira. O público também está convidado a participar caracterizado com referências ao universo “cafona” e brega, celebrando de forma descontraída e afetiva a estética e a identidade cultural que serão debatidas ao longo do encontro.

O MIS é vinculado à Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro (SececRJ).

SERVIÇO

Evento “Cafona é quem? O brega como patrimônio emocional brasileiro”

Data: 22 de maio de 2026

Horário: 18h

Local: Sala Glauber Rocha – MIS Praça XV – Praça Luiz Souza Dantas – Centro, Rio de Janeiro – RJ

Entrada: Gratuita (40 vagas, mediante registro prévio pelo e-mail ascom@mis.rj.gov.br)

Contato: ascom@mis.rj.gov.br

Governo do Rio lança editais para reconhecer profissionais e mestres da cultura fluminense

Postado por SECEC-RJ em 14/Maio/2026 -

O Governo do Estado do Rio, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa (SececRJ), lançou nesta quinta-feira (14/03) dois novos editais voltados ao reconhecimento de agentes fundamentais para a cultura fluminense: “Prêmio Por Trás da Cena” e “Mestras e Mestres da Cultura Popular”.

As chamadas públicas vão contemplar 250 profissionais e representantes da cultura popular em todo o estado, valorizando trajetórias, saberes tradicionais e a atuação de quem mantém viva a produção cultural fluminense, seja nos bastidores ou na preservação das manifestações populares.

A iniciativa integra o ciclo de fomento da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB) no estado, com investimento de R$ 3,6 milhões em recursos do Governo Federal. As inscrições estarão abertas das 9h do dia 18 de maio até as 18h do dia 8 de junho, exclusivamente pela plataforma Desenvolve Cultura.

  • A cultura fluminense é construída diariamente por milhares de profissionais que atuam nos bastidores, preservam tradições e mantêm vivas as nossas manifestações populares. Com esses editais, o Governo do Rio reafirma o compromisso de reconhecer, valorizar e investir nesses agentes fundamentais para a identidade cultural do Rio de Janeiro – destaca a secretária de Estado de Cultura e Economia Criativa, Danielle Barros.

Prêmio Por Trás da Cena

O edital reconhece profissionais técnicos da economia criativa que atuam na realização de produções artísticas e culturais no Estado do Rio de Janeiro. Serão contemplados 140 agentes culturais com trajetória comprovada de, no mínimo, cinco anos em áreas técnicas da cultura.

Podem participar pessoas físicas maiores de 18 anos, residentes no estado. O edital também prevê distribuição regional das vagas e reserva de cotas para pessoas negras, indígenas e pessoas com deficiência.

Mestras e Mestres da Cultura Popular

A chamada pública tem como objetivo valorizar mestres e mestras da cultura popular que atuam na preservação, transmissão e difusão de saberes tradicionais e ancestrais no Rio de Janeiro.

Serão selecionados 110 representantes da cultura popular, divididos em duas categorias: pessoas entre 18 e 59 anos e pessoas com 60 anos ou mais. Podem participar pessoas físicas residentes no estado, com atuação reconhecida como mestre ou mestra da cultura popular há pelo menos cinco anos. Assim como no outro edital, haverá distribuição regional das vagas e reserva de cotas.

Serviço

Inscrições: das 9h do dia 18 de maio até as 18h do dia 8 de junho
Plataforma: Desenvolve Cultura

F.MIS promove debate sobre inteligência artificial e línguas índigenas

Postado por SECEC-RJ em 12/Maio/2026 -

A Fundação Museu da Imagem e do Som realizou no dia 7 de maio, na Fototeca Estadual do Rio de Janeiro, localizada na sede Lapa da instituição, o debate “Protocolo de Escuta: quando a IA não reconhece uma língua viva”. O encontro reuniu cultura, tecnologia, memória e responsabilidade institucional em uma reflexão inédita sobre a presença das línguas indígenas nos sistemas de inteligência artificial.

“A tecnologia precisa aprender a escutar. Quando uma inteligência artificial não reconhece uma língua viva, o que está em jogo não é apenas uma limitação técnica, mas uma questão de memória, identidade e respeito cultural. A F.MIS entende que preservar cultura também significa criar espaços onde essas vozes sejam ouvidas, reconhecidas e incorporadas de maneira ética e responsável”, destacou o presidente da Fundação, Cesar Miranda Ribeiro.

O debate teve como convidado central o professor indígena Júlio Kamêr Apinajé, do Tocantins, representante do povo Apinajé. A iniciativa surgiu a partir de uma experiência vivida pelo professor durante visita à exposição “Chatô e os Diários Associados – 100 Anos de Paixão”, realizada na F.MIS no ano passado. Na ocasião, ao tentar se comunicar com a inteligência artificial Orion Nova utilizando a língua Panhĩ kapêr, idioma do povo Apinajé, Júlio não obteve resposta da plataforma.

O episódio, longe de ser tratado apenas como uma falha tecnológica, tornou-se ponto de partida para uma reflexão mais ampla sobre os limites da inteligência artificial diante das culturas originárias e sobre a necessidade de construir relações mais responsáveis entre tecnologia e diversidade linguística.

Durante o encontro, Júlio Kamêr Apinajé compartilhou elementos da língua e da cultura de seu povo, ensinando expressões em Panhĩ kapêr para os presentes, entre eles o presidente Cesar, o criador da Orion Nova, Marcos Nauer, e os servidores da Fundação. O debate transformou o erro em método: escutar, validar, registrar e aprender com quem carrega uma língua viva.

Com Júlio no centro da roda, o encontro promoveu um diálogo entre memória, imagem, tecnologia e preservação cultural, reforçando a importância da escuta como princípio fundamental para qualquer processo de inovação envolvendo patrimônios culturais e saberes ancestrais.

Ao final do debate, foi assinado o “Protocolo de Escuta – Inclusão de Línguas Indígenas em Inteligências Artificiais”, documento institucional da F.MIS que estabelece um marco simbólico e conceitual na relação entre museus, povos originários e inteligência artificial. O protocolo reforça a compreensão de que uma língua viva não pode ser incorporada à tecnologia apenas como dado técnico, mas precisa entrar nesses sistemas por meio de relação, consentimento e escuta.

O evento entra na lista das atuações da F.MIS como uma instituição comprometida não apenas com a preservação da memória, mas também com os debates contemporâneos que envolvem cultura, ética, tecnologia e diversidade. Abrindo espaço para esse diálogo, a Fundação amplia o papel dos museus como territórios vivos de reflexão, aprendizagem e construção coletiva de futuro.

Governo do Rio abre ao público primeira exposição do novo MIS Copacabana

Postado por SECEC-RJ em 11/Maio/2026 -

O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa, abriu ao público a primeira exposição temporária do MIS Copacabana: “Arquitetura em Cena – o MIS Copa antes da Imagem e do Som”. A iniciativa marca a abertura parcial do museu para visitação após 16 anos de obras e entraves. As visitas acontecem aos sábados e domingos, mediante retirada prévia de ingressos gratuitos pela plataforma Sympla.

Com curadoria e produção da Fundação Roberto Marinho, a mostra apresenta os bastidores, processos e etapas da construção de um dos mais relevantes projetos arquitetônicos da cultura fluminense, localizado na Avenida Atlântica, em Copacabana.

– Hoje é um dia especial para a cultura fluminense. Estamos abrindo ao público a exposição temporária do MIS Copacabana, que antes era destinada apenas a grupos específicos. A mostra conta a história dos desafios superados para a construção desse prédio, que olha para o passado, mas também para o futuro, ao apresentar tudo o que esse museu, tão importante para a população do estado, irá oferecer – destacou a secretária de Estado de Cultura e Economia Criativa, Danielle Barros.

Ao abrir as portas do MIS para a população, a primeira visitante da exposição foi a professora aposentada Marta Azambuja de Oliveira, de 93 anos. Gaúcha, ela mora no Rio há 60 anos e destacou nunca ter visto um museu integrar arquitetura e belezas naturais dessa forma.

– Fiquei encantada ao ver uma ideia tão inovadora sendo concretizada. Nunca vi um museu assim, com esse visual de frente para a praia. Quero trazer todos os meus netos na próxima semana para conhecerem também – contou.

Seguindo a proposta do MIS de conectar passado e futuro, a primeira sessão também recebeu um visitante de apenas cinco meses. O pequeno João foi levado pelos pais, Adriano Nascimento, 38 anos, e Alessandra Ribeiro, 39, para ter o primeiro contato com a arte.

– Somos vizinhos do MIS, moramos aqui em Copacabana, e durante todos esses anos de obra sempre ficamos na expectativa pela inauguração. Ficou lindo, acessível e pertinho da praia. Esperamos que seja uma nova oportunidade de conectar a população à cidade por meio do acesso democrático à cultura – ressaltou Adriano.

Retirada de ingressos

A partir desta semana, a exposição temporária “Arquitetura em Cena – o MIS Copa antes da Imagem e do Som” poderá ser visitada aos sábados e domingos, às 10h e às 14h, em grupos de 40 pessoas, mediante retirada de ingressos pela plataforma Sympla. A cota semanal será disponibilizada sempre às terças-feiras, a partir das 10h, no link:
https://www.sympla.com.br/evento/arquitetura-em-cena-o-mis-copa-antes-da-imagem-e-do-som/3412375.

Cada pessoa poderá retirar até dois ingressos.

Final da obra do MIS Copacabana

Fechados para a fase de museografia, todos os andares do MIS serão abertos ao público até o final deste ano. O espaço contará com salas de exposições de curta e longa duração, áreas de pesquisa, salas educativas, cineteatro, auditório com 280 lugares, loja, cafeteria, restaurante panorâmico, boate e mirante.

O MIS atuará como uma Fábrica de Memória, dedicada a registrar as expressões contemporâneas que definem o Rio de Janeiro de hoje, da potência do funk e suas vertentes à renovação do samba, passando pela cultura digital e pela estética carioca contemporânea.

Alunos da rede estadual conhecem Palácio das Laranjeiras em retomada da visitação

Postado por SECEC-RJ em 11/Maio/2026 -

Um grupo de alunos da rede pública de ensino, da Baixada Fluminense, visitou o Palácio das Laranjeiras nesta sexta-feira (08/05). O programa faz parte da abertura gradual do espaço pelo governador em exercício do Estado do Rio de Janeiro, desembargador Ricardo Couto. O objetivo é ampliar o acesso da população a um dos principais patrimônios históricos do estado, que estava fechado à visitação desde 2020.

Moradora de São João de Meriti e aluna do terceiro ano do Ensino Médio, do Colégio Estadual Carlos Drummond de Andrade, Marina Motta, de 17 anos, se encantou pela arquitetura e pelos acontecimentos históricos que aconteceram no Palácio.

  • Para mim, descobrir não só a história do meu estado, mas um pouco da cidade que eu nasci, que é o Rio, é muito gratificante. Essa visita foi uma aula de história que expande nossos horizontes – declarou.

Durante a visita, os estudantes conheceram as instalações do palácio, que foi construído entre 1909 e 1913 pelo empresário Eduardo Guinle. Além disso, eles tiveram acesso a explicações de história que mostraram, na prática, matérias que são abordadas dentro de sala de aula.

Para Letícia Maria, de 17 anos, apaixonada por belas artes, a visita foi um sonho.

  • Eu achei a experiência incrível porque une as coisas que eu mais gosto: história e arte. Amei os quadros, os detalhes. É surreal imaginar que antigamente as pessoas moravam em lugares como esse. Me senti dentro de um filme – relatou a estudante.

Inicialmente, a visita à residência histórica dos governadores do Rio poderá ser feita apenas por estudantes da rede pública estadual e grupos detentores de tradições e instituições que possuem uma relação direta com a preservação e a gestão do patrimônio cultural.

  • Esta iniciativa é importantíssima. Ela possibilita que os alunos da rede estadual de ensino tenham cada vez mais acesso à arte, à história e à educação — destacou a secretária de Estado de Educação, Luciana Calaça.

Peças históricas enriquecem o acervo

Entre as atrações do edifício, há um banheiro todo com peças esculpidas em blocos de mármore Carrara, móveis franceses que remetem à Belle Époque (período marcado por inovações e avanços culturais na Europa) e o primeiro elevador instalado no Brasil.

A escrivaninha onde governadores despacham é uma réplica da usada por Luís XIV, no Palácio de Versalhes, na França. Entre as pinturas, a mais emblemática é a que retrata o Rei Sol, por Rigaud (1659-1743).

  • A reabertura do Palácio das Laranjeiras para visitação, especialmente com a presença dos nossos estudantes, é um marco simbólico da cultura e educação como aliadas. Quando esses jovens entram em um espaço como esse, eles não apenas aprendem sobre a história, mas também se reconhecem como parte dela. Democratizar o acesso ao patrimônio é fortalecer a identidade do nosso estado — declarou Danielle Barros, secretária de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio.

A partir de junho, o público em geral também poderá conhecer o Palácio das Laranjeiras. Os demais grupos elegíveis serão selecionados pelo Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (Inepac).

  • É muito gratificante olhar iniciativas que trazem os alunos, professores e toda a população para conhecerem a história do nosso estado de perto deste importante patrimônio histórico — disse Sérgio Linhares, professor de História e coordenador de Educação Patrimonial do Inepac.