
Um dos projetos culturais mais aguardados do Rio de Janeiro, o novo Museu da Imagem e do Som de Copacabana ganha forma concreta e, mais do que isso, começa a fazer parte da vida do cidadão carioca e fluminense.
Depois de mais de uma década de história, marcada por desafios e descontinuidades, o MIS entra em uma nova fase: a de pertencimento. Com sua obra retomada em dezembro de 2021 com investimentos do Governo do Estado e parceiros como a Fundação Roberto Marinho, o equipamento cultural agora deixa de ser apenas um projeto para se tornar experiência.
E para celebrar esse momento, o espaço já abre suas portas — ainda em fase final de implantação — com uma proposta que é, por si só, histórica.
O MIS nasce como um museu vivo. Um lugar onde passado, presente e futuro da cultura brasileira se encontram a partir de um olhar profundamente carioca. Um espaço que não apenas preserva memórias, mas também captura o agora: da força do funk às reinvenções do samba, da cultura digital às novas estéticas urbanas.

Idealizado pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria da Casa Civil, da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa e da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Obras Públicas, em parceria com a Fundação Roberto Marinho, o equipamento foi concebido como um “boulevard vertical”, propondo um percurso pela cultura brasileira por meio de experiências audiovisuais e interativas.
Ao final das obras, o espaço contará com salas de exposição de curta e longa duração, áreas de pesquisa, salas educativas, cine-teatro, auditório com 280 lugares, loja, cafeteria, restaurante panorâmico, boate e mirante. O MIS atuará como uma verdadeira Fábrica de Memória, dedicada a registrar as expressões contemporâneas que definem o Rio de Janeiro de hoje — da potência do funk e suas vertentes à renovação do samba, passando pela cultura digital e pela estética carioca contemporânea.

O prédio do MIS em Copacabana será aberto ao público mediante agendamento prévio pela plataforma Sympla. Os visitantes poderão conhecer a exposição temporária “Arquitetura em Cena – o MIS Copa antes da Imagem e do Som”, que apresentará a história do projeto e da construção da nova sede.
A mostra revelará o processo, os bastidores e as etapas que levaram à criação do edifício na Avenida Atlântica e estará aberta aos sábados e domingos, através da plataforma Sympla.

O edifício se apresenta como um boulevard vertical, propondo um passeio imersivo pela cultura brasileira. No térreo, uma banca de jornal virtual com notícias atualizadas, além de loja e café, recepciona o visitante.
A exposição de longa duração tem início no pavimento Espírito Carioca, dividido em três eixos — humor, rebeldia e festa —, com destaque para uma grande imersão no carnaval carioca, que leva a folia ao longo de todo o ano.
No pavimento seguinte, Doce Balanço, dedicado à música e ao rádio, um documentário apresenta a história do samba, enquanto o visitante percorre a evolução da música brasileira — do samba-canção e samba-jazz à bossa nova e à canção moderna.
Em Alegres Trópicos, acompanha-se a trajetória de Carmen Miranda, personagem-síntese do museu, de jovem carioca a estrela de Hollywood. O espaço também destaca a produção televisiva brasileira e momentos emblemáticos que mobilizaram o país diante da tela.
Já no pavimento É sal, é Sol, é Sul, a cidade se revela em sua relação com o mar: fotografias de Augusto Malta e Guilherme Santos, destaques do acervo do MIS, retratam a reurbanização do Rio de Janeiro.
No subsolo, ganham protagonismo as Noites Cariocas e suas histórias fundamentais, com foco na música da vida noturna e na genealogia do funk, que transforma o espaço em um grande baile. O pavimento abriga ainda uma boate e um cine-teatro-auditório, voltados a uma programação cultural dinâmica.
No terraço, o visitante encontra um mirante que, à noite, funciona como cinema a céu aberto, além de um restaurante panorâmico anexo.

Com investimento total de R$ 345 milhões, o projeto reúne esforços públicos e privados. Desse montante, cerca de 53% correspondem a recursos diretos do Governo do Rio, incluindo R$ 126 milhões aportados na atual gestão para elaboração de projetos, execução das obras e desenvolvimento do conteúdo museográfico. A iniciativa também contou com 10% de investimento do Prodetur-RJ e 37% provenientes da iniciativa privada, por meio de aportes diretos e de leis de incentivo fiscal, com captação da Fundação Roberto Marinho.
Em pleno funcionamento, o novo MIS Copacabana deve se consolidar como um dos principais polos culturais do país, com potencial de gerar impacto econômico estimado em R$ 651 milhões por ano no município do Rio de Janeiro, impulsionado pelo turismo cultural e pela ampliação do tempo de permanência de visitantes na cidade.