Postado por SECEC-RJ em 30/ago/2021 -

Artistas e produtores fluminenses, que ainda sofrem os efeitos da pandemia em suas atividades, poderão contar com novo auxílio por parte da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa (Sececrj). Começam nesta terça-feira (31), às 18h, as inscrições para o edital “Cultura Presente nas Redes 2”, que, como sua versão anterior do ano passado, é voltado para pessoas físicas. Desta vez o número de beneficiários será dobrado. Serão 3 mil contemplados com R$ 2,5 mil por projeto, com investimento de R$ 7,5 milhões do Fundo Estadual de Cultura (FEC).
As inscrições serão realizadas através do sistema “Desenvolve Cultura”, no site da Sececrj e vão até o dia 29 de setembro, às 18h. Para concorrer, basta ser residente do Estado do Rio e ter mais de 18 anos, além de comprovar atuação na área cultural há pelo menos um ano.
“Este é o primeiro edital do nosso Pacto Cultural RJ, que foca na democratização do acesso aos recursos da cultura. Estamos garantindo vagas por município, com inscrição simplificada e apoio aos fazedores de cultura na ponta, valorizando a arte de cada cidade. Este edital é como uma porta de entrada para acessar novas chamadas públicas, por isso é fundamental que todos façam a leitura atenta do edital e façam sua inscrição dentro dos 30 dias vigentes”, ressaltou a secretária de Estado de Cultura e Economia Criativa, Danielle Barros.
Diferentemente do edital anterior, o novo Cultura Presente Nas Redes possibilitará a realização de ativações com público, desde que respeitados os protocolos contra a Covid-19 e que o realizador também grave sua apresentação e gere um link, como forma de prestação de contas. O material digital também funcionará como legado do edital, pois as imagens poderão ficar disponíveis nas plataformas digitais para que o público veja, mesmo depois de encerrado o período de vigência.
Outra novidade do edital é a divisão das vagas por município, sendo que na capital as cotas serão proporcionais à população de cada uma das cinco Áreas de Planejamento da cidade. A medida possibilita uma distribuição mais democrática e transparente dos recursos. Em caso de não preenchimento das vagas, haverá redistribuição entre os aprovados na classificação regional e depois na classificação geral. O documento prevê como critério de desempate o proponente não ter recebido a premiação da primeira edição realizada no ano passado, nem em outros Editais Emergenciais da Sececrj de premiação à pessoa física nos anos de 2020 e 2021.
Para concorrer à premiação, o proponente precisa estar com seu CPF regular e a pessoa não pode estar inadimplente com a Secretaria. O edital cobre as áreas de música, dança, teatro, circo, artes plásticas, folclore, artesanato, fotografia e cinema.
Não há impeditivo para o proponente atuar em conjunto com outros artistas ou produtores, mas o valor será o mesmo por projeto apresentado e uma única pessoa fica responsável pela apresentação dos documentos e prestação de contas. Deverá ser apresentado uma produção cultural inédita por proponente. Não poderá proponentes diferentes se inscreverem para realizar uma mesma produção cultural.
Inscrições: 31/08 às 18h até às 18h de 29 de setembro de 2021
Site da Secretaria de cultura: http://cultura.rj.gov.br
Previsão de divulgação do resultado: Dia 6 de outubro
Previsão para a divulgação da classificação final: 29 de outubro.
Postado por SECEC-RJ em 27/ago/2021 -

Um dos segmentos mais afetados pela pandemia, o setor cultural do Rio de Janeiro vai contar com um reforço milionário nesse momento de retomada. O Pacto Cultural RJ, lançado nesta sexta-feira (27) pelo governador Cláudio Castro e pela secretária de Estado de Cultura e Economia Criativa, Danielle Barros, injetará R$ 75 milhões específicos ao fomento às artes no estado até o final do ano.
ASSISTA AQUI O LANÇAMENTO DO PACTO CULTURAL RJ
A cerimônia, realizada no Teatro João Caetano, contou com a presença de diversos artistas, como Marcos Frota, Toni Garrido e Pedro Baião.
Ao todo, o pacote de investimento conta com cinco editais com o objetivo de estimular a cadeia produtiva do setor, gerar empregos e incentivar a retomada das atividades. Além dos editais, também foi anunciada a retomada do convênio com o Governo Federal do programa de Pontos de Cultura, parado desde 2015.
– Eu sou fruto da cultura. Como muitos sabem, antes mesmo de uma carreira política eu já era músico. Apoiar a cultura é algo que sempre busquei. Agora, como governador, tenho me comprometido a fomentar o setor e valorizar os fazedores de cultura, sobretudo nesse momento sensível por conta da pandemia. O Pacto Cultural é vacina necessária para o setor. Tenho certeza que esse valor vai colaborar para os artistas e produtores culturais – afirmou o governador Cláudio Castro.
Para Danielle Barros, secretária de Estado de Cultura, o lançamento melhora o acesso às artes.
– O Pacto é o fortalecimento da cultura do território. É a retomada da arte. É a democratização do acesso à cultura. É a construção de uma cultura acessível, inclusiva e para todos. É a cultura presente no Estado do Rio – afirmou Danielle, que ressaltou que do pacote, R$ 40 milhões são provenientes do Fundo Estadual de Cultura (FEC), R$ 20 milhões do Governo do Estado e R$ 15 milhões do Governo Federal.




Editais
As inscrições para a primeira chamada pública, a “Cultura Presente nas Redes 2”, que vai destinar R$ 7,5 milhões a 3 mil fazedores de cultura fluminenses, começam nesta terça-feira (31).
Interessados devem se inscrever através do sistema Desenvolve Cultura – (http://cultura.rj.gov.br/desenvolve-cultura/inscricao/) – a partir das 18h do dia 31 de agosto até às 18h de 29 de setembro.
Para concorrer basta ser residente do Estado do Rio e ter mais de 18 anos, além de comprovar atuação cultural há pelo menos um ano.
O maior volume de recursos vai para o edital Retomada Cultural RJ 2, que deve colocar no mercado cultural fluminense cerca de R$ 40 milhões, voltados para pessoas jurídicas e que contempla todos os segmentos culturais.
Ainda serão lançados em 2021 chamadas voltadas para a Arte Urbana, com investimento de R$ 6 milhões e duas chamadas culturais inéditas no estado do Rio: Edital para valorização da cultura dos Povos Tradicionais, com premiação de R$ 5 milhões e uma chamada pública para contemplar artistas com algum tipo de deficiência, que conta com aporte de R$ 1,5 milhão.
Postado por SECEC-RJ em 25/ago/2021 -

– A Orquestra Sinfônica do Municipal está completando 90 anos. Qual é o significado dessa longevidade?
– A Orquestra foi criada oficialmente no dia 2 de maio de 1931 e sua primeira apresentação ocorreu em 5 de setembro do mesmo ano. Estamos comemorando os 90 anos dessas duas datas e preparando uma programação especial, com repertório dedicado a Mozart [Acompanhe a divulgação da programação através das redes sociais do Theatro]. Acredito que é um feito e uma vitória para a orquestra ter sobrevivido tanto tempo, tendo em vista a pouca valorização da Cultura no país.
– Qual é a importância para a Casa ter um corpo de músicos próprio como acontece com o Municipal nessas nove décadas?
– A importância para a Casa ter um corpo de músicos próprio é muito além de termos um emprego público com estabilidade. Na verdade quando o Estado tem uma casa onde óperas, balés e concertos sinfônicos são idealizados tendo seu apoio significa que em teoria a valorização da Cultura é reconhecida. O país precisa desse tipo de valorização pois sem a arte um povo não evolui, não cresce, não se desenvolve. Assim como qualquer profissão, o Theatro Municipal abrange profissionais de alto gabarito em todos os seus setores, inclusive técnicos e administrativos. E ter a casa funcionando como um todo é uma vitória. O que lutamos por décadas é por não deixarmos a peteca cair. Precisamos sempre de renovação dos quadros e buscamos concursos assim como em qualquer setor. Com um quadro estável a programação pode fluir com muito mais sucesso e unidade sonora propriamente dita.

– O que é necessário para se chegar ao nível da Orquestra?
– Muito estudo, desde cedo. Em muitas profissões as pessoas precisam apenas de alguns anos de faculdade para exercê-las, mas os músicos têm que se dedicar praticamente uma vida inteira para obter um reconhecimento. No meu caso, comecei a estudar violino aos 6 anos em casa com o meu pai, o violinista Giancarlo Pareschi, que era italiano e que fez parte da Orquestra, chegando a ser spalla. Ele era muito rígido e eu tinha que estudar diariamente no fim da tarde, inclusive nos fins de semana e feriados. Também paguei aulas particulares até os 33 anos e fiz Curso de Aperfeiçoamento em Violino Solista na Itália, com o professor Domenico Nordio. É um investimento incalculável, que nem sempre traz o retorno financeiro que merecemos, mas amamos o que fazemos.
– Como está sendo a experiência das apresentações online durante a pandemia?
– Ainda estranho o fato de tocar sem o público, mas é também uma situação que tem a ver com a modernidade e que foi forçada pela pandemia. Essa programação está proporcionando a expansão do público do Municipal. Acredito que estamos prestando um papel muito relevante para a sociedade nesse momento de isolamento porque a música é um entretenimento benéfico para as pessoas. Porém, ainda enfrentamos o desafio de realizar essas execuções cumprindo os protocolos, o que não é fácil. Por outro lado, acho que essa situação está forçando o Theatro a criar um acervo de apresentações gravadas, um investimento que nunca tinha sido feito. Ao longo desses 90 anos, ocorreram poucas apresentações gravadas, com recursos tecnológicos insuficientes. Espero que as gravações continuem, mesmo com a volta do público.
– Nesses 90 anos da Orquestra que nomes destacaria como regentes?
– Um momento muito marcante para mim e para praticamente todos os músicos foi o fato da Orquestra ter sido regida pelo Rostropovich [russo Mstislav Rostropovitch (1927-2007)]. Ele foi um violoncelista admirável e a presença dele no palco regendo teve um impacto muito grande.
– Como é sua relação com a música popular? O erudito convive bem com ela?
– O convívio é mais harmonioso do que parece. Estamos sempre participando de gravações de música popular. Muita gente não sabe mas já toquei em gravações do Zeca Pagodinho, Caetano Veloso, Roberto Carlos, Joana, Djavan, do famoso disco de Natal da Simone, Sandy e Júnior, Skank, Jota Quest, Titãs… Uma infinidade de artistas populares. Até na Itália meus parentes reconhecem meu nome nos CDs da Laura Pausini. Participei também de um show do MC Sapão na Quinta da Boa Vista. Só falta a Anitta (risos). Eu adoro. Também gravamos para trilhas de filmes, comerciais e novelas. Em “A Força do Querer”, quando a Bibi (personagem de Juliana Paes) sobe o morro se sentindo poderosa, sobe um som que eu gravei. As pessoas em sua maioria não se dão conta, mas sem a música do violino a cena não transmitiria a mesma sensação.




– O que falta para a música erudita se tornar mais popular e como a Orquestra poderia ajudar nisso?
– Há um mito de que o povo tem aversão à música clássica, mas isso não é verdade. Tanto que quando oferecemos ingressos a um real, formam-se filas e pessoas que não teriam condições de pagar o ingresso normal do Municipal aproveitam bastante. Mas acredito que poderíamos ter um programa mais amplo de formação de plateia e educacional, indo às escolas públicas e na periferia de uma forma geral. É algo que exigiria investimento e talvez se as empresas se interessassem em patrocinar conseguiríamos superar os entraves financeiros. Traria muito retorno para todos e teria um efeito positivo para a sociedade.
Postado por Gabriel Saboia em 20/ago/2021 -
A Secretaria de Estado de Cultura do Rio de Janeiro (Sececrj) está cada vez mais perto dos artistas de todo estado. Em mobilização por todo território fluminense para falar da política de fomento e investimentos no setor, a Sececrj tem realizado uma série de encontro com gestores e fazedores de cultura. Ação já ocorreu nas regiões do Centro Sul, Baixada, Norte, Noroeste, Leste Fluminense. Nesta sexta, a secretaria fez uma grande mobilização nas Zona Norte e Oeste da Capital.
Os encontros acontecem com todos os protocolos de segurança, distanciamento social e mediante a confirmação de presença através de cadastramento prévio, como medida prevenção contra o coronavírus no estado. As cidades que receberam a ação até o momento foram Valença, Japeri, Magé, São Gonçalo, além das Zonas Norte e Oeste da capital. A previsão é que no mês de setembro a Secretaria faça o roteiro para a Costa Verde, bem como outras cidades da Baixada Fluminense e da Região dos Lagos.

De acordo com a Secretária de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro, Danielle Barros, a aproximação da cultura fluminense é fundamental para criação de uma política de investimentos para a arte do estado.
“Fizemos uma série de encontros virtuais para debater sobre a lei Aldir Blanc e a política de investimentos da cultura do estado, mas uma demanda das cidades era a realização de encontros presenciais. Por isso iniciamos as mobilizações. Entendemos que esse tipo de debate é fundamental para que a secretaria faça os investimentos de acordo com a demanda real dos fazedores de cultura na ponta, com parceira das prefeituras e gestores”
afirmou Danielle Barros.

O encontro com gestores e fazedores de cultura é uma reunião da equipe da Secretaria para falar da política de fomento da Secretaria de Cultura do Estado e o planejamento do uso do Fundo Estadual de Cultura para 2021. Nele é detalhado o uso do Sistema Desenvolve Cultura para inscrição de projetos, bem como o uso da política de renúncia fiscal através da Lei de Incentivo à Cultura, que só em 2021 investiu até o mês de agosto mais de R$ 25 milhões em projetos culturais diversos.
“Já lançamos o primeiro edital do ano com o uso do Fundo que foi o #CarnavalNasRedesRj, que premiou em R$ 3,8 milhões blocos, escolas de samba e agremiações e temos o desafio de lançar este ano mais editais, aliado ao compromisso de total transparência do uso dos recursos da cultura, uma Lei de Incentivo para atender o artista de todo estado e também a construção das salas de Cinema no Interior do Estado, bem como a recuperação de convênios federais e manutenção dos equipamentos culturais do estado”.
declarou Vítor Corrêa, Subesecretário de Planejamento e Gestão da Sececrj.





Postado por SECEC-RJ em 18/ago/2021 -

O Theatro Municipal está abrindo a Sala Mário Tavares, que fica no anexo da casa de espetáculos, para a realização de atividades culturais independentes. O lugar, com capacidade para 160 pessoas, poderá receber oficinas e cursos livres de capacitação ou formação e espetáculos de música (erudita, MPB, instrumental e jazz), artes cênicas, ballet, estreia de filmes, festivais de curtas, lançamento de livros, debates e rodas de conversa.
Os interessados devem se inscrever até o dia 31 deste mês. As inscrições são gratuitas, bem como o uso do espaço. No entanto, caso sejam cobrados ingressos ou taxas, 20% da receita têm que ser revertidos para a Fundação Teatro Municipal.
“Essa é uma área do Theatro que deve ser utilizada para a difusão de programação cultural, para a democratização de acesso e fornecimento de cultura à população fluminense. É importante que ela seja aberta e torne o Theatro cada vez acessível a todos”, declarou a presidente da Fundação Teatro Municipal, Clara Paulino.
Ela explica que proponentes que já tinham sido aprovados em edital anterior foram contatados e escolheram as datas da sua programação, que vai ser conjugada com a nova leva de atividades. Não há impeditivo para estes voltarem a se inscrever e incluírem novos eventos.
O resultado final da seleção deve ser homologado no fim de setembro e o programa de atividades a serem realizadas pelos proponentes pode se estender até o fim do ano que vem. O Theatro Municipal aceita a participação tanto de pessoas físicas quanto jurídicas, desde que sejam sediadas no Estado do Rio.
Além dos 160 lugares, o espaço está equipado com palco, telão, camarim e equipamentos de som e luz. Os custos para a realização dos projetos ficam a cargo dos proponentes.
“A democratização do acesso a esse espaço que pertence à toda a população fluminense é um dever nosso. Por isso, esperamos que os fazedores de cultura encontrem nessa sala o lugar ideal para a realização de suas atividades e que possam contar com essa estrutura para promover a difusão da arte”, afirma a secretária de Estado de Cultura e Economia Criativa, Danielle Barros.
Postado por SECEC-RJ em 16/ago/2021 -
A Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa realizou nesta segunda-feira (16) cerimônia de entrega de certificados aos projetos premiados nos editais de carnaval. O evento, que aconteceu no Centro Cultural João Nogueira – Imperator, no Méier, contou com apresentações musicais e de dança.
Ao todo foram aprovados 84 projetos, que receberam R$ 3,8 milhões oriundos do Fundo Estadual de Cultura (FEC). Os recursos foram destinados às escolas de samba e às associações e ligas de blocos de rua, que este ano foram prejudicados com o cancelamento dos desfiles, em virtude da pandemia. Para assegurar que os profissionais que atuam na linha de frente do carnaval sejam beneficiados, as agremiações devem utilizar pelo menos 25% deles no pagamento de pessoal.
Na chamada #NãoDeixaOSambaMorrer, foram incluídas as escolas de samba. Entre as integrantes do Grupo Especial, oito vão receber R$ 150 mil cada para a realização da escolha do samba-enredo, que já começou a ocorrer de forma virtual. As quatro demais já tinham sido contempladas pela Lei Aldir Blanc com o mesmo valor.





Foram também habilitados nove projetos de escolas vinculadas à Liga das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Lierj), que receberão R$ 40 mil cada uma. Outras 55 agremiações ligadas à Liga Independente das Escolas de Samba do Brasil (Liesb) também tiveram suas propostas aprovadas e vão ser contempladas com R$ 20 mil cada uma. Representando a Liesb, esteve presente o presidente Clayton Ferreira. A Lierj foi representada pelo diretor Bruno Tetê. Já a Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Liesa) foi representada pelo diretor Elmo José dos Santos.
Para concorrer, os blocos precisavam ser filiados a instituições representativas, que se inscreveram de acordo com o número de associados na chamada pública #BlocoNasRedesRJ. Foram habilitadas no total 13 entidades representativas, sendo que dessas seis são da capital e sete do interior, somando R$ 1,2 milhão para realizarem atividades carnavalescas virtuais.
A secretária Danielle Barros ressaltou a importância dos recursos chegarem nas mãos dos trabalhadores do carnaval, que foram duramente prejudicados pela pandemia.
“Nós só somos instrumento para fazer a política pública acontecer. O importante é que esses recursos cheguem à ponta dessa cadeia produtiva e criativa, que encanta o mundo com suas cores e seu ritmo. Neste momento em que a pandemia nos preocupa, estamos garantindo recursos para os artistas do carnaval e uma atração cultural segura para o público poder curtir em casa”, declarou a secretária.
A cerimônia contou com a apresentação do grupo de choro Caiçara, de Angra dos Reis, da apresentação dos dançarinos Cris Aguiar e Sandro Santos e do grupo afro Orunmila, entre outras atrações. O carnavalesco e comentarista Milton Cunha também participou da entrega dos certificados. O deputado estadual Chiquinho da Mangueira e o deputado federal Aureo Ribeiro representaram a Assembleia Legislativa do estado e o Congresso Nacional no evento.
“No momento em que a gente vive uma pandemia, com 15 milhões de pessoas desempregadas, mais de 40 milhões no mercado informal, pessoas passando fome, a tristeza invade os lares brasileiros. Por isso, é fundamental entender a sensibilidade de projetos como esse, que leva alegria através da cultura e valoriza os trabalhadores do Carnaval”, reforçou o deputado Aureo Ribeiro.
Ligas de Blocos (Categoria A):
– Associação Recreativa Cultural e Esportiva Liga de Blocos e Bandas Wiliam Cesar
– Associação Recreativa e Cultural Liga de Blocos e Bandas da Zona Portuária da Cidade do Rio de Janeiro
– Liga de Bandas E Blocos Carnavalescos da Barra da Tijuca, Recreio dos Bandeirantes E Vargens – Liga Sambare
– Associação dos Blocos e Atividades Carnavalescas de Cabo Frio
– Coreto Coletivo de Blocos Organizados do Rio de Janeiro
– Sebastiana – Associação Independente de Blocos de Rua da Zona Sul, Santa Teresa e Centro da Cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro
– Associação Carnavalesca Amigos do Zé Pereira
– Associação Bloco Carnavalesco Adão e Eva
– Associação de Bois Pintadinhos de Campos dos Goytacazes
– Liga Independente dos Blocos Carnavalescos de Angra dos Reis – (LIBCAR)
Ligas de Blocos (Categoria B):
– Associação Carnavalesca de Bois Malhadinhos – ASCBOM
– FEBARJ – Federação dos Blocos Afro e Afoxés do Estado do Rio de Janeiro
Escolas de Samba do Grupo Especial (Liesa):
– Grêmio Recreativo Escola de Samba Acadêmicos do Salgueiro
– Grêmio Recreativo Escola de Samba Unidos de Vila Isabel
– Grêmio Recreativo Escola de Samba Unidos da Tijuca
– G R Escola de Samba Paraíso do Tuiuti
– Grêmio Recreativo Escola de Samba Imperatriz Leopoldinense
– Grêmio Recreativo Escola de Samba São Clemente
– Grêmio Recreativo Escola de Samba Estação Primeira de Mangueira
– Grêmio Recreativo Escola de Samba Portela
Escolas de Samba filiada à Lierj:
– Grêmio Recreativo Escola de Samba Acadêmicos de Vigário Geral
– Grêmio Recreativo Escola de Samba Acadêmicos de Santa Cruz
– Grêmio Recreativo Escola de Samba Acadêmicos do Cubango
– Grêmio Recreativo Escola de Samba Em Cima Da Hora
– Grêmio Recreativo Escola de Samba União da Ilha do Governador
– Grêmio Recreativo Escola de Samba Educativa Império Da Tijuca
– Grêmio Recreativo Escola de Samba Estácio de Sá
– Grêmio Recreativo Escola de Samba Unidos de Bangu
– Sociedade Recreativa Escola de Samba Lins Imperial
Escolas de Samba da Categoria C (Escolas Mirins e pertencentes a outras ligas):
– Grêmio Recreativo Escola de Samba Unidos da Barra da Tijuca
– Grêmio Recreativo Escola de Samba Mocidade Unida da Cidade de Deus
– G.R.E.S Unidos da Região Oceânica
– Grêmio Recreativo Escola de Samba Feitiço do Rio
– Grêmio Recreativo Escola de Samba Siri de Ramos
– Grêmio Recreativo Escola de Samba Mocidade Independente de V. Isabel
– Grêmio Recreativo Escola de Samba Sonhos de Mixyricka
– Grêmio Recreativo Escola de Samba Experimenta da Ilha da Conceição
– Grêmio Recreativo Escola de Samba Bambas Do Ritmo
– Grêmio Recreativo Vilage no Samba
– Grêmio Recreativo Escola de Samba Unidos do Sacramento
– Grêmio Recreativo Escola de Samba Alegria da Zona Sul
– C.C.E.S Flor da Mina do Andaraí
– Grêmio Recreativo Escola de Samba Mirim Aprendizes do Acadêmicos do Salgueiro
– Grêmio Recreativo Escola de Samba Acadêmicos do Engenho da Rainha
– Grêmio Recreativo Cultural Escola de Samba Amigos da Ciclovia
– Grêmio Recreativo Escola de Samba Mocidade Independente do Boaçu
– Grêmio Recreativo Escola de Samba Unidos de Lucas
– Grêmio Recreativo Escola de Samba Imperatriz de Olaria
– Grêmio Recreativo Escola de Samba Magnólia Brasil
– Associação Recreativista Escola De Samba Vizinha Faladeira
– Grêmio Recreativo Escola de Samba Bom das Bocas
– Grêmio Recreativo Escola de Samba Acadêmicos da Diversidade
– Botafogo Samba Clube
– Grêmio Recreativo Escola de Samba Independentes de Olaria
– Grêmio Recreativo Escola de Samba Rosa de Ouro
– Grêmio Recreativo Escola de Samba Acadêmicos do Jardim Bangu
– G.R.E.S. Unidos da Villa Rica
– G.R.E.S. União do Parque Curicica
– Grêmio Recreativo Escola de Samba Unidos do Jacarezinho
– Grêmio Recreativo Escola de Samba Unidos de Manguinhos
– Grêmio Recreativo Cultural Nova Geração do Estácio de Sá
– Grêmio Recreativo Cultural Escola De Samba Mirim Filhos Da Águia Da Portela
– Grêmio Recreativo Escola de Samba Mensageiros da Paz de Guapimirim
– Grêmio Recreativo Escola de Samba Chatuba de Mesquita
– Grêmio Recreativo Escola de Samba Caprichosos de Pilares
– Grêmio Recreativo Escola de Samba União de Maricá
– Grêmio Recreativo Escola de Samba Acadêmicos da Abolição
– Grêmio Recreativo Escola de Samba Unidos da Saudade
– Grêmio Recreativo Escola de Samba Imperatriz de São Manoel
– Grêmio Recreativo Escola de Samba Acadêmicos do Dendê
– Grêmio Recreativo Cultural Escola de Samba Mirim Infantes do Lins
– Sociedade Espotiva E Escola De Samba Unidos Do Cabuçu
– Grêmio Recreativo Cultural Petizes da Penha
– Gres Independente de Nova América
– Grêmio Recreativo Escola de Samba Arrastão de Cascadura
– Associação Mocidade Louca
– Grêmio Recreativo Escola de Samba Arame de Ricardo
– Associação Madureira do Turf
– Grêmio Recreativo Cultural Escola de Samba Mirim Tijuquinha do Borel
– Grêmio Recreativo Escola de Samba Boêmios do Amor
– Grêmio Recreativo Escola de Samba Amigos da Farra
– Grêmio Recreativo Escola de Samba Ururau da Lapa
– Grêmio Recreativo de Arte e Cultura Escola de Samba Boi Sapatão
– Grêmio Recreativo Escola de Samba União da Esperança
Postado por Gabriel Saboia em 11/ago/2021 -
Apoiado pela Escola da Cultura RJ, da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa, a campanha “Literatura Acessível Contra a Fome” chegou ao fim. Com apoio do RioSolidário, o Instituto Incluir e a Nova Transportadora do Sudeste (NTS), foram arrecadadas mais de 15 toneladas de alimentos para serem destinados a famílias em situação de vulnerabilidade social. Nesta quarta, na Biblioteca Parque Estadual, foi realizada a entrega de parte das doações para o Sodalício da Sacra Família, uma das beneficiadas do programa Literatura Acessível.
Parte do grupo Cegos Pela Arte, que recebeu os donativos, fez uma apresentação no auditório da Biblioteca Parque. Durante a campanha, foram montados postos de troca de alimentos por livros na Escola de Cultura, no RioSolidario e no Liceu de Artes e Ofícios. Só na Escola de Cultura, instalada na Biblioteca, foram trocados 225 livros, que somaram à campanha 450 kg de alimentos. A Secretária de Estado de Cultura e Economia Criativa, Danielle Barros, destaca a importância da aliança que se estabeleceu entre o poder público e a sociedade civil.

“Cultura e Solidariedade caminham juntas e, para nós, a consolidação de uma importante parceria em prol do combate à fome, unindo a leitura e o conhecimento ao ajudar o próximo, mostra o sucesso de quando estado e sociedade civil trabalham em harmonia. A cultura tem este papel transformador na alma das pessoas, agora aliada com comida na mesa de quem tanto precisa“.
Disse Danielle Barros.
A campanha “Literatura Acessível contra a Fome” promoveu a troca de livros da série Literatura Acessível, criada pelo Incluir, por alimentos – a cada exemplar correspondiam dois quilos. O início da campanha aconteceu em encontro no Palácio Guanabara, e coube à primeira-dama do Estado, Analine Castro, presidente de honra do RioSolidario, efetuar as primeiras trocas.
“Foi um projeto lindo, que o RioSolidario teve a alegria de abraçar. Juntos, motivamos a leitura e a solidariedade de muitos para apoiar quem precisa. Literatura com inclusão é pensar no próximo, no coletivo. Ampliar o acesso das pessoas com deficiência à cultura e, ao mesmo tempo, contribuir para a alimentação de famílias que estão vivendo em situação de fragilidade social é uma grande realização”.
afirmou Analine Castro.

Autora dos livros da série acessível e presidente do Instituto Incluir, a psicóloga e doutoranda em Educação Carina Alves festejou o relevante resultado alcançado pela campanha, e também destacou a mobilização plural que conseguiu.
“Precisamos estar todos unidos em momentos de dificuldade, como o que vivemos desde o início da pandemia. Esta unidade e um só propósito tornaram possível materializar o lema da campanha: Um livro na mão de uma criança e o alimento no prato da família”.
Afirmou Carina.
Patrocinadora do Literatura Acessível, a NTS, transportadora de gás natural por estados brasileiros, fez uma doação direta à campanha.
“Desde o início da pandemia de Covid-19, a NTS se mantém atenta à necessidade de participar desta rede de solidariedade, que ajuda a minimizar os impactos do novo coronavírus, sobretudo nas camadas mais vulneráveis da nossa sociedade. Temos orgulho de apoiar esta campanha que, além de incentivar a leitura e a solidariedade, se une a outras iniciativas da NTS, as quais já resultaram em R$ 12 milhões destinados a doações e ações de enfrentamento à pandemia nos municípios que integram a área de atuação de nossa empresa”.
destaca Carla Diniz, Diretora de Gente e Gestão da NTS.
Postado por SECEC-RJ em 11/ago/2021 -

– Como está se dando a retomada das atividades presenciais pela EAV?
– Está ocorrendo paulatinamente, mas na realidade nunca chegamos a ficar totalmente parados. Adotamos de imediato as aulas online no ano passado e houve a reabertura da visitação ao parque e ao palacete em julho de 2020. Ocorreu até um fenômeno curioso que foi um aumento muito grande da procura no verão passado e as filas para a entrada na sede eram preocupantes. Para se ter uma ideia, em janeiro registramos a entrada de 75 mil pessoas no parque. Por isso, a partir de fevereiro iniciamos o agendamento pela internet. Esse método deu muito certo e estamos pensando até em mantê-lo permanentemente porque deu mais conforto ao visitante e trouxe uma convivência melhor com as nossas atividades administrativas e educacionais. Por enquanto, estamos respeitando o limite de 40% da capacidade, mas podemos ampliá-lo conforme avançar a vacinação.
– E com relação às aulas presenciais?
– Temos alguns cursos em formato de oficina que não se adaptam ao formato online, pois precisam de ferramentas e materiais de grande porte que os alunos não possuem em casa. Por isso, desde abril estamos retomando os cursos presenciais, como o de escultura, na oficina 3D, de xilogravura, litogravura, nas oficinas de gravura. Agora no segundo semestre, estamos com uma grade de 50 cursos, sendo sete deles presenciais. Seguimos critérios rigorosos de segurança, com lugares marcados, higienização dos materiais e número reduzido de alunos. No entanto, vamos continuar com as aulas virtuais, que permitem a participação de alunos do Brasil inteiro e até do exterior. É bom para a Escola ampliar seu público. [Veja a relação de cursos no link.]
– Em que medida os cursos da EAV auxiliam na formação profissional das pessoas?
– Nossos cursos não têm a característica formal ou profissionalizante, pois são cursos livres. Mas alguns se relacionam ao campo de atuação profissional da Cultura, além disso enriquecem demais o currículo dos alunos que desejam atuar profissionalmente. Um exemplo é o Luz e Cena, de iluminação e cenografia, que é procurado por pessoas que desejam ou possuem atuação profissional no mercado. Os alunos aprendem com os melhores profissionais da área. São cursos semestrais, que podem ser complementados por outros também mais longos, sem contar os casos em que há todo um acompanhamento do trabalho artístico dos alunos por parte dos professores, sem prazo fixo para acabar.
– As exposições também vão se intensificar a partir de agora?
– Já tivemos uma exposição com público, que foi a “Hábito/Habitante”, realizada entre maio e junho, que trabalhou com interatividade e performances. Elas eram filmadas para transmissão pelas redes sociais e pelo site. Eram como lives, mas ficaram arquivadas. Temos uma programação já montada, mas ainda estão fechando as datas. Acreditamos que em outubro, com a pandemia mais controlada, poderemos realizar de novo a jornada voltada para as crianças e jovens.
– Ao longo do tempo, a EAV acumulou uma série de trabalhos artísticos, que acabaram formando um acervo. Como está gestão dessas coleções?
– A Escola recebeu de fato muitas doações de professores, ex-professores e alunos, que estão expostas nas paredes do palacete e preservadas na reserva técnica. Tudo bem catalogado e guardado. Também recebemos múltiplos, que comercializamos em feiras, na loja ou online, como trabalhos em serigrafias e gravuras, por exemplo. Isso gera uma renda importante para nós. Tudo catalogado e pode ser comprado pelo site, como a coleção Amigo EAV. Esse acervo também enriquece nossas exposições ou pode virar empréstimos para mostras em outros lugares, a pedido dos curadores.
– A EAV revelou muitos nomes famosos das artes plásticas brasileiras. Ela continua sendo um celeiro?
– Tivemos pessoas muito boas no passado, que ganharam renome. Um exemplo emblemático foi o da chamada Geração 80. Eles despontaram através de uma exposição realizada aqui em 1984 intitulada “Como Vai Você, Geração 80?”. Nela, estavam artistas como Beatriz Milhazes, Jorge Guinle, Leonilson, Leda Catunda, Luiz Zerbini, entre outros. São nomes que depois passaram a ser reconhecidos até internacionalmente. Por coincidência, eu estava na direção do CCBB do Rio 20 anos depois, quando houve uma exposição para relembrar esse período e chamou-se “Onde Está Você, Geração 80?”. Mas a Escola continua revelando nomes nas artes plásticas e novos ex-alunos têm espaço em galerias famosas. É o caso do Yuri Cruz, Mulambö, Laís Amaral, Ana Almeida, só para citar alguns nomes.
– A que se deve esse resultado?
– Isso se deve à liberdade dos cursos, que são um encontro muito frutífero. O método livre da Escola, o contato com professores que já estudaram a história da arte e toda essa efervescência e inconformidade são muito potentes e continuam existindo. É o que leva as pessoas a procurarem a escola e o convívio com outros artistas.

– Há a intenção de restaurar o palacete e o entorno?
– Temos um projeto de restauro que está pronto e alinhavado. Inclui o palacete, que completou 100 anos este ano. Temos a intenção de obter a verba para isso através dos editais. Como aqui é um espaço vivo, visitado, conhecido e reconhecido pela população que o frequenta, acreditamos muito no interesse dos patrocinadores. Ainda por cima há a data do centenário. E tem a possibilidade de ser feito em módulos, o que permite aportes ao longo do tempo. O restauro das cavalariças e das áreas verdes poderia ser feito separadamente. É um espaço maravilhoso de convivência que precisa ser cada vez mais valorizado.
Postado por SECEC-RJ em 06/ago/2021 -

A Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa promoveu nesta quinta-feira (05) um encontro virtual com cerca de 70 gestores de cultura dos municípios fluminenses para tratar das diretrizes do Decreto Federal 10.751/2021, que estabelece as novas regras para a utilização dos recursos da Lei Aldir Blanc. Representantes da SECEC tiraram dúvidas e prestaram esclarecimentos sobre a aplicação do saldo restante da transferência federal realizada no ano passado. A expectativa é de que até R$ 15 milhões possam ser destinados aos fazedores de cultura do estado através desse processo.
Os municípios que não conseguiram aplicar toda a verba de 2020 precisam elaborar seus planos de trabalho e preparar editais para que seus produtores e artistas tenham acesso aos recursos. Os que não devolveram as transferências já estão com os saldos disponíveis e podem iniciar o processo de execução.
Durante o encontro, capitaneado pelo subsecretário de Planejamento e Gestão, Vitor Corrêa, e pelo assessor de Relações Intermunicipais, Adenilson Honorato, foram dadas as orientações para que os recursos cheguem a quem está na ponta.
“A Secretaria de Cultura do Estado fez a sua parte com a execução da Lei Aldir Blanc e é importante auxiliar os municípios na execução dos recursos federais. Este é o caminho da democratização do acesso à cultura e também no amparo aos nossos artistas e fazedores de cultura”, disse Danielle Barros.
“Os efeitos da pandemia estão durando muito mais do que o esperado e o setor cultural é um dos mais afetados. Por isso, todo o esforço tanto da Secretaria quanto das prefeituras é fundamental para que o dinheiro chegue o quanto antes a quem precisa”, declarou Adenilson Honorato.
O secretário de Cultura de Belford Roxo, Bruno Nunes, elogiou o encontro. Ele vem participando das reuniões promovidas pela SECEC e diz que está tudo certo para o lançamento dos novos editais no início de setembro. O município da Baixada Fluminense tem saldo de R$ 3,1 milhões, para serem aplicados através de três editais. Ele pretende realizar festivais e incluir apresentações nas Caravanas Culturais, já conhecidas na cidade.
“Agradeço muito a Secretaria de Cultura do Estado pelo apoio e orientações. Esse saldo foi formado por causa dos prazos curtos no ano passado, mas foram bem guardados e serão muito úteis nesse momento, pois serão bons para a economia local, para os fazedores de cultura e para a população, que precisa dessas apresentações”, afirma Nunes.
O secretário de Cultura, Turismo, Esporte e Lazer e Desenvolvimento Econômico de Bom Jardim, Jackson Vogas de Aguiar, conta que o município serrano tem R$ 207 mil para desembolsar e prepara o lançamento de dois editais para movimentar a cultura local.
“Estamos ouvindo as orientações e também atentos à nossa realidade local. O tempo é curto, mas queremos já contar com apresentações com público por ser uma necessidade dos moradores do município”, explica o secretário.
Postado por SECEC-RJ em 04/ago/2021 -

Mais um bem cultural do Estado do Rio de Janeiro ganhou o título de Patrimônio Mundial, concedido pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). O Sítio Roberto Burle Marx, em Barra de Guaratiba, na Zona Oeste da capital, é o mais novo item brasileiro a constar na seleta lista de riquezas de inestimável valor para a humanidade. A decisão tomada pelo Comitê de Patrimônio da entidade, em sessão realizada na cidade de Fuzhou, na China, no último dia 27 de julho, coroa o esforço empreendido pelo Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (Inepac), vinculado à Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa, pela preservação do lugar concebido pelo célebre paisagista e artista plástico que lhe dá nome.
Desde 1983, o local, originalmente chamado de Sítio Santo Antônio da Bica, é tombado pelo Inepac, que ajudou assim a manter as características arquitetônicas dos imóveis históricos do terreno, bem como a coleção de plantas e outras construções modernas feitas pelo paisagista, como seu ateliê. O tombamento provisório ocorreu a pedido do próprio Burle Marx, preocupado com uma possível descaracterização do espaço, e seu processo definitivo ocorreu em 1988.
O terreno, atualmente com 405 mil metros quadrados, contém uma coleção botânica com cerca de 3.500 espécies tropicais e subtropicais, dando ao sítio um papel inestimável para a educação ambiental de cariocas, fluminenses e visitantes do mundo inteiro. Todo esse tesouro de enorme valor científico é entremeado por seis lagos, que embelezam ainda mais a paisagem. Conforme consta do documento que deu origem ao tombamento estadual, o sítio é o “resultado de uma generosa e linda obra de botânico e artista plástico, inseparável de uma longa luta pela paisagem brasileira e pela defesa de nossa identidade natural”.
Nas sete instalações do lugar, há mais de três mil itens que fazem parte do acervo museológico do SRBM, composto pela produção do próprio artista, e objetos colecionados ao longo de décadas como arte pré-colombiana, arte popular brasileira, cristais, mobiliário, entre outros. Para a Unesco, trata-se de um conjunto único na categoria Paisagem Cultural, por conciliar o rico ambiente natural com a atividade humana.
Burle Marx, que nasceu em São Paulo em 1909, se mudou para o Rio ainda criança e viveu no Sítio entre 1973 e 1994, ano de sua morte. No entanto, sua contribuição para o espaço teve início em 1949, quando adquiriu o terreno e passou a trabalhar nele. O paisagista ergueu viveiro de plantas no sítio e restaurou a Capela de Santo Antônio da Bica, do século XVII, sob orientação dos arquitetos Carlos Leão e Lúcio Costa. A casa principal oitocentista também faz parte do conjunto tombado pelo Inepac.
Antes da morte, Burle Marx doou a propriedade para o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), que administra e mantém o espaço até hoje. A colaboração do Inepac com a autarquia federal, vinculada à Secretaria Especial da Cultura e ao Ministério do Turismo, foi fundamental para o apoio à candidatura vitoriosa do sítio a Patrimônio Mundial. O instituto estadual aprovou o plano de gestão do local, que foi um dos documentos necessários para a aprovação da Unesco, e que também sela o compromisso internacional pela sua preservação.
“O reconhecimento internacional pela Unesco do valor cultural do Sítio Roberto Burle Marx enche de orgulho toda a equipe do Inepac por ter sido o primeiro instituto a realizar o tombamento, e pelo longo trabalho realizado pelo corpo técnico no acompanhamento da preservação dos aspectos arquitetônicos, paisagísticos e artísticos ali presentes. Estamos felizes pelo título, mas também por acreditar na contribuição desse lugar para a formação das futuras gerações”, afirmou o diretor Cláudio Elias.
A secretária Danielle Barros também comemorou o título: “O reconhecimento pela Unesco do valor do Sítio Burle Marx é uma honra para o nosso Estado do Rio, que se destaca cada vez mais pela beleza das paisagens mas também pela contribuição das mãos humanas, que tornam nosso território ainda mais especial. Será mais um estímulo para a Cultura, a Educação, o Turismo e o desenvolvimento do Rio”.
Além do SRBM, o Estado do Rio aparece na lista do Patrimônio Mundial da Unesco através das Paisagens Cariocas, do Cais do Valongo (na Zona Portuária da capital) e do conjunto de Paraty e Ilha Grande (Costa Verde). A lista completa de bens brasileiros está no link.




















