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Arquivo da Categoria "Notícias"

Spalla da Orquestra do Municipal fala dos desafios da função

Postado por SECEC-RJ em 16/jun/2021 -

Ricardo Amado ingressou por concurso no Theatro Municipal em 2002. Crédito: Tony Lopes

Como o senhor definiria a função do spalla numa orquestra?

– Apesar de ser mais conhecido pela atuação na orquestra sinfônica, o spalla está presente também nas orquestras filarmônicas e até de câmara. Sua função é bastante nobre, pois é um violinista que precisa ter o melhor preparo possível para executar os solos. Quer queira ou não, ele fica mais exposto por isso. Mas, na minha trajetória, aprendi que uma das reponsabilidades de um spalla é de atuar como um interlocutor entre o maestro e a orquestra. Spalla em italiano quer dizer ombro e não é à toa. Nossa função é mesmo de apoio, de intermediário, recebendo a confiança do maestro. Ele serve como um ponto de equilíbrio e harmonia numa relação que nem sempre é tranquila. Há situações que acabam extrapolando e o spalla, junto a outras lideranças da orquestra, ajudam a equilibrar todo o processo.

Como foi sua passagem de violinista comum para spalla?

– Foi uma passagem bastante natural porque acredito que tenho uma vocação para a liderança por me cobrar muito. Procuro compreender o limite do grupo e encontrar o que cada um pode dar de melhor. Eu sempre me dedico a encontrar soluções harmoniosas no trabalho também. Foi assim que me tornei Spalla da Orquestra da UFF em 1994 e depois continuei. Apesar de só ter ingressado efetivamente como spalla no Municipal em 2002, já a partir em 1998 participei de algumas apresentações nessa função esporadicamente. Ingressei por concurso na casa, mas logo recebi o convite para assumir a função.

Quais são suas referências no mundo da música?

– Uma das minhas maiores realizações foi ter tocado sob a Regência do Rostropovitch [Mstislav Rostropovitch, violoncelista e maestro russo, nascido em 1927 e morto em 2007] no Municipal em 2002. Ele foi um mestre e uma referência para mim e para uma legião de músicos atuam com a música clássica. No Brasil, ele regeu a orquestra para a apresentação do balé “Romeu e Julieta”. Foi a realização de um sonho e apesar do peso que tinha, me deixou bem à vontade e deixou uma carta de recomendação com elogios à minha participação. Ele tinha uma energia incrível regendo. Outra referência é o Leon Spierer [violinista alemão]. Ele foi spalla da Filarmônica de Berlim durante 30 anos, parte dos quais ao lado do maestro Karajan [Herbert von Karajan, maestro austríaco nascido em 1908 e morto em 1989], outra referência para mim. Esses nomes são importantes de serem lembrados porque foram pessoas que ajudaram a popularizar e divulgar a música clássica. Foram grandes artistas e grandes gestores.

Pandemia levou músicos a gravarem apresentações para a internet. Crédito: Lipe Portinho

Neste momento de pandemia, a programação do Municipal está sendo transmitida online. Como foi sua experiência de gravar nessas condições?

– Estamos seguindo o padrão de segurança da Fiocruz. Há controle de temperatura na entrada, álcool em gel, máscara e ao chegarmos, desinfectamos os cases dos instrumentos. Obviamente há um desconforto, mas é necessário. Como os nossos concertos são somente cordas, o distanciamento social já é suficiente. Havendo sopros, teremos que usar as proteções de acrílico. Ensaiamos duas vezes antes e a gravação transcorreu muito bem. Estamos felizes, por outro lado, porque as gravações estão deixando registrada a qualidade artística dos servidores do Municipal. Enquanto outras casas gravam CDs, DVDs e estão até nas plataformas de streaming, aqui as gravações são raras. Creio que antes só havia uma gravação da orquestra feita na década de 1970. Torço para que não acabem, mesmo depois da pandemia. [Assista ao concerto no link].

Orquestra formada só por meninas estreia no Imperator

Postado por SECEC-RJ em 14/jun/2021 -

Orquestra Sinfônica Juvenil Chiquinha Gonzaga é formada só por meninas.

A Orquestra Sinfônica Juvenil Chiquinha Gonzaga, formada só por meninas, fará sua estreia nesta quarta-feira (16), às 19h, no palco do Imperator – Centro Cultural João Nogueira -, no Méier, com apoio da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa. Serão 52 instrumentistas crianças e jovens, oriundas de escolas da rede pública, celebrando a Música Popular Brasileira. O projeto é do Instituto Brasileiro de Música e Educação e a regência é da maestrina Priscila Bomfim. A apresentação contará com a participação especial de Elba Ramalho e do Coro Laboratório Juvenil do Rio de Janeiro, composto por 30 meninas.

A apresentação também poderá ser vista pela internet, através do canal www.youtube.com/orquestranasescolas e também pelo canal https://www.youtube.com/user/imperatorccjn.

Com o batismo da nova orquestra formada por meninas, com o nome da primeira maestrina do país, Chiquinha Gonzaga, a orquestra homenageia e situa na momento atual a mulher que estava à frente do seu tempo e que usou sua música como instrumento de voz, liberdade e oportunidade. Sua estreia simboliza a luta feminina e incentiva a reflexão sobre questões de equidade de gênero.

Patrocinada pela Uber, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura e apoio institucional da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa, a OSJC Chiquinha Gonzaga foi criada com o intuito de ampliar as estratégias de equidade de gênero dentro do universo da música de orquestra e valorizar as instrumentistas da rede pública de ensino. Além disso, a intenção é incentivar a representatividade feminina nos mais diversos naipes de orquestra, especialmente naqueles predominantemente relacionados ao universo masculino.

“A OSJ Chiquinha Gonzaga nasceu com o objetivo de mostrar a importância da representatividade da mulher em diversas áreas, inclusive da área musical. Essa orquestra tem meninas ainda tão jovens, mas sedentas pelo conhecimento e aprendizado. Vamos mostrar a todos a sua capacidade musical e artística, por isso é um privilégio muito grande trabalhar com esse grupo”, afirma Priscila Bomfim, maestrina convidada da OSJ Chiquinha Gonzaga.

A Orquestra Sinfônica Juvenil Chiquinha Gonzaga é uma ação especial do IBME, que desde 2017 promove música e educação para jovens estudantes das mais diversas regiões do Rio de Janeiro. Jovens que fazem parte da Orquestra Sinfônica Juvenil Carioca, que compõem variadas formações musicais, orquestras sinfônicas, cameratas, coros, etc. Formações que se apresentam em salas de concerto de grande visibilidade, onde já dividiram o palco com muitos convidados especiais, artistas de grande prestígio no Brasil e no exterior, como os intercâmbios internacionais na Espanha e nos Estados Unidos.

A apresentação obedece a todos os cuidados necessários para garantir a segurança das crianças e jovens integrantes da Orquestra Sinfônica Juvenil Chiquinha Gonzaga, bem como de seus familiares e equipe do projeto Orquestra nas Escolas.

Homenagem à Chiquinha Gonzaga

O nome da OSJC Chiquinha Gonzaga é uma homenagem à pianista, compositora e maestrina que, por sua atuação corajosa e de excelência, representou um marco na música brasileira. Primeira mulher a reger uma orquestra no Brasil, Chiquinha Gonzaga sofreu todo tipo de preconceito, mas transformou a sua música como instrumento de voz, liberdade e oportunidade.

Com a OSJC Chiquinha Gonzaga, as musicistas e alunas encontram mais um canal de identificação e oportunidade para alçarem grandes voos na música e fora dela.

Serviço:

Estreia Orquestra Sinfônica Juvenil Chiquinha Gonzaga

Participações: Elba Ramalho e Coro Laboratório Juvenil do Rio de Janeiro

Regente convidada: Priscilla Bomfim

Data: 16 de junho de 2021 | 4ªfeira | Horário: 19h

Transmissão ao vivo do Imperator – Centro Cultural João Nogueira | on line gratuita

Local: YouTube: https://www.youtube.com/orquestranasescolas 

Classificação: livre

Programa Orquestra Sinfônica Juvenil Chiquinha Gonzaga:

1.     Mulher Rendeira (Desconhecido) | Arranjo: Anderson Alves

2.     Odeon (Ernesto Nazareth) / Gaúcho Corta-jaca (Chiquinha Gonzaga) | Arranjos: Anderson Alves

3.     Lua Branca (Chiquinha Gonzaga) | Arranjo: Evandro Rodriguese | Participação especial Coro Laboratório Juvenil do rio de Janeiro

4.     Que Nem Jiló, (Luiz Gonzaga) | Arranjo: Aline Falcão | Participação especial: Elba Ramalho

5.     De Volta Pro Meu Aconchego (Dominguinhos / Nando Cordel) | Piano: Moana Martins | Participação especial: Elba Ramalho

6.     Xote das Meninas (Luiz Gonzaga) | Arranjo: Anderson Alves | Participação especial: Elba Ramalho

7.     Ô Abre Alas (Chiquinha Gonzaga) | Arranjo: Anderson Alves

Governo do Estado lança o programa Passaporte Cultural RJ

Postado por SECEC-RJ em 11/jun/2021 -

Governo do Estado do Rio vai patrocinar o Museu do Amanhã (foto) e o MAR. Crédito: Cesar Barreto/ Museu do Amanhã

Para ampliar o acesso da população de baixa renda a equipamentos culturais, o Governo do Estado do Rio de Janeiro lança, neste sábado (12/06), no Museu do Amanhã, o programa Passaporte Cultural RJ. A iniciativa da Secretaria de Cultura e Economia Criativa vai garantir o ingresso gratuito a museus, casas de espetáculos, cinemas, exposições, entre outros. O encontro marca o patrocínio do governo para o Museu do Amanhã e o Museu de Arte do Rio (MAR) com recursos da Lei de Incentivo à Cultura.

– Queremos universalizar as atrações culturais e torná-las acessíveis para todos, principalmente para os que mais precisam. Com o passaporte, os beneficiados terão acesso a projetos culturais apoiados pela Lei Estadual de Incentivo e pelo Fundo Estadual de Cultura (FEC), além de atividades realizadas com parceiras da Secretaria de Cultura. A meta é investir na formação de plateia e na retomada cultural – explicou o governador Cláudio Castro.

O programa Passaporte Cultural RJ vai beneficiar cidadãos com mais de 18 anos, com renda per capita de até meio salário mínimo ou familiar total de até três salários. O critério segue as normas do Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal. Os beneficiados receberão um caderno em formato de passaporte. No documento, as páginas serão carimbadas a cada apresentação ou atividade realizada. O programa conta com apoio do Detran, que vai fornecer transporte para os estudantes aos equipamentos culturais.

Escolas públicas

O Passaporte Cultural RJ também será distribuído para instituições como escolas públicas estaduais ou municipais, entidades beneficentes de assistência social, associações de moradores, organizações culturais comunitárias, universidades públicas ou privadas e secretarias estaduais e municipais. Em parceria com o Detran, também será disponibilizado semanalmente transporte para que alunos da rede pública possam visitar os equipamentos culturais. O cadastramento para o Passaporte estará disponível no site da secretaria no mês de julho.

– A cultura é um direito de todos e temos trabalhado em todo o estado pela democratização do acesso. A partir da criação do Passaporte Cultural RJ, pessoas que nunca foram assistir a um espetáculo poderão desfrutar desse bem e se enriquecer culturalmente – afirmou a secretária de Cultura e Economia Criativa, Danielle Barros.

Patrocínio do Estado para ações em museus da Praça Mauá

O lançamento do Passaporte Cultural RJ no Museu do Amanhã marca o patrocínio do Governo do Estado ao equipamento cultural. Via Lei de Incentivo à Cultura, a Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa vai financiar o plano anual do museu em 2021 com R$ 1,1 milhão, com possibilidade investimento de até R$ 2,8 milhões. O projeto engloba a manutenção do equipamento cultural, assim como atividades relacionadas ao programa de acessibilidade e educativo do Museu. As empresas patrocinadoras são Lojas Americanas, Hyundai e a Granado com uso da renúncia fiscal.

Após o ato, o governador e a Secretária Danielle Barros irão até o Museu de Arte do Rio. No espaço, será realizado o projeto “Mar de Música”, festival de música formando públicos através da experiência de fruição musical em diálogo com as outras linguagens artísticas propostas pelo Museu, no valor de R$ 845 mil, com patrocínio da Souza Cruz.

SECEC divulga resultado preliminar da classificação nos editais de carnaval

Postado por SECEC-RJ em 09/jun/2021 -

A Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa tornou pública nesta quarta-feira (09) a lista das entidades habilitadas e inabilitadas que se inscreveram no edital #CarnavalNasRedesRJ, criado pelo Governo do Estado para socorrer ligas, escolas de samba e profissionais do setor. O resultado preliminar dos 120 projetos inscritos foi divulgado no Diário Oficial, no site da Secretaria e no sistema Desenvolve Cultura.

“O cancelamento dos desfiles foi uma lástima, mas algo necessário para evitarmos um agravamento da pandemia. Blocos e escolas de samba fizeram sua parte e agora temos a responsabilidade de ajudá-los a manterem atividades virtuais, que os foliões vão amar, e assim já contribuir com os preparativos do carnaval do ano que vem. Estamos realizando o processo com total transparência e participação democrática dos grupos envolvidos na atividade carnavalesca, tão vital para a cultura e a economia do estado”.

Afirmou a Secretária de Estado de Cultura e Economia Criativa, Danielle Barros.

O Sistema Desenvolve Cultura recebeu 120 inscrições, que foram avaliadas pela Comissão Técnica Permanente de Elaboração de Editais e Análise de Projetos Culturais do Fundo Estadual de Cultura. Os proponentes que não tiveram seus projetos aprovados têm prazo até a próxima segunda-feira (14), às 18h, para recorrer.

O detalhamento das razões de inabilitação das escolas de samba e entidades representativas de blocos pode ser acessado através do sistema, na página Proposta. O proponente que fizer a contestação precisa utilizar o mesmo endereço apresentado na inscrição da proposta, com login e senha já cadastrados no sistema. A SECEC esclarece que não serão aceitos documentos encaminhados através de e-mail e/ou protocolados na sede do órgão.

Socorro ao carnaval do Estado

A chamada pública #CanarnalNasRedesRJ destinou R$ 4,3 milhões para financiar apresentações com transmissão pela internet, com o objetivo de fomentar essa atividade cultural, estimular a cadeia produtiva do setor e gerar renda para profissionais da área. Como forma de gerar renda, é necessário que os projetos beneficiados destinem pelo menos 25% da verba para o pagamento dos profissionais do setor.

Na chamada #NãoDeixaOSambaMorrer, as escolas de samba do Grupo Especial, vinculadas à Liesa, terão direito a R$ 150 mil cada uma e podem, a partir do pagamento, realizar a escolha dos sambas-enredo e outros eventos virtuais. As agremiações filiadas à Lierj podem ser premiadas com R$ 40 mil, enquanto a verba para as escolas filiadas a outras ligas, incluindo escolas mirins, é de R$ 20 mil para cada uma.

No edital #BlocoNasRedesRJ, a chamada pública atende a entidades que representem agremiações. No caso de dez ou mais agremiações a premiação é de R$ 100 mil. O valor para quem reúne entre cinco e nove blocos é de R$ 50 mil. Já as entidades com até quatro blocos têm direito a R$ 25 mil pelo edital. Pelas regras de distribuição das vagas do edital, 60% dos prêmios vão para organizações do Interior e 40% para a capital.

Imperator reabre ao público com comédia consagrada

Postado por SECEC-RJ em 04/jun/2021 -

O Imperator – Centro Cultura João Nogueira, no Méier, Zona Norte do Rio, vai reabrir suas portas ao púbico nesta quarta-feira (9), às 20h, para a apresentação da comédia “O Porteiro”. A produção, já consagrada pela crítica e público, terá apresentação única, a preços populares, no palco do equipamento da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa. A retomada atende à demanda da comunidade próxima por alternativas de entretenimento e respeita normas de segurança e prevenção contra a Covid-19.


“O Imperator é uma referência para o Méier e toda a Zona Norte do Rio. Por isso, ficamos tão felizes com a retomada dos espetáculos presenciais da casa, mesmo que ainda com todas as limitações necessárias por conta da pandemia. A cultura cumpre o papel de levar alegria e reflexão para as pessoas num momento extremamente necessário”, afirma a secretária Danielle Barros.

Uma das comédias de maior sucesso no Brasil, vencedor do
prêmio FITA e indicado ao Prêmio do Humor idealizado por Fábio
Porchat, o espetáculo “O Porteiro”, com o ator Alexandre Lino, coincide com o Dia Nacional do Porteiro. Por isso, haverá gratuidade exclusiva para os porteiros que comprovarem que são profissionais da área.


Com direção de Paulo Fontenelle, que também assina o texto, a
montagem faz uma grande e divertida homenagem a todos os
porteiros do Brasil. A comédia já passou por diversos Estados entre
eles: Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande
do Sul, Maranhão e o Distrito Federal. Com sessões lotadas e sucesso de crítica o espetáculo também cumpriu circuito de festivais. Visto por mais de 60 mil espectadores a peça, só no Rio de Janeiro, já cumpriu 7 temporadas com muitas sessões esgotadas. Baseada em histórias reais, o ator Alexandre Lino, todos os anos volta à cena especialmente nesta data para prestar
homenagem aos guardiões de nossas casas numa forma de
agradecer-lhes pelo reconhecimento que recebe da classe até hoje.


Com muito humor nordestino, o texto foi montado a partir de
depoimentos coletados em entrevistas a vários porteiros nordestinos que deixaram sua cidade natal em busca da realização de seus sonhos. O espetáculo, por essa razão, gerou uma grande empatia e uma relação de pertencimento do público e dos inúmeros porteiros que assistiram à peça em todo país.


Pode-se dizer que “O Porteiro” não é uma peça comum, é uma experiência interativa em que os espectadores são convidados a participar de um grande e divertido encontro de condôminos. A plateia são os moradores desse edifício. E em todas as apresentações a espontaneidade do público torna cada espetáculo totalmente diferente um do outro e uma grande festa acontece nessa reunião coordenada pelo Porteiro Waldisney.

Personagem “Porteiro” não é novidade para Lino, pois como migrante nordestino considera que esta é uma das possibilidades reais para aqueles que buscam uma chance na “cidade dos sonhos”. Mas se na vida real ele nunca exerceu esse ofício nas artes está se tornando um especialista. Além da peça “O Porteiro”, Lino integrou o elenco da série A Cara do pai, da rede Globo, dando vida ao porteiro Gilmar, viveu outros em publicidade e também no filme “Apaixonados”.


Segundo Lino, é uma relação de afeto com essas pessoas, tão necessárias nas nossas vidas, que o faz nunca os perceber da mesma forma quando vai interpretá-los. “No meio de nossa sociedade existe um Brasil notado por poucos. Um grupo formado por pessoas que apesar de conviver conosco, até frequentar nossa casa e fazer parte de seu dia a dia, é como se não estivesse lá. O espetáculo “O Porteiro” inverte tudo isso, e são eles, os porteiros, os
protagonistas. Com sua irreverência e muito humor, deixam a invisibilidade para apresentar a realidade como um grande parque
de diversão. Afinal, invisível não são as pessoas, invisíveis são suas histórias. ” Conclui Lino

FICHA TÉCNICA:

Texto e Direção: Paulo Fontenelle
Com: Alexandre Lino
Iluminação: Renato Machado
Cenário e Figurino: Karlla de Luca
Assistente de Direção: Rodrigo Salvadoretti
Preparação Corporal e voz: Paula Feitosa
Direção de Arte e Produção: Alexandre Lino
Produção Executiva: George Azevedo
Programação Visual: Guilherme Lopes Moura
Fotos: Janderson Pires
Produtor executivo: George Azevedo

SERVIÇO:

O PORTEIRO – A Comédia

Local: Imperator – Centro Cultural João Nogueira
Endereço: Rua Dias da Cruz, 170 – Méier
Informações: (21) 2597-3897

Capacidade reduzida de acordo com os protocolos.
APRESENTAÇÃO: 09 de junho (QUARTA), às 20h

SESSÃO ÚNICA
Dias e horários: quarta-feira às 20h
Duração: 70 minutos
Classificação etária: 14 anos
Gênero: Comédia (adulto)
Ingressos: R$ 40 (inteira) R$ 20 (meia)
Horário da bilheteria: terças e quartas, das 13h às 20h.
Quintas e sextas, das 13h às 21h30. Sábados e domingos a partir das 10h.

Vendas na bilheteria
www.imperator.art.br

Mais informações: www.cineteatroproducoes.com.br

Escola de Cultura RJ criará rede de formação em todo o Estado

Postado por SECEC-RJ em 02/jun/2021 -

Claudia Viana aposta em parcerias com entes públicos e privados para levar formação aos municípios fluminenses. Crédito: Gui Maia/SECECRJ

Quais são as prioridades da Escola Estadual da Cultura do Rio de Janeiro nessa fase inicial?

– Nessa fase inicial, estamos estruturando a Escola. No entanto, já realizamos ações importantes, como uma parceria com o Sebrae-RJ para ampliar a participação de blocos e escolas de samba nos editais de carnaval da SECEC. Também conseguimos implementar ações de formação em alguns municípios. É o momento de fortalecer as articulações dentro da própria Secretaria e junto aos demais órgãos públicos e potenciais parceiros privados.

De que forma a Escola pode ajudar na democratização do acesso à cultura e aos financiamentos públicos do setor?

– Levando conhecimento, orientações e formações para os fazedores de cultura de todos os 92 municípios. Nossa meta é conseguir criar polos em todos eles. Essa rede é importante para que consigamos articular as ações em todo o território e para obtermos o efeito multiplicador que almejamos. A ideia é abranger todas as linguagens e formar cardápio de formações para o setor cultural de todas as regiões, com maior prioridade para o Norte e Noroeste, que têm maior dificuldade de acesso à capital e maiores obstáculos socioeconômicos. Nosso foco é democratizar ao máximo o acesso aos programas e projetos incentivados no âmbito da Secretaria e difundir conhecimento.

Que tipos de parcerias estão sendo buscadas para fortalecer a Escola e ampliar sua atuação?

– Todas as parcerias são bem-vindas para fortalecer nossa rede de atuação em prol da Cultura em todo os Estado do Rio. Vamos buscar parceiros tanto públicos e quanto privados para conduzir as formações. Temos que poupar recursos e atingir os objetivos da forma mais eficiente possível.

Como deve ser o diálogo com os demais componentes do Sistema Estadual de Cultura?

– Nossa proposta é de permanente diálogo e de promoção de ações conjuntas. Através do projeto Arte Para Todos, por exemplo, criamos espaços de formação em sete municípios. Eles já servirão para desenvolvermos o trabalho de articulação e multiplicação das formações. Não precisa ser uma estrutura tão complexa. Basta ter acesso à internet e uma pessoa responsável, que faria justamente essa ponte com a Secretaria, estabelecendo uma articulação local. Queremos espalhar esses polos por todo o estado e, mesmo que não tenha o espaço cedido pelos municípios, podemos buscar parceiros com estrutura para montar essa rede.

Como sua experiência na área educação pode contribuir para a formação e qualificação de profissionais da cultura e gestores públicos?

– Acredito que minha experiência vai ajudar muito nesse processo de planejamento e gestão das ações da Escola. Esse é um projeto que veio para ficar e precisamos garantir a continuidade. Tenho um grande prazer em fazer interlocuções e é o que a Escola mais precisa no momento. Estamos levantando as demandas de cada município para elaborar um cardápio de formação que atenda a todos.

Como será a atuação durante a pandemia e quais são os próximos passos da Escola?

– No momento, estamos adotando modelo híbrido, com atividades online e presenciais, seguindo todas as regras sanitárias de prevenção à Covid-19. Estamos trabalhando dessa forma por conta da pandemia, mas devemos continuar nesse formato mesmo depois da normalização pela questão da eficiência. Teremos sim polos em todos os 92 municípios, formando uma teia cultural para viabilizar o intercâmbio em todo o território fluminense.

Petrobras seleciona projetos socioambientais de até R$ 3 milhões

Postado por SECEC-RJ em 31/Maio/2021 -

Proponentes que tiveram projetos aprovados no âmbito da Lei Estadual de Incentivo à Cultura do Rio de Janeiro (Lei Estadual nº 8.266/2018) podem ser selecionados para compor a carteira do Programa Petrobras Socioambiental. As inscrições para a Seleção Pública da companhia vão até 13 de junho e os critérios adotados seguem as linhas de ação da norma fluminense de fomento.


As propostas precisam ser estipuladas entre R$ 1,5 milhão e R$ 3 milhões, com duração de 24 meses, e se adequar ao escopo dessa divisão da estatal. O Programa Socioambiental da Petrobras procura gerar benefícios sociais, ambientes, territoriais e culturais para comunidades e populações locais. A previsão é de um investimento de até R$ 13,8 milhões no total.


Iniciativas que resultem em avanços socioambientais relevantes para o negócio e para a sociedade também podem ser contemplados. O setor é voltado para se atender aos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável. Alguns temas transversais recebem ênfase do programa, como ações voltadas à primeira infância, inovação e direitos humanos.


Serão também considerados como critérios a adoção de ações afirmativas voltadas para públicos prioritários, como povos indígenas, comunidades tradicionais, pescadores, mulheres, negros e crianças de 0 a 6 anos, e pessoas com deficiência.

Os projetos precisam obrigatoriamente abranger pelo menos um dos seguintes municípios: Angra dos Reis, Armação dos Búzios, Arraial do Cabo, Araruama, Cabo Frio, Cachoeiras de Macacu, Campos dos Goytacazes, Carapebus, Casimiro de Abreu, Duque de Caxias, Guapimirim, Itaboraí, Japeri, Macaé, Magé, Mangaratiba, Maricá, Niterói, Nova Iguaçu, Paraty, Quissamã, Rio das Ostras, Rio de Janeiro, São João da Barra, São Francisco de Itabapoana, São Gonçalo, Saquarema, Seropédica e Volta Redonda.

Outras informações sobre a seleção podem ser obtidas no link.

Theatro Municipal abriga ponto de vacinação

Postado por SECEC-RJ em 27/Maio/2021 -

A vacinação será ao som de música de concerto
Primeiro dia de vacinação no Thetro Municipal. Crédito: Gui Maia/SECECRJ

O dia começou agitado, nesta quinta-feira (27), no Theatro Municipal do Rio de Janeiro. O novo ponto de vacinação (PV) contra a Covid-19, uma parceria entre a Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa e a Secretaria Municipal de Saúde, foi aberto para funcionamento às 8h, com entrada pela lateral do prédio, atendendo a população conforme calendário de vacinação. Seguindo todos os protocolos sanitários de segurança, o grupo Camerata Vila, formado há três anos por jovens moradores do Morro dos Macacos que integram o projeto Ação Social pela Música do Brasil (ASMB), apresentou um repertório erudito e popular, emocionando quem esteve por lá.

A Secretária de Estado de Cultura e Economia Criativa, Danielle Barros, elogiou a iniciativa. “Temos que dar todo o incentivo à vacinação, pois é o único caminho viável que temos para vencermos a pandemia. O setor cultural sofreu muito com esse problema e está dando sua contribuição para voltarmos a ter plateias lotadas novamente”, declarou a secretária.

O novo Posto de Vacinação abre de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h. E o mais agradável de tudo. A pessoa será vacinada ouvindo música de concerto que o Theatro disponibiliza durante o horário de funcionamento.

Alunos da Maria Olenewa retomam aulas presenciais no palco do Municipal

Postado por SECEC-RJ em 26/Maio/2021 -

O diretor Hélio Bejani passa seus conhecimentos aos alunos da Maria Elenewa, no Municipal do Rio. Crédito: Gui Maia/SECECRJ

A Escola Estadual de Dança Maria Olenewa está retomando suas aulas presenciais para os alunos do curso técnico de dança clássica. A instituição, que pertence ao Theatro Municipal, vinculado à Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro, vem proporcionando aos aprendizes a experiência de pisar num dos palcos mais famosos do mundo. Além da disciplina e da técnica, os participantes estão tendo que seguir rigoroso protocolo contra a Covid-19 para viabilizar essa retomada com segurança.


Os rapazes, que são minoria na Escola, estão já todos participando de aulas práticas. Para Romilton Santana, 22 anos, a emoção de realizar essa preparação no palco do Municipal é fantástica. “Muito emocionante estar nesse templo sagrado, que chamamos de nossa casa. Pretendo me formar na Escola e buscar outros caminhos. Viver da minha dança e da minha arte”, conta o aluno, que nasceu em Araruama e hoje mora em Santa Teresa, na região central do Rio.

Romilton Santana espera se formar e atuar como bailarino. Crédito: Gui Maia/SECECRJ

Durante o ano passado, por conta da pandemia, os alunos da Maria Olenewa, cujo nome é uma homenagem à famosa bailarina, coreógrafa e professora russa que viveu no Brasil, tiveram que se limitar às aulas online. No ano letivo de 2020, os estudantes acompanharam através do ensino remoto matérias complementares mais teóricas e conversas de apoio psicológico, além de atividades voltadas para manutenção e reforço da musculatura.


Mas a técnica de dança propriamente dita acabou praticamente inviabilizada, pois nem todos dispõem de espaço apropriado em casa para o treinamento. Por isso, essa retomada é vista com tanta euforia pelos novatos.


“Em casa nos viam pela tela do computador ou do celular. Mas é muito difícil o professor corrigir sem estar perto. Por isso precisamos desse apoio, desse espaço, com todos esses materiais para fazer uma boa aula”, explica Melanie Matos, 17 anos, moradora de Niterói, que vem atravessando a Baía de Guanabara quase diariamente para se formar em bailarina.


Além da distância, ela precisa enfrentar o rígido protocolo da Escola contra a Covid-19, que exige a higienização constante das mãos e o uso de máscara, mesmo durante os exercícios mais pesados. Só pode tirá-la para beber água.
Somado ao privilégio de ter aulas nesse palco tradicional, onde um dia talvez possam vir a se apresentar, os alunos têm ainda a vantagem de fazer os exercícios ao som do piano. Toda a ambientação já prepara os estudantes para a realização máxima, que é a participação em um balé clássico.

Melanie Matos mora em Niterói e enfrenta distância para estudar balé. Crédito: Gui Maia/SECECRJ

O esforço dos alunos para se formarem não é à toa e já começa pela concorrida seleção para o ingresso na Escola, que reúne centenas de candidatos. A tradição e a qualidade da Maria Olenewa é um passaporte para companhias renomadas, inclusive do exterior. Com 94 anos de existência, a instituição do Municipal é considerada a mais antiga do Brasil do gênero. Pela Escola, se formaram muitos bailarinos do próprio Theatro como Cícero Gomes, Aurea Hammerli, Nora Esteves, Claudia Mota e Márcia Jaqueline.

Hélio Bejani, atual diretor da Escola, em apresentação no Municipal, em 1994.


O diretor da Escola, Hélio Bejani, explica que a evolução dos alunos vai sendo avaliada aos poucos, sem que eles tenham que ser submetidos a aulas intensivas demais para compensar o tempo perdido, o que poderia causar danos físicos. O compromisso da instituição, que tem 280 alunos, é dar continuidade à sua formação de qualidade. Depois de ter encantado plateias com sua dança, sua missão vem sendo formar novos bailarinos para atuar no Brasil e no mundo.


“Minha função atual não substitui o palco até porque eu me realizei na minha carreira. Dancei tudo o que eu gostaria de dançar, todos os primeiros papéis da companhia. Dancei por 18 anos aqui dentro. Meu prazer hoje é abrir a cortina e saber que estou ajudando essa galera no futuro deles”, declara o diretor, que acompanha pessoalmente as aulas.

Últimos dias dos Editais de Carnaval do Estado

Postado por SECEC-RJ em 24/Maio/2021 -

Blocos precisam ser filiados a entidades representativas para concorrer a premiação. Crédito: Fred Pontes/SECECRJ

Termina no próximo dia 25 (terça-feira), às 18h, o prazo para as inscrições nos dois editais de carnaval da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro. A SECEC orienta os proponentes a não deixarem para a última hora seu registro de candidatura no sistema Desenvolve Cultura, disponível no site (www.cultura.rj.gov.br). Ao todo, serão destinados R$ 4,3 milhões para blocos e escolas de samba.


Para participar é necessário que comprove experiência cultural há dois anos e que tenha desfilado no ano de 2020. No caso dos blocos, eles precisam ser filiados a entidades representativas tanto da Capital quanto do Interior, com no mínimo 2 blocos, dependendo da categoria. O objetivo da premiação é atender a uma demanda dos grupos carnavalescos e foliões, prejudicados pelo cancelamento dos desfiles deste ano, medida tomada por conta da pandemia.


A SECEC procura, com isso, manter viva essa importante atividade cultural e fomentar a cadeia produtiva do carnaval. Como forma de gerar renda, é necessário que os projetos beneficiados destinem pelo menos 25% da verba para o pagamento dos profissionais.


“O carnaval é fundamental para o Estado. E toda sua indústria criativa movimenta o turismo, a cultura e gera emprego e renda para as pessoas. Estamos nos últimos dias do prazo de cadastramento das propostas e é fundamental que as escolas e blocos fiquem atentos aos prazos. O Estado tem feito todo esforço para prestar auxílio e apoio aos fazedores de cultura”, afirmou a Secretária de Estado de Cultura e Economia Criativa, Danielle Barros.


Os projetos precisam também prever pelo menos três ações virtuais, sendo obrigatória uma apresentação musical. Entidades devem se enquadrar nas categorias disponíveis e pelas regras de distribuição das vagas do edital, 60% dos prêmios vão para organizações do Interior e 40% para a Capital.


A SECEC informa que entidades que já receberam verba da Secretaria nos últimos 12 meses, incluindo os editais da Lei Aldir Blanc, não poderão concorrer. Dúvidas podem ser esclarecidas através dos e-mails: bloconasredesrj@cultura.rj.gov.brnaodeixaosambamorrer@cultura.rj.gov.br.