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Escola de Cultura RJ criará rede de formação em todo o Estado

Claudia Viana, subsecretária adjunta, assume a direção do órgão educacional e aposta em parcerias com entes públicos e privados para atingir todos os municípios fluminenses


Claudia Viana aposta em parcerias com entes públicos e privados para levar formação aos municípios fluminenses. Crédito: Gui Maia/SECECRJ

Quais são as prioridades da Escola Estadual da Cultura do Rio de Janeiro nessa fase inicial?

– Nessa fase inicial, estamos estruturando a Escola. No entanto, já realizamos ações importantes, como uma parceria com o Sebrae-RJ para ampliar a participação de blocos e escolas de samba nos editais de carnaval da SECEC. Também conseguimos implementar ações de formação em alguns municípios. É o momento de fortalecer as articulações dentro da própria Secretaria e junto aos demais órgãos públicos e potenciais parceiros privados.

De que forma a Escola pode ajudar na democratização do acesso à cultura e aos financiamentos públicos do setor?

– Levando conhecimento, orientações e formações para os fazedores de cultura de todos os 92 municípios. Nossa meta é conseguir criar polos em todos eles. Essa rede é importante para que consigamos articular as ações em todo o território e para obtermos o efeito multiplicador que almejamos. A ideia é abranger todas as linguagens e formar cardápio de formações para o setor cultural de todas as regiões, com maior prioridade para o Norte e Noroeste, que têm maior dificuldade de acesso à capital e maiores obstáculos socioeconômicos. Nosso foco é democratizar ao máximo o acesso aos programas e projetos incentivados no âmbito da Secretaria e difundir conhecimento.

Que tipos de parcerias estão sendo buscadas para fortalecer a Escola e ampliar sua atuação?

– Todas as parcerias são bem-vindas para fortalecer nossa rede de atuação em prol da Cultura em todo os Estado do Rio. Vamos buscar parceiros tanto públicos e quanto privados para conduzir as formações. Temos que poupar recursos e atingir os objetivos da forma mais eficiente possível.

Como deve ser o diálogo com os demais componentes do Sistema Estadual de Cultura?

– Nossa proposta é de permanente diálogo e de promoção de ações conjuntas. Através do projeto Arte Para Todos, por exemplo, criamos espaços de formação em sete municípios. Eles já servirão para desenvolvermos o trabalho de articulação e multiplicação das formações. Não precisa ser uma estrutura tão complexa. Basta ter acesso à internet e uma pessoa responsável, que faria justamente essa ponte com a Secretaria, estabelecendo uma articulação local. Queremos espalhar esses polos por todo o estado e, mesmo que não tenha o espaço cedido pelos municípios, podemos buscar parceiros com estrutura para montar essa rede.

Como sua experiência na área educação pode contribuir para a formação e qualificação de profissionais da cultura e gestores públicos?

– Acredito que minha experiência vai ajudar muito nesse processo de planejamento e gestão das ações da Escola. Esse é um projeto que veio para ficar e precisamos garantir a continuidade. Tenho um grande prazer em fazer interlocuções e é o que a Escola mais precisa no momento. Estamos levantando as demandas de cada município para elaborar um cardápio de formação que atenda a todos.

Como será a atuação durante a pandemia e quais são os próximos passos da Escola?

– No momento, estamos adotando modelo híbrido, com atividades online e presenciais, seguindo todas as regras sanitárias de prevenção à Covid-19. Estamos trabalhando dessa forma por conta da pandemia, mas devemos continuar nesse formato mesmo depois da normalização pela questão da eficiência. Teremos sim polos em todos os 92 municípios, formando uma teia cultural para viabilizar o intercâmbio em todo o território fluminense.