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Sececrj terá estande com 30 expositores na Rio Artes Manuais

Postado por SECEC-RJ em 06/Maio/2022 -

Falta pouco para o início da 14ª edição da Rio Artes Manuais. E neste ano, a Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro (Sececrj), em parceria com o Sebrae, terá um espaço próprio, o Estande RJ de Talentos, para promover o artesanato cultural fluminense. O local vai poder ser visitado durante o evento, entre os dias 11 e 15 de maio, no Centro de Convenções Expomag, Cidade Nova – Centro.

“Através do processo de seleção realizado na nossa Plataforma Desenvolve Cultura, chegamos à definição de 30 artesãos escolhidos, de diferentes regiões do estado, para representar bem a diversidade da cultura fluminense. Esse é um espaço da população e para a população”, ressalta a Secretária de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro, Danielle Barros.

Peças em conchas da artesã Mauriceia Marcelino, de Campos dos Goytacazes

As 30 vagas oferecidas são gratuitas e vão atender pessoas como Rosana de Souza Viana, 53 anos, artesã e fundadora do Artes Carícas, junto com a filha Carina de Souza Viana, 23 anos. Elas pretendem promover a representatividade e enaltecer a beleza negra através da arte e da sustentabilidade.

“Quando montamos a Artes Carícas, estávamos em busca de um material que fosse fácil e barato de produzir. Começamos a fabricar bonecas a partir de garrafas de plástico e, então, tivemos a ideia de reutilizar resíduos que tiramos das praias e lagoas de Saquarema para desenvolver nosso artesanato. Hoje, nossa linha de produção é focada em bonecas pretas, para promover a representatividade através do nosso trabalho”, explica Rosana, moradora de Saquarema, Região dos Lagos.

Rosana Viana vai levar sua arte ao evento

Todas as vagas foram preenchidas por artesãos maiores de 18 anos ou entidades representativas (associações ou cooperativas). A convocatória priorizou profissionais que desenvolvem peças de artesanato dedicadas à promoção da cultura fluminense.

Rio Artes Manuais

A edição deste ano trará cerca de 50 estandes, que levarão à feira uma grande diversidade de produtos, oferecendo ao público oficinas com técnicas variadas. Utilizando o tema “Conexões”, a feira vai abordar várias formas de comercialização de artesanato, ressaltando as vertentes relacionadas à capacitação e negócios.

O salão de exposições conta com uma área total de 5 mil metros quadrados, além de um salão nobre com mil metros quadrados, onde será realizada a entrada dos visitantes.

Serviço

Data: entre os dias 11 e 15 de maio
Horário: das 10h às 19h
Local: Centro de Convenções EXPOMAG (antigo SulAmérica), na Cidade Nova – Centro.
Ingressos: https://rioartesmanuais.com.br/

“Arraiá Cultural RJ”: governo vai lançar edital voltado para festas juninas

Postado por SECEC-RJ em 05/Maio/2022 -

O mês de junho está chegando e, com ele, se aproxima uma das festividades mais esperadas pelos brasileiros: a Festa Junina. E para comemorar o momento de retomada das atividades, a Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro (Sececrj) vai lançar, ainda em maio, o inédito edital “Arraiá Cultural RJ”. A chamada pública vai investir R$ 7.25 milhões na cultura fluminense.

O edital vai ser dividido em duas categorias. Na categoria A, dedicada à apresentação de quadrilhas juninas, serão contempladas cem propostas culturais, no valor de R$ 50 mil cada. Já na B, voltada para festivais de quadrilhas juninas, o “Arraiá Cultural” vai atender 15 projetos, com o valor de R$ 150 mil para cada um.

“Neste momento de retomada que estamos vivenciando no estado, nada melhor do que lançar um edital que, além de ser inédito no Rio de Janeiro, vai atender uma parcela da população muito afetada nos últimos dois anos: os produtores culturais de festas e quadrilhas juninas. Este é um segmento que representa tão bem não só a cultura fluminense, mas de todo brasileiro”, ressalta a Secretária de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro, Danielle Barros.

Para participar do edital, os proponentes precisam ser pessoas jurídicas, com ou sem fins lucrativos, podendo ser Microempreendedor Individual (MEI), estabelecido no Estado do Rio de Janeiro, que seja comprovadamente representante de uma ou mais quadrilhas juninas. A proposta precisa ser executada presencialmente em território fluminense.

Seguindo o objetivo de universalizar o acesso à cultura, será respeitada a porcentagem de 40% do número de prêmios disponibilizados para a capital e 60% do número de prêmios a ser direcionado para os municípios das demais regiões, considerando o que dispõe o Sistema Estadual de Cultura. Proponentes contemplados em outros editais não estão impedidos de concorrer ao “Arraiá Cultural RJ”.

Arraiá Cultural – Entenda as categorias

Categoria A – Apresentação de Quadrilha Junina: o proponente vai precisar realizar, no mínimo, uma apresentação de quadrilha junina, composta por, pelo menos, 12 pares, desenvolvendo inúmeras figurações coreográficas, ordenadas por um “marcador”, que orienta os movimentos dos participantes. A realização deve respeitar denominações e movimentos tradicionais e incorporar criações adaptadas pelos marcadores.

Categoria B – Festival de Quadrilhas Juninas: evento aberto ao público, reunindo apresentações de, no mínimo, cinco quadrilhas juninas, podendo ser ou não oriundas do mesmo município no qual o festival é realizado, a ser organizado por Associação, Federação ou Liga com comprovada atuação na área.

Política de editais

Nos últimos anos, a Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa fortaleceu a política de editais, fundamental para o fomento da classe artística. Apenas em 2021, através do Pacto Cultural RJ, cinco diferentes chamadas públicas foram realizadas, premiando mais de quatro mil projetos em todas as regiões do estado, com investimento total de R$58.870,00 milhões. O cronograma contou com editais inéditos dentro do Rio de Janeiro, como o Povos Tradicionais e o Cultura Inclusiva nas Redes.

Agenda cultural: programação do Imperator em maio

Postado por SECEC-RJ em 05/Maio/2022 -

O Centro Cultural João Nogueira – Imperator, no Méier, traz para o público uma agenda com atrações variadas no mês de maio. Com opções para toda a família, a programação conta com shows humorísticos de stand up para os mais velhos e musical para os mais jovens, começando já neste fim de semana.

Para garantir a risada da plateia, Patrícia Ramos sobe ao palco do Imperator nesta sexta-feira (6), às 20h, trazendo o show “Perrengues da Paty”. Já no sábado (7), às 16h, é a vez do público infantil curtir o musical “Família Encanto”, baseado na animação de sucesso da Disney, “Encanto”. No dia 14, às 20h, o stand up “Paulinho Serra em pedaços” exalta a habilidade de improvisação do ator e humorista que protagoniza o espetáculo.

Patrícia Ramos entrega tudo em “Perrengues da Paty”

Aos 22 anos, Patrícia Ramos coleciona seguidores nas redes sociais: no Instagram são 2,9 milhões, e mais 3,4 milhões no TikTok. Ela vai das redes sociais para os palcos para compartilhar ao vivo suas experiências pessoais, agora mais pertinho do seu público. Na apresentação, ela fala sobre religião, compartilha suas vivências no trabalho, com sua família e as aventuras com seu marido na construção do seu lar, de um jeito que é impossível não se identificar.

Patrícia Ramos em cena durante apresentação

Com texto e temas leves, a risada dessas pequenas histórias do cotidiano estão garantidas e com o bom humor da Paty que o público já conhece na internet!

Ficha técnica e serviço

Gênero artístico: Stand up
Categoria: Adulto
Elenco e Roteiro: Patrícia Ramos
Duração: 1h20 min
Classificação indicativa: Livre
Dia: 6/05
Horário: 20h
Ingressos: https://sis.showpass.com.br/lojanew/detalhes_evento.asp?eve_cod=12

Divirta-se com “Família Encanto”

História de uma família extraordinária que vive escondida nas montanhas em uma casa mágica, em uma cidade conhecida como Encanto. Uma magia surgida no passado da avó abençoou todos os meninos e meninas da família com um poder mágico único para cada membro. Porém, Mira, a carismática protagonista, é a única que não possui dom e sofre certa discriminação por isso. Mas é justamente ela que descobre que a magia que cerca a casa deles está em perigo. Sendo assim, ela se torna a única esperança para que a magia continue e busca respostas com um tio afastado.

Família Encanto promete emocionar o público

Ficha técnica e serviço

Gênero artístico: Infantil
Categoria: Infantil
Classificação indicativa: Livre
Duração: 60 min
Dia: 7/05
Horário: 16h
Ingressos: https://sis.showpass.com.br/lojanew/detalhes_evento.asp?eve_cod=21

Ator e humorista reestreia o stand-up “Paulinho Serra em pedaços”

No espetáculo, que já fez turnê pelo país e chegou até ao Japão, Paulinho Serra fala de sua infância em Bangu, do começo da carreira artística até a afirmação como um dos grandes nomes do humor nacional, e surpreende em improvisos com a plateia

O ator gosta de improvisar. Desde as apresentações do grupo Desnecessários, que comandou nos anos 2000 com outros nomes do humor nacional, até em programas de rádio e TV, sempre houve espaços para cacos e comentários ácidos e engraçados. Por isso, cada sessão do stand-up “Paulinho Serra em pedaços”, é um espetáculo original, que comprova a versatilidade do ator.

Ator e humorista vai levar improvisação ao palco / Crédito: Luis França

Ator do seriado Chapa Quente da TV Globo, ex-VJ da MTV (onde apresentou programas como Comédia MTV e Quinta Categoria) e fundador do canal Amada Foca (sucesso no Youtube e redes sociais), Paulinho traça sua trajetória artística em seu espetáculo-solo, começando pela infância pobre em Bangu, sua ida para São Paulo, sua afirmação como humorista e a criação do bem-sucedido Traficante Gay, personagem pelo qual ele até hoje é reconhecido nas ruas. “Para o bem e para o mal! Há alguns momentos constrangedores em que o público me confunde mesmo com o personagem. No espetáculo, a plateia pede sempre”, admite.

Ficha técnica e serviço

Gênero artístico: Stand up
Categoria: Adulto
Classificação indicativa: 16 anos
Duração: 60 min
Dia: 14/05
Horário: 20h
Ingressos: https://sis.showpass.com.br/lojanew/detalhes_evento.asp?eve_cod=22

Aldir Blanc e Paulo Gustavo: ligados pela arte

Postado por SECEC-RJ em 04/Maio/2022 -

Por Danielle Barros, Secretária de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro

O dia 4 de maio tornou-se nos últimos dois anos um marco para a cultura de todo país. Duas figuras representativas como Aldir Blanc e Paulo Gustavo, que deixaram um legado a serviço do segmento cultural e mais do que isso, tem em seu nome o socorro que a cultura precisa, especialmente em virtude da covid-19.

Aldir, compositor e ícone da cultura, empresta seu nome para aquele que é o maior fomento da história da arte do país: A Lei de Emergência Cultural 14.017/2020, que investiu em 2020 R$ 3 bilhões em recursos federais para ações emergenciais do setor cultural em estados e municípios.

Mais que o marco financeiro, importante pelo período de pandemia, o socorro emergencial serviu, no Estado do Rio de Janeiro, para criar a necessária e importante aproximação do setor cultural com a política pública de fomento, que voltou a ser utilizado como instrumento meses antes, no edital Cultura Presente Nas Redes, que investiu 3.75 milhões em 1500 projetos.

Na aplicação da Lei Aldir Blanc, a democratização foi marcada pelo respeito ao Sistema Estadual de Cultura (Lei 7035/2015), com reserva de cotas para os municípios do interior do estado. Foram 4082 projetos inscritos com 2340 contemplados, num investimento de quase R$ 100 milhões divididos em seis editais, dois deles inéditos e voltados para setores fragilizados na política pública: circos e pontos de cultura.

Também foi feita uma força-tarefa na Biblioteca Parque Estadual, sede da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa, para garantir que 1696 profissionais da cultura tivessem acesso ao chamado Inciso I – Renda Emergencial. Junto com o Serpro, em um sistema de cadastramento dos trabalhadores feito de forma inédita, mapeamos os profissionais e aportamos mais de R$ 5 milhões para o setor cultural.

A Aldir Blanc, que tanto nos ensinou, que nos colocou no diálogo diário com os fazedores de cultura, que hoje é uma rotina na Secretaria, nos preparou para os novos desafios do fomento público. Acompanhamos as votações e tramitação da Lei Aldir Blanc 2, e mais recente, da Lei Paulo Gustavo, que pode garantir mais um aporte emergencial para a cultura, que até hoje sente os duros efeitos da pandemia.

A lei destina R$ 3,86 bilhões para estados e municípios ajudarem o setor cultural a se recuperar da crise causada pela pandemia. Deste total, R$ 2,79 bilhões serão voltados para o setor do audiovisual e o restante para ações emergenciais.

Acompanhamos de perto cada etapa desta lei, para reverenciar o grande nome que permanece sendo Paulo Gustavo, para honrar a sua memória com uma grande execução da lei e para apoiar a arte em mais um importante marco da sua história. É a Cultura do estado reverenciando aqueles que emprestam seu nome em prol da causa maior: a arte.

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Lista de classificados no “Retomada Cultural RJ 2” é publicada

Postado por SECEC-RJ em 03/Maio/2022 -

O resultado dos recursos e listagem final dos classificados no maior edital da cultura fluminense, o “Retomada Cultural RJ 2”, foi publicado em Diário Oficial nesta terça-feira (3). A chamada pública da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro vai premiar 800 produções artísticas, garantindo R$ 40 milhões de investimento ao setor.

Com a publicação, os selecionados devem, a partir desta quarta-feira (4), às 9h, informar os dados bancários através da plataforma Desenvolve Cultura e anexar a documentação obrigatória para contratação. O prazo se encerra no dia 2 de junho, às 18h.

“O Retomada Cultural vem para coroar o processo de democratização que temos desenvolvido dentro da Secretaria. Este é o direcionamento que definimos desde que assumimos o compromisso, enquanto poder público, de fomentar a cultura fluminense. Um aporte deste tamanho contempla a classe artística, tão afetada durante a pandemia, e incentiva a retomada cultural do estado”, afirma a Secretária de Estado de Cultura e Economia Criativa, Danielle Barros.

Dividido em duas categorias, o edital vai conceder o valor de R$ 50 mil para ações nas áreas culturais de música, dança, teatro, circo, audiovisual, leitura e literatura, museu e memória, patrimônio cultural, artes plásticas e visuais, moda e gastronomia.

O resultado pode ser visualizado através do link: http://cultura.rj.gov.br/wp-content/uploads/2022/05/Edital-Retomada-Cultural-RJ-2-Resultado-Recursos-Sele%C3%A7%C3%A3o-e-Classifica%C3%A7%C3%A3o-Final_DOERJ-03052022.pdf

“Retomada Cultural RJ 2” com foco nos 200 anos da Independência do Brasil

O maior edital da cultura fluminense é dividido em duas categorias. Na Categoria A são aceitas ações presenciais de circulação de obras artísticas e produções culturais já produzidas, estreadas ou inéditas a serem realizadas no Estado do Rio de Janeiro; podendo ser circulação de espetáculos, apresentações, performances, shows, mostras, festivais, exposições, instalações, exibições e eventos.

Já a Categoria B é voltada para projetos relacionados ao Bicentenário da Independência do Brasil. Os projetos aceitos são relacionados à criação, desenvolvimento, elaboração e produção de obras artísticas cuja temática faça referência histórica-social à data, desde que a proposta faça menção a valores, fatos reais, momentos simbólicos, podendo ter conotação histórica ou de memória cultural, referente ao Bicentenário da Independência do Brasil.

Cultura investe 6 milhões em Vassouras

Postado por SECEC-RJ em 29/abr/2022 -

Governo anuncia projeto de revitalização do Centro Histórico de Vassouras e assina protocolo de intenção para diversas obras de infraestrutura na cidade

Entrega simbólica do repasse de recursos oriundos da concessão dos serviços da CEDAE também foi entregue ao município

O Governo do Estado, através da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro fará diversas obras em diferentes pontos do Centro Histórico de Vassouras, que vão desde a intervenção urbana da região tombada pelo Ipham até o restauro da Antiga Oficina e dos sete chafarizes do local. O investimento total será de R$ 5,7 milhões e o protocolo de intenções das ações foi assinado pela Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa, Danielle Barros, nesta sexta-feira (29). 

Em parceria com a Light, através da Lei de Incentivo à Cultura, a Sececrj vai patrocinar o projeto Vale do Café – Conexões e Desenvolvimento, que consiste na modificação da estrutura elétrica e a realização de seminários culturais e de preservação do patrimônio em toda região do Vale.

O investimento total do projeto é de R$ 2.999.500,00 para modificação de parte da estrutura técnica necessária para a conversão da rede aérea de energia elétrica e telecomunicações em rede subterrânea. O propósito é preservar o patrimônio e impulsionar tecnologicamente os empreendimentos culturais implementados na praça.

Além da parte estrutural, está prevista a realização de três seminários, realizados em municípios distintos, convidando toda a população em geral, agentes culturais, gestores, agentes públicos e formadores de opinião para contribuir no processo de conexão dos mais diversos municípios do Vale do Café, com foco nos desafios de preservar o patrimônio histórico do Vale do Café.

  • Vassouras é uma cidade com riqueza histórica e muito potencial turístico. O governo do estado tem feito este papel de fortalecimento dos municípios do interior, valorizando suas vocações. A cultura tem financiado ações que vão desde editais para fortalecimento da cadeia produtiva do setor até obras de restauro, valorizando o que temos de mais precioso, que é a nossa história – reforça Danielle Barros, Secretária de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro.

Já através do programa Governo Presente, a Sececrj, junto com a Secretaria de Cidades, fará a realização de outras duas intervenções no Centro Histórico de Vassouras. A primeira delas é o restauro da Antiga Oficina na Praça Cristóvão Correa e Casto, com valor superior a R$ 2 milhões. Já o projeto de restauro dos sete chafarizes do Centro Histórico terá custo de R$ 739 mil.

INVESTIMENTO DO ESTADO

Ainda Na cidade, equipes do Governo também entregaeam certificado simbólico dos repasses de recursos oriundos da concessão dos serviços de saneamento. O valor total é de R$ 9.260.142,54, sendo a primeira parcela de R$ 6.019.092,65. O Bloco 3, do qual Vassouras faz parte, envolve 19 municípios fluminenses, incluindo 22 bairros da cidade do Rio e deve receber investimento de R$ 4,7 bilhões ao longo de 35 anos de contrato.

Também foram assinados Termos de Cooperação Técnica para intervenções no município, como a realização de obra do Muro de Contenção na rua de acesso ao cemitério municipal. Haverá ainda a construção de uma nova área administrativa, além de extensão do depósito. Já a reforma da capela mortuária terá serviço de pintura e troca de piso. A previsão de investimento é de R$ 1,6 milhão. E a realização de obra de Macrodrenagem nas Ruas De Hélio de Almeida Pinto, Horácio de Carvalho, Dr. Fernandes e Av Marechal Paulo Torres, com o valor global das obras estimado em R$ 19 milhões.

Corredor Gastronômico

Também foi assinado Termo de Cooperação Técnica para a realização de obra da construção do Boulevard Gastronômico do município. No espaço serão construídas escadas e rampas de acesso; espaço coberto com mesas coletivas para alimentação; seis quiosques de pequeno porte; quatro lojas; sanitários feminino, masculino, PNE e fraldário; instalação de mesas e bancos; sinalização de orientação para pedestres; e execução de projeto paisagístico e de iluminação. A previsão de investimento é de R$ 1,5 milhão.

Bate-papo com Ana Botafogo, primeira bailarina do Ballet do Theatro Municipal

Postado por SECEC-RJ em 29/abr/2022 -

A dança é uma expressão cultural praticada desde os primórdios da humanidade. No entanto, apenas no ano de 1982 foi instituído o Dia Internacional da Dança, pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco). E para celebrar a data, comemorada hoje (29/04), a Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro (Sececrj) convidou Ana Botafogo, primeira bailarina do Ballet do Theatro Municipal do Rio de Janeiro (TMRJ), para um bate-papo especial.

Ana ingressou no TMRJ em 1981, mas seu início no ballet foi antes, em 1976. Desde então, lá se vão 46 anos de história em palcos por todo o mundo. Durante a conversa, a Primeira Bailarina vai usar essa experiência para abordar temas importantes da dança na vida das pessoas, como inclusão social, oportunidades profissionais e popularização do ballet no Rio de Janeiro. 

Qual a importância da dança na sua vida?

A dança teve sempre um papel de destaque na minha vida. Eu não consigo lembrar mais da minha vida antes da dança. Desde criança comecei a aprender ballet, me profissionalizei, e lá se vão mais de 40 anos como bailarina profissional. Somente no Theatro Municipal estou há quatro décadas. A dança, mais especificamente o ballet, é poder contar a história através da sua interpretação e da sua arte.

E o que representa para você ser a primeira bailarina do Theatro Municipal?

Ser a primeira bailarina tem um caráter muito importante, pois no Municipal pude representar diferentes ballets de todo o mundo. Procuro sempre estar à frente das ações que o Municipal propõe e busco trazer à tona a importância deste potente equipamento, onde a dança, a música e a ópera estão presentes. O título de primeira bailarina é o mais importante que eu já conquistei em toda a minha vida.

Durante esses 46 anos de carreira, de que forma você vê a popularização do ballet no Rio de Janeiro?

Sempre tive essa preocupação ao longo da minha carreira, logo lá no início, mesmo antes de me tornar bailarina do Theatro. Tive oportunidade de dançar muito ao ar livre, levar um pouco da nossa dança para perto do povo, porque eu tinha esperança que depois eles pudessem ir ao Theatro e conhecer o nosso palco e as nossas grandes produções. O próprio Municipal sempre promoveu políticas de formação de plateia para levar a população para assistir. Também foi muito importante a criação de projetos sociais que foram entrando nas comunidades e desvendando talentos escondidos. Hoje, essa popularização evoluiu muito. A nossa dança tem um papel importante na cultura do nosso país, sempre representada junto às outras artes.

De que forma você acha que a dança pode atuar como ferramenta de inclusão social?

A dança é uma arte transformadora e agregadora. No seu ensino, ela agrega, inclui a criança em um meio social e envolve toda a família através do ensino dessa arte. Além disso, a dança ajuda não só na parte física, por causa dos exercícios de respiração, alongamento e coordenação motora, mas também na parte mental, desenvolvendo o comprometimento e disciplina do aluno.

Para finalizar, quais conselhos você pode dar para quem quer ingressar na profissão? Quais as principais dificuldades ao longo do caminho?

Foco, muita determinação e nunca deixar de fazer as aulas e treinamentos diários, porque isso é fundamental na vida do bailarino. E, claro, entrar para uma companhia de ballet. Às vezes, o adolescente participa de muitos festivais, mas é necessário que ele entre profissionalmente em um espetáculo de ballet para se desenvolver.

Sececrj terá painéis de debate durante programação do Rio2C

Postado por SECEC-RJ em 28/abr/2022 -

Maior evento de criatividade e tecnologia da América Latina, o Rio2C apresenta, a partir desta sexta-feira (29), uma série de debates promovidos pela Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro (Sececrj). As palestras terão como foco a utilização da inovação em favor da arte, incentivando o fomento à cadeia produtiva. O Rio2C acontece na Cidade das Artes, Barra da Tijuca.

“Além de trabalhar a favor da cultura, os temas inovação e tecnologia também falam diretamente com a economia criativa. Então, ter a Secretaria enquanto patrocinadora e participante ativa do Rio2C, reforça o processo de retomada das atividades presenciais que temos promovido, com intuito de fomentar a cadeia produtiva, artística e a economia fluminense”, ressalta a Secretária de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro, Danielle Barros.

Secretária Danielle Barros durante abertura do Rio2C / Foto: Leonardo Ferraz

Abrindo a programação da Sececrj, nesta sexta-feira, às 17h30, acontece a palestra “A arte como ferramenta de transformação nas cidades”, no palco Biodom. Durante o painel de debates, o público poderá refletir sobre as oportunidades e a força da arte para gerar mudanças no cotidiano urbano. A mesa contará com a secretária Danielle Barros; Caique Torrezão, realizador do projeto Rua Walls; Marcia Massotti, diretora de sustentabilidade da Enel Brasil; e Paulo Feitosa, fundador e diretor da Quitanda Soluções Criativas.

“Fico muito feliz com o convite para fazer parte de um painel no maior evento de inovação e criatividade da América Latina. A temática do painel e o espaço no qual vai acontecer vem ao encontro do que estamos realizando há pelo menos 12 anos na região portuária com o Rua Walls. Temos cada vez mais a certeza que a arte e o urbanismo tático são grandes ferramentas de transformação para uma cidade”, afirma Caique Torrezão.

Já no domingo, fechando as atividades da Sececrj, acontece a palestra “Criatividade para inclusão social”, a partir das 15h30, também no Biodom. O painel vai receber executivos e criativos para compartilharem suas histórias e lições que aprenderam ao conduzirem suas iniciativas. A mesa de debates terá o CEO e fundador da Brecha, Raull Santiago; o diretor geral da Traços, Reinaldo Gomes; e o porta-voz de cultura da Traços, Thifany Branco.

Rio2C – Abertura

O Rio2C teve início na última terça-feira (26) e contou com a presença da secretária Danielle Barros. Durante a abertura do evento, ela explicou para o público as políticas públicas desenvolvidas a partir da utilização da tecnologia como ferramenta de inclusão e desburocratização do serviço oferecido à população.

“Durante o momento de dificuldade que toda a sociedade passou em virtude da pandemia, a política de editais foi fundamental para o fomento da classe artística. E para democratizar o acesso aos recursos, criamos o Sistema Desenvolve Cultura, para que o produtor de qualquer região do estado pudesse inscrever seu projeto em nossos editais. Com o auxílio da tecnologia, descentralizamos e ampliamos a oferta de ações culturais em outras cidades, universalizando o aporte financeiro à arte”, ressaltou Danielle.

A edição deste ano é apresentada pela Petrobras e tem patrocínio do Banco do Brasil, Ministério do Turismo, Governo do Estado do Rio de Janeiro, Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa, através da Lei Estadual de Incentivo à Cultura, Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, Secretaria Municipal de Cultura, Riotur e Cidade das Artes.

Conheça o Rio2C

Depois de um intervalo de dois anos, o Rio2C retornou, nesta terça-feira (26), com uma edição ainda mais ampla, robusta e diversa. O evento está ocupando a Cidade das Artes até o dia 1º de maio, com dez palcos tematicamente variados, voltados para as áreas de tecnologia, ciência, audiovisual, música, games, novas mídias, marcas, sustentabilidade e futuro do trabalho.

Imagem aérea da Cidade das Artes, na Barra da Tijuca / Foto: Divulgação

São mais de 250 painéis e uma programação com centenas de palestrantes, que traz nomes como Roberto Medina, Boni, Alok, roteiristas de Grey’s Anatomy, Criolo, Mano Brown, Luísa Sonza, Antonio Tabet, Gregório Duvivier, Ailton Krenak, Lázaro Ramos e Ingrid Guimarães.

Sempre conectado com as tendências dos mais variados segmentos desde a sua concepção, a atual edição aposta no consumo inteligente como base temática, bem como no encontro presencial, cultivando a sua essência de ser um lugar de troca de experiências. Embora a espinha dorsal do evento permaneça a mesma – dividido entre os pilares conferência, mercado e festival –, em 2022 novos assuntos e seções foram acrescentados à programação.

Serviço

Data: de 26/04 a 01/05

Local: Cidade das Artes

Programação: https://www.rio2c.com/programacao/

Ingressos: https://www.rio2c.com/tickets/

Biblioteca Parque vai exibir documentário que retrata início da organização política do Movimento LGBTI+ brasileiro

Postado por SECEC-RJ em 27/abr/2022 -

Chamado de “Quando ousamos existir – Uma história do Movimento LGBTI+ brasileiro”, o documentário que traz a visão de ativistas das décadas de 70 e 80, sobre as trajetórias históricas deste movimento, será exibido na quinta-feira (28/04), às 18h, para convidados no Teatro Alcione Araújo – Biblioteca Parque, no centro da Cidade de Rio de Janeiro. Após a exibição do longa, terá uma roda de conversas com os diretores do documentário e ativistas da época.

Com roteiro e direção de Cláudio Nascimento e Marcio Caetano, o documentário “Quando Ousamos Existir” aborda, através de entrevistas, as trajetórias históricas do Movimento Social LGBTI+, desde sua emergência em plena ditadura militar até a participação nos debates da Constituinte, passando pelos anos iniciais da epidemia de Aids e das lutas contra a patologização da homossexualidade. Por meio das narrativas de ativistas, revive-se a intensa luta político-cultural pela liberação e afirmação homossexual no Brasil até as primeiras ações de promoção da cidadania. Em mais de 40 anos, o movimento homossexual tornou-se LGBTI+, e suas transformações acompanharam e contribuíram para importantes mudanças na sociedade e na atuação do Estado brasileiro em defesa da democracia cidadã.

“A Biblioteca Parque cumpre seu papel de fortalecer a cultura fluminense e ser uma verdadeira casa do Conhecimento e de todas as manifestações artísticas. Ter um documentário que retrata a luta histórica do movimento que luta por inclusão, igualdade e dignidade reforça o caráter da cultura de lutar pelas pautas mais plurais”,

reforça a Secretária de Estado de Cultura e Economia Criativa, Danielle Barros.
Documentário
Teatro Alcione Araujo fica localizado dentro da Biblioteca Parque Estadual

Sobre o documentário

Gravado entre 2017 e 2019, com ativistas que atuaram nos estados do Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Pernambuco, Bahia, São Paulo, Sergipe e Ceará, nas décadas de 1970 e 80, a equipe desafiou a extensão territorial brasileira para reencontrar algumas das pessoas que fundaram o movimento LGBTI+ brasileiro. Entre idas e vindas pelas estradas desse imenso país, reencontraram-se algumas das memórias em defesa da democracia e cidadania LGBTI+.

“Quando ousamos existir” mostra uma fotografia de ativistas brasileiros no cenário LGBTI+ do Brasil, num período histórico de mais de 40 anos. Entre os inúmeros entrevistados, todas as pessoas ativistas, como por exemplo João W. Nery, o primeiro homem trans a realizar a cirurgia de redesignação sexual no Brasil, em 1977, ativista pelos direitos LGBTI+, falecido em 2018; Rita Colaço, advogada, pesquisadora e ativista do Movimento LGBTI+ do Rio de Janeiro desde 1978 até o momento, Jorge Caê Rodrigues, professor do IFRJ, participou em 1980 do I Encontro Brasileiro de Homossexuais em São Paulo e atuou no Rio de Janeiro no Grupo Somos e depois foi para o Grupo Auê de Afirmação Homossexual, no início dos anos 80,   Regina Fachinni, ativista de direitos humanos, pesquisadora do Núcleo de Estudos de Gênero Pagu (UNICAMP); Marcely Malta, coordenadora da ONG Igualdade – RS, travesti militante do Movimento Trans e de Direitos Humanos de Porto Alegre até Paulo Fatal, que integrou o Grupo Triângulo Rosa do Rio de Janeiro e um dos primeiros ativistas a se posicionar pelo enfrentamento à epidemia de HIV nos anos de 1980. Ainda podemos citar João Silvério Trevisan, escritor e um dos ativistas fundadores do Grupo Somos de São Paulo, criado em 1978, juntamente com o escritor e professor da Universidade Federal da Bahia Edward MacRae e o professor da Universidade de Brown James Green. A enfermeira e atual presidente da Associação da Parada de São Paulo Cláudia Regina, que foi participante em 1979 do Grupo Somos e Marisa Fernandes, que além do Somos fundou juntamente com outras lésbicas o Grupo de Ação Lésbica Feminista. Jovanna Cardoso, atual presidente do Fonatrans – Fórum Nacional de Pessoas Trans Negras, que iniciou a organização do movimento de pessoas trans no fim dos anos 70 e Luiz Mott, professor da Universidade Federal da Bahia e fundador do Grupo Gay da Bahia, em 1980, entre tantos outros.

A produção é uma iniciativa universitária e ativista, sem fins lucrativos e a realização é do Centro de Memória João Antônio Mascarenhas, vinculado à Universidade Federal de Pelotas, Universidade Federal do Rio Grande, Universidade Federal do Espírito Santo e Grupo Arco-Íris de Cidadania LGBTI+ do Rio de Janeiro.

Teatro Alcione Araujo é um espaço multiuso da Secretaria de Estado de Cultura com várias possibilidades de utilização no Centro do Rio

Pré-Estreia no Rio de Janeiro

Exibição do Documentário e roda de conversa com seus diretores e pessoas ativistas entrevistadas

Data: 28/04 (quinta-feira) às 18h

Local: Teatro Alcione Araújo – Biblioteca Parque (Avenida Presidente Vargas, 1261 – Centro)

O evento de pré-estreia é uma realização do Centro João Antônio Mascarenhas, da Universidade Federal de Pelotas, da Universidade Federal do Rio Grande, da Universidade Federal do Espírito Santo e do  Grupo Arco-Íris de Cidadania LGBTI+ do Rio de Janeiro e conta com o apoio da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa, do Programa Estadual Rio Sem LGBTIFobia da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos, da Coordenação Executiva da Diversidade Sexual da Prefeitura do Rio de Janeiro, da Aliança Nacional LGBTI+  e da Comissão de Combate à Discriminação da Alerj- Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro.

Documentário Quando ousamos Existir

Ficha Técnica

Direção geral, concepção e entrevistas: Cláudio Nascimento e Marcio Caetano

Roteiro: Cláudio Nascimento e Marcio Caetano

Produção: Cláudio Nascimento e Marcio Caetano

Pesquisa: Cláudio Nascimento, Fabio Rodrigues, Larissa Martins e Marcio Caetano

Direção de Arte e Fotografia: Fabio Rodrigues

Operação de Câmera, Iluminação e Som direto: Fabio Rodrigues e Marcio Caetano

Trilha Sonora: “Memórias”, intérprete – Valéria Barcellos e compositor – Juliano Barreto de Carvalho

Ilustração e Animação: Fabio Rodrigues

Edição e Finalização: Fabio Rodrigues

Legenda: Fabio Rodrigues e José Pedro Minho

Assistente de Edição: Agda Antunes

Assistente de Pesquisa: Clara Brandão, Elisa Abreu, Felipe Sbardelotto, João Neto e Júlio John

Assistente de Produção: Elisa Abreu, João Neto e Júlio John

Mixagem de Som: Fiona Maria

Divulgação: Julia Fripp e José Pedro Minho

Designer: Thales de Aquino

Quem são os diretores

Cláudio Nascimento: gay, negro e nordestino, atua há 32 anos na luta pelos direitos humanos e cidadania LGBTI+. Atualmente, preside o Grupo Arco-Íris de Cidadania LGBTI+, diretor de Políticas Públicas da Aliança Nacional LGBTI+ e é co-coordenador do Centro de Memórias João Antônio Mascarenhas.

Marcio Caetano: gay, professor da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), ativista dos direitos humanos e civis da população LGBTI+. Atualmente é co-coordenador do Centro de Memórias João Antônio Mascarenhas.

O Centro de Memória João Antônio Mascarenhas

O Centro de Memória João Antônio Mascarenhas, criado em 2018, originou-se em decorrência da organização de uma iniciativa para celebrar os 40 anos dos Movimentos Sociais LGBTI+ brasileiro.

A memória é algo que não é significada apenas com a imaginação — no sentido fictício, fantasioso, irreal — mas com a sua capacidade de ser remetida ou “fazer-se remeter” ao passado. A memória pode ser entendida como uma capacidade de (re)significação de coisas e de si mesmo/a. Ela é o espaço-tempo segundo o qual figura-se os limites de nossa existência.

Ao ser criado o Centro de Memória do Ativismo LGBTI homenageia João Antônio de Sousa Mascarenhas. Gaúcho de Pelotas, João nasceu em 24 de outubro de 1927 e foi um dos mais importantes ativistas do movimento, até então, homossexual, entre as décadas de 1970 e 80. Formado em Direito, ele radicou-se na cidade do Rio de Janeiro, onde viveu a maior parte de sua vida, falecendo em 1998. Além de ser um dos fundadores do jornal O Lampião da Esquina (1978), João Antônio Mascarenhas colaborou com o antropólogo Luiz Mott, fundador do Grupo Gay da Bahia, na despatologização da homossexualidade na decisão do Conselho Federal de Medicina (CFM) em 1985. Como advogado e ativista, participou do debate da elaboração da Constituição Federal de 1988, sendo o primeiro homossexual brasileiro a ser convidado para falar à Assembleia Nacional Constituinte. O convite foi motivado pela possível inclusão do termo “orientação sexual” no artigo 3º, Inciso IV, que estabelecia “o bem de todos, sem preconceitos contra quaisquer formas de discriminação”. No dia 28 de janeiro de 1988, no entanto, o termo acabou rejeitado pela maioria dos representantes da Constituinte. Dos 559 políticos que exerciam mandato no Congresso Nacional do Brasil, 429 (ou seja, mais de três quartos) se opuseram à proposta de inclusão. Mas, a trajetória de João Mascarenhas foi decisiva para aquilo que se constituiu o Movimento LGBTI+ brasileiro.

O Centro de Memória João Antônio Mascarenhas tem como objetivo tornar-se uma referência de identificação, sistematização, guarda, análise e difusão da história oral do ativismo LGBTI+ brasileiro.

Ativistas que participaram do documentário

Jovanna Cardoso: Fundadora do Movimento Trans no Brasil, atuou na organização “Damas da noite” no Espírito Santo. Atual presidenta do Fórum Nacional de Pessoas Trans Negras.

Cristina Câmara: Doutora em Ciências Humanas e autora do livro “Cidadania e Orientação Sexual: a trajetória do grupo Triângulo Rosa”.

Marisa Fernandes: Ativista do Grupo SOMOS de Afirmação Homossexual, cofundadora da Facção Lésbico Feminista (LF) que, após racha interno no SOMOS, passou a denominar-se Grupo de Ação Lésbico Feminista (GALF).

Rinaldo Almeida: Um dos fundadores da primeira organização homossexual de Pernambuco, GATHO – Grupo de Atuação Homossexual, em 1980. Faleceu em 2020, vítima da COVID 19.

Luciano Bezerra: Um dos símbolos do movimento LGBTI+ no Nordeste, o ativista era conhecido como “abelha rainha”, porque liderava o Grupo Mel (Movimento do Espírito Lilás), faleceu em 2017.

Cláudia Regina: Presidente da Associação da Parada do Orgulho LGBTI+ de São Paulo e ativista do Grupo Somos de Afirmação homossexual, nos anos 1970 e 80.

Richard Parker: Um dos principais pesquisadores sobre a epidemia de AIDS. Atualmente é diretor presidente da Associação Brasileira Interdisciplinar da Aids – ABIA.

João W. Nery: Escritor, foi o primeiro homem trans a realizar a cirurgia de redesignação sexual no Brasil, em 1977. Ativista pelos direitos LGBTI+ do Rio de Janeiro. Faleceu em 2018.

Edward Mcrae: Ativista do Grupo Somos de Afirmação homossexual, nas décadas de

1970 e 80 e autor do livro “A Construção da Igualdade”. Atualmente é professor da Universidade Federal da Bahia.

Alice Oliveira: Lésbica feminista e cofundadora do SOMOS, atualmente milita no estado do Ceará.

Caê Rodrigues: Cofundador do Grupo Arco-Íris de Cidadania LGBTI+, foi ativista do

Somos-Rio e Auê no final da década de 1970 e início dos anos 80.

João Silvério Trevisan: Autor de vários livros, foi cofundador do Grupo Somos de Afirmação Homossexual de São Paulo e membro do Jornal Lampião da Esquina na década de 70.

Wagner de Almeida: Diretor de cinema da Associação Brasileira Interdisciplinar de AIDS- ABIA, é mentor das primeiras atividades culturais de enfrentamento à epidemia de HIV no Brasil.

Regina Fachinni: Ativista de direitos humanos, pesquisadora do Núcleo de Estudos de Gênero Pagu (UNICAMP). Publicou diversos artigos e livros, dentre eles, “Sopa de Letrinhas”.

Rita Colaço: Cofundadora do Grupo de Atuação e Afirmação Gay (GAAG), em 1979, no Rio de Janeiro, atuou no Grupo Triângulo Rosa na década de 1980. Atualmente é coordenadora do Museu Pajubá, Rio de Janeiro.

Marcely Malta: Coordenadora da ONG Igualdade – RS, travesti militante do Movimento Trans e de Direitos Humanos de Porto Alegre. Atua na causa dos direitos trans desde a década de 1980.

Yone Lindgren: Uma das principais lideranças do movimento de lésbicas do Brasil, foi cofundadora do Grupo Somos (Rio de Janeiro) no fim da década de 70. Atualmente é coordenadora do Movimento D’Ellas.

Luiz Mott: Antropólogo e fundador do Grupo Gay da Bahia, em 1980. Liderou a campanha de despatologização da homossexualidade e é considerado o decano do Movimento Homossexual Brasileiro.

James Green: Autor de diversos livros, atuou como liderança do Grupo Somos de Afirmação Homossexual de São Paulo, no final da década de 1970 e início da 80. Atualmente é professor da Universidade de Brown, e participa de diversas iniciativas de defesa da democracia no Brasil.

Peter Fry: Autor de diversos livros, foi membro do Jornal Lampião da Esquina e do Grupo Somos de Afirmação Homossexual de São Paulo, no final da década de 70.

Paulo Fatal: Autor de diversos livros. Integrou o Grupo Triângulo Rosa, ocupando os cargos de Presidente e Secretário. Foi um dos primeiros ativistas a se posicionar pelo enfrentamento à epidemia de HIV nos anos de 1980.

John Mccarthy: Cofundador, nos anos 90, do Grupo Arco-Íris de Cidadania LGBTI+ e foi ativista do Somos-Rio no final da década de 1970 e anos 80. Faleceu em 2019.

Veriano Terto: Ativista do Grupo Somos (Rio de Janeiro) na década de 70 e 80. Atualmente é diretor vice-presidente da ABIA.

O Negro e o Carnaval

Postado por SECEC-RJ em 19/abr/2022 -

O Carnaval no Brasil é um dos exemplos da nossa antropofagia, aquele fenômeno bem brasileiro: o que chega de fora, devoramos; depois, expelimos criando uma estética totalmente diferente daquela que aqui chegou. Assim foi feito com o nosso carnaval.

Muitos estrangeiros, maravilhados com a nossa festa, perguntam como uma manifestação religiosa cristã se transformou no maior espetáculo da Terra. O carnaval nasceu de uma iniciativa da Igreja Católica Romana que pretendia introduzir uma forma de extravasar os excessos da carne, como preparação para o período de abstinência da quaresma cristã. Desde o seu início, a igreja pensou que podia domesticar o povo impondo uma série de restrições.

O carnaval português, o Entrudo, foi introduzido no Brasil na época da colonização. Era uma forma que evoluiu para manifestações de rua, muitas vezes violentas, chegando até a sua proibição durante um período. Na metade do século XIX são criados os primeiros cordões carnavalescos, o mais famoso o do Zé Pereira, um português da Rua São José. Já no final do século XIX, foi “inventado” o maxixe, uma música dançante e extremamente sensual, já influenciada pelo lundu, estilo musical criado pelos escravos. Também nesta época, aparecem os primeiros chorões, grupos de música que se apresentavam em casas, bares e praças públicas, sendo Pixinguinha o mais conhecido deles.

O advento da indústria fonográfica potencializou o interesse do brasileiro com a música. A gravação em disco da voz humana tirou a música do ambiente restrito em que se encontrava para uma difusão em escala gigantesca para a época. Então, o que se ouvia no lar, nos teatros, nas solenidades do governo, mas também nas rodas de capoeira ou nos terreiros das religiões afro-brasileiras, pôde ser ouvido por milhares de pessoas.

A Praça XI, berço das manifestações culturais dos negros, que ali se reuniam para festejar ou para organizar a resistência de sua cultura diante de uma sociedade racista e exclusiva, extrapolou para o mundo da música com a criação de um novo gênero musical: o samba, uma mistura de várias expressões musicais, advindas dos negros escravos. A gravação do primeiro samba “Pelo Telefone”, em 1916, sucesso no carnaval daquele ano, popularizou o termo samba, inspirando outros autores a comporem músicas nesse novo gênero musical.

Festividade de Carnaval na Praça XI, Centro do Rio de Janeiro, no início do século XX / Foto: Divulgação/Prefeitura do Rio de Janeiro

Pelo Telefone, de autoria registrada de Donga e Mauro de Almeida, mas verdadeiramente produto de uma criação coletiva nascida na casa da Tia Ciata, baiana, moradora da Praça XI, onde em sua casa se reuniam apreciadores de música, para beber e comer nos seus tempos de folga, possibilitou que o que se produzia às escondidas por pressão das autoridades policiais, pudesse vir à tona e se tornar o gênero predominante no cenário musical do Brasil como um todo.

Durante a década de 20 do século XX, a música produzida por negros, filhos e netos de escravos, ganhou uma expressão nacional, com o samba, o frevo, o maracatu e outros ritmos criados nas antigas senzalas, ou nos terreiros do candomblé, mostrando a vitalidade da cultura afro-brasileira, que apesar de perseguida e discriminada, se impôs numa sociedade extremamente racista.

No final da década de 20, algo acontecia, nos bares, nas casas de trabalhadores e malandros do bairro do Estácio: se organizava a primeira escola de samba, a “Deixa Falar, sucessora do bloco de sujo “A União Faz a Força”. Trazia coisas novas, produto da inventividade do povo brasileiro: uma bateria composta de instrumentos de percussão criados pelos próprios integrantes da escola, um samba mais sacudido, cantores que o puxavam, e improvisando versos, naquilo que viria a ser chamado de partido alto. Como antropófagos culturais, traziam dos blocos, dos ranchos, das sociedades carnavalescas, os carros alegóricos, a porta-estandarte, o mestre-sala, as baianas, e uma melhor organização do desfile.

Na década de 30, as escolas de samba proliferaram, foi criado o desfile com premiação, o próprio governo as acolhia, se impunham diante da nossa sociedade. A resistência ao opressor, nascida nas senzalas, nos quilombos, nos terreiros e fundos de quintal, era parcialmente vitoriosa, mas ainda era necessário muito o que fazer. Nas décadas vindouras, o negro mostrou a sua versatilidade, a sua criatividade, a sua resiliência, atualizando os desfiles, colocando-os no cenário mundial.

When his mother Francis registered his birth she spelt it Gered and I notice you spell it Gerad. A telegram from the pilot station said the ship was close up to the Heads, and preparing to beat in at 2pm. To fuck another woman dublin dating big breasted women dating sites. When knocking on those cellar doors, make sure you and your loved one try the Chardonnay and Cabernet Sauvignon, as these is some of the region’s specialities.

Estava criado o maior espetáculo da Terra.

Artigo por Carlos Janan, Assessor da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro / Foto: Leonardo Ferraz