Postado por SECEC-RJ em 17/mar/2021 -
Cesar Miranda Ribeiro, jornalista e radialista com mais de 35 anos de experiência na TV Globo, anuncia projetos para o Museu da Imagem e do Som do Rio, que ganhará novas plataformas e ferramentas de acesso para o público e artistas

– Quais são suas prioridades à frente do MIS?
– Nossa maior prioridade é a finalização das obras da nova sede em Copacabana. A meta é entregarmos ainda no governo Cláudio Castro esse equipamento. Esperamos que a licitação para a escolha da empresa que vai finalizar a obra seja realizada ainda neste semestre. Faltam apenas 30% dessas obras físicas e esperamos retomar em breve esses trabalhos. O conteúdo já está em grande parte pronto aqui no MIS. Esse investimento é muito importante para o Rio não só porque vai abrigar um acervo fantástico, mas também para o turismo. Vai projetar ainda mais a cidade para o mundo.
– Já há um modelo definido com relação ao conteúdo das exposições?
– A exposição raiz será a da Carmen Miranda. A composição vem basicamente do acervo do Museu Carmen Miranda, que está guardado. Mas a interatividade e a tecnologia serão fatores preponderantes. A ideia é que as exposições se renovem constantemente e o próprio acervo do MIS já fornece base para mostras temporárias de todo tipo. Há aqui 300 mil itens e esse número cresce a cada ano entre 10% e 35%.
– Há novidades também para as instalações mais antigas do MIS?
– Certamente. Também é uma prioridade a restauração do prédio da Praça XV, feito para a exposição do Centenário da Independência em 1922. Um dos planos é revitalizar o cinema. Em setembro de 2022, vai completar 100 anos da primeira transmissão radiofônica no país. Ela infelizmente não foi gravada, mas é um marco histórico. Nossa ideia é promover eventos que lembrem esse fato, que ocorreu naquele complexo de prédios construídos para a exposição, e por isso recuperar esse patrimônio é tão importante. Só dois prédios daquela exposição continuam em pé.
– O MIS recebeu recentemente a doação do acervo pessoal do José Wilker. Como está sendo tratado esse material?
– Tivemos que disponibilizar uma sala só para ele no prédio. São 8 mil itens, entre livros, DVDs, LPs, etc. Ele era um apaixonado pelas artes, um estudioso. Estamos catalogando tudo e ao final a família, que fez a doação, será ouvida. O que não for considerado de interesse público será devolvido, mas muita coisa ficará disponível para consulta do público. O que mais me entristece é ver um acervo guardado e não mostrado. Quero fazer uma gestão democrática. Se não houver impedimento jurídico, os acervos devem ser acessados por todos os brasileiros que tiverem interesse. Esse processo tende a ser facilitado a partir da criação do Selo de Certificação MIS, que permitirá uma vistoria prévia às coleções e facilitará as doações. É um projeto que estamos desenvolvendo.
– O MIS tem dado uma contribuição importante para a memória nacional através do programa Depoimento para Posteridade. Como ele será tratado a partir de agora?
– Estou introduzindo uma ferramenta online, que vai permitir que todo o território nacional participe. Antes era muito restrito samba e choro e vamos dar espaço para todos os gêneros, como o sertanejo, por exemplo. As portas estarão abertas a tudo que tem brasilidade. Isso permite democratizar os depoimentos, também dando espaço para pessoas mais jovens. Pessoas que queiram dar depoimento podem nos procurar.
– Que outras novidades a população pode esperar do MIS?
– Uma novidade importante será a criação da Web Rádio do MIS, que será lançada no início de abril, com uma programação diária de 24 horas. Terá trechos de depoimentos de figuras históricas e muita música também. Os ouvintes poderão pedir músicas também. Por outro lado, estamos fazendo uma parceria com a rádio Roquette Pinto para termos nosso programa nessa importante emissora do estado. Deve se chamar Frequência MIS. Outro projeto que estamos montando é do dos Festivais de Música Popular do estado, com eliminatórias virtuais. Através de uma cooperação com o Theatro Municipal, faríamos a final lá. Outra proposta é integrar o MIS com as prefeituras e secretarias de cultura dos 92 municípios fluminenses, através Canal MIS Itinerante. Ou seja, estamos buscando democratizar ao máximo o conteúdo do MIS para toda a população.
Postado por SECEC-RJ em 15/mar/2021 -

Estão abertas as inscrições para o Vamos.Rio, programa de aceleração e apoio para Organizações Não Governamentais (ONGs) e startups sociais. Os participantes vão receber mentoria e capacitação remota a fim de otimizar os resultados de seus projetos, que precisam ser voltados para a transformação através da cultura. Além do assessoramento, até 20 organizações serão premiadas com recursos que somam R$ 540 mil, para serem aplicados em suas ações.
A iniciativa é do Instituto Ekloos, em parceria com o Instituto BAT Brasil (ex-Instituto Souza Cruz), e conta com patrocínio da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa, via da Lei Estadual de Incentivo à Cultura. Os projetos premiados serão selecionados por uma banca examinadora, que fará uma avaliação durante o processo de aceleração.
“A experiência do Instituto Ekloos em fortalecer e capacitar ONGs e projetos sociais é mais que reconhecida. Iniciativas de todo estado poderão ser premiadas, melhorando a vida das pessoas, gerando novas oportunidades e renda”, afirma a secretária de Estado de Cultura e Economia Criativa, Danielle Barros.
A presidente do Instituto Ekloos, Andréa Gomides, explica que o programa foi lançado com o objetivo fomentar e fortalecer negócios de impacto social, organizações da sociedade civil e/ou grupos da economia criativa para que possam se desenvolver, estruturar seus processos de gestão e ampliar o seu impacto social para além da própria atividade:
“Neste momento em que os empreendedores sociais ainda estão sofrendo com a pandemia, o apoio por meio de mentorias e recursos financeiros é de extrema importância para o desenvolvimento de novas iniciativas e para a implantação de inovações em projetos já existentes, contribuindo para a redução da desigualdade social”, destaca Andréa Gomides.
A abertura do edital coincide com a mudança de nome do então Instituto Souza Cruz, que há mais de 20 anos fomenta o empreendedorismo jovem e agora passa a se chamar Instituto BAT Brasil.
“Estamos muito felizes por lançar nossa nova marca junto ao Vamos.Rio, pois o programa reflete o DNA do Instituto BAT Brasil e a nossa missão, que é contribuir para a redução das desigualdades sociais, quer sejam no campo ou na cidade. Por meio do projeto, fomentaremos novos negócios culturais, que contribuirão para a geração de renda e a recuperação socioeconômica do Estado do Rio de Janeiro”, declara Delcio Sandi, presidente do Instituto BAT Brasil.
No Brasil, país que está em 7º lugar no ranking global de desigualdade social, é cada vez mais importante a atuação da sociedade civil para contribuir com a mudança social. Por outro lado, o país também carece de investimento social e 57% das startups de impacto, cujo objetivo principal é solucionar problemas sociais, encontram-se em estágios iniciais (Fonte: pipe.social 2019). O Vamos.Rio pretende impulsionar estas iniciativas, tanto com apoio na gestão, quanto com recursos financeiros. As inscrições podem ser feita pelo link até 12 de abril.
Postado por SECEC-RJ em 10/mar/2021 -

Danielle Barros, secretária de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio, fala sobre a participação feminina no setor e faz um balanço da sua gestão, abordando iniciativas como o Cultura Presente Nas Redes e os editais da Lei Aldir Blanc.
– Estamos na semana em que se comemora o Dia Internacional da Mulher. Que avaliação a senhora faz das conquistas e avanços das mulheres no campo da Cultura?
– As mulheres já vêm se inserindo no campo da cultura e da economia criativa há muitos anos, mas essa trajetória não é tão fácil. Como em outros setores da sociedade ainda há preconceitos e barreiras a serem superadas. Temos um grande protagonismo feminino no mundo das artes, o que é ótimo, mas embora o universo da produção cultural seja amplo, nem sempre há igualdade de oportunidades, principalmente nos postos de direção. O que nós preconizamos na Secretaria de Cultura do Estado é uma participação ativa das mulheres nas atividades culturais e com equidade.
– No ano passado a SECEC lançou o edital Cultura Presente Nas Redes, que teve 1.500 contemplados, dos quais 663 (44,2%) eram mulheres. Qual avaliação a senhora faz desse número?
– Creio que esse dado mostra o enorme avanço alcançado pelas mulheres no mercado da Cultura e aponta para quase um equilíbrio entre proponentes homens e mulheres. Numa outra oportunidade esse percentual pode se inverter, com uma maior presença feminina. A força da mulher está presente gerando emprego, renda, melhorando a autoestima das pessoas e contribuindo com a sua sensibilidade para as atividades criativas fluminenses. Vamos procurar estimular sempre a participação feminina porque apostamos nessa harmonia.
– Que balanço a senhora faz da aplicação da Lei Aldir Blanc no estado?
– Conseguimos executar quase a totalidade dos recursos previstos, que foram pouco mais de R$ 100 milhões. Foi uma ajuda emergencial para os fazedores de cultura, que ficaram impossibilitados de arrecadar com ingressos por conta das restrições contra aglomerações. O setor cultural foi um dos mais afetados pelas restrições e conseguimos levar esse alento para os artistas, técnicos e produtores e para o público, que pôde matar a saudade dessas produções.
– Que rumos a cultura vem tomando no estado?
– A SECEC vem estimulando a democratização do acesso à cultura por entender que é um direito de todos ter sua tradição local valorizada e por assistir às produções que são feitas para o grande público. A cultura estimula a atividade econômica, pois envolve uma cadeia extensa de profissionais de todas as especialidades. Temos por premissa esse compromisso com a descentralização de recursos e projetos e creio que essa visão política, muito defendida pelo governador Cláudio Castro, já está trazendo frutos.
– O Rio de Janeiro já se orgulhou de ser capital cultural brasileira. Quando voltará a ter esse título?
– O Rio tem uma riqueza cultural invejável e cabe ao poder público implementar as políticas corretas para que haja um renascimento do setor. Mesmo com a crise econômica e com as restrições da pandemia, estamos este mês reabrindo importantes equipamentos culturais, como a Casa França-Brasil, a Biblioteca Parque e retomando as exposições no Parque Lage. Tenho certeza de que depois dessa fase, veremos a vida cultural fervilhando não só na capital como em todo o estado.
Postado por SECEC-RJ em 08/mar/2021 -

A Biblioteca Parque Estadual (BPE), no Centro do Rio de Janeiro, iniciou nesta segunda-feira (08/03) a reabertura ao público com entrada controlada. Os visitantes que quiserem consultar o acervo de mais de 100 mil livros, as quatro exposições montadas no espaço do equipamento cultural, bem como demais instalações, precisam fazer agendamento online através da plataforma Sympla. O acesso continua gratuito, mas só será permitida a entrada de quem tiver o ingresso impresso ou eletrônico.
É obrigatório o uso de máscara dentro da BPE, vinculada à Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa. O acesso também passa a ser controlado por meio do uso de medidores de temperatura e de álcool em gel na entrada. O funcionamento da biblioteca fica limitado ao horário das 10h às 16h e os visitantes só poderão permanecer duas horas dentro do equipamento. Havendo disponibilidade, o visitante poder obter o ingresso em terminal eletrônico montado na entrada.
“Temos uma demanda enorme de professores, pesquisadores e estudantes pela consulta aos livros e por isso estamos encarando o desafio de abrir a Biblioteca Parque, mesmo com toda a necessidade de prevenção. Por outro lado, será uma oportunidade para quem vem consultar o acervo ver exposições belíssimas”, ressalta a secretária de Estado de Cultura e Economia Criativa, Danielle Barros.
Além do acervo de livros, os visitantes terão acesso ao setor Sara CE (scanner leitor e digitalizador de imagens, voltado para leitores com dificuldade visual), Espaço Mundo (acesso a computadores para pesquisa) e Guanabarina (setor de obras raras).
Quatro exposições estão abertas na BPE. Entre elas, está “Sertão Rio – Saberes do Nordeste”, que foi montada em fevereiro, com recursos da Lei Aldir Blanc. Nela, estão contidas mais de cem obras de arte popular que retratam a cultura do povo nordestino. Ela estará aberta até 26 de março.
De impacto visual é o “Projeto Neon – Makeup e Fotografia”, do artista Auri Mota. Ele produz peças a partir da fotografia dos efeitos da maquiagem fluorescente sobre os corpos humanos. Seus trabalhos estarão expostos até 02 de abril, também através do patrocínio da Aldir Blanc.
Outra mostra que ocupará hall da biblioteca é “Brasileiro Sou: Memórias Ruianas”, fruto de uma parceria entre a SECEC e a Fundação Casa de Rui Barbosa. A exposição é composta de 15 painéis impressos em PVC de 0,80 x 110,00 cm e apresenta um panorama da vida de Rui Barbosa, maior jurista brasileiro.
Também está aberta ao público a exposição “Brazil Jeans”, composta por um conjunto de manequins, masculinos e femininos, vestidos com figurinos de jeans reciclados. As roupas levam uma série de aplicações, que remetem a um cenário futurista e ao mesmo tempo de reciclagem e preocupação com o meio ambiente. A instalação, que fica na BPE até 26 de março, também foi patrocinada pela Lei Aldir Blanc e marca a abertura Programação do MOVIRIO FESTIVAL #MÓVERÃO.
Biblioteca Parque Estadual
Endereço: Avenida Presidente Vargas, 1.261, Centro.
Horário: 10h às 16h
Agendamento pelo link: agendamento
Postado por SECEC-RJ em 05/mar/2021 -

Museu de Arte Contemporânea (MAC) de Niterói, símbolo cultural e arquitetônico da cidade, recebe a experiência de 05/03 a 28/03. Com patrocínio do Governo do Estado do Rio de Janeiro, Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa e Lei de Incentivo à Cultura, Enel Distribuição Rio e Youse, im.fusion permite interatividade, mas sem contato físico. Visitas seguem protocolos das autoridades sanitárias no combate à pandemia.
Uma experiência capaz de despertar reflexões sobre a maneira como interagimos com o micro e o macro, em diferentes ambientes e contextos. Assim é im.fusion, instalação tecnológica e interativa, que chega ao Museu de Arte Contemporânea de Niterói (MAC), nesta sexta-feira (05/03). As visitas seguem protocolos das autoridades sanitárias no combate à pandemia e podem ser feitas de terça-feira a domingo, das 10h às 18h.
Do micro ao macro, três cenários são explorados por im.fusion. A experiência começa pelo “contato” com moléculas, depois segue para a diversidade de uma floresta e, por fim, explora a imensidão do universo. Em 12 minutos, os visitantes estão imersos em formas coloridas, interagindo por meio de sensores com projeções plenas de efeitos especiais – gráficos e sonoros. A tecnologia utilizada não requer contato físico.
Tudo acontece em uma sala escura, com 5,7 metros de largura, 4 metros de altura, e 10,4 metros de profundidade. Câmeras e sensores captam a movimentação das pessoas que passam a interferir randomicamente nas exibições. É uma metáfora da interação do Homem com a natureza.
“O desenvolvimento de novas tecnologias e as conquistas científicas têm impactado a forma como nos relacionamos com a natureza. Ao mesmo tempo que manipulamos formas diminutas, como vírus e bactérias, exploramos imensidões como a Lua ou Marte. Essas relações inspiraram a criação de im.fusion ”, conta Felipe Reif, um dos idealizadores da experiência, criada por mais de dez pessoas entre Brasil, Chile e Estados Unidos.
Para respeitar o distanciamento social, imposto pela pandemia, apenas seis pessoas são admitidas por sessão. Uma cortina de tecido, com tratamento antibacteriano, e equipamentos de filtragem do ar também são parte dos cuidados. Desde o princípio, a instalação previa a interação do público sem necessidade de contato físico num trajeto de sentido único para os visitantes, impedindo o retorno ao início.
“Diante da pandemia, essas características foram essenciais para a escolha do projeto, que é produzido pela Dellarte e co-realizado pela BM Produções”, aponta Steffen Dauelsberg, diretor executivo da Dellarte.
Para a visitação no MAC foram estabelecidos protocolos para preservar a saúde dos visitantes, funcionários e demais colaboradores do espaço. São obrigatórios o uso de máscara, cobrindo nariz e boca, medição da temperatura na entrada do Museu, uso de álcool em gel para higiene das mãos e distanciamento de dois metros.
“Estamos muito animados por receber a im.Fusion no MAC como a primeira atividade dentro do Museu desde o início da pandemia. A mostra une arte e tecnologia, caminho que pretendemos seguir ao longo do ano”, afirma Victor De Wolf, Diretor do MAC Niterói.
Esta é a terceira cidade que recebe a instalação. im.fusion estreou no Rio de Janeiro, em dezembro, e depois seguiu para Belo Horizonte. “Temos observado que as pessoas se divertem e se sentem seguras com as medidas adotadas”, afirma Byron Mendes, da BM Produções.
im.fusion é apresentada pelo Ministério do Turismo, com o patrocínio master do Governo do Estado do Rio de Janeiro, Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa e Lei de Incentivo à Cultura e Enel Distribuição Rio. Patrocínio da Youse e apoio da On Projeções. Criada pela Deeplab Project e realizada pela Dellarte Soluções Culturais, permanece no MAC até 28/03.
Data: de 05 de março a 28 de março de 2021
Horário: terça-feira a domingo, das (a partir das 17:45h a rampa de acesso às galerias é fechada).
Ingressos: R$ 12 (válido durante o horário de funcionamento do dia da compra)
R$ 6 (meia-entrada – comprovação do benefício é obrigatório na entrada do museu. O ingresso é válido durante o horário de funcionamento do dia da compra)
Às quartas-feiras a entrada é gratuita
Local: Mirante da Boa Viagem, sem número, Boa Viagem, Niterói
Postado por SECEC-RJ em 02/mar/2021 -
Como pensar as relações entre arte, arquitetura, o homem e a habitação social? A quem a arquitetura se destina? A quem, de fato, atende? Quais questões permeiam e afetam, sobretudo, a vida urbana? Estas e outras questões serão debatidas no seminário Imersões: arte e arquitetura, que será realizado de forma virtual nos dia 2, 3, 4 e 5 de março de 2021, de 17 às 20h, com a participação de convidados nacionais e internacionais. O seminário vai promover um debate crítico sobre temas que se inserem no contexto do 27 o Congresso Mundial de Arquitetos – UIA 2021, quando o Rio receberá da UNESCO o título de Capital Mundial da Arquitetura.
O objetivo do Imersões é propor uma reflexão mais contestatória dos padrões hegemônicos da arquitetura no Rio, tradicionalmente eurocentristas, colocando em evidência as características urbanas da própria cidade, como suas favelas.
“Nosso objetivo é trazer a discussão para o mundo real. Imersões será complementar ao Congresso Mundial de Arquitetos e se dará a partir de um olhar alternativo. Uma discussão sobre arte e arquitetura que fuja do modelo neoliberal e da ótica dos colonizadores. Afinal, precisamos falar de desigualdades, da favela e de uma arquitetura e urbanismo que se voltam
para esses espaços. É necessário pensar a arquitetura contemporânea mais vinculada ao mundo real”, Tania Queiroz, organizadora de Imersões.
Totalmente gratuito, o ciclo de debates propõe tornar a arte contemporânea e a arquitetura mais acessíveis ao público em geral, rompendo barreiras e aproximando o tema dos moradores da cidade, muitas vezes restrito ao debate acadêmico.
“Precisamos de outros olhares para repensar novas possibilidades para o Rio, uma cidade que recebeu altos investimentos para transformá-la em função dos grandes eventos, mas pensados dentro de modelos internacionais, que não geraram de fato nenhum legado”, aponta o
arquiteto André Carvalho, um dos organizadores do seminário.
A abertura e as mesas do seminário serão transmitidas ao vivo e contarão com tradução simultânea para LIBRAS . Será produzido ainda um caderno digital de textos com o conteúdo apresentado nos debates, a ser disponibilizado gratuitamente pela plataforma ISSUU. Tais estratégias permitirão o acesso de públicos que, em especial nas cidades, são apartados dos acontecimentos.
“Vamos falar também sobre o esvaziamento dos centros urbanos, da desigualdade de ocupação e do modelo de valorização dos centros das cidades. O caso do Rio de Janeiro é bem interessante a partir do processo de valorização dos bairros da zona sul. O Rio tinha mais praias, no Caju, em São Cristóvão e na Glória, por exemplo. O pensamento dominante sempre
foi o de construir e embelezar em detrimento da natureza. Ninguém investiu nas praias da região portuária e também por isso a cidade perdeu em humanidade. Precisamos buscar equilíbrio entre as regiões e esse é um dos temas que vamos discutir no evento”, explica Marcelo Campos, curador de arte e também organizador do seminário.
O evento irá abrir a programação do ano da Casa França-Brasil, um dos prédios históricos mais importantes do país que completou 200 anos em 2020. Para a diretora da Casa, Helena Severo, o evento trata de um tema instigante. “A mesa de abertura do evento digital vai se debruçar sobre a questão da revitalização do centro histórico do Rio, através dos projetos
existentes, além de lançar perspectivas sobre o futuro dessa área”, afirma.
Imersões: arte e arquitetura é realizado em parceria pela Escola sem Sítio, Casa França-Brasil, CURA/UERJ, LINDA/PUC-Rio e Uia 2021 Rio. O evento é patrocinado pela Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro, Secretaria Especial da Cultura, Ministério do Turismo e Governo Federal por meio da Lei Aldir Blanc.
Além da abertura, serão realizadas mais três mesas, abordando três eixos diferentes – Arte e arquitetura, Habitação social e Arquitetura e alteridades – em que artistas, arquitetos, urbanistas e pensadores discutirão as relações sociais, a participação daquele que habita, sua circulação, os aspectos visuais e ambientais que são, ou devem ser computados na elaboração
de projetos que se proponham a redimensionar ou reconfigurar o espaço urbano. A proposta é oferecer aos ouvintes uma intensa reflexão sobre os papéis da arquitetura e urbanismo na contemporaneidade e a sua intercessão com a arte.
PRIMEIRO DIA
2 de março
16h às 17h30 – Patrimônio e Cidade (Mesa Institucional)
Palestrante: Augusto Ivan (Arquiteto/RJ)
Participação de Danielle Barros (Secretária de Cultura do Estado do Rio de Janeiro/RJ) e Helena Severo (Diretora da Casa França-Brasil/RJ)
Mediador: Jocelino Pessoa (Organização/RJ)
18h às 20h – Atravessamentos Contemporâneos (Mesa de Abertura)
A condição contemporânea dos atravessamentos entre arte e arquitetura, no campo ampliado da cultura, reconfiguram e desestabilizam os pensamentos da formação clássica no campo da arquitetura, uma disciplina que se desenvolveu, historicamente, voltada para classes sociais
mais abastadas. Situar o debate nessa relação fronteiriça, potencializando esta zona de contato, apresenta-se como caminho possível de insurgência e enfrentamento diante das históricas desigualdades envolvidas nas questões de classe, gênero e etnicidade.
Convidados: André Carvalho (Curador de Arquitetura do Imersões/RJ) e Patti Anahory (Arquiteta, Cabo Verde).
Mediadora: Tania Queiroz (Organização/RJ)
SEGUNDO DIA
3 de março
17h às 20h – Arte e Arquitetura
As relações entre arte e arquitetura ampliam-se, desde criações de ambientes e construções aos projetos que se efetivam, a partir das urgências sociais. A forma, paradigma comum às duas áreas, atravessa compreensões sociais que se direcionam aos distintivos de gênero,
classe e etnicidade.
Convidados: Bárbara Copque (Artista/RJ), Cadu (Artista e Professor da PUC Rio) e Joice Berth (Arquiteta, urbanista e escritora/SP)
Mediador: João Paulo Quintella (Curador/RJ)
TERCEIRO DIA
4 de março
17h às 20h – Habitação social
As desigualdades sociais marcam a ocupação dos espaços urbanos. Com isso, as tarefas da arquitetura tornam-se necessárias na solução de questões básicas da moradia. Porém, iniciativas, muitas vezes, destinadas ao lucro criam segregações ainda mais complexas, nas quais o pensamento modular retira elementos da subjetividade de moradores e a valorização imobiliária segue em busca de lucros irresponsáveis. Esses modelos hegemônicos não abarcam outras ideias de morar, habitar e existir. De que modo equacionar o direito à cidade com interesses políticos especulativos na compreensão de soluções já existentes, advindas dos próprios grupos segregados?
Convidados: Maurício Hora (Artista e ativista social/RJ), Raquel Rolnik (Arquiteta e urbanista/SP) e William Bittar (Arquiteto e Professor emérito da FAU-UFRJ)
Mediador: Patricia Oliveira (Arquiteta/RJ)
QUARTO DIA
5 de março
17h às 20h – Arquitetura e alteridades
Pobreza, subdesenvolvimento, etnicidade são interseções que se apresentam ao tratarmos dos modos de habitar. Sempre houve um intervalo, um abismo entre desenhar, projetar, construir e os usos da casa com suas tradições ancestrais. O encontro entre arquitetura e sonho,
arquitetura e reza, arquitetura e natureza tornou-se, cada vez mais, fundamental.
Convidados: Gabriela Gaia (Artista/BA), Sallisa Rosa (Artista/RJ) e Gabriela de Matos (Arquiteta/SP)
Mediador: Marcelo Campos (Curador de Arte do Imersões/RJ)
CONVOCATÓRIA
Durante o evento serão exibidos 30 vídeos enviados pelo público, com até 4’ 59” de duração, através do site oficial, do canal no YouTube, da plataforma Even3 e das redes sociais. Os vídeos deverão abordar vivências, reflexões, impressões, práticas artísticas, urbanísticas e arquitetônicas que possam contribuir para as discussões, proporcionando outras interfaces ao
ampliar o debate para além das falas das palestrantes. O interesse dos organizadores é exibir trabalhos que tratem de experiências oriundas do meio acadêmico, artístico e/ou de comunidades e movimentos sociais, que se coloquem como insurgência ou alternativa às estruturas hegemônicas.
A seleção é de responsabilidade da organização do seminário e as inscrições vão até às 18h de 12 de fevereiro. Dúvidas podem ser encaminhadas pelo e-mail seminario@imersoes.arq.br.
INSCRIÇÕES
As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pelo site https://imersoes.arq.br/
Os participantes previamente inscritos receberão certificado. As vagas são limitadas.
Assessoria de Imprensa de Imersões: Arte e Arquitetura
Trevo Soluções em Comunicação / Tess Ideias e Comunicação
Márcio Martins – (21) 99192-4894 – marcio.martins@trevocomunicativa.com.br
Carolina Feital – (21) 98362-2234 – carolina.feital@trevocomunicativa.com.br
Raquel Gentil – (21) 97126-4944 – raquel.gentil@trevocomunicativa.com.br
Rita Fernandes – (21) 99991-8728 – rita.fernandes@tessideias.com.br
Postado por Gabriel Saboia em 28/fev/2021 -
O Museu da Imagem e do Som (MIS) vai homenagear o Rio de Janeiro pelo seu aniversário, comemorado em 1º de março (segunda-feira). Os 456 anos da cidade serão lembrados através de um evento na emblemática sede da instituição, na Praça XV, no Centro, que dará destaque a ícones da música carioca.
A homenagem marca também a reabertura do setor educativo do museu, com a presença da secretária de Estado de Cultura e Economia Criativa, Danielle Barros, e do novo Presidente do MIS, Cesar Miranda Ribeiro.
“A cidade do Rio tem uma dívida enorme para com esses compositores, que fizeram músicas que são cantadas até hoje. Essa homenagem do MIS a esses clássicos ajuda a manter ainda mais viva na nossa memória essas obras-primas”
disse a Secretária de Estado de Cultura e Economia Criativa, Danielle Barros.

O evento, que começa às 15h, será dividido em duas etapas, com público limitado e seguindo regras de prevenção à Covid-19. Na primeira parte, haverá uma palestra sobre o compositor Lamartine Babo (1904-1963), sua vida, obra e relação com a cidade, abordado pela professora e historiadora Aline Soares, coordenadora do setor educativo do MIS. A segunda parte do evento será capitaneada pelo professor e pesquisador Jorge Mello, que fará uma explanação sobre a história e o repertório de compositores clássicos do chorinho e outros gêneros tradicionais, com pitadas sobre a ligação deles com o Rio. O público poderá ouvir as pérolas ao som do conjunto “Pega no Tranco”.
“A reabertura do setor educativo é um excelente presente que o MIS pode dar à cidade neste aniversário”.
Afirmou Cesar Miranda Ribeiro, novo presidente do MIS.
1º de Março | 2ª feira
Evento: Homenagem do MIS aos 456 anos do Rio de Janeiro
Local: MIS – Praça XV
Horário: 15h
Postado por SECEC-RJ em 26/fev/2021 -
Primeiro edital com uso do Fundo Estadual de Cultura (FEC), o #CulturaPresenteNasRedes segue fazendo sucesso nas plataformas digitais. Como forma de facilitar a busca por conteúdos culturais inéditos, a Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio (Sececrj) lançou, nesta sexta-feira (26), a listagem das redes das produções vencedoras em seu site.
O conteúdo pode ser acessado clicando aqui e nele você encontra informações sobre os projetos vencedores, como região de atuação, cidade, linha artística e também o canal das redes onde o conteúdo foi apresentado.

Estamos criando maneiras de aproximar a população dos mais variados conteúdos artísticos produzidos pelos nossos contemplados. Este é um edital especial, que socorreu a cadeia produtiva da cultura e marcou a retomada do fomento estadual para o setor, por isso nós temos dado todo apoio aos vencedores
afirmou a secretária de Estado de Cultura e Economia Criativa, Danielle Barros.
O Cultura Presente nas Redes recebeu 6.149 inscrições de todas as regiões do estado. Cada produção recebeu R$ 2,5 mil, um investimento total de R$ 3,750 milhões. A ação só foi possível após a regulamentação do uso dos recursos do Fundo Estadual de Cultura, que estava sem ser usado há mais de 20 anos. Há projetos nas áreas de música, literatura, artes visuais, audiovisual, dança, teatro, circo, moda, museus, cultura alimentar e expressões culturais populares.

As ações culturais com mais produções inscritas foram música (30%), audiovisual (18%) e teatro (16%). Das regiões, se destacaram mais a Capital e as Regiões Metropolitanas II (Baixada Fluminense) e III (Niterói, São Gonçalo, Itaboraí e Maricá). Já nos eixos, manifestações artísticas e conteúdos audiovisuais foram os mais procurados.
Saiba mais sobre as produções culturais nas redes acessando a hashtag #CulturaPresenteNasRedes. Veja aqui a listagem completa dos contemplados.
Postado por SECEC-RJ em 26/fev/2021 -

A visitação ao Palacete do Parque Lage, no Jardim Botânico, passa a partir desta sexta-feira (26/02) a ser feita através de agendamento online. O acesso à construção histórica, sede da Escola de Artes Visuais, vinculada à Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa, continua gratuito, porém mais controlado por conta da prevenção contra a Covid-19.
A entrada pelo portão principal do Parque Lage permanecerá livre, assim como a visitação pela área verde, mas na entrada do Palacete será solicitada a apresentação do ingresso – digital ou impresso. Quem estiver pelo Parque e não tiver feito previamente o agendamento online, ainda poderá fazê-lo na hora da visitação, a depender da disponibilidade de vagas.
Desde o início da pandemia, o Parque Lage e a EVA cumprem as normas de conduta e prevenção decretadas no Estado do Rio de Janeiro. O agendamento online é uma nova medida que reforça práticas como a aferição de temperatura dos visitantes, o condicionamento da entrada e permanência ao uso de máscara que cubra o nariz e a boca, o oferecimento de álcool-gel 70% e de sinalizações que promovem uma circulação mais segura, assim como a higienização frequente do local.
“O Parque Lage é um grande exemplo de retomada das atividades que vem dando certo, seguindo todos os protocolos, garantindo segurança para o público e os profissionais que lá trabalham. Poder proporcionar mais conforto e comodidade para a população que visita o palacete histórico é fundamental para mostrar que o estado do Rio está cuidando verdadeiramente da vida das pessoas e pensando na volta das ativações culturais”, afirmou a secretária de Estado de Cultura e Economia Criativa, Danielle Barros.
Além de uma vasta área verde, composta por 52 hectares da terceira maior floresta urbana do mundo, e do histórico Palacete – construído em 1929, como um presente do empresário Henrique Lage para sua esposa, a cantora lírica Gabriela Besanzoni –, o Parque Lage é conhecido por reunir arte, lazer e cultura. Durante esse período de isolamento social, ele tem sido um refúgio para os cariocas em busca de diversão e segurança.
Postado por SECEC-RJ em 24/fev/2021 -
O Instituto Ekloos realiza nesta quinta-feira (25) um curso online para ajudar a quem lida com iniciativas que abrangem os campos social e cultural. A entidade vai promover uma verdadeira imersão no tema “Criando Projetos Socioculturais Inovadores”, através de uma transmissão que ocorre de 9h às 18h. O curso está sendo realizado com recursos da Lei Aldir Blanc, geridos pela Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa.
A transmissão será feita através da plataforma Zoom para inscritos e o público alvo é de produtores, gestores de organizações sem fins lucrativos (ONGs) e grupos que atuem com iniciativas socioculturais, principalmente no Estado do Rio. As vagas foram esgotadas.
O objetivo principal do curso é apresentar metodologias que possibilitem a criação de projetos socioculturais inovadores. Um exemplo é de Impacto Social Canvas, criada pelo próprio Instituto Ekloos, que permite aprender as etapas de desenvolvimento de um projeto a partir da aplicação prática em um estudo de caso apresentado.
“Essa formação na criação de projetos inovadores é algo que com certeza trará frutos no futuro. Acredito que a partir da realização do curso, os agentes vão poder montar projetos muito mais aprimorados e bem-sucedidos”, afirma a secretária Danielle Barros.
Com a combinação da teoria com a prática, o participante vai assimilar conteúdo que o deixará mais apto a estruturar seus projetos e deixá-los prontos para a captação de recursos. O Ekloos pretende abrir outras turmas desse e de outros cursos ao longo do ano.
O curso procura conciliar a apresentação de ensinamentos teóricos e práticos. Os participantes vão colocar a mão na massa por meio de um estudo de caso e criar juntos um projeto inovador, através da metodologia que será apresentada.