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Começam hoje as inscrições para o edital ‘Rua Cultural RJ’

Postado por SECEC-RJ em 15/out/2021 -

A secretária Danielle Barros participou de conversa sobre o edital na sede do Museu do Graffiti, na Pavuna. Crédito: Leonardo Ferraz/SECECRJ

Começam nesta sexta-feira (15/10), às 18h, as inscrições para o edital Rua Cultural RJ, lançado pela Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa. Serão premiados 48 projetos artísticos, num total de R$ 6 milhões provindos do Fundo Estadual de Cultura (FEC). Podem concorrer criações de ambientação urbana, como grafite, stencil, pintura livre, mosaicos, stickers, lambe-lambe, muralismos, pinturas mural, entre outras linguagens, e cada selecionada receberá R$ 125 mil.

“Esse edital vai premiar os talentos em artes urbanas, que vêm lutando pelo reconhecimento do poder público. São artistas que também sofreram os efeitos da pandemia e têm muito a contribuir neste momento de retomada para a revitalização dos espaços públicos do Estado do Rio. Com certeza, vão ajudar em muito a trazer mais alegria para toda a população fluminense, que precisa desse colorido”, afirma a secretária Danielle Barros, que participou de uma conversa sobre o edital na última quarta-feira (13) no Museu do Graffiti, na Pavuna, Zona Norte do Rio.

Projetos precisam ter mínimo de 100m² de área em locais visíveis ao público. Crédito: Leonardo Ferraz/SECECRJ

O novo edital da SECECRJ faz parte do pacote de fomento à Cultura lançado pelo Governo do Estado no fim de agosto deste ano, num total de R$ 75 milhões destinados às artes. Os proponentes têm até 29 de novembro, às 18h, para enviarem seus projetos, através do sistema Desenvolve Cultura, disponível no site www.cultura.rj.gov.br/desenvolve-cultura.

As propostas precisam incluir o mínimo de três artistas, que serão responsáveis pelas criações, vinculados a uma pessoa jurídica. As obras devem ocupar uma área mínima de 100 m² e podem ser divididas por superfícies diferentes, desde que formem uma única e conjunta ambientação artística. Muros, paredes, fachadas, portas, etc., podem servir de suporte para as criações, se forem visíveis para o público.

O edital segue a determinação do Sistema Estadual de Cultura (Lei n° 7035/2015), que estabelece a divisão de recursos para ações culturais por região. Por isso, 40% dos projetos serão na capital e o restante nas demais regiões administrativas do estado.

Entre as condições de participação, é preciso que o proponente esteja sediado no Estado do Rio e comprove atuação cultural há pelo menos um ano. O mesmo período de experiência é exigido de cada artista, que também precisa ser morador do estado. A lista dos documentos necessários e os modelos de cartas sugeridos estão disponíveis no sistema Desenvolve Cultura e dúvidas podem ser encaminhadas para o e-mail ruaculturalrj@cultura.rj.gov.br.

Imperator receberá espetáculo ‘Bello México’, com danças folclóricas do país latino-americano

Postado por SECEC-RJ em 08/out/2021 -

A Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa vai realizar em parceria com o Consulado Geral do México no Rio de Janeiro uma celebração da dança mexicana no Centro Cultural João Nogueira – Imperator, no Méier. Entre os dias 13 e 16 de outubro (de quarta a sábado), serão oferecidas oficinas dessa arte folclórica do país latino-americano numa fusão com o clássico. Parte dos integrantes das turmas será selecionada para uma apresentação nos dias 16 e 17 (sábado e domingo), às 11h.


O projeto “Bello México” é fruto da dedicação do professor Oscar Escobedo ao estudo sobre as tradições de dança de seu país e sua busca por dar projeção internacional a essa riqueza cultural. O show transporta o público ao passado, mostrando as raízes dessa arte desde a civilização Asteca. A apresentação fará um passeio também pelos diferentes gêneros que são praticados nos estados desse país. Os quadros incluem o carnaval de Veracruz, o misticismo do povo Yaqui, e o alegre ritmo do Jalisco, já imediatamente identificado com o país por qualquer estrangeiro.

“O palco do Imperator é o local ideal para a realização dessa oficina e para essa maravilhosa exibição das tradições da dança mexicana. Temos um espaço generoso capaz de deixar todos os participantes à vontade, celebrando mais uma parceria realizada pela Secretaria”, disse a secretária Danielle Barros.

As vagas para a participação nas oficinas já estão esgotadas. Entre os participantes, de três a cinco casais serão selecionados para dançarem coreografias idealizadas por Escobedo para o Ballet de Espectáculos Libertadores. Os ingressos para assistir à exibição são gratuitos, mas é solicitada a doação de um quilo de alimento não perecível a quem comparecer e os donativos serão destinados para a Associação Cristã de Apoio à Criança (ASCAC). Para requerer sua entrada, é preciso preencher o formulário no link.

Oscar Escobedo, nascido no México, formou-se dançarino de dança folclórica e estudou coreografia e cenografia. Ele em 17 anos de carreira e atualmente dirige o Balé de Espetáculos Libertadores, com sede em Los Cabos, Baja California Sur. Escolbedo dirigiu produções em diversos países da América Latina, como Chile, Venezuela, Argentina e Cuba.

Serviço:

Espetáculo “Bello México”
Local: Centro Cultural João Nogueira – Imperator
Datas: 16 e 17 de outubro
Coreógrafo: Oscar Escobedo Estrada
Companhia: Ballet Libertadores
Horário: das 11h às 12h
Endereço: Rua Dias da Cruz, 170 – Méier
Link para aquisição de ingressos: https://forms.gle/g8J8DTSZV9bZYobr8
Entrada: doação de um quilo de alimento não perecível

SECECRJ aprova seu primeiro Regimento Interno

Postado por SECEC-RJ em 07/out/2021 -

Integrantes da Comissão de elaboração do Regimento Interno ouviram todos os setores da SECECRJ. Crédito: Leonardo Ferraz/SECECRJ

A Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa (SECECRJ) aprovou seu primeiro Regimento Interno, através da Resolução 169/2021, regulamentando sua estrutura e funcionamento. A medida foi publicada nesta quinta-feira (07/10) no Diário Oficial, dando transparência ao documento que detalha a hierarquia do órgão e as atribuições de cada setor que o compõe.


“O Regimento Interno vai ser útil para um funcionamento ainda mais eficiente da Secretaria e é um importantíssimo legado que a atual gestão deixa para o aprimoramento da administração pública do Estado do Rio. O objetivo não é engessar as tarefas, mas modernizar a estrutura e garantir maior entrega para a sociedade”, afirmou a secretária Danielle Barros.


O Regimento é fruto do trabalho de uma comissão formada por servidores da SECECRJ que estudaram a legislação pertinente ao órgão e analisaram os processos e rotinas internos. Cada setor foi consultado com relação a suas atribuições e responsabilidades e pôde contribuir com o documento. A Comissão, que funcionará permanentemente, é presidida pelo Chefe de Gabinete Windson Maciel e tem como membros Ana Cristina Carvalho da Silva (Assessoria Jurídica), Adriana Miranda Pedro, Rodrigo Deodato de Moura (ambos da Ouvidoria) e Marcela Teixeira Monteiro (Gabinete).

Segundo o presidente da Comissão, a partir da publicação do Regimento, há uma otimização da administração da Secretaria, evitando-se eventuais conflitos de competência. Procurou-se preservar as rotinas e funções já existentes, que passam a contar com maior clareza.


“Com a publicação do Regimento Interno, a Secretaria está dando um exemplo em termos de compliance e atendendo aos anseios da sociedade por eficiência e transparência por parte da administração pública. Estamos procurando avançar sempre na criação de protocolos em dia com o que há de mais moderno e transparente em termos de gestão e elaboração de políticas públicas”, ressalta Windson Maciel.

O Regimento traz um quadro com os diferentes setores e suas atribuições, para facilitar ainda mais o conhecimento por parte do público. O documento também elenca os equipamentos pertencentes à SECECRJ e lista outros mais de 300 espaços culturais do estado, que não estão vinculados ao órgão, mas que são afetados pelas políticas públicas elaboradas pela esfera estadual da Cultura.

Cultura do estado lança edital de intervenções urbanas

Postado por SECEC-RJ em 07/out/2021 -

Obras vão ajudar a revitalizar áreas do Estado do Rio. Crédito: Divulgação

Grafittis e intervenções culturais do segmento em todo estado terão um edital exclusivo para premiação e valorização da arte urbana. A Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro (Sececrj) lança, na próxima quarta (13), às 14h, a chamada pública Rua Cultural RJ, voltada para arte urbana para colorir muros, ruas e logradouros públicos e privados. A solenidade de lançamento será realizada no Museu do Grafitti, na Pavuna, Zona Norte do Rio.

Serão investidos R$ 6 milhões do Fundo Estadual de Cultura (FEC) para premiar pessoas jurídicas com projetos de ambientações urbanas em todo território fluminense. O edital Rua Cultural RJ é a segunda chamada pública do Pacto Cultural RJ, lançado há pouco mais de um mês pela Sececrj no Teatro João Caetano. Até o fim de 2021 serão investidos pelo estado o total de R$ 75 milhões em fomento na arte fluminense.

“O nosso edital de arte urbana nasce da necessidade dos coletivos que atendemos através da Lei Aldir Blanc e em projetos que apoiamos e incentivamos. Queremos dar uma nova cara para ruas, murais e demais espaços urbanos que poderemos colorir e preencher com arte, garantindo uma nova ativação cultural nos locais, garantindo cultura e também uma nova área de exploração econômica na região beneficiada”, afirmou a Secretária de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio Danielle Barros.

Edital será lançado no Museu do Graffiti. Crédito: Divulgação

Arte Urbana terá mais de R$ 100 mil de premiação por projeto

O edital Rua Cultural RJ vai premiar 48 projetos em todo estado com valor de R$ 125 mil por contemplado. Os recursos serão distribuídos entre as 10 regiões que compõem o Estado do Rio de Janeiro. 40% do valor total será disponibilizado para a Capital e 60% dos projetos vencedores deverão ser premiados no interior.

O valor da premiação é para uso obrigatório da execução da proposta, que deve garantir intervenção artística com a finalidade de ambientação urbana em local público ou privado de acesso irrestrito composto por um ou mais muros e/ou mobiliários urbanos com no mínimo de 100m² de ocupação. São consideradas ambientações urbanas o uso de linguagens artísticas de arte urbana como grafite (graffiti), stencil, pintura livre, mosaicos, sticker, lambe-lambe, muralismo, pintura mural, entre outros.

Serviço: 

Lançamento do edital Rua Cultural RJ
Data: 13/10/2021
Local: Museu do Grafitti – Avenida Pastor Martin Luther King Jr., nº 12.528 – Pavuna, Rio de Janeiro – RJ
Horário: 14h

Mais agilidade e transparência nos projetos incentivados

Postado por SECEC-RJ em 07/out/2021 -

Mais modernidade e transparência para os projetos culturais inscritos na Lei de Incentivo à Cultura do Estado do Rio. A Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro (Sececrj) publicou esta semana a Resolução nº 168, que regulamenta os procedimentos de apresentação das prestações de conta dos projetos culturais inscritos na Lei de Incentivo à Cultura.

A nova resolução garante que todos os projetos inscritos em 2021 já terão sua tramitação em todas as fases dentro do sistema Desenvolve Cultura, entre elas as etapas de prestação de contas, como a Comprovação de Execução de Objeto e Comprovação Financeira. Para auxiliar nesta nova etapa, a Sececrj preparou um manual de utilização do sistema. Basta clicar aqui para ter acesso.

O subsecret´ário de Planejamento e Gestão da SECECRJ, Vítor Corrêa, ressalta o caráter inovador da medida. Crédito: Fred Pontes/SECECRJ

“Este é um feito histórico na história do fomento à cultura no estado do Rio. Garantimos que os projetos inscritos no Desenvolve Cultura tramitem com total transparência e segurança, de forma padronizada em sistema, facilitando o trabalho de todas áreas envolvidas no processo de aprovação dos projetos desde a sua inscrição até sua captação, comprovação de execução e prestação de contas”, afirmou Vítor Côrrea, Subsecretária de Planejamento e Gestão da Secretaria.

De acordo com a Secretária de Estado de Cultura e Economia Criativa Danielle Barros, a secretaria preza pela lisura e transparência da gestão com a nova resolução.

“Uma das nossas premissas na Secretaria é a transparência total dos recursos públicos para os fazedores de cultura. Temos uma Lei de Incentivo democrática, acessível para todos os proponentes e com sistema aberto quase o ano todo, porque temos a preocupação de fomentar a arte e os eventos com o recurso da renúncia. Ganha o artista e ganha o cidadão”, disse Danielle Barros.

A despedida de uma estrela do balé

Postado por SECEC-RJ em 06/out/2021 -

A bailarina Cecília Kerche se despede do Municipal do Rio com a realização de uma live e a publicação de e-book.

Como a senhora recebe essa homenagem com a publicação do e-book “Uma bailarina made in Brazil”?

Foi uma surpresa. Até porque nós não temos no país esse hábito de se preservar a memória. Tanto que o Theatro Municipal realizou já diversos espetáculos memoráveis e recebeu grandes estrelas, mas não houve filmagem desses eventos. Até das minhas atuações há pouco registro e só tenho conhecimento de gravações que não foram oficiais. Pelo menos, pelo e-book será possível, principalmente os mais jovens, verem o que as outras gerações assistiram presencialmente, através das fotos e dos textos. Haverá nesta quarta-feira uma live que participarei. [Pode ser acompanhada a partir de 06/10, às 19h, no canal do YouTube do Theatro Municipal pelo link ou pelo Facebook no link]. Foram 37 anos de uma carreira limpa, de amor à arte e de devoção a um teatro. O Theatro Municipal me fez mudar para o Rio, mudou o curso da minha, pois tudo o que eu queria era ser a primeira bailarina dessa casa.

E qual era o significado do Municipal para uma jovem bailarina vinda do Interior?

Era o meu maior sonho desde a adolescência pertencer ao Theatro Municipal do Rio. É o mesmo que uma criança que começa a estudar balé em Moscou e sonha em pertencer ao Bolshoi. Foi o resultado de muito empenho próprio de anos, do apoio da minha família e depois do meu marido [professor Pedro Kraszczuk], que conheci aos 13 anos. Fiz o concurso em 1981 e no ano seguinte comecei no Corpo de Baile. Me determinei para isso e para depois vir a ser a primeira bailarina dessa que era a única companhia clássica do país.

Como se deu o início de sua carreira internacional?

Ocorreu através da Natalia Makorova que veio ao Brasil para montar um balé e ficou apaixonada quando me viu dançar e me convidou para participar de um documentário sobre a vida dela. Segundo ela, eu era a pura bailarina clássica. Foi como estender o tapete vermelho para o Oscar. Eu admirava demais o trabalho dela e sua forma de interpretar e de dançar muito próprios. Depois ocorreram diversos convites internacionais, a começar pelo “La Bayadère”, no Teatro Colón de Buenos Aires, no início dos anos 1990.

Tendo pisado nos palcos mais importantes do mundo em quatro continentes, não surgiu uma tentação de ingressar numa companhia internacional?

Pertenci ao Theatro Municipal numa época em que era efervescente. Tinham óperas e balés extraordinários, riquíssimos em suas produções. Não sentia falta de sair do meu país. Sentia falta do contato com outros bailarinos e de buscar novas experiências do exterior, mas não para ficar. Dancei ao lado dos bailarinos mais renomados e icônicos do balé clássico. Fui muito feliz na minha carreira.

De todo o repertório do balé clássico, há algum que lamente por não ter dançado?

Uma bailarina é sempre inquieta e tem vontade de fazer coisas diferentes, mas o que realmente me fez falta foi não ter dançado “A Dama das Camélias”. Cheguei a conversar com o Neumeier [coreógrafo John Neumeier] sobre essa possibilidade, mas ele já não saía da Europa e não foi para frente. Por esse motivo tenho essa frustração e não estou completa como artista.

– No entanto, a senhora dançou quase todo o repertório clássico. O balé “Giselle” ainda é seu favorito?

Sim. Foi o primeiro que dancei completo. Foi na minha formatura e ao lado do meu marido. Depois o dancei na Rússia, na Inglaterra e fiz vários papéis diferentes desse balé. Até hoje a música dele não me sai da cabeça.

A senhora está se aposentando do Theatro Municipal e qual é a sensação de estar encerrando esse vínculo?

Estou me aposentando como funcionária pública do Estado do Rio, mas já me despedi dos palcos em 2016 e depois só dancei papéis pequenos. Desde os 30 anos eu dou aulas, palestras, sempre fiz parte de comissões de júri e dei consultoria. Meus planos para o futuro são trabalhar para passar às outras gerações o que aprendi. Enquanto restar esse encanto pela dança, vou me dedicar a ela.

E o que aconselharia aos jovens bailarinos que estão começando?

Eu aconselho a ter persistência, tenacidade, disciplina. Tudo depende de ser vocacionado para a dança e ter dedicação. Não é para pensar em status, em agradar a família. É para seguir um objetivo profissional e de carreira.

SECECRJ lança projeto de aulas de dança gratuitas

Postado por SECEC-RJ em 01/out/2021 -

Aulas de dança do projeto serão gratuitas e abrangerão todas as idades. Crédito: Leonardo Ferraz/SECECRJ

A Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa lançou nesta sexta-feira (01/10) o projeto “Além do Horizonte”, que oferecerá aulas de dança gratuitas. A iniciativa foi apresentada em cerimônia realizada no Centro Cultural João Nogueira – Imperator, no Méier, local em que serão formadas as primeiras turmas.


“Esse centro cultural é da população do Rio de Janeiro e a partir de hoje inaugura um importante projeto que democratiza o acesso à cultura por meio da formação gratuita em dança. Será a primeira unidade de muitas. O nome do projeto já é muito oportuno porque mostra que estamos quebrando barreiras e exercendo um papel transformador na vida das pessoas”, afirmou na cerimônia o subsecretário de Planejamento e Gestão, Vitor Corrêa.

Projeto Além do Horizonte deve se expandir também para o Interior do estado. Crédito: Leonardo Ferraz/SECECRJ


A expectativa do “Além do Horizonte” é chegar às bibliotecas parque do Centro, da Rocinha e de Manguinhos. A coordenação do projeto também procura firmar parcerias com prefeituras do estado para a expansão da iniciativa para o Interior.


As aulas vão priorizar crianças e adolescentes, mas também serão abertas turmas para adultos, inclusive para a terceira idade. Os cursos serão voltados para o balé, jazz, salão, dança de rua, dança inclusiva e alongamento motivacional. Incialmente, serão oferecidas 120 vagas no Imperator e as inscrições poderão ser feitas a partir de segunda-feira (04/10), no horário das aulas.


A cerimônia foi prestigiada pelo deputado federal Aureo Ribeiro, que parabenizou a SECECRJ pela iniciativa. “Quando a gente fala em dança e em levar cultura para o Estado do Rio, a gente fala em sonhar. A oportunidade de dar igualdade a uma criança da Zona Sul e a uma criança da Zona Norte. Esse é o trabalho da Secretaria e que está fazendo diferença num momento tão crucial quanto esse em que vivemos de pandemia. É o começo de um grande trabalho que vai chegar a todo o estado”, declarou o parlamentar.

Programação:

Segundas e quartas-feiras:

14h – Alongamento Motivacional (adultos)

15h – Jazz – a partir dos 12 anos

16h – Dança de Rua – a partir dos 12 anos

Terças e quintas-feiras:

17h30 – Baby Class – (3 a 6 anos)

18h10 – Balé (a partir de 7 anos)

19h – Jazz (a partir de 7 anos)

‘Cultura Presente Nas Redes 2’ recebe 7.701 inscrições

Postado por SECEC-RJ em 30/set/2021 -

Secretária Danielle Barros destaca que todos os municípios fluminenses serão contemplados pelo edital. Crédito: Leonardo Ferraz/SECECRJ

Foram encerradas às 18h da última quarta-feira (29) as inscrições do edital “Cultura Presente Nas Redes 2”, da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa. Ao todo, 7.701 pessoas se candidataram à premiação, que destinará R$ 2.500 a 3 mil fazedores de cultura do território fluminense prejudicados pela pandemia. Os vencedores terão que produzir uma apresentação virtual ou híbrida para ter direito aos recursos do Fundo Estadual de Cultura (FEC), que totalizam R$ 7,5 milhões.

“Um dos objetivos esse edital é fazer com que o fomento à cultura chegue à ponta e atinja todos os municípios fluminenses. Por isso, recebemos esse número de inscritos como mais que satisfatório e estamos fazendo de tudo para que o resultado final seja o mais justo e transparente possível”, declarou a secretária Danielle Barros.


A partir de agora as propostas serão analisados pela Comissão Técnica Permanente de Elaboração de Editais e Análise de Projetos Culturais do FEC. Na etapa inicial, será avaliada a documentação enviada pelos proponentes.


A previsão para a divulgação desse resultado preliminar é dia 6 de outubro. Mesmo quem não for selecionado tem como recorrer após esse processo, acessando o sistema Desenvolve Cultura, o mesmo usado na inscrição.


A etapa seguinte envolverá a análise das propostas pela banca, que divulgará a lista dos habilitados no dia 29 de outubro. Depois desse novo crivo, também há possibilidade de recurso por parte dos candidatos, sendo que o resultado final está previsto para ser anunciado no dia 12 de novembro. Eventuais alterações nos prazos de divulgação durante o processo de seleção serão informadas através das redes sociais da SECECRJ.


“0 número de inscritos mostrou o quanto esse edital é relevante para os fazedores de cultura do estado. Estamos convictos de que essa chamada é uma marca da atual gestão e um marco histórico no acesso ao momento na cultura fluminense”, afirma a presidente da Comissão, Carol Tuler.

Bibliotecas Parque viram polo de reforço escolar

Postado por SECEC-RJ em 29/set/2021 -

Na Rocinha, aulas de reforço escolar têm caráter lúdico. Crédito: Leonardo Ferraz/SECECRJ

As Bibliotecas Parque já funcionam como espaços voltados para o aprimoramento dos estudantes, mas ações de voluntários estão potencializando essa função e transformando  esses equipamentos em polos de reforço escolar. Tanto na Rocinha quanto em Manguinhos, já há professores empenhados em auxiliar alunos de todas as idades a superar dificuldades nos estudos. Depois de meses afastados das salas de aula por conta da pandemia, os participantes estão encontrando nos cursos a oportunidade de recuperar o tempo perdido e buscar superação.

Na Rocinha, as aulas têm ocupado o horário noturno, sempre às segundas, terças e quintas-feiras, para alunos do quarto ano do Ensino Fundamental ao Ensino Médio. Há também aulas de inglês e espanhol, às quintas-feiras, para todas as idades, a partir das 17h. O trabalho é desenvolvido por voluntários da Associação de Reforço Escolar Fundamental – RefRocinha, professores tanto da rede pública quanto privada que se dispõem a ensinar gratuitamente fora de seus expedientes de trabalho.

A metodologia do grupo segue o princípio de identificar as dificuldades de cada aluno e procura adequar o nível deles à série em que estudam. Para o ensinamento não se tornar cansativo, até por conta do horário, as informações são passadas de forma lúdica, muitas vezes com contação de histórias e o resultado tem sido bom. O coordenador do projeto, Gabriel Henrique Gonçalves Silva, de 24 anos, é ex-morador da comunidade e encara o desafio como uma missão.

“Percebemos que alguns alunos tiveram uma evolução muito rápida. Teve um caso de um aluno de 13 anos que nem sabia ler e conseguiu aprender. É muito recompensador”, conta o coordenador, que lidera grupo de oito professores, atendendo 190 alunos, incluindo espaço numa igreja local.

O aluno Pietro Souza da Silva, de 13 anos, está no sétimo ano do Ensino Fundamental e precisa do reforço para avançar em Língua Portuguesa e História. Ele conta que durante a pandemia teve dificuldade em assistir aulas online por causa da qualidade da internet em casa. “Minha mãe pagava aula de reforço, mas ficou caro para ela. Aqui é gratuito e eu acesso a internet no celular pelo wifi”, diz o menino.

Michel Guimarães Soares, 12, está no sétimo e sofre com a matemática. “Essa matéria é um terror e minha mãe ficou preocupada e me colocou no reforço da biblioteca”, conta ele.

O projeto da Rocinha conta com doações de material escolar e recebe apoio do Departamento de Educação da PUC-Rio, que avalia alunos e professores. A estrutura da biblioteca parque, com sua lanhouse, seu acervo de livros e videoteca é outro fator que ajuda na turbinada necessária aos alunos do reforço escolar.

Alunos em Manguinhos aprendem a desenvolver textos mais longos e elaborados. Crédito: Leonardo Ferraz/SECECRJ

Estrutura parecida é encontrada em Manguinhos, onde começam a surgir projetos de voluntários dedicados à educação. Natália Oliveira, de 29 anos, é missionária da Comunidade Católica Shalom e dá aula de redação todas as terças-feiras, à tarde no lugar.

“A maior dificuldade dos alunos é desenvolver um texto mais longo. Talvez por conta da internet, às vezes não conseguem escrever mais do que cinco linhas. Além de procurar aprimorar a escrita, meu objetivo é estimular a leitura e aqui é o lugar ideal para isso”, afirma a professora, que procura estimular a consulta ao acervo da própria biblioteca por parte dos alunos.

A maioria dos participantes pensa em se preparar para a universidade ou fazer um concurso público, e por isso o reforço em redação é fundamental. Yasmin da Silva Souza, de 13 anos, conta que em sua escola as aulas de escrita foram abandonadas  a partir do sétimo ano e esse aprimoramento faz falta. “Pretendo fazer o Enen e realizar concurso para a Marinha ou Exército e por isso estou começando a me preparar”, diz a estudante.

Marcos Alexandre Carvalho Silva, 18, já concluiu o Ensino Médio e também pretende ingressar nas Forças Armadas, mas procura superar as dificuldades com o texto. “Meu maior problema é com a pontuação. Por isso, procurei esse curso”, afirma Silva.

A administração da Biblioteca de Manguinhos já procura outras parcerias para oferecer aulas de inglês e espanhol e outras disciplinas.

Ainda há vagas em todas as turmas de reforço das duas bibliotecas. Para se inscrever, o responsável pelo estudante precisa procurar a recepção da unidade.

Serviço:

Biblioteca Parque da Rocinha:

Endereço: Estrada da Gávea, 454.

Telefone: (021) 99995-0862

Horário: De segunda a sexta, das 9h às 22h

Biblioteca Parque de Manguinhos:

Endereço: Avenida Dom Hélder Câmara, 1.184.

Telefone: (21) 99384-3977

Horário: De segunda a sexta, das 10h às 18h

Responsável pela estruturação do MIS, Ricardo Cravo Albin grava depoimento para a Casa

Postado por SECEC-RJ em 22/set/2021 -

Ricardo Cravo Albin foi o primeiro presidente do MIS e idealizador da série “Depoimentos Para a Posteridade”, para a qual acaba de contribuir. Crédito: Gui Maia/SECECRJ

 Qual foi sua emoção ao ter contribuído com a série “Depoimentos para a Posteridade” do MIS, que ajudou a criar em 1966?

 Voltar ao Museu da Imagem e do Som para gravar aquilo que foi o esboço da definição do prestígio, da celebridade e da cristalização do Museu em 1966, quando eu criei o Depoimento, foi certamente um momento de forte emoção para mim. Um dos segredos do sucesso da série foi a inserção da palavra-chave “posteridade”. Isso gerou uma concorrência de interesses e desejos de toda a estrutura que tem alguma importância no Brasil para ser registrada nesse panteão. Essa foi a grande causa da vivificação e prestígio do Museu. Claro que me levou a uma forte emoção o convite do meu estimado presidente Cesar Miranda Ribeiro para fazer o depoimento, celebrando o aniversário do MIS.

– Apesar da emoção, o senhor ficou bastante à vontade?

Claro, até porque as perguntas foram feitas por amigos queridos, como eu imaginei e defini desde o começo. Pessoas fariam depoimentos muito mais testemunhais, do que científicos ou sociológicos. Ficam totalmente à vontade. Essa é a base que eu criei e que foi replicada no Brasil inteiro. Recebi vários convites para fundar museus dezenas de vezes, o principal dos quais o Museu da Imagem e do Som de São Paulo, fundado e elaborado por mim ao lado de Rudá de Andrade, infelizmente já morto. Até hoje um museu muito bem sucedido.

Qual é a importância do Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira para os apaixonados pela música nacional?

Ele foi considerado pela Unesco como o maior banco de dados em música popular do mundo. Em termos de dicionário musical, o maior é da Alemanha, dedicado às óperas dos grandes autores, onde o governo alemão gasta muito dinheiro. No nosso, há apenas bolsas de estudo custeadas em parceria com a Faperj, desde 2001, quando criamos o dicionário e o instituto para abrigá-lo. Ele também é uma enciclopédia. Ele tem verbetes para os gêneros e instrumentos musicais. O samba com suas múltiplas classificações e a bossa nossa que não é senão o samba. A música sertaneja, regional, o início da indústria fonográfica… Está tudo lá.

Como será a dinâmica do seu programa na rádio Roquette Pinto?

Comecei minha carreira de radialista e tenho muito orgulho disso. Me diversifiquei muito na vida. Já tive várias profissões paralelas, como de escritor, musicólogo, conferencista, historiador, etc., mas o que mais me atraiu e mais me consolou na vida foi o fato de ter o microfone à frente para espalhar ideias e poder contribuir com a difusão de informações corretas. O programa se chama “Carioquice” e vai ao ar todo sábado às 9h.  Procuro levar música e informação de qualidade aos ouvintes.

– E com relação aos seus novos projetos?

Estou lançando nesta quarta-feira (22) à noite (às 19h), pelo canal da Livraria da Travessa no YouTube, o livro “Pandemia e Pandemônio”, com textos de apresentação de Nélida Piñon e Margareth Dalcolmo, uma infectologista que defendeu a necessidade do cidadão brasileiro se proteger dessa malignidade, uma peste que já matou 600 mil pessoas no país, o que é uma coisa gravíssima. É um roteiro do que ocorreu no trágico ano de 2020.

– A pandemia lhe abalou?

Como a todo mundo. Fiquei confinado aqui na Urca há um ano e meio. No começo eu fui um dos primeiros a ver essa possibilidade de que isso geraria grandes compulsões psicológicas e psiquiátricas às vítimas que estavam recolhidas. Estou recolhido há quase dois anos e privado de convívio, de abraço, de contato com as pessoas, cinema, teatro e isso aflige a existência de uma pessoa que passou justamente a vida inteira fazendo exatamente essas coisas. Não estou deprimido, na cama, nada disso e até estou trabalhando muito. Estou ansioso até para que essa pandemia acabe para poder entrar de férias, porque tenho trabalhado mais do que nunca.