Postado por Gabriel Saboia em 11/ago/2021 -
Apoiado pela Escola da Cultura RJ, da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa, a campanha “Literatura Acessível Contra a Fome” chegou ao fim. Com apoio do RioSolidário, o Instituto Incluir e a Nova Transportadora do Sudeste (NTS), foram arrecadadas mais de 15 toneladas de alimentos para serem destinados a famílias em situação de vulnerabilidade social. Nesta quarta, na Biblioteca Parque Estadual, foi realizada a entrega de parte das doações para o Sodalício da Sacra Família, uma das beneficiadas do programa Literatura Acessível.
Parte do grupo Cegos Pela Arte, que recebeu os donativos, fez uma apresentação no auditório da Biblioteca Parque. Durante a campanha, foram montados postos de troca de alimentos por livros na Escola de Cultura, no RioSolidario e no Liceu de Artes e Ofícios. Só na Escola de Cultura, instalada na Biblioteca, foram trocados 225 livros, que somaram à campanha 450 kg de alimentos. A Secretária de Estado de Cultura e Economia Criativa, Danielle Barros, destaca a importância da aliança que se estabeleceu entre o poder público e a sociedade civil.

“Cultura e Solidariedade caminham juntas e, para nós, a consolidação de uma importante parceria em prol do combate à fome, unindo a leitura e o conhecimento ao ajudar o próximo, mostra o sucesso de quando estado e sociedade civil trabalham em harmonia. A cultura tem este papel transformador na alma das pessoas, agora aliada com comida na mesa de quem tanto precisa“.
Disse Danielle Barros.
A campanha “Literatura Acessível contra a Fome” promoveu a troca de livros da série Literatura Acessível, criada pelo Incluir, por alimentos – a cada exemplar correspondiam dois quilos. O início da campanha aconteceu em encontro no Palácio Guanabara, e coube à primeira-dama do Estado, Analine Castro, presidente de honra do RioSolidario, efetuar as primeiras trocas.
“Foi um projeto lindo, que o RioSolidario teve a alegria de abraçar. Juntos, motivamos a leitura e a solidariedade de muitos para apoiar quem precisa. Literatura com inclusão é pensar no próximo, no coletivo. Ampliar o acesso das pessoas com deficiência à cultura e, ao mesmo tempo, contribuir para a alimentação de famílias que estão vivendo em situação de fragilidade social é uma grande realização”.
afirmou Analine Castro.

Autora dos livros da série acessível e presidente do Instituto Incluir, a psicóloga e doutoranda em Educação Carina Alves festejou o relevante resultado alcançado pela campanha, e também destacou a mobilização plural que conseguiu.
“Precisamos estar todos unidos em momentos de dificuldade, como o que vivemos desde o início da pandemia. Esta unidade e um só propósito tornaram possível materializar o lema da campanha: Um livro na mão de uma criança e o alimento no prato da família”.
Afirmou Carina.
Patrocinadora do Literatura Acessível, a NTS, transportadora de gás natural por estados brasileiros, fez uma doação direta à campanha.
“Desde o início da pandemia de Covid-19, a NTS se mantém atenta à necessidade de participar desta rede de solidariedade, que ajuda a minimizar os impactos do novo coronavírus, sobretudo nas camadas mais vulneráveis da nossa sociedade. Temos orgulho de apoiar esta campanha que, além de incentivar a leitura e a solidariedade, se une a outras iniciativas da NTS, as quais já resultaram em R$ 12 milhões destinados a doações e ações de enfrentamento à pandemia nos municípios que integram a área de atuação de nossa empresa”.
destaca Carla Diniz, Diretora de Gente e Gestão da NTS.
Postado por SECEC-RJ em 11/ago/2021 -

– Como está se dando a retomada das atividades presenciais pela EAV?
– Está ocorrendo paulatinamente, mas na realidade nunca chegamos a ficar totalmente parados. Adotamos de imediato as aulas online no ano passado e houve a reabertura da visitação ao parque e ao palacete em julho de 2020. Ocorreu até um fenômeno curioso que foi um aumento muito grande da procura no verão passado e as filas para a entrada na sede eram preocupantes. Para se ter uma ideia, em janeiro registramos a entrada de 75 mil pessoas no parque. Por isso, a partir de fevereiro iniciamos o agendamento pela internet. Esse método deu muito certo e estamos pensando até em mantê-lo permanentemente porque deu mais conforto ao visitante e trouxe uma convivência melhor com as nossas atividades administrativas e educacionais. Por enquanto, estamos respeitando o limite de 40% da capacidade, mas podemos ampliá-lo conforme avançar a vacinação.
– E com relação às aulas presenciais?
– Temos alguns cursos em formato de oficina que não se adaptam ao formato online, pois precisam de ferramentas e materiais de grande porte que os alunos não possuem em casa. Por isso, desde abril estamos retomando os cursos presenciais, como o de escultura, na oficina 3D, de xilogravura, litogravura, nas oficinas de gravura. Agora no segundo semestre, estamos com uma grade de 50 cursos, sendo sete deles presenciais. Seguimos critérios rigorosos de segurança, com lugares marcados, higienização dos materiais e número reduzido de alunos. No entanto, vamos continuar com as aulas virtuais, que permitem a participação de alunos do Brasil inteiro e até do exterior. É bom para a Escola ampliar seu público. [Veja a relação de cursos no link.]
– Em que medida os cursos da EAV auxiliam na formação profissional das pessoas?
– Nossos cursos não têm a característica formal ou profissionalizante, pois são cursos livres. Mas alguns se relacionam ao campo de atuação profissional da Cultura, além disso enriquecem demais o currículo dos alunos que desejam atuar profissionalmente. Um exemplo é o Luz e Cena, de iluminação e cenografia, que é procurado por pessoas que desejam ou possuem atuação profissional no mercado. Os alunos aprendem com os melhores profissionais da área. São cursos semestrais, que podem ser complementados por outros também mais longos, sem contar os casos em que há todo um acompanhamento do trabalho artístico dos alunos por parte dos professores, sem prazo fixo para acabar.
– As exposições também vão se intensificar a partir de agora?
– Já tivemos uma exposição com público, que foi a “Hábito/Habitante”, realizada entre maio e junho, que trabalhou com interatividade e performances. Elas eram filmadas para transmissão pelas redes sociais e pelo site. Eram como lives, mas ficaram arquivadas. Temos uma programação já montada, mas ainda estão fechando as datas. Acreditamos que em outubro, com a pandemia mais controlada, poderemos realizar de novo a jornada voltada para as crianças e jovens.
– Ao longo do tempo, a EAV acumulou uma série de trabalhos artísticos, que acabaram formando um acervo. Como está gestão dessas coleções?
– A Escola recebeu de fato muitas doações de professores, ex-professores e alunos, que estão expostas nas paredes do palacete e preservadas na reserva técnica. Tudo bem catalogado e guardado. Também recebemos múltiplos, que comercializamos em feiras, na loja ou online, como trabalhos em serigrafias e gravuras, por exemplo. Isso gera uma renda importante para nós. Tudo catalogado e pode ser comprado pelo site, como a coleção Amigo EAV. Esse acervo também enriquece nossas exposições ou pode virar empréstimos para mostras em outros lugares, a pedido dos curadores.
– A EAV revelou muitos nomes famosos das artes plásticas brasileiras. Ela continua sendo um celeiro?
– Tivemos pessoas muito boas no passado, que ganharam renome. Um exemplo emblemático foi o da chamada Geração 80. Eles despontaram através de uma exposição realizada aqui em 1984 intitulada “Como Vai Você, Geração 80?”. Nela, estavam artistas como Beatriz Milhazes, Jorge Guinle, Leonilson, Leda Catunda, Luiz Zerbini, entre outros. São nomes que depois passaram a ser reconhecidos até internacionalmente. Por coincidência, eu estava na direção do CCBB do Rio 20 anos depois, quando houve uma exposição para relembrar esse período e chamou-se “Onde Está Você, Geração 80?”. Mas a Escola continua revelando nomes nas artes plásticas e novos ex-alunos têm espaço em galerias famosas. É o caso do Yuri Cruz, Mulambö, Laís Amaral, Ana Almeida, só para citar alguns nomes.
– A que se deve esse resultado?
– Isso se deve à liberdade dos cursos, que são um encontro muito frutífero. O método livre da Escola, o contato com professores que já estudaram a história da arte e toda essa efervescência e inconformidade são muito potentes e continuam existindo. É o que leva as pessoas a procurarem a escola e o convívio com outros artistas.

– Há a intenção de restaurar o palacete e o entorno?
– Temos um projeto de restauro que está pronto e alinhavado. Inclui o palacete, que completou 100 anos este ano. Temos a intenção de obter a verba para isso através dos editais. Como aqui é um espaço vivo, visitado, conhecido e reconhecido pela população que o frequenta, acreditamos muito no interesse dos patrocinadores. Ainda por cima há a data do centenário. E tem a possibilidade de ser feito em módulos, o que permite aportes ao longo do tempo. O restauro das cavalariças e das áreas verdes poderia ser feito separadamente. É um espaço maravilhoso de convivência que precisa ser cada vez mais valorizado.
Postado por SECEC-RJ em 06/ago/2021 -

A Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa promoveu nesta quinta-feira (05) um encontro virtual com cerca de 70 gestores de cultura dos municípios fluminenses para tratar das diretrizes do Decreto Federal 10.751/2021, que estabelece as novas regras para a utilização dos recursos da Lei Aldir Blanc. Representantes da SECEC tiraram dúvidas e prestaram esclarecimentos sobre a aplicação do saldo restante da transferência federal realizada no ano passado. A expectativa é de que até R$ 15 milhões possam ser destinados aos fazedores de cultura do estado através desse processo.
Os municípios que não conseguiram aplicar toda a verba de 2020 precisam elaborar seus planos de trabalho e preparar editais para que seus produtores e artistas tenham acesso aos recursos. Os que não devolveram as transferências já estão com os saldos disponíveis e podem iniciar o processo de execução.
Durante o encontro, capitaneado pelo subsecretário de Planejamento e Gestão, Vitor Corrêa, e pelo assessor de Relações Intermunicipais, Adenilson Honorato, foram dadas as orientações para que os recursos cheguem a quem está na ponta.
“A Secretaria de Cultura do Estado fez a sua parte com a execução da Lei Aldir Blanc e é importante auxiliar os municípios na execução dos recursos federais. Este é o caminho da democratização do acesso à cultura e também no amparo aos nossos artistas e fazedores de cultura”, disse Danielle Barros.
“Os efeitos da pandemia estão durando muito mais do que o esperado e o setor cultural é um dos mais afetados. Por isso, todo o esforço tanto da Secretaria quanto das prefeituras é fundamental para que o dinheiro chegue o quanto antes a quem precisa”, declarou Adenilson Honorato.
O secretário de Cultura de Belford Roxo, Bruno Nunes, elogiou o encontro. Ele vem participando das reuniões promovidas pela SECEC e diz que está tudo certo para o lançamento dos novos editais no início de setembro. O município da Baixada Fluminense tem saldo de R$ 3,1 milhões, para serem aplicados através de três editais. Ele pretende realizar festivais e incluir apresentações nas Caravanas Culturais, já conhecidas na cidade.
“Agradeço muito a Secretaria de Cultura do Estado pelo apoio e orientações. Esse saldo foi formado por causa dos prazos curtos no ano passado, mas foram bem guardados e serão muito úteis nesse momento, pois serão bons para a economia local, para os fazedores de cultura e para a população, que precisa dessas apresentações”, afirma Nunes.
O secretário de Cultura, Turismo, Esporte e Lazer e Desenvolvimento Econômico de Bom Jardim, Jackson Vogas de Aguiar, conta que o município serrano tem R$ 207 mil para desembolsar e prepara o lançamento de dois editais para movimentar a cultura local.
“Estamos ouvindo as orientações e também atentos à nossa realidade local. O tempo é curto, mas queremos já contar com apresentações com público por ser uma necessidade dos moradores do município”, explica o secretário.
Postado por SECEC-RJ em 04/ago/2021 -

Mais um bem cultural do Estado do Rio de Janeiro ganhou o título de Patrimônio Mundial, concedido pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). O Sítio Roberto Burle Marx, em Barra de Guaratiba, na Zona Oeste da capital, é o mais novo item brasileiro a constar na seleta lista de riquezas de inestimável valor para a humanidade. A decisão tomada pelo Comitê de Patrimônio da entidade, em sessão realizada na cidade de Fuzhou, na China, no último dia 27 de julho, coroa o esforço empreendido pelo Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (Inepac), vinculado à Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa, pela preservação do lugar concebido pelo célebre paisagista e artista plástico que lhe dá nome.
Desde 1983, o local, originalmente chamado de Sítio Santo Antônio da Bica, é tombado pelo Inepac, que ajudou assim a manter as características arquitetônicas dos imóveis históricos do terreno, bem como a coleção de plantas e outras construções modernas feitas pelo paisagista, como seu ateliê. O tombamento provisório ocorreu a pedido do próprio Burle Marx, preocupado com uma possível descaracterização do espaço, e seu processo definitivo ocorreu em 1988.
O terreno, atualmente com 405 mil metros quadrados, contém uma coleção botânica com cerca de 3.500 espécies tropicais e subtropicais, dando ao sítio um papel inestimável para a educação ambiental de cariocas, fluminenses e visitantes do mundo inteiro. Todo esse tesouro de enorme valor científico é entremeado por seis lagos, que embelezam ainda mais a paisagem. Conforme consta do documento que deu origem ao tombamento estadual, o sítio é o “resultado de uma generosa e linda obra de botânico e artista plástico, inseparável de uma longa luta pela paisagem brasileira e pela defesa de nossa identidade natural”.
Nas sete instalações do lugar, há mais de três mil itens que fazem parte do acervo museológico do SRBM, composto pela produção do próprio artista, e objetos colecionados ao longo de décadas como arte pré-colombiana, arte popular brasileira, cristais, mobiliário, entre outros. Para a Unesco, trata-se de um conjunto único na categoria Paisagem Cultural, por conciliar o rico ambiente natural com a atividade humana.
Burle Marx, que nasceu em São Paulo em 1909, se mudou para o Rio ainda criança e viveu no Sítio entre 1973 e 1994, ano de sua morte. No entanto, sua contribuição para o espaço teve início em 1949, quando adquiriu o terreno e passou a trabalhar nele. O paisagista ergueu viveiro de plantas no sítio e restaurou a Capela de Santo Antônio da Bica, do século XVII, sob orientação dos arquitetos Carlos Leão e Lúcio Costa. A casa principal oitocentista também faz parte do conjunto tombado pelo Inepac.
Antes da morte, Burle Marx doou a propriedade para o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), que administra e mantém o espaço até hoje. A colaboração do Inepac com a autarquia federal, vinculada à Secretaria Especial da Cultura e ao Ministério do Turismo, foi fundamental para o apoio à candidatura vitoriosa do sítio a Patrimônio Mundial. O instituto estadual aprovou o plano de gestão do local, que foi um dos documentos necessários para a aprovação da Unesco, e que também sela o compromisso internacional pela sua preservação.
“O reconhecimento internacional pela Unesco do valor cultural do Sítio Roberto Burle Marx enche de orgulho toda a equipe do Inepac por ter sido o primeiro instituto a realizar o tombamento, e pelo longo trabalho realizado pelo corpo técnico no acompanhamento da preservação dos aspectos arquitetônicos, paisagísticos e artísticos ali presentes. Estamos felizes pelo título, mas também por acreditar na contribuição desse lugar para a formação das futuras gerações”, afirmou o diretor Cláudio Elias.
A secretária Danielle Barros também comemorou o título: “O reconhecimento pela Unesco do valor do Sítio Burle Marx é uma honra para o nosso Estado do Rio, que se destaca cada vez mais pela beleza das paisagens mas também pela contribuição das mãos humanas, que tornam nosso território ainda mais especial. Será mais um estímulo para a Cultura, a Educação, o Turismo e o desenvolvimento do Rio”.
Além do SRBM, o Estado do Rio aparece na lista do Patrimônio Mundial da Unesco através das Paisagens Cariocas, do Cais do Valongo (na Zona Portuária da capital) e do conjunto de Paraty e Ilha Grande (Costa Verde). A lista completa de bens brasileiros está no link.





















Postado por SECEC-RJ em 02/ago/2021 -

A Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa reabriu hoje a Biblioteca Parque da Rocinha, que ficou fechada durante mais de um ano por conta da pandemia. Durante a cerimônia, a secretária de Estado de Cultura e Economia Criativa, Danielle Barros, anunciou investimentos para a reforma das bibliotecas parque e demais unidades da SECEC, que passarão por reformas.
“Sabemos que o investimento em Cultura tem um enorme poder multiplicador na sociedade. Cada centavo gasto no setor ajuda na geração de empregos, na formação dos cidadãos, no estímulo ao turismo e principalmente na transformação do nosso território num espaço de mais alegria, harmonia e desenvolvimento humano. A leitura, sobretudo, transforma as pessoas e é um alento para a alma”.
declarou a secretária Danielle Barros.
A SECEC está em tratativa para a liberação de verba do Fundo Nacional de Cultura para executar melhorias na Rocinha e nas bibliotecas parque de Manguinhos e do Centro. No projeto, estão previstas intervenções como recuperação de estruturas metálicas, melhorias na drenagem pluvial, instalação de circuitos internos de vídeo e de proteção contra raios, aprimoramento dos sistemas contra incêndio, ampliação das redes de telecomunicações e reforma de instalações elétricas e banheiros.
A Secretaria também planeja investir parte da verba na reforma da unidade do Complexo do Alemão, que se encontra fechada, e a criação de uma nova biblioteca para atender a comunidade da Mangueira.
Durante a cerimônia de reabertura da Biblioteca, houve a realização de diversas atrações artísticas. A pesquisa ao acervo de mais de 14 mil livros da unidade está funcionando de segunda a sexta-feira, das 10h às 18h. No entanto, nos cinco andares da construção são oferecidos cursos, oficinas e palestras sobre várias atividades até o período noturno.





Para o retorno da Biblioteca Parque, que volta com funcionamento de 10h às 18h de segunda à sexta, além de melhorias nos equipamentos, os elevadores e banheiros receberam consertos que auxiliam na acessibilidade para o público. Além disso, a equipe de funcionários também ganhou reforço para o atendimento dos frequentadores.
Na programação da reabertura, a Biblioteca Parque da Rocinha, que tem um acervo de mais de 14 mil livros, irá oferecer aulas de reforço escolar voltadas para o Ensino Fundamental, dança, música e também atividades corporais, como yoga, boxe, capoeira e alongamento. As oficinas incluem hip hop, áudio e vídeo.
Confira aqui outros serviços da Biblioteca da Rocinha: http://cultura.rj.gov.br/biblioteca-parque-da-rocinha-reabre-nesta-segunda-com-programacao-especial/
Postado por admin em 02/ago/2021 -
Cultura mais democrática e acessível em Duque de Caxias. A Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa e a Secretaria Municipal de Assistência Social da cidade assinaram nesta segunda-feira (2), acordo de cooperação técnica para execução do projeto “Transformando a Vida Com Arte”. O termo foi celebrado pela Secretária de Estado de Cultura Danielle Barros e o Secretário Municipal de Assistência, Marcus Vinícius Guimarães (Boquinha). O evento, realizado no Teatro da Biblioteca Parque Estadual, no Centro do Rio, contou com a presença do deputado federal Aureo Ribeiro e de servidores das duas pastas.
A cooperação entre estado e município garante ações culturais e parceria entre a Assistência Social da cidade da Baixada e o Governo do Estado através do programa “Passaporte Cultural RJ”, que beneficia cidadãos com mais de 18 anos, com renda per capita de até meio salário-mínimo ou familiar total de até três salários. Os beneficiários do programa são os mesmos inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal.

A Secretária de Estado de Cultura, Danielle Barros, ressaltou a parceria já estabelecida com a Educação do município de Duque de Caxias e a importância da arte na ressocialização e na formação do cidadão.
A cultura do estado tem o compromisso com o cidadão fluminense de promover a arte e o conhecimento. E ter essa participação de Duque de Caxias vai potencializar o nosso programa Passaporte Cultural, em sua essência, que é levar o público que nunca teve a oportunidade visitar um teatro ou ter um contato com a cultura de poder acompanhar um show, um espetáculo. A cultura é para todos.
afirmou a Secretária de Estado de Cultura Danielle Barros

De acordo com o secretário Marcus Vinicius Guimarães (Boquinha), Duque de Caxias amplia o trabalho de amparo ao cidadão em vulnerabilidade com o apoio do estado.
A Cultura transforma a vida das pessoas e agora a cidade de Duque de Caxias celebra em este projeto que pensa no bem-estar social e garante, de forma gratuita e acessível para os beneficiários dos programas do município o acesso à arte
disse Marcus Vinícius Guimarães (Boquinha).

Postado por SECEC-RJ em 01/ago/2021 -

A Biblioteca Parque da Rocinha será reaberta ao público nesta segunda-feira (02/08), depois de ter ficado fechada desde março de 2020. O equipamento, que pertence à Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa, passou por melhorias para aprimorar a qualidade dos serviços prestados à comunidade. A retomada também vem acompanhada por uma programação intensa de cursos e atividades culturais e educativas, incluindo reforço escolar.
A Biblioteca da Rocinha reabre ao público com o elevador consertado, dando conforto e acessibilidade para o público, que pode acessar os cinco andares da unidade. O equipamento recebeu conserto de banheiros, reposição de lâmpadas, entre outras intervenções. A equipe de funcionários também recebeu reforço para o atendimento dos frequentadores.
“É com muito orgulho que entregamos de volta à comunidade da Rocinha esse equipamento cultural tão relevante para os moradores do lugar. A pandemia provocou essa interrupção, mas a equipe não ficou parada e trabalhou com afinco para essa reabertura com o equipamento renovado e com uma programação especial”, afirmou a secretária Danielle Barros.
A reabertura da Biblioteca Parque da Rocinha é um ganho também para os moradores da região, que poderão acompanhar no auditório multiuso peças, palestras e exibição de filmes. O usuário também pode acessar a internet no espaço através dos 12 computadores do terceiro andar. O acervo de 14 mil livros e mais de mil DVDs também estará disponível para o público. Há também salão de dança e salas de aula.
Na programação da reabertura, a comunidade terá aulas de reforço escolar voltadas para o Ensino Fundamental, dança, música e também atividades corporais, como yoga, boxe, capoeira e alongamento. As oficinas incluem hip hop, áudio e vídeo. As Bibliotecas Parque do Centro e de Manguinhos já estão funcionando normalmente.







Teatro com Bando Cultural Favelados: às segundas-feiras (das 13h às 15h) e às quintas-feiras (das 17h às 22h)
Oficina de Teatro (Cia Semearte): às segundas-feiras (das 18h às 22h), às terças-feiras (das 18h às 22h) e às quartas-feiras (das 16h às 22h)
Aulas de Capoeira: às segundas-feiras (das 18h às 21h), às terças-feiras (das 18h às 20h), às quartas-feiras (das 18h às 21h) e às quintas-feiras (das 17h às 20h)
Aulas de Flauta Doce: às segundas-feiras e às quintas-feiras (das 16h às 18h)
Reforço Escolar: às segundas-feiras (das 18h às 20h), às terças-feiras (das 18h às 20h), às quintas-feiras (das 18h às 20h) e às sextas-feiras (das 18h às 21h)
Curso de Libras: às segundas-feiras (das 15h às 18h) e às quartas-feiras (das 17h às 20h)
Aulas de Balé: às segundas-feiras e às quartas-feiras (das 15h às 19h)
Aulas de Dança do Ventre: às segundas-feiras (das 19h às 22h) e às sextas-feiras (das 19h às 21h)
Zumba: às segundas, quintas e às sextas-feiras (das 19h às 22h)
Boxe: às segundas-feiras (das 13h às 14h)
Inglês: às segundas-feiras (das 10h às 12h), às quartas-feiras (das 14h às 16h) e às quintas-feiras (das 17h às 18h)
Antimidia Beatmaker: às terças-feiras e quintas-feiras (das 14h às 16h)
Psicopedagogia: às terças-feiras (das 18h às 20h)
Yoga: às terças-feiras (das 10h às 11h e das 19h às 21h), às quartas-feiras (das 10h às 11h) e sextas-feiras (das 10h às 11h)
Alongamento: às terças-feiras (das 11h às 12h)
Dança (Cia Semearte): às terças-feiras (das 16h às 19h)
Aulas de violão: às quartas-feiras (das 12h às 13h e das 16h às 17h)
Desenho : às quartas-feiras (das 15h às 16h)
Valsa: às quartas-feiras (das 20h às 22h)
Cine Pipoca: às quintas-feiras (das 14h às 17h)
Laboratório de Filme da Rocinha: às quintas-feiras (das 19h às 22h) e às sextas-feiras (das 19h às 21h)
Hip-hop: às sextas-feiras (das 19h às 21h)
Oficina de Áudio e Vídeo: às sextas-feiras (das 17h às 22h)
Violino: às sextas-feiras (das 12h às 14h)
Chair Dance: às sextas-feiras (das 21h às 22h)
Endereço: Estrada da Gávea, 454, Rocinha
Horário para pesquisa: das 10h às 18h
WhatsApp: (021) 99995-0862
Postado por SECEC-RJ em 31/jul/2021 -

Cultura e Esporte formam um casamento perfeito, mesmo que aparentemente estejam em campos separados. A SECEC aposta na harmonia entre esses dois setores e está apoiando ativações culturais com temáticas esportivas. Através da Lei Estadual de Incentivo à Cultura, já foram aprovados projetos que envolvem três dos principais clubes do Estado do Rio: Flamengo, Vasco da Gama e Botafogo, que estão reformulando suas áreas museológicas e apoiando projetos socioculturais.
O rubro-negro da Gávea vai criar uma plataforma digital para divulgar seu acervo e memória na internet. O projeto do “Museu Digital” também prevê a pesquisa e preservação de peças históricas e documentos e vai receber R$ 1.972.200, a partir da renúncia fiscal já autorizada pela Secretaria. A iniciativa também é patrocinada pela Tim e o acesso será gratuito.
A plataforma poderá ser utilizada por quem visitar o futuro Museu do Flamengo, espaço que será ampliado para receber atrações com modernos recursos tecnológicos. Através do programa Passaporte Cultural, que dá acesso a pessoas em situação de vulnerabilidade social a equipamentos culturais do estado, o clube fará parceria com a SECEC e permitirá a entrada gratuita de grupos para apreciarem as relíquias que contam mais de 120 anos de história. A visita guiada é também uma aula que explica o contexto social e cultural de cada período.
A SECEC e a Tim patrocinam outro projeto cultural envolvendo os rubro-negros. O apoio de R$ 2.558,322 será destinado à realização de shows de música e apresentações de dança na abertura dos jogos de basquete do Flamengo na liga NBB, este ano e em 2022. Projetos sociais que levam cultura para comunidades carentes serão beneficiados e participarão das exibições.

Através da Lei Estadual de Incentivo à Cultura, serão destinados R$ 3 milhões para a realização de oficinas para jovens em situação de vulnerabilidade social e para a reformulação e reforma da Sala de Troféus do Vasco da Gama. Um dos projetos incentivados é o “Gigante Memória – Espaço Experiência”, que vai transformar o atual espaço dedicado às conquistas, em São Januário, em centro cultural de cunho museológico e com recursos tecnológicos avançados. Com a concretização do patrocínio, haverá implantação de uma estrutura expositiva multimídia e interativa com diversos ambientes que vão contar a História do Vasco da Gama e suas modalidades esportivas.
O projeto inclui a instalação de recursos tecnológicos, que possibilitem experiências imersivas e interativas, fazendo o público vivenciar a História dos 100 anos do clube através de projeções, textos, imagens, memorabília e fotos.
Já o “Ciclo de oficinas culturais | Vasco da Gama” realizará um programa de oficinas culturais de alta qualidade na sede do clube, com foco no audiovisual, música e dança, também com patrocínio da SECEC e da Tim. Serão implantados quatro containers, que atenderão as atividades da seguinte forma: dois contarão com mesas e cadeiras com computadores para oficinas de audiovisual; dois terão finalidade multiuso e isolamento termoacústico: contarão com paredes espelhadas e mobiliário desmontável, que servirão para oficinas de dança e música. Também será construído um anfiteatro para apresentação dos alunos e para dias de oficinas em espaço aberto.
O público-alvo são jovens de 12 a 24 anos moradores das redondezas, estando em sua maioria em situação de vulnerabilidade social, além de mulheres a partir de 18 anos para uma capacitação em arte, tecnologia e empoderamento digital com o total de 280 alunos atendidos em todo projeto.
A Lei de Incentivo também está possibilitando um importante investimento que vai ajudar a preservar a memória do Botafogo Futebol e Regatas, outro projeto patrocinado pela SECEC e a Tim. O Casarão da General Severiano, sede oficial do clube no bairro que lhe dá nome, sofrerá adequação estrutural para receber o museu, dando início à realização desse sonho. O imóvel vai abrigar o acervo histórico deste que é um dos principais clubes do nosso país, permitindo a todos conhecer um pouco da história do nosso futebol e do clube que foi base das seleções que conquistaram o Tri Campeonato Mundial. Paralelo à obra civil de adequação do espaço, será feito um levantamento histórico de todo acervo que existe, definido o conteúdo que será exposto, produzido o material audiovisual explicativo e montada toda a estrutura expositiva da primeira fase do museu, incluindo a comunicação visual do espaço. O valor aprovado foi de R$ 2.849.700,00. Ao todo, a Lei de Incentivo já proporcionou um investimento de aproximadamente R$ 22,7 milhões na Cultura do Estado do Rio este ano.
“Os clubes têm uma enorme importância histórica e cultural. Além de resgatar essa memória, os projetos vão aliar a paixão dos torcedores por esses escudos com iniciativas de cunho social, levando esse espírito de vitória para a população mais carente”, afirma a secretária Danielle Barros.
Postado por SECEC-RJ em 28/jul/2021 -

– Como é composto o acervo do Setor Sonoro do MIS?
– O Setor Sonoro, como o próprio nome diz, é responsável pelos suportes que têm conteúdos sonoros. Ele está dividido em dois grupos básicos: fitas e discos. Temos as fitas de rolo, as de cartucho, que duraram pouco tempo no Brasil, e as cassete, que tiveram uso comercial muito forte. Em termos de discos, temos os de cera, os de acetato, os de vinil e, inclusive, os CDs, que já são digitais mas não deixam de ter esse formato também. Nos de acetato eram gravados programas de rádio, episódios caseiros até cartas. Nesse suporte, está grande parte da coleção da Rádio Nacional, que preserva parte da memória do rádio brasileiro, e é importantíssima par o MIS. Programas de variedades, esportivos, radionovelas, jornalísticos estão preservados nesse suporte. A música brasileira deve muito à radiodifusão para a divulgação em território nacional por parte da emissora. Em suma, são cerca de 60 mil documentos sonoros já catalogados no banco de dados. Número que deve crescer em cerca de 50% se levarmos em conta os itens sendo trabalhados, passando por um processamento técnico prévio até serem catalogados.
– Quais são os cuidados necessários para se preservar esse acervo?
– A preservação desses documentos consiste em diversas etapas, desde a documentação de entrada na instituição até o acondicionamento final. Os discos em vinil e cera precisam eventualmente serem limpos e para isso usamos uma mistura à base de água, que por incrível que pareça é o material mais adequado por ser menos invasivo possível. Na higienização do discos, em geral, utiliza-se água – evidentemente não qualquer água. Com o uso de pincéis específicos e produtos para conservação, os discos são lavados. Quando o suporte está muito deteriorado fazemos apenas a higienização mecânica. Temos a preocupação de preservar ao máximo os suportes para as próximas gerações, mesmo que alguns tenham ruídos. Apesar de já termos digitalizado 96% dos itens presentes no banco de dados e até ser possível editar esses ruídos, é preciso garantir a preservação desse material. Até porque não se sabe ao certo a capacidade de sobrevivência das novas tecnologias digitais.
– Como é o trabalho de elaboração da programação da Rádio MIS RJ?
– Quando a atual gestão colocou a rádio nas nossas linhas de ação, para o Setor Sonoro foi um ganho muito relevante, pelo espaço de difusão dessa memória, que faz parte do estado e do país. Ela tem um potencial muito grande de democratizar o acesso ao patrimônio cultural brasileiro. Quando fui convidado pelo presidente Cesar Miranda Ribeiro para fazer parte da curadoria da rádio, tive a honra de ganhar a responsabilidade de participar não só da seleção musical, mas também do direcionamento do que é veiculado. Trabalhamos com a premissa da preservação do patrimônio e da valorização dos grandes nomes da música. Por isso, também procuramos valorizar o acervo do Depoimentos para a Posteridades, sobretudo no programa Frequência MIS.

– Como está sendo o feedback dos ouvintes?
– O retorno tem sido muito gratificante e enriquecedor ao mesmo tempo. Disponibilizamos um número de WhatsApp (021-96967-3570) justamente para recebermos sugestões dos ouvintes e dicas de playlists, de programação, de temas específicos e é um canal importante para isso. Houve alguns casos de pessoas que ouvindo os programas resolveram doar relíquias que possuíam em casa. Houve o caso de uma ouvinte, fã da cantora Linda Batista, que escreveu para nós sobre a admiração que tem por ela e pediu um programa sobre ela, o que estamos estudando. Um outro ouvinte resolveu doar um arquivo pessoal sobre Angela Maria, com discos raros e reportagens. Há sempre retorno. Isso nos aproxima da nossa comunidade e ajuda a criar cada vez mais pontes com ela.
– Como está o tratamento da coleção Paulo Tapajós, que foi doada recentemente ao MIS?
– Temos uma estimativa de que ela contenha 16 mil itens. Desse total, até agora já foram levantados 4 mil discos de cera aproximadamente. Ele era maestro da Rádio Nacional, produtor de programas e regente da emissora durante um tempo. Foi muito envolvido com a música sua coleção contém muitas pérolas, como os discos de cera da fase mecânica, quando ainda eram gravados e tocados à manivela. Também tinha os picture discs de cera em 78 rotações, que contém imagens gravadas dos dois lados, e que foram produzidos até 1962. Só desse tipo de suporte vamos dobrar o número de itens no museu e como um todo a coleção enriquece em muito o nosso acervo. Foi um dos grandes maestros da história brasileira e regeu e conviveu com diversos artistas, a nata da música popular brasileira, como Jabob do Bandolim, Linda Batista, Elizeth Cardoso.
Postado por SECEC-RJ em 24/jul/2021 -

As obras de construção do complexo exibidor de Cordeiro, na Região Serrana fluminense, estão entrando na reta final. Boa notícia para os moradores do município, que não contam com cinema local e passarão a ter suas salas para assistirem aos filmes em cartaz no circuito. A iniciativa é da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa, em parceria com a Agência Nacional do Cinema (Ancine), através do programa “Cinema da Cidade”.
A unidade de Cordeiro fica Rua Vereador Júlio Silveira do Amaral, 1.180. A estrutura do complexo prevê também a construção de um foyer onde ficará a cafeteria e a bilheteria. A sala maior será equipada com 98 lugares e a menor, com 80.
A secretária de Estado de Cultura e Economia Criativa, Danielle Barros, explica que o projeto é uma das prioridades do órgão: “Em breve, os moradores de Cordeiro terão o direito de assistir a um filme no espaço escuro e mágico do cinema como é comum na cidade grande. Democratizar ao máximo o acesso à cultura é a tônica da nossa gestão e temos o compromisso de realizar essa entrega”.
Na obra, estão sendo investidos cerca de R$ 3,3 milhões. O programa “Cinema da Cidade” será responsável pela construção de mais quatro espaços de exibição no estado, totalizando R$ 23 milhões de investimento. Os trabalhos já começaram em São Pedro da Aldeia e os próximos destinos da iniciativa são: Miracema, São Fidélis e Bom Jardim.