Postado por SECEC-RJ em 14/abr/2021 -

Lucienne Figueiredo, Superintendente de Museus e Coordenadora do Sistema Estadual de Museus da SECEC, ressalta que a pandemia lamentavelmente fechou os espaços para o público, mas obrigou instituições a criarem conteúdo virtual
– De que forma a Superintendência de Museus ajuda na formulação de políticas públicas voltadas para o setor?
– A função da Superintendência é de prestar auxílio e assessoramento aos museus do Estado do Rio e ao mesmo tempo é o setor da SECEC responsável formulação das políticas para os equipamentos culturais que lidam com acervos, patrimônios e memória. Grande parte das nossas atividades é fruto de demandas espontâneas das instituições públicas ou privadas que nos chegam, principalmente pedindo orientações. Mas também atuamos formulando diretrizes para os museus fluminenses e criando instrumentos para a capacitação do corpo técnico desses lugares, como oficinas, seminários e fóruns. Estamos alinhados com a Política Nacional de Museus, gerida pelo Ibram (Instituto Brasileiro de Museus).
– Como os museus do estado atuaram durante a pandemia e como a superintendência ajudou-os a lidar com o problema?
– Os museus enfrentaram muitos desafios nesse período. O primeiro deles foi manter atividades essenciais em funcionamento com a necessidade de afastamento de parte dos funcionários. O quadro funcional dos museus já é na maioria das vezes reduzido e funcionários que estão no grupo de risco para a Covid não podem exercer o trabalho presencial. Mas as instituições fizeram o possível para garantir a manutenção e a segurança dos museus, mesmo com o fechamento para o público. Nossa orientação foi principalmente no sentido de manter a higienização dos acervos e procurar na medida do possível disponibilizar conteúdos online para o público.
– E qual sua avaliação dessa tendência?
– Alguns museus já tinham investido na digitalização dos acervos e tinham até conteúdos disponibilizados online. Para esses, criar uma visita virtual foi mais fácil. Mas muitas instituições tiveram que começar do zero. Acredito que praticamente todos os museus do estado avançaram bastante nesse quesito. É uma vertente que veio para ficar, mesmo depois do fim da pandemia. Afinal, uma coisa não exclui a outra. A experiência de ver uma exposição pessoalmente é insubstituível, mas a internet facilita a difusão das informações para os lugares mais distantes, desde que feito com qualidade técnica. O Museu Histórico de Campos, a Casa do Colono, em Petrópolis, e o Museu de Astronomia do Rio são exemplos de instituições que criaram belas exposições virtuais.
– Quando os museus estarão preparados para a reabertura?
– Acredito que paulatinamente à medida que a Covid for dando trégua. Alguns museus no Rio reabriram no início do ano, como o MAM, o MAR e o Museu do Amanhã, e o Paço Imperial também reabrirá com nova exposição. Outros museus retomaram atividades em seus jardins e alguns estão se organizando para isso, pois são locais de menor risco de transmissão e que proporciona bem estar aos seus visitantes. A reabertura só pode ocorrer mediante a adoção de protocolos rígidos de segurança. Tudo tem que ser feito com muita responsabilidade. As visitas em grupo, que são muito comuns, terão que atender um número menor de pessoas por grupo, por exemplo. Os horários também terão que ser reduzidos. Mas acredito que a partir de agosto, museus maiores possam começar a abrir aos visitantes.
– O uso da tecnologia é um imperativo para os museus hoje em dia?
– A tecnologia é muito bem-vinda, mas não obrigatoriamente tem que estar massivamente nos museus. O MAR e o Museu do Amanhã foram criados mais ou menos na mesma época. Enquanto o primeiro tem um formato mais tradicional na sua concepção museográfica, o outro tem bastante uso de recursos tecnológicos. Mas ambos são muito visitados. Os mais jovens são bastante atraídos pela interatividade, mas nem sempre há recursos financeiros para a manutenção desses equipamentos. O mais importante é a mediação correta para que o museu cumpra sua função de transmitir conhecimento e promover uma reflexão crítica por parte do visitante
– Que radiografia a senhora faz da rede de museus do estado?
– Apesar da importância do Estado do Rio para a Cultura no país, cerca de metade dos municípios fluminenses não tem qualquer museu. Temos que mudar esse quadro. Também seria interessante adotarmos uma política de aquisição de acervos, mas há limitações orçamentárias. Os museus dependem muito de doações para ampliar suas coleções. Estamos organizando o V Fórum de Museus do Estado do Rio de Janeiro, que será realizado em setembro, para discutir os desafios que a pandemia trouxe para os museus e o aprimoramento técnico do setor.
Postado por SECEC-RJ em 07/abr/2021 -
Com o objetivo de aproximar ainda mais a Secretaria de Cultura do Estado dos artistas, foi criada a Subsecretaria de Integração Cultural. Isabela Castro, que assumiu a função de fazer a interlocução em todo território fluminense, contou um pouco mais sobre os objetivos da pasta.

– Como a realização de ações coordenadas pode gerar frutos para o setor cultural?
– A Subsecretaria de Integração Cultural foi criada justamente para possibilitar esse suporte aos fazedores de cultura e buscar criar as conexões tão necessárias para que projetos variados possam ser desenvolvidos. Os produtores e artistas estão espalhados pelo Estado do Rio contribuindo de forma intensa para a riqueza cultural fluminense e levando entretenimento para a população. O que eles mais precisam é serem ouvidos, poderem mostrar suas necessidades e encontrar formas de serem mais beneficiados pelas políticas públicas. Estamos dando essa oportunidade e criando essa diretriz de proximidade, diálogo e parceria com os artistas.
– Em que medida as iniciativas criadas por lideranças ou pessoas comuns estão dando resultado?
– Há muitos projetos que estão dando certo e beneficiando muita gente, mesmo que não tenham muita visibilidade. Mas o ganho para as pessoas e o impacto para o seu território é incrível. Vou dar o exemplo de uma biblioteca comunitária em Parada Angélica, em Duque de Caxias. A iniciativa já ajudou na formação de muitos estudantes. Hoje em dia, pessoas que estudaram com o auxílio daquele espaço estão indo lá para dar aula para os mais novos. O poder público não pode ficar alheio e tem que potencializar essas ações. Então o nosso trabalho na integração é encontrar, dialogar e aproximar o poder público de toda e qualquer iniciativa cultural.
– Como alavancar a cultura para fomentar a geração de emprego e renda para as pessoas em todo estado?
– Acredito que unir forças é fundamental para fortalecer a cultura, a preservação do patrimônio e gerar empregos. Temos um estado rico em história e isso deve ser potencializado. O município onde eu moro, Magé, é um exemplo do enorme potencial do nosso patrimônio. Há muito tempo há um projeto de resgatar a importância de Garrincha para o distrito de Pau Grande, que deveria ter um museu em sua homenagem. Atrairia muitos visitantes, geraria renda e emprego para as pessoas. A cidade tem a primeira linha férrea do Brasil, bem como outros bens importantíssimos. Por isso, com vontade política e união entre a iniciativa privada e o poder público as coisas podem acontecer.
– É possível fazer cultura em qualquer espaço? De que forma a Secretaria ajuda os artistas para que a arte aconteça?
– Sabemos que alguns municípios são carentes de equipamentos como museus, cinemas ou bibliotecas e a SECEC está fazendo sua parte para democratizar mais o acesso a esses bens. No entanto, é possível sim realizar eventos e atividades diversas nos espaços disponíveis. A Lei Aldir Blanc nos mostrou isso, seja através das plataformas digitais, ou ocupação temporária de espaços públicos. Recentemente em Magé foi realizado o “Fomenta Festival”, que reuniu artistas e bandas de rock e MPB e foi muito bem organizado. É sobre isso. Ouvir os fazedores de cultura, debater em conjunto, encontrar soluções. É dialogar para construir caminhos.
Postado por SECEC-RJ em 05/abr/2021 -

O Centro Cultural João Nogueira, o Imperator, no Méier, passará a funcionar também como ponto de vacinação contra a Covid-19, a partir das 8h desta terça-feira (06). O serviço público está sendo proporcionado através de uma parceria entre a Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa, que administra o espaço, com a Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro. O endereço é Rua Dias da Cruz, 170.
Nesta terça-feira, a vacinação é voltada para homens de 66 anos e profissionais de saúde de 58, além de quem está no prazo para tomar a segunda dose. Os profissionais de saúde são os da área assistencial: médicos, enfermeiros, nutricionistas, fisioterapeutas, farmacêuticos, dentistas, fonoaudiólogos, psicólogos, assistentes sociais, professores de educação física, veterinários, entre outros.
Os profissionais devem se dirigir ao ponto de vacinação no dia destinado a sua faixa etária, exclusivamente no período da tarde, das 13h às 17h, levando a carteira de seu conselho de classe. Outras informações podem ser obtidas pelo site coronavirus.rio.
Postado por SECEC-RJ em 01/abr/2021 -
A Secretária de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro, Danielle Barros, concedeu nesta quinta-feira (1), entrevista para a Rádio Roquette Pinto.
Na conversa, a secretária falou sobre a aplicação da Lei Aldir Blanc. A Secretaria de Cultura recebeu do Governo Federal cerca de R$ 105 milhões e já fez o pagamento de todo recurso para 2400 projetos culturais e também fez o pagamento da renda emergencial da cultura para 1699 projetos.
Clique no player e saiba mais.

Postado por SECEC-RJ em 31/mar/2021 -
Vitor Corrêa, subsecretário de Planejamento e Gestão da SECEC, faz balanço da execução da Lei Aldir Blanc e de outros projetos do órgão

– Que balanço o senhor faz da execução da Lei Aldir Blanc no Estado do Rio?
– A execução da Lei Aldir Blanc no Rio de Janeiro foi realizada seguindo critérios de total transparência e participação social, sem perder de vista a obtenção de resultados que impactassem positivamente a vida dos fazedores de cultura. Afinal, foi um dos setores mais prejudicados pela pandemia e precisava dessa verba emergencial. Por isso, ficamos muito satisfeitos com o recente balanço divulgado pela Secretaria Especial de Cultura, Ministério do Turismo, que coloca o Estado do Rio de Janeiro nas primeiras posições do Brasil, com 99,6% dos recursos executados. Foram aproximadamente R$ 105 milhões destinados a 2.340 projetos, abrangendo todos os segmentos da Cultura e 72 municípios fluminenses. Se levarmos em conta que cada projeto envolve um grupo entre 15 a 50 pessoas, podemos afirmar que o impacto foi muito significativo.
– Como a SECEC vem atuando para que os municípios também tenham bons resultados na aplicação da Lei Aldir Blanc?
– Os 92 municípios fluminenses também tiveram um excelente desempenho. Tanto que, em termos proporcionais, ficaram em terceiro lugar em todo o País com relação à execução dos recursos. Realizamos diversas reuniões e os técnicos da Secretaria ficaram à disposição para ajudar, desde as tratativas e entendimento sobre a aplicação dos recursos até a elaboração dos editais e a prestação de contas. Mas os municípios têm seus méritos pelos resultados. O intenso esforço de cada um dos gestores está valendo a pena!
– Em que medida a prorrogação dos prazos da Lei é importante?
– Para entender a Aldir, temos que avaliar sob o viés de quem produz cultura e do público também. Acreditamos que o melhor seria prorrogar a realização dos projetos culturais contemplados até o meio do ano, porque assim teríamos condições de um espaçamento maior entre a formidável oferta de atrações. Isso é importante principalmente devido ao agravamento da pandemia, que está obrigando as produções a adotarem mecanismos de produção online e não é interessante tantas lives e conteúdos digitais disponibilizados num intervalo curto de tempo. O Governo Federal já sinalizou que sairá decreto, em breve, propondo novo calendário, aí será possível adotar aqui também no Estado.
– Como outros projetos da SECEC podem ajudar a manter o setor cultural vivo nesse período difícil?
– Importante considerar que, em 2020, a Secretaria aplicou mais de R$ 190 milhões em favor da cultura fluminense, considerando os recursos da Lei Aldir Blanc (R$ 105 milhões), da Lei Estadual de Incentivo à Cultura (R$ 81,5 milhões) e do Fundo Estadual de Cultura (R$ 3,7 milhões). E salvamos nossos convênios federais com a Ancine para implantação de complexos de audiovisual no interior, com mais de R$ 20 milhões. Em Cordeiro, as obras estão bem avançadas e os trabalhos vão começar, ainda este semestre, em São Fidélis, São Pedro D’Aldeia, Miracema e Bom Jardim. Nesse espírito, estamos cuidando agora também de outros dois convênios federais: Padec (Programa de Apoio ao Desenvolvimento Cultural dos Municípios) e Pontos de Cultura, ambos com saldo em conta. Será necessário regularizar as pendências administrativas, como prestação de contas, para que possamos propor o uso dos recursos, repactuando novos programas de trabalho.
– O que a Secretaria planeja lançar este semestre ainda?
– Estamos finalizando dois editais de fomento ao carnaval, que vão destinar R$ 4 milhões para este segmento tão importante para a cultura fluminense. Trabalhamos também em outros dois importantes projetos: o Passaporte Cultural, de acesso à cultura e formação de plateia, com sistema eletrônico para distribuição de ingressos/entradas a atrações financiadas pela Secretaria; e a Escola da Cultura, para ofertar oficinas e cursos para que todos os fazedores de cultura possam buscar financiamento para seus projetos.
– Como a atual gestão pode ser caracterizada?
– A atual gestão da Secretaria se pauta por três pilares. O primeiro deles é a necessidade sistemática de apresentar resultados que transformem a vida das pessoas. A execução da Lei Aldir Blanc é um exemplo disso e o esforço pela democratização da Lei de Incentivo, outro. Estamos preocupados com a entrega que estamos dando à sociedade, nosso dever diário. Outro princípio é o da transparência dos atos. Por isso, todas as ações, programas e políticas têm suas informações divulgadas no site, com elaboração prévia de instrumentos oficiais. O terceiro pilar é o da participação social. Temos nos pautado pelo diálogo frequente com os diversos setores da sociedade, como a Alerj, os fóruns de cultura, sindicatos e grupos organizados. Prova disso foi o esforço para realizar a eleição do Conselho Estadual de Políticas Culturais, mesmo em tempo de pandemia. A política implementada pela Secretaria é de aproximação e afeto junto aos fazedores de Cultura. Nossa preocupação é fazer com que as políticas públicas para a Cultura impactem a vida das pessoas.
Postado por SECEC-RJ em 27/mar/2021 -
Atividade procura conciliar atrações antigas com inovações para se adaptar aos novos tempos

O Dia do Circo, comemorado nacionalmente todo 27 de março, é uma homenagem ao palhaço Piolin. O nome artístico foi utilizado pelo paulista Abelardo Pinto (1897-1973), que dedicou a vida inteira aos picadeiros. A data foi escolhida por ser seu dia de nascimento e vem sendo marcada para valorizar todos os profissionais dessa atividade cultural.
Os primórdios da tradição circense remontam ao período da Antiguidade e formato parecido com o que conhecemos atualmente já existia no Império Romano. Tamanha tradição não impede que o circo venha se modificando e incorporando recursos modernos. Que o digam grupos que atuam no Rio de Janeiro.
Apesar das dificuldades enfrentadas por conta da pandemia, as companhias vêm lutando para manter sua coesão. A Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa apoiou 17 grupos circenses no âmbito da Lei Aldir Blanc. Um dos beneficiados foi o Estoril, que apresenta espetáculo neste fim de semana em Magé, na Baixada Fluminense (Estrada do Contorno, na altura do km 41).
A companhia conta com um total de 62 pessoas, entre artistas e equipe de produção. As famílias que vivem dessa atividade encantadora passaram por dificuldades no ano passado, por conta do isolamento social e a proibição dos espetáculos, mas a ajuda apareceu por diversos caminhos, impedindo a descontinuidade de um trabalho de gerações.
Nivaldo Júnior, que comanda a trupe, herdou suas habilidades circenses da família portuguesa, que emigrou de Portugal para o Brasil no fim do século XIX. O Estoril já percorreu todos os estados brasileiros e até parte da América Latina, levando atrações tradicionais como palhaços, malabaristas e contorcionistas. No entanto, vem se destacando cada vez mais com números modernos, como os de ilusionismo.
“Fazemos aparecer um helicóptero. Pelo ilusionismo, um carro vira robô e até lançamos um homem-bala a 15 metros de altura. As crianças adoram mas na realidade os pais e avós vibram ainda mais”, conta Nivaldo Júnior.
A modernidade também tem sido buscada pelo Saltimbanco. Apesar de ser especializado em apresentações clássicas, o circo vem inovando para se adaptar à internet. Os números são gravados e exibidos em redes sociais ou transmitidos através de lives. Por conta do agravamento da Covid-19, suas próximas apresentações foram canceladas, tanto no Rio quanto em Niterói, mas o público pode acompanhar a trupe através do Facebook e Instagram, através do perfil @circoteatrosaltimbanco.
“A internet virou nosso picadeiro. Ainda estamos nos aperfeiçoando nas filmagens, transmissões e precisamos aumentar o número de seguidores. Mas é um caminho sem volta. Mesmo quando tudo estiver normalizado, essa tecnologia vai nos acompanhar para sempre”, afirma Jonathan Cericola, palhaço e diretor do Saltimbanco, que comanda trupe de oito artistas.
Como em muitos circos brasileiros, no Saltimbanco os artistas também assumem parte da produção. Além da versatilidade, a dedicação e o amor ao picadeiro fazem com que essa tradição nunca morra.
Postado por SECEC-RJ em 24/mar/2021 -
Adenilson Honorato é responsável por assessoramento de Relações Intermunicipais da Secretaria e auxilia municípios fluminenses na adoção de políticas públicas voltadas para a Cultura

– Como a Assessoria de Relações Intermunicipais vem contribuindo para o avanço das políticas públicas culturais no Estado do Rio?
– Temos justamente esse desafio de levar aos municípios fluminenses a presença das políticas públicas voltadas para a Cultura, de forma mais democrática e descentralizada. A missão dada pela secretária Danielle Barros é para aproximarmos esses gestores municipais da Secretaria para podermos entregar realizações e benefícios para quem está na ponta. Ou seja: os fazedores de cultura, artistas e em geral quem trabalha nessa cadeia produtiva nos municípios. Um ativo que as cidades precisam ter conhecimento é o uso da Lei de Incentivo à Cultura do Estado, bem como a utilização do fomento através dos Fundos. Além disso, precisamos auxiliar os municípios com relação à formação de conselhos municipais e no planejamento de ações integradas com a iniciativa privada. Para isso, contamos também com o auxílio das superintendências vinculadas à Secretaria.
– Há muito tempo se fala da concentração de equipamentos e projetos na capital. Como é possível fazer com os demais municípios também tenham a devida expressividade cultural?
– Todos os municípios têm sua riqueza cultural. O que falta é a devida valorização. Um exemplo de como podemos reverter esse quadro é com a Lei de Incentivo à Cultura. Assumimos o desafio de democratizar o acesso aos recursos da cultura e já avançamos bastante. Em pouco mais de um ano aumentamos em 40% o montando investido. Isso foi possível graças à criação de editais democráticos e regionalizados, além de amplo diálogo com os gestores municipais. Outro desafio é que a cultura, sobretudo do Interior, passa muito pela preservação do seu patrimônio. Também estamos assessorando os municípios na questão do Padec (Programa de Apoio ao Desenvolvimento Cultural dos Municípios) em que há pendências na prestação de contas, além da colaboração na execução da Lei Aldir Blanc nas cidades.
– Como é possível ajudar também os munícipios no acesso aos programas federais?
– Não há como executar os programas sem um mapeamento do potencial e da vocação de cada município e da adequação de cada um para receber verbas para os projetos. Procuramos fazer isso de forma conjunta com as cidades. Assim levamos várias iniciativas para o Interior. Assim estamos criando uma via de mão dupla. Temos recebido secretários na nossa Sede, na Biblioteca Parque Estadual, mas também temos ido na ponta, conhecendo a realidade local, assim estamos construindo ideias e pensando no que pode render de frutos para o setor. É lógico que sem os recursos as coisas não vão para frente, mas não é só questão de dinheiro. Temos que ter o diagnóstico certo e moldar o projeto de acordo com cada programa.
– Como a cultura pode fomentar o turismo e a economia local?
– Não tem como falar de turismo sem se falar em cultura. Quando há um bem preservado, um patrimônio, uma história cultural da região há interesse turístico. A cultura gera emprego e renda para os municípios. Por isso, é tão importante se valorizar as atividades culturais locais, a gastronomia de cada lugar, suas memórias, seu patrimônio histórico porque são esses aspectos que atraem visitantes e dão autoestima aos moradores.
Postado por SECEC-RJ em 22/mar/2021 -
INFORME DE RENDIMENTOS
A Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro (Sececrj) disponibiliza para os contemplados dos editais #CulturaPresenteNasRedes e #CulturaPresenteRJ, da Lei Aldir Blanc, o Informe de Rendimentos para Pessoa Física (IRFP) do exercício de 2020, referente aos recursos recebidos dos editais e retidos na fonte.
O acesso ao IRFP será através da plataforma Desenvolve Cultura. Para receber o informe, o contemplado deve preencher o campo CPF e o e-mail usado para cadastro da proposta cultural. Um e-mail de segurança será enviado para a sua caixa de entrada e em seguida o documento será liberado no corpo do e-mail recebido.
Para acessar o Sistema Desenvolve Cultura e fazer a consulta ao seu IRFP clique aqui.
*O Informe de Rendimento do exercício de 2020 só está disponível para projetos pagos no ano passado. Projetos pagos em 2021 terão o seu rendimento informado no próximo exercício.
O envio do e-mail pode levar alguns instantes. Pedimos que verifiquem suas caixas de lixo eletrônico (spam)
Envie um e-mail para suportedesenvolvecultura@cultura.rj.gov.br caso não receba o informe ou dê como e-mail não encontrado.
Para os profissionais da cultura contemplados com o recebimento da Renda Emergencial da Cultura, que somada com outras rendas, como salários, que somaram (sem contar o auxílio) mais de R$ 22.847,76 em 2020 e precisam declarar o recebimento do auxílio, segue abaixo os dados do Fundo Estadual de Cultura do Estado do Rio de Janeiro. Fundo estadual de cultura – CNPJ – 28.542.993/0001-42.
Postado por SECEC-RJ em 18/mar/2021 -
Centro Cultural João Nogueira, no Méier, abre as portas para presença restrita de espectadores, respeitando protocolo de segurança

O Imperator – Centro Cultural João Nogueira, no Méier, Zona Norte do Rio de Janeiro, iniciou a realização de ativações culturais com público, com atrações da Lei Aldir Blanc. O equipamento retomou as ações culturais respeitando regras de prevenção contra a Covid-19. Os espectadores poderão assistir já neste sábado (20) e domingo (21) à comédia “Lavou Tá Novo?”, às 15h. O ingresso é um quilo de alimento não perecível. A peça é estrelada por Luciana Malcher e Joe Ribeiro.
A capacidade do teatro do Centro Cultural, que é vinculado à Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa, é de 1300 lugares, mas só estão sendo liberadas entre 150 a 200 cadeiras para o público presencial. Por medida de segurança, a direção do lugar está mantendo o distanciamento mínimo de 1,5 metro entre as pessoas e até algumas fileiras inteiras foram interditadas.
Para evitar risco de contaminação, o distanciamento é obrigatório desde a fila de entrada. O público tem a temperatura medida na porta do teatro e precisa higienizar as mãos com álcool em gel e passar por túnel de higienização. O uso de máscaras é obrigatório. Há orientação na entrada e na saída para que se evite aglomerações.

Os cuidados são ainda mais rigorosos com relação aos artistas e à equipe de produção, que são testados antes dos espetáculos. Os funcionários do centro cultural também seguem protocolos rígidos e quem tem contato com o público precisa usar equipamentos de proteção.
A secretária de Estado de Cultura e Economia Criativa, Danielle Barros, comemora a retomada com público para ações da Aldir Blanc no Imperator. “O Imperator cumpriu na pandemia um importante papel social de ser um ponto de apoio ao gabinete humanitário para os fazedores de cultura, com doação de alimentos, livros, cestas básicas e produtos de higiene. Também foi usado para realização de eventos com transmissões online. Agora é mais um passo na retomada das ações no Centro Cultural, neste momento com ações da Aldir Blanc, seguindo rígidos protocolos de segurança, garantindo o sustento de artistas e toda cadeia produtiva da cultura, gerando emprego, renda e oportunidade para as pessoas, conciliando arte e segurança para os que trabalham e o público”, reforçou.
Quem também está vibrando com a volta do público são comerciantes e ambulantes que trabalham na galeria que dá acesso ao centro cultural. Carlos Alberto Seixas, dono da tabacaria Altaluc’s, diz que pelo menos 10% do público que para e olha sua vitrine acaba comprando algum produto na loja. “Agora com a proximidade do Dia das Mães, com certeza as vendas vão melhorar. Tenho um público fiel do bairro e dos arredores, mas preciso dessa movimentação do teatro para manter a loja”, conta o comerciante que trabalha com a filha e a esposa.

O pipoqueiro Francisco Carlito Alves também ficou feliz com a reativação. “Em dia de show, o público chegava a formar fila para comprar pipoca. Ainda vai demorar para tudo voltar ao normal, mas já fico aliviado com a volta das peças de teatro”, diz Carlito.
Nas próximas semanas, estão previstas várias apresentações. O centro cultural recebe o show “A Voz do Dono”, com o cantor Pedro Lima nos dias 24 e 25, com o patrocínio da Lei Aldir Blanc, através de edital lançada pela SECEC. O convite à risada volta com a comédia musical “Favela”, nos dias 27 e 28. Nos dias 02, 03 e 04 de abril haverá apresentações de outra comédia: “Pão Com Ovo”, outra realização viabilizada por edital da SECEC. A temporada se encerra com o musical “Rapsódia”, nos dias 09, 10 e 11, mais um espetáculo financiado com recursos da Lei Aldir Blanc.




Postado por SECEC-RJ em 17/mar/2021 -
Cesar Miranda Ribeiro, jornalista e radialista com mais de 35 anos de experiência na TV Globo, anuncia projetos para o Museu da Imagem e do Som do Rio, que ganhará novas plataformas e ferramentas de acesso para o público e artistas

– Quais são suas prioridades à frente do MIS?
– Nossa maior prioridade é a finalização das obras da nova sede em Copacabana. A meta é entregarmos ainda no governo Cláudio Castro esse equipamento. Esperamos que a licitação para a escolha da empresa que vai finalizar a obra seja realizada ainda neste semestre. Faltam apenas 30% dessas obras físicas e esperamos retomar em breve esses trabalhos. O conteúdo já está em grande parte pronto aqui no MIS. Esse investimento é muito importante para o Rio não só porque vai abrigar um acervo fantástico, mas também para o turismo. Vai projetar ainda mais a cidade para o mundo.
– Já há um modelo definido com relação ao conteúdo das exposições?
– A exposição raiz será a da Carmen Miranda. A composição vem basicamente do acervo do Museu Carmen Miranda, que está guardado. Mas a interatividade e a tecnologia serão fatores preponderantes. A ideia é que as exposições se renovem constantemente e o próprio acervo do MIS já fornece base para mostras temporárias de todo tipo. Há aqui 300 mil itens e esse número cresce a cada ano entre 10% e 35%.
– Há novidades também para as instalações mais antigas do MIS?
– Certamente. Também é uma prioridade a restauração do prédio da Praça XV, feito para a exposição do Centenário da Independência em 1922. Um dos planos é revitalizar o cinema. Em setembro de 2022, vai completar 100 anos da primeira transmissão radiofônica no país. Ela infelizmente não foi gravada, mas é um marco histórico. Nossa ideia é promover eventos que lembrem esse fato, que ocorreu naquele complexo de prédios construídos para a exposição, e por isso recuperar esse patrimônio é tão importante. Só dois prédios daquela exposição continuam em pé.
– O MIS recebeu recentemente a doação do acervo pessoal do José Wilker. Como está sendo tratado esse material?
– Tivemos que disponibilizar uma sala só para ele no prédio. São 8 mil itens, entre livros, DVDs, LPs, etc. Ele era um apaixonado pelas artes, um estudioso. Estamos catalogando tudo e ao final a família, que fez a doação, será ouvida. O que não for considerado de interesse público será devolvido, mas muita coisa ficará disponível para consulta do público. O que mais me entristece é ver um acervo guardado e não mostrado. Quero fazer uma gestão democrática. Se não houver impedimento jurídico, os acervos devem ser acessados por todos os brasileiros que tiverem interesse. Esse processo tende a ser facilitado a partir da criação do Selo de Certificação MIS, que permitirá uma vistoria prévia às coleções e facilitará as doações. É um projeto que estamos desenvolvendo.
– O MIS tem dado uma contribuição importante para a memória nacional através do programa Depoimento para Posteridade. Como ele será tratado a partir de agora?
– Estou introduzindo uma ferramenta online, que vai permitir que todo o território nacional participe. Antes era muito restrito samba e choro e vamos dar espaço para todos os gêneros, como o sertanejo, por exemplo. As portas estarão abertas a tudo que tem brasilidade. Isso permite democratizar os depoimentos, também dando espaço para pessoas mais jovens. Pessoas que queiram dar depoimento podem nos procurar.
– Que outras novidades a população pode esperar do MIS?
– Uma novidade importante será a criação da Web Rádio do MIS, que será lançada no início de abril, com uma programação diária de 24 horas. Terá trechos de depoimentos de figuras históricas e muita música também. Os ouvintes poderão pedir músicas também. Por outro lado, estamos fazendo uma parceria com a rádio Roquette Pinto para termos nosso programa nessa importante emissora do estado. Deve se chamar Frequência MIS. Outro projeto que estamos montando é do dos Festivais de Música Popular do estado, com eliminatórias virtuais. Através de uma cooperação com o Theatro Municipal, faríamos a final lá. Outra proposta é integrar o MIS com as prefeituras e secretarias de cultura dos 92 municípios fluminenses, através Canal MIS Itinerante. Ou seja, estamos buscando democratizar ao máximo o conteúdo do MIS para toda a população.