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Tom Jobim defende “brasilidade” da bossa nova em testemunho gravado na série Depoimentos para a Posteridade

Postado por SECEC-RJ em 25/jan/2024 -

“Eu venho aqui em defesa da bossa nova, dizer que a bossa nova é brasileira. Muito brasileira”, afirmou Antônio Carlos Jobim no dia 25 de agosto de 1967 ao participar da série histórica Depoimentos para a Posteridade, do Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro. No dia 25 de janeiro é celebrado o nascimento de Tom Jobim (25/01/1927), e o Dia Nacional da Bossa Nova. Para marcar a data, o MIS RJ destaca trechos marcantes da entrevista exclusiva do cantor e compositor, que teve duração de três horas.

A afirmação de que a bossa nova é brasileira foi feita no momento em que Tom Jobim e os participantes da gravação (Vinicius de Moraes, Oscar Niemeyer, Raimundo Vanderlei, Dorival Caymmi e Chico Buarque, além de Ricardo Cravo Albin, diretor do MIS, à época) falavam sobre o surgimento do gênero musical que ficou conhecido no mundo todo. O tema em questão era a suposta influência exercida pelo jazz norte-americano na musicalidade “bossa novista”. Segundo Tom, se houve influência, ela foi inversa, ou seja, para o compositor, a bossa nova influenciou o jazz.

“Nós temos a atitude dos subdesenvolvidos em relação a essas coisas. Quer dizer, nós temos a atitude do ‘deixa para lá’. E eles, vamos dizer aí no caso dos Estados Unidos, têm a atitude do ‘venha a nós’, a atitude do rico”, afirmou Tom durante o depoimento, referindo-se a diferença de postura percebida por ele no momento em que a construção da narrativa sobre o surgimento do novo estilo musical acontecia, na década de 1950.

Frank Sinatra e Tom Jobim / Foto: Coleção MIS/Acervo MIS RJ

Na descrição de Tom Jobim, a bossa nova foi uma consequência da mudança de comportamento no cenário musical que, por conta da evolução tecnológica, passou a trabalhar mais com gravações. Segundo ele, a raiz da bossa nova é o samba, e a mudança nos acordes do violão, bem como a redução da quantidade de instrumentos usados na interpretação das canções (características do gênero musical que estava nascendo) tem origem, para além das questões comportamentais (de amigos que se reuniam em apartamentos para fazer música), na tendência dos artistas de frequentarem mais os estúdios.

O cantor e compositor ressaltou que havia uma necessidade de “limpeza”, da mudança do que ele chamava de “excesso de acompanhamento” (vários instrumentos sendo tocados ao mesmo, uma característica do samba) para um som mais “purificado”, o que era possível com o uso de apenas um violão.

As composições de Tom Jobim aliadas à poesia de Vinicius de Moraes estão entre os marcos do início da bossa nova. Uma delas é “Canção do Amor Demais”, que deu nome ao LP gravado por Elizeth Cardoso, em 1958. O MIS RJ salvaguarda fotos da cantora na ocasião do lançamento do disco. Somente o setor iconográfico do museu, que é responsável pela preservação e tratamento técnico de fotografias, negativos, cartazes, pinturas e álbuns impressos, reúne 171 itens relacionados a Tom Jobim.

No setor de partituras, uma raridade: a composição manuscrita da música “Serenata do Adeus” assinada pelo próprio autor, Tom Jobim, e que também fez parte do LP considerado um dos precursores da bossa nova. O MIS RJ salvaguarda 177 partituras ligadas ao cantor e compositor. Algumas músicas do álbum de Elizeth, como “Canção do Amor Demais” e “Por Toda a Minha Vida”, tiveram o acompanhamento do violão de João Gilberto. Um clássico exemplo do que queria dizer Tom sobre a “purificação do som”.

“O João chegou assim com… foi um refresco aquilo, né? Aquela coisa do João, e já naquele disco da Elizeth, ele mandou aquela brasa, aquele violão limpo dele, com aquele ritmo formidável e o negócio começou a mudar muito”, pontuou Tom Jobim em seu testemunho ao MIS, definindo João Gilberto como “um cara de uma musicalidade espantosa e de uma inteligência terrível”.

A participação de Tom Jobim na série Depoimentos para a Posteridade foi amplamente divulgada na imprensa, em especial, nos jornais impressos da época. Muitos registros estão salvaguardados no setor institucional do Museu da Imagem e do Som. O Correio da Manhã publicou, no dia 26 de agosto de 1967, a reportagem com o título “Tom defende bossa brasileira e ataca cultura secreta”. Na mesma data, o jornal O Globo registrou o depoimento com o título “Tom depôs no museu ajudado por Vinicius”, enquanto o Jornal do Brasil publicou a matéria “Depoimento de Tom teve muito uísque e histórias sobre Ipanema e Sinatra”.

Ricardo Cravo Albin e Tom Jobim conversam após o Depoimento para a Posteridade, em 1967 / Foto: Coleção MIS/Acervo MIS RJ

Sobre Tom Jobim

O cantor e compositor está entre os artistas brasileiros mais conceituados do mundo. Tom Jobim teve obras gravadas em diversos idiomas. Dentre as mais famosas está “Garota de Ipanema”, de 1962, que ganhou inúmeras versões e inspirou o filme com mesmo nome. Tom Jobim gravou discos nos Estados Unidos, sendo um deles com Frank Sinatra. Ganhou prêmios e fez parcerias de peso. Aos 40 anos, idade que tinha ao dar seu testemunho para o projeto do MIS RJ, destacou os nomes mais presentes no início de sua carreira.

O primeiro a ser citado é Newton Mendonça, parceiro profissional e amigo de infância das ruas do bairro de Ipanema (Tom nasceu na Tijuca e a família se mudou para a Zona Sul do Rio quando ele tinha apenas 1 ano). Em seu relato, Tom afirma que é preciso ter uma afinidade muito grande para formar uma parceria. Ele conta que a ligação entre ele e o amigo era tão forte que dispensava palavras para o processo criativo.

“(…) nunca nós comentamos isso, mas, ficou mais ou menos, a máquina nossa funcionava mais ou menos assim. Quer dizer, eu sentava no piano e ele pegava o caderno. O famoso caderno, aquele caderninho… e ele era um sujeito muito lúcido, muito informado, lia muito e zangado com o mundo, não é, Vinicius?”, disse Tom, pedindo a opinião de mais um parceiro essencial na carreira. Vinicius de Moraes, Tom e os entrevistadores lembraram dos sucessos “Desafinados”, “O Samba de uma nota só”, “Foi a noite” e “Meditação”, que nasceram da sinergia entre os dois gênios (Tom e Newton Mendonça) da música.

Durante o Depoimento para a Posteridade, Vinicius também falou sobre seu encantamento ao ouvir Tom tocar pelas primeiras vezes. A canção responsável por fazer os olhos de Vinicius de Moraes brilharem foi uma das parcerias com Newton Mendonça, que morreu ainda jovem, aos 30 anos, de enfarto.

“(…) me causou uma impressão muito grande. Quer dizer, era um som que me parecia um som diferente do que estava se fazendo. Compreende? Você tinha feito ‘Foi a Noite’, não tinha?”, questiona Vinicius, que recebe a resposta positiva de Tom. Na conversa, Tom também destaca sua admiração por Vinicius de Moraes, e revela que o observava durante as apresentações no Clube da Chave, em Copacabana. Ambos recordam ainda que se aproximaram após serem apresentados por Lúcio Rangel.

“(…) no início, nós fizemos, assim, uns três ou quatro sambas bem desajeitados, sabe? E eu me lembro que eu falava com o Vinicius: ‘Vinicius, vamos fazer mais desses ruins, que depois vai soltar, né?”, afirmou Tom na gravação exclusiva do Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro, de 1967, arrancando risos dos que estavam presentes.

O setor sonoro do MIS salvaguarda a contracapa do LP “Canção do Amor Demais”, gravado por Elizeth Cardoso, com dedicatória manuscrita de Vinícius de Moraes para Lúcio Rangel. O item faz parte da Coleção Lúcio Rangel.

Ao todo, o Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro possui 5.373 itens relacionados a Tom Jobim em seu acervo. Uma das raridades é o cartão de identificação dele como empregado da Rádio Club do Brasil na função de pianista. O documento está salvaguardado na Coleção Almirante. O MIS RJ preserva ainda fotos, livros, músicas, partituras, discos, entrevistas em áudio e vídeo, além de objetos que são verdadeiras preciosidades, algumas únicas, que mantêm viva a memória desse brasileiro ícone da música. O presidente da instituição, Cesar Miranda Ribeiro, destaca o compromisso e a satisfação em preservar materiais tão ricos e importantes para a cultura brasileira.

“Estamos falando de um dos artistas com maior projeção no mundo e parte da sua vida e obra está aqui, no Rio de Janeiro, no Museu da Imagem e do Som. Somente no setor sonoro, são 4.466 itens relacionados a Tom Jobim. A comemoração de hoje – Dia Nacional da Bossa Nova e aniversário de Tom Jobim – é muito especial para o MIS RJ, como entidade que possui o maior acervo de MPB do país e que prima pela cultura nacional”, destacou Cesar Miranda.

Todo o acervo do museu, equipamento vinculado à Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro (Secec-RJ), está à disposição do público e dos pesquisadores. Para acessar o material basta enviar e-mail para saladepesquisa@mis.rj.gov.br e agendar uma visita ao Centro de Pesquisa e Documentação Ricardo Cravo Albin.

Sececrj abre consulta pública sobre a Lei Aldir Blanc

Postado por SECEC-RJ em 23/jan/2024 -

Alô, fazedor de cultura! Quer ajudar a construir o plano de aplicação de recursos da Lei Aldir Blanc no Estado do Rio de Janeiro? A Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa abriu consulta pública para compilar as demandas e necessidades da sociedade civil. O documento pode ser preenchido de forma on-line, entre os dias 29 de janeiro e 12 de fevereiro de 2024.

O levantamento vai ajudar a definir as características do público-alvo, como idade, região e segmento artístico de atuação. O processo de escuta segue a mesma linha adotada na construção da Lei Paulo Gustavo e atende um dos pilares da gestão, com foco na democratização do acesso e descentralização dos recursos da pasta.

Para execução da Lei 14399/2022, que institui a Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, o Estado receberá aproximadamente R$ 104 milhões, que serão distribuídos mediante editais, chamadas públicas, prêmios, aquisição de bens e serviços vinculados ao setor cultural e outros instrumentos.

CONSULTA PÚBLICA ENCERRADA.
CONFIRA O RESULTADO CLICANDO AQUI.

Estado do Rio de Janeiro realiza a etapa final da 5ª Conferência Estadual de Cultura

Postado por SECEC-RJ em 18/jan/2024 -

Após um intervalo de mais de 5 anos, a Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro, por meio do Fundo Estadual de Cultura, realiza nos dias 23, 24 e 25 de janeiro, a etapa final da 5ª Conferência Estadual de Cultura, que tem como tema “Democracia e Direito à Cultura”. A abertura do evento acontece no Teatro Riachuelo, no Centro do Rio, a partir das 14h, e os últimos dois dias serão realizados na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), a partir das 9h.

Os encontros vão promover debates sobre o futuro da cultura no Estado, com participação ativa dos delegados eleitos durante as conferências municipais e encontros setoriais, que aconteceram durante as primeiras etapas da Conferência, no segundo semestre de 2023. O evento busca reunir a sociedade civil e os representantes do poder público para que, em conjunto, tracem diretrizes para a criação de políticas públicas que beneficiem várias áreas no setor cultural, como literatura, teatro, circo, dança, artes visuais, música, cultura tradicional, popular e indígena, audiovisual, museu e patrimônio cultural. As demandas locais, definidas no evento, serão apresentadas na 4ª Conferência Nacional de Cultura, que será realizada em março deste ano, após 10 anos de hiato.

“Será uma grande oportunidade de discussão entre a sociedade civil e os entes governamentais, com objetivo de debater políticas, programas e ações a serem desenvolvidas. A conferência será o local onde todas essas ideias vão culminar em um espaço democrático de discussão, com ampla participação popular. Temos como prioridade, durante esta etapa, discutir o fortalecimento do Sistema Estadual de Cultura, tendo o Conselho, o Plano e o Fundo como seus principais pilares”, explica a secretária de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro, Danielle Barros.

Parte interna do Teatro Riachuelo / Foto: Divulgação

A abertura, no Teatro Riachuelo, contará com apresentação da Orquestra Harmônicos de Conservatória, que atua com educação musical para crianças e jovens das comunidades do distrito de Valença, no Sul do Estado. A cantora Juliana acompanha o grupo. Compõem a mesa intitulada de “Democracia e Direito à Cultura – afetos e relações humanas”, a Secretária Danielle Barros, o escritor, consultor, professor e doutor em filosofia, Renato Nogueira, além da atriz, roteirista, jornalista e consultora de audiodescrição em conteúdos artísticos, Moira Braga. Para o segundo dia, que acontece na UERJ, o Bloco Loucura Suburbana dá o tom da programação e o encerramento, no dia 25, fica por conta do grupo Jongo da Serrinha.

Etapas do processo

Foram realizadas 65 conferências municipais no ano passado e 3 intermunicipais, com o objetivo de mobilizar agentes culturais em todo o Estado, resultando em mais de 90% de adesão dos municípios participando do processo inicial, um marco histórico para o Estado do Rio. Em dezembro, a primeira etapa, de forma on-line, foi realizada e contou com três dias de diálogos temáticos abertos ao público, com transmissão ao vivo pelo YouTube.

Mesa de debate durante a etapa online da Conferência, em dezembro / Foto: Gui Maia

A etapa final conta com mais de 600 profissionais da cultura credenciados e mais de 700 pessoas são esperadas para o evento, entre os agentes credenciados e convidados. Segundo a Comissão Organizadora do evento, a Conferência vai contribuir decisivamente para os rumos da cultura no Estado do Rio de Janeiro com a retomada da democracia e dos debates políticos sobre o Plano Estadual de Cultura, além de avaliar o que foi construído até aqui e determinar ações para os próximos dois anos.

Serviço5ª Conferência Estadual de Cultura do Estado do Rio de Janeiro

Datas: 23 a 25 de janeiro de 2024
23 de janeiro – abertura no Teatro Riachuelo, às 14h
24 e 25 de janeiro – Grupos de Trabalho e plenária final
Evento para credenciados
Realização: Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro

Orquestra Petrobras Sinfônica celebra o rock e o pop nacional em concerto gratuito em Duque de Caxias

Postado por SECEC-RJ em 20/dez/2023 -

Já imaginou ouvir clássicos do rock e do pop nacional como “Lanterna dos afogados”, “Bete balanço”, “Sonífera ilha” e “Será?” em versão sinfônica? A Orquestra Petrobras Sinfônica, acompanhada pelo convidado especial Toni Garrido, apresenta gratuitamente, nesta quinta-feira (21/12), às 19h, esses e outros grandes sucessos que marcaram época. O evento acontece no Teatro Raul Cortez, em Duque de Caxias, ao ar livre, e será aberto ao público.  

Sob a regência do maestro Felipe Prazeres, o concerto “Na Trilha do Rock” traz versões sinfônicas de canções de bandas e artistas que fizeram história no rock e pop nacional como Lulu Santos, Engenheiros do Hawaii, Biquini Cavadão, Kid Abelha, Legião Urbana, Capital Inicial, Os Paralamas do Sucesso, Barão Vermelho, Roupa Nova e Titãs. O convidado especial do showconcerto vai acompanhar a orquestra cantando músicas do próprio Cidade Negra, Gilberto Gil, Carlos Lyra e Tom Jobim e Vinicius de Moraes. Será um presente de Natal para Caxias e toda a Baixada Fluminense.

Vista aérea do Teatro Raul Cortez

“É uma grande alegria poder proporcionar uma noite especial e mágica de Natal para a população da Baixada. Garantir acesso à cultura de forma democrática e plural é um dos princípios da nossa gestão e tem norteado as nossas ações durante os últimos quatro anos. Temos seguido um caminho de descentralização dos recursos e os investimentos na Baixada mostram exatamente isso”, afirma a secretária de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro, Danielle Barros. 

Para o maestro Felipe Prazeres essa é uma ótima oportunidade para apresentar à plateia a diversidade de timbres e estilos que já se tornou característica da Orquestra Petrobras Sinfônica. “O grande público não está acostumado a ouvir uma orquestra tocando pop e rock. Neste concerto, vamos mostrar que é possível unir a música clássica ao pop e ao rock e emocionar o público”, conta o maestro.

O concerto conta com o patrocínio oficial da Petrobras, por meio do Programa Petrobras Cultural e da Lei Federal de Incentivo à Cultura, com o apoio da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro, Fundação Anita Mantuano de Artes do Estado do Rio de Janeiro – FUNARJ, Secretaria de Cultura e Turismo de Duque de Caxias, Prefeitura de Duque de Caxias, Teatro Municipal Raul Cortez, Fundação Nacional de Artes – Funarte,  e realização do Ministério da Cultura, Governo Federal, União e Reconstrução.

Serviço

Orquestra Petrobras Sinfônica

Data: 21 de dezembro (quinta-feira), às 19h
Local: Teatro Municipal Raul Cortez – Praça do Pacificador – Centro – Duque de Caxias
Duração: 90 min. Classificação etária: livre. Entrada Franca

Orquestra Petrobras Sinfônica
Felipe Prazeres, regente
Toni Garrido, cantor convidado

Programa 

FRANCESCO MIGLIACCI E MAURO LUSINI
Era um garoto que como eu amava os Beatles e os Rolling Stones
arranjo de Ricardo Cândido
Música tocada pela banda ENGENHEIROS DO HAWAII

 
ALVARO, SHEIK, BRUNO GOUVEIA E MIGUEL FLORES DA CUNHA
Tédio
arranjo de Itamar Assiere
Música tocada pela banda BIQUINI CAVADÃO
 

LEONI E PAULA TOLLER
Como eu quero
arranjo de Caio Cezar Sitônio
Música tocada pela banda KID ABELHA

DINHO OURO PRETO
DADO VILLA-LOBOS
MARCELO BONFÁ
RENATO RUSSO
Ainda é cedo
arranjo de Caio Cezar Sitônio
Música tocada pela banda LEGIÃO URBANA

CAZUZA E FREJAT
Bete balanço
arranjo de Gilson Santos
Música tocada pela banda BARÃO VERMELHO

ANDRE PRETORIUS, FÊ LEMOS, FLAVIO LEMOS E RENATO RUSSO
Música urbana
arranjo de Ricardo Cândido
Música tocada pela banda CAPITAL INICIAL

LULU SANTOS
Tempos modernos
arranjo de Caio Cezar Sitônio

BRANCO MELLO
CARLOS BARMAK
CIRO PESSOA
MARCELO FROMER
TONY BELLOTTO
Sonífera ilha
arranjo de Itamar Assiere
Música tocada pela banda TITÃS

HERBERT VIANNA
Lanterna dos afogados
arranjo de Itamar Assiere
Música tocada pela banda OS PARALAMAS DO SUCESSO

DADO VILLA-LOBOS
MARCELO BONFÁ
RENATO RUSSO
Será?
arranjo de Alexandre Caldi
Música tocada pela banda LEGIÃO URBANA

MICHAEL SULLIVAN
MIGUEL PLOPSCHI
PAULO MASSADAS
Whisky a go go
arranjo de Ricardo Cândido
Música tocada pela banda ROUPA NOVA

CIDADE NEGRA
A Estrada
Girassol
arranjo de Gilson Santos

GILBERTO GIL
Palco
arranjo de Gilson Santos

CARLOS LYRA
Primavera
arranjo de Jessé Sadoc

TOM JOBIM E VINICIUS DE MORAES
Eu sei que vou te amar
arranjo de Jessé Sadoc

TOM JOBIM
Corcovado
arranjo de Jessé Sadoc

Cláudio Castro libera maior patrocínio da história para o Carnaval do RJ: R$ 62.5 milhões

Postado por SECEC-RJ em 15/dez/2023 -

O governador Cláudio Castro liberou o maior investimento da história para o Carnaval do Rio de Janeiro. Somente para escolas de samba serão destinados R$ 40.5 milhões, abrilhantando o espetáculo e garantindo que as agremiações finalizem os trabalhos nos barracões e concluam a temporada com as contas em dia, incluindo os salários dos artistas que fazem a festa acontecer nas passarelas.

Ao todo, o Carnaval terá um investimento de mais de R$ 62.5 milhões, incluindo novo calendário de eventos na Cidade do Samba.

“O Carnaval é uma festa em que a gente celebra nossa identidade cultural de forma plena, com festas em todo o estado, que começam na sexta-feira e vão até a Quarta-Feira de Cinzas, proporcionando uma experiência única para quem mora aqui e para quem vem festejar com a nossa gente. Mas, como nosso investimento é no nosso povo, na nossa cultura, vamos promover um novo calendário de eventos nas fábricas de Carnaval, incentivando o público a frequentar ainda mais o espaço onde a magia é construída”, celebra o governador Cláudio Castro.

Os valores serão liberados a partir de Lei de Incentivo à Cultura, através da Light e Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa, além de patrocínio da Fundação Anita Mantuano de Artes do Estado do Rio de Janeiro (Funarj). Além disso, em parceria com a Liesa, a Liga Independente das Escolas de Samba, o Estado vai promover o Carnaval durante os meses seguintes com um calendário de eventos que será pensado para durar todo o ano de 2024, um investimento de R$ 10 milhões.

“O valor investido no Carnaval reflete o ciclo virtuoso que essa festa proporciona na economia, na indústria, no comércio e no setor de serviços. Além disso, reitero que este investimento promove a profissionalização do Carnaval e a valorização de todos os envolvidos no processo criativo dos desfiles, como os artesãos e os trabalhadores que estão na ponta do sistema”, destaca Castro.

Os editais culturais também vão incentivar o Carnaval de Rua e as mais tradicionais manifestações da festa de Momo, como por exemplo as turmas de bate-bolas (R$ 2.5 milhões), os blocos (R$ 5.27 milhões) e os grupos de Folias de Reis (R$ 2.9 milhões), que também estão contemplados no incentivo estadual.

“Somos um Estado democrático e cuidamos de todos os municípios fluminenses para proporcionar o melhor Carnaval em todos os municípios do Rio de Janeiro. Retomamos a nossa posição de celeiro da arte e motor da economia criativa em âmbito nacional nos últimos anos. Temos na cultura a grande vocação do povo fluminense, que passa desde as celebrações do Maior Espetáculo da Terra, o Carnaval, até os cortejos de Folia de Reis no interior do Estado”, cita a secretária de Cultura e Economia Criativa, Danielle Barros.

Investimento impulsiona o Turismo

A expectativa é que o Rio, principalmente a capital, supere os números do Carnaval de 2023, quando a expectativa era receber na cidade maravilhosa mais de 5 milhões de foliões, gerando uma movimentação financeira da ordem de R$ 4,5 bilhões na economia da cidade. E quando o assunto é Turismo, a boa notícia no setor fica por conta da ocupação hoteleira, que deve atingir sua capacidade máxima novamente na capital e superar as marcas deste ano no interior.

“Estamos celebrando um ano histórico no Rio de Janeiro com grandes eventos na cidade e visita de mais de 1 milhão de turistas estrangeiros. Esses números nos mostram a retomada do Estado e destaca que estamos prontos para receber mais viajantes para a maior festa popular do mundo”, cita o secretário de Estado de Turismo, Gustavo Tutuca.

Lista final do edital de Folias de Reis é divulgada

Postado por SECEC-RJ em 13/dez/2023 -

Tradição centenária, a Folia de Reis ganhará as ruas do Estado do Rio de Janeiro nas próximas semanas. A Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa (Sececrj) divulgou, nesta quarta-feira (13/12), a lista final dos ganhadores do edital “Folias de Reis RJ 2”. Foram 197 contemplados, de 42 municípios diferentes, com premiação total de R$ 2.955.000,00.

“Contemplar as Folias de Reis é valorizar a riqueza cultural, a identidade e as tradições do povo fluminense. Essa é uma manifestação que reúne fé, move a economia e fortalece o turismo cultural, gerando renda e promovendo lazer que o cidadão tanto merece”, declara a secretária de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro, Danielle Barros.

A tradição de Folias de Reis acontece entre os dias 24 de dezembro, véspera de Natal, até o dia 6 de janeiro, Dia de Reis. Com mais de um século e meio de história, o Reisado Flor do Oriente, que nasceu em Miracema e hoje fica localizado em Duque de Caxias, comemorou a premiação pelo segundo ano consecutivo.

“Em cada canto do Brasil a manifestação é comemorada de um jeito, dependendo da região. E com o nosso trabalho, aqui no estado, conseguimos manter viva, ano após ano, essa tradição. Tenho 54 anos de vida e 54 anos de folia. Me sinto muito realizado de fazer isso ao lado da minha família. Agradeço ao apoio que estamos recebendo para continuar seguindo firme por mais um ano”, comemorou Rogério Silva de Moraes, mestre-orador do Reisado Flor do Oriente.

Este é o segundo ano consecutivo que a Sececrj contempla as tradições de Folias de Reis e, desta vez, com aumento no aporte concedido. Em 2022, foram premiados 106 grupos, com valor total de investimento de R$ 1.59 milhão.

Confira o resultado em: http://cultura.rj.gov.br/wp-content/uploads/2023/12/Folias_Resultado_Recursos-Contrata%C3%A7%C3%A3o.pdf

O que é uma Folia de Reis ou Reisado?

É uma manifestação cultural em forma de auto que reúne em sua composição cantadores e instrumentistas como figuras de Reis Magos, palhaços, bandeireiro, festeiros e coro, em cortejo público, liderados por um Mestre-Folião e um contramestre; realizada por um grupo artístico-cultural tradicional, de no mínimo 12 pessoas.

A tradição baseia-se na reprodução da viagem dos Reis Magos a Belém em busca do Deus-Menino através de uma caminhada. Esse folguedo natalino, que se manifesta em grupos por todo o país, apresenta um caráter religioso em suas jornadas que percorrem cidades com seus ciclos de apresentações. No Estado do Rio de Janeiro esse período de apresentações transpassa o ciclo natalino, ocorrendo desde o dia 24 de dezembro até o dia 20 de Janeiro – celebrando o padroeiro carioca São Sebastião.

Segundo levantamentos recentes realizados pelo Departamento de Patrimônio Imaterial, atualmente a Folia de Reis está presente em quase todo o território fluminense, com aproximadamente 200 folias se apresentando, resistindo e mantendo essa tradição viva na nossa cultura.

Cidades com projetos contemplados

Vassouras, Valença, Rio de Janeiro, Macuco, Itaperuna, Laje do Muriaé, São Fidélis, Nova Iguaçu, Volta Redonda, Santo Antônio de Pádua, Bom Jesus do Itabapoana, Barra do Piraí, Miracema, Santo Antônio de Pádua, Itaocara, Cardoso Moreira, Nova Friburgo, Paty do Alferes, Mendes, Engenheiro Paulo de Frontin, Duque de Caxias, Paraíba do Sul, São Sebastião do Alto, Cordeiro, Teresópolis, Rio das Flores, Natividade, Magé, Carmo, Duas Barras, Paraty, Itaboraí, Tanguá, São Gonçalo, Campos dos Goytacazes, Macaé, Barra Mansa, Quissamã, Guapimirim, Mesquita, Miguel Pereira e Bom Jardim.  

Prazo prorrogado para abertura de conta e envio de documentação de editais da LPG e Folia RJ 2

Postado por SECEC-RJ em 12/dez/2023 -

Buscando atender a todos os proponentes, a Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro (Sececrj) estendeu o tempo de abertura de conta e envio de documentação dos editais da Lei Paulo Gustavo e Folia RJ 2 até às 18h desta sexta-feira (15/12).

O envio deve ser feito somente pelo Sistema Desenvolve Cultura. Em caso de dúvidas, mande uma mensagem para o e-mail destinado à sua chamada.

Governo do Rio reabre biblioteca da Mangueira após reforma

Postado por SECEC-RJ em 08/dez/2023 -

Completamente reformada, com ambiente climatizado, novo acervo de livros e espaço para o público infantil, a Biblioteca Pública Estadual Tio Jair da Mangueira foi entregue à população nesta sexta-feira (8/12) pelo Governo do Rio de Janeiro. O equipamento da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa (Sececrj) vai atender, principalmente, os moradores de São Cristóvão e da comunidade da Mangueira, alcançando cerca de 45 mil habitantes da região na Zona Norte da capital.

“Estamos abrindo mais uma porta para que os jovens tenham acesso ao universo da literatura, do conhecimento. É uma oportunidade que eles vão ter de experimentar novas perspectivas e sonhos através das páginas dos livros. Essa é mais uma conquista para o Estado, que segue fomentando a cultura em todas as suas formas”, destacou o governador Cláudio Castro.

A solenidade contou com apresentação da Velha Guarda da Mangueira, que animou o público com os sucessos da “Verde e Rosa”, além da presença de familiares e amigos de Tio Jair, que dá nome ao equipamento. A secretária de Estado de Cultura e Economia Criativa, Danielle Barros, ressaltou que a biblioteca está renascendo a partir de agora e é um presente de Natal para todos da comunidade.

“É uma alegria ver tanta gente bacana aqui para prestigiar esse momento tão especial. Estamos entregando para a comunidade da Mangueira essa bela biblioteca, logo em dezembro, como um grande presente de Natal. Gostaria de agradecer aos servidores da secretaria envolvidos nessa ação e que fizeram esse sonho se tornar realidade, como também ao governador Cláudio Castro por todo apoio nessa caminhada”, comemorou Danielle Barros.

O deputado federal Aureo Ribeiro também participou do evento e destacou a importância da ativação de um novo equipamento cultural.

“Vemos aqui que estamos resgatando não só um espaço de convivência, fundamental nos dias de hoje, trazendo as crianças da comunidade para cá, mas também dando oportunidade ao acesso à cultura. Entendemos que não é só através da tela de um celular que o jovem pode buscar entretenimento. Proporcionar um ambiente acolhedor, moderno e climatizado é um incentivo para as crianças buscarem a leitura e permanecerem estudando. Esse é um investimento no futuro desses jovens”, explicou.

Sobre a Biblioteca Estadual Tio Jair da Mangueira

O local possui 415 m², somando área interna e externa, e vai oferecer aos visitantes mais de mil títulos, sendo 500 lançamentos doados pela editora Record, além de TV, caixa de som e microfone para realização de atividades ao ar livre, cursos, oficinas e contação de histórias. Para marcar esta etapa, um livro de pensamentos do próprio Tio Jair foi recuperado e será reeditado para resgatar a memória deste personagem que tem um legado tão marcante para a comunidade.

“Reinaugurar uma biblioteca pública como essa é plantar uma semente no quintal do sonho daquela comunidade, que aguardava por isso há tantos anos. Fortalecer espaços dedicados ao livro e a leitura é, antes de tudo, proporcionar locais de mediação de cidadania e de troca de experiências, de saberes e de vida. A partir de hoje, a comunidade da Mangueira e o bairro de São Cristóvão ganham uma nova biblioteca pública e o Estado do Rio de Janeiro, como um todo, fica mais leitor, fraterno e amoroso. Se a leitura é um ato de amor, como nos ensinou Paulo Freire, essa biblioteca é um grande abraço da nossa gestão para o Rio de Janeiro”, comemorou Yke Leon, superintendente de Leitura e Conhecimento da secretaria de Cultura.

O espaço é administrado pela Superintendência de Leitura e Conhecimento e fica localizado na Avenida Bartolomeu de Gusmão, nº 850 – São Cristóvão. O local funciona de segunda a sexta-feira, das 10h às 17h.

História – Tio Jair

Tio Jair nasceu em Bicas, Minas Gerais, mas foi na comunidade da Mangueira que ele se encontrou. Chegou ao Rio aos 15 anos, onde se tornou músico, compositor, primeiro secretário e diretor de Patrimônio da Estação Primeira de Mangueira. É considerado um dos maiores poetas da escola que tanto amava e a quem dedicou toda sua vida. Morreu em março de 2001, em decorrência de uma parada cardíaca.

Rio de Janeiro lança 5ª Conferência Estadual de Cultura

Postado por SECEC-RJ em 01/dez/2023 -

A Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro (Sececrj) realiza, na próxima terça-feira (5/12), a abertura da 5ª Conferência Estadual de Cultura (CEC), a partir das 19h. A primeira etapa acontecerá de forma online e contará com três dias de palestras e diálogos temáticos. Todas as atividades serão abertas ao público, que poderá acompanhar através do YouTube (@sececrj). A segunda etapa, presencial, será exclusiva para delegados eleitos e ocorrerá apenas em janeiro. 

A conferência cumprirá importante papel no diálogo de políticas públicas, programas e ações a serem desenvolvidas na área cultural. Com a presença de representantes de diferentes segmentos e esferas do poder público e sociedade civil, o encontro se propõe a oferecer um ambiente democrático e aberto a discussões e ideias.

“Ao longo dos meses de preparação para a conferência, tivemos ampla adesão dos municípios fluminenses. Os delegados eleitos representam mais de 80 cidades do nosso estado, o que indica que essa será a maior conferência em número de participação de municípios de todos os tempos”, explica a Secretária de Estado de Cultura e Economia Criativa, Danielle Barros.

Durante a 5ª CEC, serão escolhidos, dentre os delegados estaduais, os representantes do Rio de Janeiro na 4ª Conferência Nacional de Cultura (CNC), que acontecerá entre os dias 4 e 8 de março de 2024. A 5ª Conferência Estadual de Cultura é organizada pelo Conselho Estadual de Políticas Culturais, em conjunto com a Sececrj, através da Assessoria de Cultura e Sociedade.  

Confira a programação da etapa online

5/12 – Abertura da 5ª CEC, das 19h às 20h30

Presenças:
Danielle Barros – Secretária de Estado de Cultura e Economia Criativa
Verônica Lima – Deputada estadual e presidente da Comissão de Cultura da Alerj
Roberta Martins – Secretária dos comitês de cultura do MinC
Carina Barreto – Integrante do Conselho Estadual de Políticas Culturais (CEPC), na cadeira de Artes Cênicas, e membro da comissão organizadora da 5ª CEC

12/12 – Políticas dos Sistemas Municipais, Estadual e Nacional de Cultura, das 19h às 20h30

Presenças:
Ana Lúcia Pardo (mediadora) – Assessora da Comissão de Cultura da Alerj e integrante do Conselho Estadual de Políticas Culturais do RJ
Junior Afro – Diretor do Sistema Nacional de Cultura / MinC
José Facury – Autor, ator, diretor teatral e conselheiro nacional de cultura

13/12 – Economia da Cultura, Financiamento, Trabalho e Renda

Presenças:
Gustavo Portella (mediador): doutorando em Sociologia e Antropologia pela UFRJ, com pesquisa sobre a economia e as condições de trabalho e renda no setor cultural
Deryk Santana – Diretor de Políticas para os Trabalhadores da Cultura do MinC
Natália Reis – Conselheira do CEPC na cadeira de Literatura, mediadora de leitura e articuladora

14/12 – Política de Sistemas de Informações e Indicadores Culturais, das 19h às 20h30

Presenças:
Dilma Negreiros (mediadora) – mestre em Comunicação Acessível, especialista em Acessibilidade Cultural e pós-graduada em Gestão Pública
Marcelo Bravo – Presidente da Fundação de Cultura de Barra Mansa e Presidente do Fórum Médio Paraíba
Frederico Barbosa – Sociólogo, pesquisador e coordenador da área de Políticas Culturais do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA)

Carlos Nejar no Museu da Imagem e do Som

Postado por SECEC-RJ em 30/nov/2023 -

Na próxima segunda-feira (4/12), o Museu da Imagem e do Som, equipamento do Governo do Estado do Rio de Janeiro, eterniza a história do romancista, poeta e acadêmico Carlos Nejar com o seu Depoimento para a Posteridade. Único gaúcho membro da Academia Brasileira de Letras desde 1989, é chamado o “Poeta do pampa brasileiro”, com mais de cem obras publicadas.

“Foi uma grata e arrebatadora surpresa o nosso contato com o escritor Carlos Nejar para dar o seu Depoimento para a Posteridade, feito pelo seu amigo, Wander Lourenço. O MIS RJ se enche de orgulho e satisfação em salvaguardar para as futuras gerações, a excepcional trajetória de um dos maiores autores brasileiros de todos os tempos”, afirma o presidente do museu, Cesar Miranda Ribeiro.

Carlos Nejar terá ao seu lado, como convidados, Wander Lourenço (Professor universitário, pesquisador, escritor e cineasta); Deonísio da Silva (Escritor, Doutor em Literatura Brasileira pela USP, membro brasileiro da Academia das Ciências de Lisboa); e Júlio Lellis (Cineasta). A gravação será na sede do MIS Praça XV, com duas câmeras, para melhorar a qualidade documental do material a ser pesquisado, possibilitando mais opções para as futuras gerações. A mediação será conduzida pela jornalista do MIS RJ, Márcia Benazzi, sem a presença do público.

Sobre Carlos Nejar

Luís Carlos Verzoni Nejar nasceu em Porto Alegre, em 11 de janeiro de 1939. Com mais de 60 anos de carreira, é celebrado no Brasil e no exterior, premiado autor de mais de uma centena de obras. Formou-se em Direito, foi promotor público e procurador de Justiça. A extensa contribuição de Carlos Nejar à literatura brasileira teve reconhecimento internacional. A publicação Quarterly Review of Literature, nos Estados Unidos, escolheu Carlos Nejar como um dos grandes escritores da atualidade. Foi considerado pela revista Literature World Today um dos 10 poetas mais importantes do Brasil. Foi indicado duas vezes ao Nobel de Literatura, em 2017 e 2021. Desde a sua estreia na década de 60, com as publicações de “Sélesis” e “O Livro de Silbion”, passando por “Carta aos Loucos”, “O Evangelho Segundo o Vento”, “Matusalém de Flores”, “História da Literatura Brasileira”, “Os Viventes”, “A República do Pampa”, Carlos Nejar, poeta, ficcionista, tradutor e crítico literário, dedicou à vida a literatura.

Sobre a série Depoimentos para a Posteridade:

Em 1966, o Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro, inaugurou o projeto Depoimentos para a Posteridade, inédito programa de história oral criado por Ricardo Cravo Albin para preservar a memória de diversos setores da cultura nacional, tais como a música, o teatro, a literatura, o cinema e as artes plásticas. Atualmente conta com um acervo de mais de mil e cem depoimentos de figuras notáveis, inclusive de 37 imortais da Academia Brasileira de Letras, como Carlos Heitor Cony, Rachel de Queiroz, Ana Maria Machado, Austregésilo de Athayde, Antônio Houaiss, Ariano Suassuna, Antônio Olinto, Marques Rebelo, Marco Lucchesi, Nélida Piñon, Fernanda Montenegro, Jorge Amado, Afonso Arinos de Melo Franco, Ferreira Gullar, Arnaldo Niskier e muitos outros.
O MIS RJ é um equipamento do Governo do Estado do Rio de Janeiro, e vinculado à Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro (SECEC RJ).

SERVIÇO:

Local: MIS RJ – Sede Praça XV – Praça Luiz Souza Dantas, nº 1.
Data: 4 de dezembro de 2023 (segunda-feira)
Horário: 10h às 12h, gravação sem a presença do público.
Contato MIS RJ: gerenciadeproducao@mis.rj.gov.br e comunicacao@mis.rj.gov.br