Postado por SECEC-RJ em 14/mar/2024 -
Com uma história centenária, cravada no coração da Cidade Maravilhosa – mais precisamente na Avenida Presidente Vargas -, a biblioteca pública, conhecida atualmente como Biblioteca Parque Estadual, completa 151 anos de existência nesta sexta-feira (15/03). O equipamento cultural, ligado à Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa, conta com um acervo de mais de 170 mil exemplares e realiza o empréstimo de cerca de 900 livros por mês.
“É um privilégio muito grande poder trabalhar cercada por milhares de livros aqui na biblioteca. Temos um super time, que cuida para que tudo esteja pronto para receber o público de braços abertos, com um atendimento humanizado e técnico, para dar todo o suporte aos amantes da leitura”, destaca a secretária de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro, Danielle Barros.

Além da parte principal, onde ficam abrigados os livros, os usuários da Biblioteca Parque também podem ter acesso à biblioteca infantil, bistrô, auditório, teatro, sala de dança, estúdio de rádio (gravação mediante agendamento) e laboratórios digitais. A Biblioteca Parque Estadual funciona de segunda a sexta-feira, das 10h às 17h, na Avenida Presidente Vargas, 1261 – Centro, RJ.
A biblioteca foi criada em 15 de março de 1873 em proposta do então presidente da Câmara Municipal do Rio de Janeiro, o Tenente-Coronel Antônio Barroso Pereira, durante o governo de Dom Pedro II, na esquina da Rua Frei Caneca, se chamando então de Biblioteca Municipal do Rio de Janeiro. Em 1882, na sua primeira transferência, foi para o Palácio da Prefeitura, na Praça da República, no entorno do Campo de Santana. Mais tarde foi provisoriamente transferida para a Escola Orsina da Fonseca. Depois, na mesma rua da escola, a antiga rua General Câmara, ganhou instalações próprias. Em 1891, mudou de nome para Biblioteca Municipal do Distrito Federal, com a criação do Distrito Federal após a Proclamação da República.
Em 1943, mudou-se para a recém-inaugurada Avenida Presidente Vargas, no número 1261, seu último e atual endereço. Com a mudança do Distrito Federal para Brasília, em 1960, passou a se chamar Biblioteca Estadual da Guanabara. Em 1975, com a fusão dos Estados da Guanabara e Rio de Janeiro, virou Biblioteca Estadual do Rio de Janeiro.
Em 1980, ganhou nova denominação: Biblioteca Estadual Celso Kelly. Mas um incêndio em 20 de janeiro de 1984 destruiu parte do prédio e do acervo da biblioteca, que continuou no mesmo endereço, em um novo edifício, inaugurado em 12 de março de 1987, refletindo a visão progressista para as áreas da educação e da cultura de Darcy Ribeiro, à época vice-governador de Leonel Brizola e com a denominação de Biblioteca Pública do Estado do Rio de Janeiro. Em 1990, o espaço voltou a se chamar Biblioteca Estadual Celso Kelly.
Fechou para obras em outubro de 2008 e foi reinaugurada em 29 de março de 2014 como Biblioteca Parque Estadual, com a exposição sobre Vinicius de Moraes. Durante as obras de modernização, entre 2008 e 2014, um sítio arqueológico foi encontrado no terreno que pertencia à Igreja de São Gonçalo e Garcia e São Jorge, vizinha à biblioteca.
Postado por SECEC-RJ em 07/mar/2024 -
O Estado do Rio de Janeiro será a unidade federativa do Brasil com o segundo maior número de CEUs da Cultura construídos através do Novo Pac, do Governo Federal. As obras serão executadas em parceria com o Governo do Estado, responsável por pleitear a vinda dos recursos, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa. O investimento será de mais de R$ 40 milhões e vai contemplar 19 cidades fluminenses.
“Chegar a tantas cidades com um projeto que fala sobre democratização do acesso à cultura é exatamente a nossa missão à frente da Secretaria. Somente através do diálogo entre poder público, passando por todas as esferas, e sociedade civil, que podemos avançar em prol de políticas que beneficiem a população de forma plena”, afirma a secretária de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro, Danielle Barros.
O CEU da Cultura é um equipamento de pequeno a médio porte e caráter comunitário, 300 a 500m², composto por espaços associados à expressão corporal, educação cidadã, arte e educação, trabalho e renda e meio ambiente. A capital, Rio de Janeiro, receberá duas unidades, enquanto outras 18 cidades fluminenses serão contempladas com uma unidade.
O projeto prevê módulos para biblioteca, incubadora cultural e espaço multiuso, além de um conjunto de módulos eletivos, que serão selecionados pela comunidade local, como: laboratório de economia criativa, cineteatro, cozinha comunitária, estúdio de gravação, sala de dança, equipamento de ginástica, quadra policultural e parque infantil.
Angra dos Reis, Barra Mansa, Cabo Frio, Campos dos Goytacazes, Casimiro de Abreu, Itaboraí, Japeri, Macaé, Magé, Piraí, Queimados, Rio Bonito, Rio de Janeiro, São Gonçalo, São João da Barra, Seropédica, Tanguá, Teresópolis e Vassouras.
Postado por SECEC-RJ em 29/fev/2024 -
Os profissionais, amantes e pesquisadores da “sétima arte” vão se encantar com a exposição “Drops Cinematográficos”, inaugurada nesta quarta-feira (28/02) pelo Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro, com a presença do produtor e diretor de cinema Cavi Borges. Recepcionado pelo presidente do MIS, Cesar Miranda Ribeiro, Cavi foi o primeiro a visitar a mostra, que reúne itens de setores do museu, como o tridimensional, textual e iconográfico.
O diretor de cinema destacou a importância de expôr os itens, entre eles, equipamentos que eram usados nas produções entre as décadas de 1940 e 1980, como uma forma de incentivo para a nova geração de profissionais. Cavi conversou com a equipe do museu, deu sugestões para o desenvolvimento de projetos e parcerias, além de visitar as instalações da Coleção “Na Cabeça do Zé – Acervo José Wilker”. Para o presidente do MIS, a exposição ganhou um brilho especial com a presença do diretor na inauguração.
“Cavi é um incentivador e parceiro do MIS, além de um grande conhecedor do setor audiovisual. A opinião dele sobre esse trabalho nos dá a certeza de que estamos no caminho certo. O MIS entende o mundo como sendo um lugar de comunicação. Conhecer os processos pelos quais passamos é importante não apenas para a compreensão do atual cenário, mas também para a evolução. Tudo é continuidade e com a tecnologia que temos hoje é no mínimo curioso imaginar como as produções eram feitas de forma analógica”, afirma Cesar Miranda.
A mostra tem a curadoria da museóloga Eliane Vilela e se apresenta em duas versões: a presencial, no segundo piso da sede da Lapa, e a virtual, que pode ser acessada pelo link disponível no site da Web Rádio MIS RJ. A visita presencial poderá ser feita mediante o agendamento pelo e-mail saladepesquisa@mis.rj.gov.br ou conforme a disponibilidade. Na página on-line da exposição, o visitante terá todas as informações sobre o contexto histórico das fotografias, documentos e equipamentos, como os projetores de filmes, câmeras e lentes das décadas de 1940 a 1980.
Dentre os objetos do setor tridimensional que fazem parte da exposição “Drops Cinematográficos”, estão o projetor de filme de 35 mm, da Rangertone Research Inc.; o “emendador” de filmes, da Griswold; o editor Viewer Dual-8 de filmes de 8 mm, da Goko; o projetor de slides de 35 mm, da Kodak; e câmeras de diversos formatos e tamanhos.
Os equipamentos, filmes e fotos são salvaguardados pelo museu, que integra a rede de equipamentos culturais do Governo do Estado e preserva o acervo audiovisual do século XX mais importante do Estado Fluminense. Desde a sua inauguração, em 1965, o MIS RJ se configura como um importante centro de referência para a pesquisa da indústria cultural brasileira.
Na exposição, os visitantes também podem contemplar imagens, como a fachada do antigo cinema Odeon, que ficava na Cinelândia, e cujo registro pertence à Coleção Augusto Malta. A mostra traz ainda fotografias que refletem o comportamento da época, como a que retrata um grupo exclusivamente formado por homens na entrada do Cinematógrafo Rio Branco, na Rua Gomes Freire, no Centro do Rio, com data de registro do começo do século XX.
As fotografias, preservadas no setor iconográfico, trazem ainda flagrantes do universo cinematográfico, como o cineasta Glauber Rocha em ação, além de José Wilker contracenando com Beth Farias, e cenas de filmes de Oscarito, Carmen Miranda e outros ícones da produção audiovisual brasileira. O cineasta Cavi Borges ressaltou o cuidado com detalhes e a riqueza do material exposto.
“É um resumo sobre filmagem e exibição. Esse tipo de iniciativa é um incentivo para atrair quem trabalha na produção de filmes e documentários. O acesso a estes equipamentos acaba sendo um estímulo ao setor audiovisual, porque o mais jovem pensam que se os caras faziam cinema mesmo diante de toda essa dificuldade, como hoje, com tanto apoio, tecnologia e facilidade a gente não faz? É olhar para trás e fazer melhor à frente. É uma honra estar aqui nesse momento histórico e ver esse material tão especial, que relembra toda a história do cinema analógico”, afirmou Cavi Borges.
Após a visitação presencial na exposição “Drops Cinematográficos”, Cavi Borges, o presidente Cesar Miranda e a jornalista do MIS Márcia Benazzi gravaram um podcast especial. O bate-papo circulou pela experiência do profissional, que tem mais de 300 produções, sendo algumas premiadas em festivais nacionais e internacionais, como o de Cannes, Berlim, Locarno e Rotterdam. O cineasta falou sobre a evolução do cinema, retratada na mostra inaugurada nesta quarta-feira, e sobre a importância do museu como instituição que preserva e, ao mesmo tempo, mantém viva a história da “sétima arte”.

No começo de fevereiro, o MIS RJ recebeu formalmente livros, DVDs e CDs que pertenceram ao ator, diretor e crítico de cinema José Wilker. O acervo, que dará origem à Coleção “Na Cabeça do Zé – Acervo José Wilker”, tem mais de 18 mil itens. Aproximadamente nove mil livros e 750 DVDs já foram catalogados.
O material se soma a outras preciosidades já preservadas pelo Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro relacionadas também ao universo do cinema. A Coleção Jurandyr Noronha (escritor, roteirista e diretor de cinema), reúne especialmente obras e documentos sobre a atriz e diretora de cinema Carmen Santos. Já a Coleção Salvyano Cavalcante, do crítico de cinema, escritor e jornalista, é composta, em sua maioria, por documentos de divulgação, de produtoras, sinopses e catálogos de festivais.
As visitas presenciais ao segundo piso da sede do MIS na Lapa, onde está montada a exposição “Drops Cinematográficos”, será feita por meio de agendamento. O processo é o mesmo do adotado para as pesquisas ao material salvaguardado pelo Museu da Imagem e do Som, equipamento vinculado à Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro (Sececrj), que está à disposição do público e dos pesquisadores. Basta enviar e-mail para saladepesquisa@mis.rj.gov.br.
Postado por SECEC-RJ em 28/fev/2024 -
A cidade de Tanguá recebeu, nesta terça-feira (27/02), o primeiro encontro da caravana itinerante “Caminhos Criativos”. A ação, realizada pela Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa (Sececrj), através da Escola da Cultura, tem como objetivo preparar os artesãos fluminenses para a convocatória da Rio Artes, que será realizada em março. Representantes das dez regiões serão escolhidos para compor a programação da 16ª edição da maior feira de artesanato da América Latina.
O encontro foi marcado por conversas, trocas de experiências e explicações sobre como participar da convocatória. Neste ano, a Sececrj disponibiliza aos artesãos fluminenses, mais uma vez, o estande mais democrático do evento, com um espaço de 187m² para exposição e área total de 504m², com tamanho duas vezes maior ao de 2023. A curadoria, já tradicional, será feita novamente pelo artista plástico Cocco Barçante, responsável pelo processo de capacitação dos artesãos durante os encontros nas cidades fluminenses.
“A ação Caminhos Criativos irá qualificar e valorizar as técnicas artesanais desenvolvidas no nosso estado, tendo como foco a importância da criatividade no desenvolvimento de produtos artesanais. A criatividade empreendedora proporciona novas oportunidades e, consequentemente, o aumento de renda para os artesãos e artesãs do estado do Rio de Janeiro”, explica Cocco Barçante.

A artesã Cristina Mannarino, de 66 anos, trabalha com técnicas de bordado e tira sua renda através de encomendas de enxovais, blusas e outras peças de vestuário. Ela elogiou a ação e espera participar da Rio Artes este ano como expositora.
“Toda ação que provoque e instigue o crescimento de um segmento é vital. O artesanato é um organismo vivo, que precisa ser alimentado com ideias novas e levado a descobrir caminhos ricos em diversidade. Em 2017, nosso grupo de artesãs foi à Rio Artes pela primeira vez para conhecer e desde então não paramos, foi um divisor de águas em nossas vidas. Agora, quero deixar de participar como visitante e ser pela integral do evento”, conta.

A caravana Caminhos Criativos segue com os encontros hoje, dessa vez na Baixada Litorânea, em Rio das Ostras, às 16h, no Teatro Municipal Joel Barcelos, Av. Amazonas s/ nº – Centro.
O estande pode comportar objetos artesanais de diferentes tipos, como modelagem em argila, barro ou cerâmica, modelagem em biscuit, reaproveitamento de materiais, costura criativa, entalhe em madeira, trabalhos em cestaria, bordado livre e criativo, pintura manual, crochê, pintura em madeira, colagem e macramê.
“O artesanato cultural é uma importante ferramenta de fomento à economia criativa no estado. Ele carrega a tradição e a expressão cultural e social do Rio de Janeiro. Nossa intenção, ao ir até as regiões, ao interior, é chegar na ponta e dar oportunidade para que todos disputem, de forma igualitária, essa chance de participar gratuitamente da maior feira de artesanato da América Latina”, destaca a Secretária de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro, Danielle Barros.
O link para inscrição na convocatória será divulgado no dia 15 de março, nas redes sociais e no site oficial da Sececrj. Os artesãos podem tirar dúvidas através do e-mail: rioartesmanuais@cultura.rj.gov.br.
A 16ª edição da Rio Artes acontece entre os dias 24 e 28 de abril, no Centro de Convenções Expomag, na Cidade Nova – RJ. Com o tema “A Feira da Economia Criativa”, escolhido por meio de votação popular via internet, o evento deste ano terá como objetivo difundir o artesanato de raiz, valorizar a classe artística, mostrar o valor da economia criativa no estado e promover a capacitação técnica.
A organização do evento espera mais de 30 mil visitantes na edição deste ano, que terá, pela primeira vez, participação internacional, com a vinda de artesãos de Portugal. Desde 2008, mais de 330 mil pessoas prestigiaram a Rio Artes Manuais.
A Expomag fica localizada na Rua Beatriz Larragoiti Lucas, Cidade Nova – RJ. Ingressos e outras informações podem ser obtidas no site https://rioartesmanuais.com.br/.
Postado por SECEC-RJ em 22/fev/2024 -
Patrimônios culturais imateriais do Brasil, o ofício de Mestra e Mestre de Capoeira e a Roda de Capoeira serão oficialmente catalogados no estado do Rio de Janeiro. A iniciativa, da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa (Sececrj), será executada pelo Instituto Estadual de Patrimônio Cultural (Inepac) e tem como objetivos levantar informações para construção de políticas públicas e garantir a salvaguarda dos bens culturais relacionados à prática.
Através do cadastro, a Sececrj e o Inepac vão poder mapear a presença de capoeiristas nos 92 municípios fluminenses. O formulário de inscrição já está disponível para acesso.
“Essa ação demonstra que estamos atentos à gestão compartilhada que concorre a todos os entes quando se trata da salvaguarda do patrimônio cultural imaterial. A Roda de Capoeira e o Ofício de Mestra e Mestre de Capoeira são bens culturais de todos os cidadãos brasileiros, incluindo todos que habitam os 92 municípios do RJ, e nós, enquanto poder público, devemos cumprir com o papel de garantir que tais bens sejam protegidos”, ressalta Ana Cristina Carvalho, diretora do Inepac.
O cadastro servirá para que o Inepac e a Sececrj tenham um banco de informações sobre os capoeiristas para definir as melhores ações para promoção e valorização tanto do Mestre e Mestra, quanto das Rodas de Capoeira. O formulário está disponibilizado no link: https://forms.office.com/r/9vTs6uHTbg. É importante enviar todos os documentos comprobatórios para o e-mail capoeira@inepac.rj.gov.br. Só assim o cadastro será finalizado.
Os primeiros registros da palavra “Capoeira” correspondem ao início do século XIX. Ela foi desenvolvida de maneiras distintas em cidades portuárias do Brasil Império, como o Rio de Janeiro, Salvador e Recife, e era, então, realizada em sua grande maioria por escravizados africanos de origem banto e, com algumas exceções, por membros do exército e da polícia.
Por muito tempo, a Capoeira sofreu preconceito e foi considerada uma luta violenta, sendo alvo de repressão policial e coibida em âmbito legal. Foram necessárias décadas de desconstrução e conscientização e, a partir de 1930 e 1940, a prática começa a livrar-se, aos poucos, desse estigma e começa a ser reconhecida como um saber genuinamente brasileiro.
A Roda de Capoeira e o Ofício de Mestre e Mestra de Capoeira foram registrados como bens culturais imateriais do Brasil em 2008, por indicação do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, órgão do Ministério da Cultura (IPHAN/MinC).
Postado por SECEC-RJ em 20/fev/2024 -
A partir desta sexta-feira (23/02), a Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro (Sececrj) realiza uma caravana itinerante por todas as regiões que compõem o território fluminense. A ação, denominada “Caminhos Criativos”, tem como objetivo promover uma imersão sobre o artesanato cultural e preparar os artistas deste segmento para convocatória que será realizada em março. Representantes das dez regiões serão escolhidos para compor a programação da 16ª edição da Rio Artes – maior feira de artesanato da América Latina.
Neste ano, a Sececrj disponibiliza aos artesãos fluminenses, mais uma vez, o estande mais democrático do evento, com um espaço de 187m² para exposição e área total de 504m², com tamanho duas vezes maior ao de 2023. A curadoria, já tradicional, será feita novamente pelo artista plástico Cocco Barçante, que vai participar do processo de capacitação dos artesãos durante os encontros nas cidades fluminenses.
“O artesanato cultural é uma importante ferramenta de fomento à economia criativa no estado. Ele carrega a tradição e a expressão cultural e social do Rio de Janeiro. Nossa intenção, ao ir até as regiões, ao interior, é chegar na ponta e dar oportunidade para que todos disputem, de forma igualitária, essa chance de participar gratuitamente da maior feira de artesanato da América Latina”, destaca a Secretária de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro, Danielle Barros.

O estande pode comportar objetos artesanais de diferentes tipos, como modelagem em argila, barro ou cerâmica, modelagem em biscuit, reaproveitamento de materiais, costura criativa, entalhe em madeira, trabalhos em cestaria, bordado livre e criativo, pintura manual, crochê, pintura em madeira, colagem e macramê.
“A ação Caminhos Criativos irá qualificar e valorizar as técnicas artesanais desenvolvidas no nosso estado, tendo como foco a importância da criatividade no desenvolvimento de produtos artesanais. A criatividade empreendedora proporciona novas oportunidades e, consequentemente, o aumento de renda para os artesãos e artesãs do estado do Rio de Janeiro”, explica Cocco Barçante.
O link para inscrição na convocatória será divulgado no dia 15 de março, nas redes sociais e no site oficial da Sececrj. Os artesãos podem tirar dúvidas através do e-mail: rioartesmanuais@cultura.rj.gov.br.
A 16ª edição da Rio Artes acontece entre os dias 24 e 28 de abril, no Centro de Convenções Expomag, na Cidade Nova – RJ. Com o tema “A Feira da Economia Criativa”, escolhido por meio de votação popular via internet, o evento deste ano terá como objetivo difundir o artesanato de raiz, valorizar a classe artística, mostrar o valor da economia criativa no estado e promover a capacitação técnica.

A organização do evento espera mais de 30 mil visitantes na edição deste ano, que terá, pela primeira vez, participação internacional, com a vinda de artesãos de Portugal. Desde 2008, mais de 330 mil pessoas prestigiaram a Rio Artes Manuais.
A Expomag fica localizada na Rua Beatriz Larragoiti Lucas, Cidade Nova – RJ. Ingressos e outras informações podem ser obtidas no site https://rioartesmanuais.com.br/.
Postado por SECEC-RJ em 19/fev/2024 -
Estreia segunda(19/2), 15h, na Web Rádio MIS RJ, o podcast “Dois Dedos de Prosa”, reverenciando o samba e dois mestres, Nelson Sargento e Mário Lago. As gravações aconteceram no estúdio Chacrinha, sede Lapa, sob a batuta de Wander Lourenço, escritor, professor universitário e diretor de documentários, e da jornalista do museu, Márcia Benazzi, com as participações especiais de Agenor de Oliveira e Mariozinho Lago, embaladas por muitas histórias, músicas inesquecíveis, revelações e curiosidades sobre os compositores e o gênero musical que melhor representa o Brasil.
“Estamos felizes com mais esse projeto de valorização das nossas raízes, da nossa identidade cultural, tendo como fonte de pesquisa o acervo do MIS RJ, que salvaguarda mais de 50 mil itens sobre o samba e, também, pelas participações especiais do Agenor de Oliveira, Mariozinho Lago e Wander Lourenço! O Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro é a casa da Música Brasileira e a nossa missão é divulgar e compartilhar essas riquezas com o público, espero que os ouvintes da Web Rádio gostem”, afirmou o presidente Cesar Miranda Ribeiro.
Os três primeiros episódios, de segunda a quarta, são dedicados a Nelson Sargento, um ícone da história do samba. Compositor, cantor, artista plástico, escritor e ator, que nasceu no Rio de Janeiro em 1924, e recebeu o carinhoso apelido de “Filósofo do Samba”, marcou com o seu vozeirão grave interpretações antológicas. O podcast “Dois Dedos de Prosa” vai revelar um olhar diferenciado sobre Nelson Sargento, de quem conviveu muito próximo e compartilhou experiências únicas com o Mestre Mangueirense, do seu parceiro Agenor de Oliveira. Juntos, escreveram diversas composições, se apresentaram em diferentes palcos, viajaram o Brasil levando para o público espetáculos de música e poesia, e apresentaram o programa “Eles tem histórias para contar”, durante 10 anos, na Rádio Roquette Pinto. Agenor de Oliveira é cantor, compositor, violonista e produtor cultural do Selo “Olho do Tempo”. Trouxe para abrilhantar a prosa do MIS RJ o seu violão, transformando o bate papo em uma viagem musical emocionante, cantando à lapela canções compostas com o amigo e parceiro Nelson Sargento.

Os dois últimos episódios, quinta e sexta-feira, tem a marca de um artista genial, Mário Lago! Carioca da gema, nasceu no Rio de Janeiro em 1911, pertinho do MIS Lapa, na Rua do Resende. Foi advogado, poeta, radialista, escritor, autor teatral e ator. Compôs clássicos para o carnaval, músicas que cantamos até hoje, animando várias gerações, como “Ai! Que saudade da Amélia”, “Atire a primeira pedra” e “Aurora”. Mário Lago sempre foi versátil e criativo, compositor não só de sambas, mas também de choros, valsas, foxtrotes, samba-canção e samba-choro. Para o bate papo sobre esse incrível homem multimídia, seu filho, Mariozinho Lago, que também é poeta, compositor, mangueirense e tricolor, vai contar as histórias sobre o seu pai, desde a infância e adolescência sob a influência do avô Giuseppe Croccia, como as parcerias com Ataulfo Alves e Custódio Mesquita, além de cantar músicas e revelar curiosidades sobre a trajetória do grande sambista Mário Lago. Você, querido ouvinte, vai se encantar com essa prosa regada com muito bom humor e alto astral.
É importante ressaltar que o MIS RJ salvaguarda em diversas Coleções mais de 340 itens sobre Nelson Sargento, nos setores sonoro, textual, iconográfico, partituras e biblioteca, além da sua preciosa gravação para os “Depoimentos para a Posteridade”, em 7 de novembro de 1978, em que narrou a sua trajetória e cantou diversas músicas. Assim como Nelson Sargento, Mário Lago também registrou a sua história, seu depoimento para o MIS RJ aconteceu em 17 de fevereiro de 1992, cercado pelos amigos Artur Poerner, Sérgio Cabral, Albino Pinheiro, Luiz Carlos Saroldi, Jairo Severiano e Edson Brenner, além de muitos fãs que lotaram o auditório do museu na Praça XV para prestigiar o artista excepcional. Para acessar essa rica fonte de pesquisa, além de mais de 50 mil itens sobre o SAMBA, basta escrever um e-mail para o Centro de Pesquisa e Documentação Ricardo Cravo Albin, no endereço saladepesquisa@mis.rj.gov.bre agendar uma visita! O público, leitor, ouvinte e pesquisador vai se surpreender com tantas relíquias salvaguardadas no museu.
O MIS RJ integra a rede de equipamentos culturais do Governo do Estado e está vinculado à Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro (Secec-RJ).
Postado por SECEC-RJ em 29/jan/2024 -
A Biblioteca Parque Estadual (BPE), no Centro – RJ, reabriu nesta segunda-feira (29/01) o espaço destinado a exposições, com foco na valorização da cultura fluminense. E para ocupar o local e estrear a temporada 2024, a mostra “Fios que Entrelaçam Histórias” reúne três ambientes diferentes e traz peças do projeto “Re-descobrindo o Brasil em fios: 200 anos de histórias e memórias bordadas”, vencedor do edital Retomada Cultural RJ 2, da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro (Sececrj). A visitação fica aberta, gratuitamente, até o dia 1º de março, de segunda a sexta-feira, das 10h às 16h.
“Estamos muito felizes de receber essa exposição, já que ela conta com peças que são fruto de um edital nosso. Ou seja, o ponto de partida foi dado nesta casa de cultura e, agora, o resultado final retorna até aqui para oferecer à população acesso gratuito a estas obras. Temos no bordado uma tradição que conta a história da cultura popular, das pessoas, regionalidades e singularidades. Então, nada melhor do que reabrir o nosso espaço de exposições com uma ação tão simbólica e democrática como essa”, destaca a subsecretária da Sececrj e diretora da Escola da Cultura, Cláudia Viana.

Idealizada pela Secretaria de Estado e Cultura e Economia Criativa e Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), a exposição é dividida em três partes: a primeira, “Re-descobrindo o Brasil em fios: 200 anos de histórias e memórias bordadas”, traz criações de artesãos de 28 municípios fluminenses, inspirados no Bicentenário da Independência Brasileira. O trabalho já percorreu as cidades de Resende, Valença, Três Rios, Rio das Flores e Teresópolis. Após sair do Rio de Janeiro, a mostra segue por Tanguá, Itaboraí, Búzios e Cabo Frio.
“Muitos bordados aqui presentes são referência a lugares que contam a história do Rio de Janeiro e reforçam os vínculos de pertencimento ao território habitado, como rios, montanhas, igrejas, estações de trem e casarões. Sendo assim, essa exposição cumpre um papel de criar pontes culturais entre os municípios fluminenses, entrelaçando suas memórias”, explica o professor de Antropologia da Uerj, Ricardo Gomes Lima, responsável pela curadoria da mostra junto a Marisa Silva.

Os outros dois ambientes da exposição são: “Um Bordado para Marielle”, que conta um pouco da história da vida e obra da socióloga, ativista e política brasileira Marielle Franco, e “Fios da Pequena África”, realizada por artesãos do Polo da Região Portuária, na Gamboa, também através do edital Retomada Cultural RJ 2.
Data de visitação: 29/01 a 1/03
Dias: segunda a sexta-feira
Horário: 10h às 16h
Local: Biblioteca Parque Estadual, Avenida Presidente Vargas, 1261, Centro
Curadores: Ricardo Gomes Lima e Marisa Silva
Realização: Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Fio às Cinco em Pontos e Polo da Região Portuária
Postado por SECEC-RJ em 26/jan/2024 -
Após três dias de debates em prol da política cultural fluminense, a 5ª Conferência Estadual de Cultura do Rio de Janeiro chegou ao fim. No último dia de encontro, realizado nesta quinta-feira (25/01), na UERJ – Maracanã, foram eleitos os delegados que vão representar o estado na 4ª Conferência Nacional de Cultura, que acontecerá entre os dias 4 e 8 de março, em Brasília. O evento foi realizado pela Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa (Sececrj).
“Foram três dias de intensa escuta e participação popular, com a sensação de dever cumprido. Entregamos uma das maiores conferências do país, garantindo logística, alimentação, acolhimento e sempre buscando o diálogo, nosso grande norte. Fica o sentimento de gratidão a cada pessoa envolvida neste processo”, afirma a secretária de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro, Danielle Barros.

A abertura da Conferência Estadual de Cultura, na terça-feira, no Teatro Riachuelo – Lapa, contou com participação do Ministério da Cultura (MinC) e do Fórum de Secretários e apresentação da Orquestra Harmônicos de Conservatória, que atua com educação musical para crianças e jovens das comunidades do distrito de Valença, no Sul do Estado. A cantora Juliana acompanhou o grupo. Durante o dia, foi feita a leitura e aprovação do regimento interno, com participação ativa dos delegados estaduais, que destacaram suas ideias e propostas.

Os dois encontros seguintes aconteceram na UERJ. Primeiro, na quarta-feira, os grupos de trabalhos foram divididos, de acordo com os eixos e segmentos, para discutir os rumos da cultura fluminense. O bloco Loucura Suburbana ficou responsável pela apresentação artística do dia. Já na quinta-feira, os participantes debateram as propostas que serão levadas à Conferência Nacional e realizaram a eleição dos delegados que representarão o estado do Rio de Janeiro. O Jongo da Serrinha fechou as atividades com uma grande apresentação de música e dança.
Foram realizadas 65 conferências municipais no ano passado e 3 intermunicipais, com o objetivo de mobilizar agentes culturais em todo o Estado, resultando em mais de 90% de adesão dos municípios participando do processo inicial, um marco histórico para o Estado do Rio. Em dezembro, a primeira etapa, de forma on-line, foi realizada e contou com três dias de diálogos temáticos abertos ao público, com transmissão ao vivo pelo YouTube.
A etapa presencial recebeu mais de 700 profissionais da cultura e determinou as ações que serão realizadas pelos próximos dois anos. O evento traçou diretrizes para a criação de políticas públicas que beneficiem várias áreas no setor cultural, como literatura, teatro, circo, dança, artes visuais, música, cultura tradicional, popular e indígena, audiovisual, museu e patrimônio cultural. As demandas locais, definidas no evento, serão apresentadas na 4ª Conferência Nacional de Cultura, que será realizada em março, após 10 anos de hiato.

Postado por SECEC-RJ em 25/jan/2024 -
Repleto de diversidade e singularidades regionais, o livro “Contos RJ – Um Olhar Sobre o Amanhã” será lançado nesta sexta-feira (26/01), às 15h, na Biblioteca Parque Estadual – Centro. A obra é fruto do Concurso Cultural de Contos realizado pela Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro (Sececrj), por meio da Superintendência de Leitura e Conhecimento, e a Imprensa Oficial do Estado, e reúne textos de 20 autores fluminenses em um formato de antologia.
“Premiar a literatura é também agradecer aos escritores pela companhia que seus textos proporcionam aos que procuram refúgio nas páginas dos livros. Poder contemplar esse segmento tão importante, que nos abraça em vários momentos da nossa vida, é um orgulho muito grande. Os leitores irão se surpreender com a pluralidade, a diversidade e as singularidades de cada obra, além de confirmarem o porquê do Rio de Janeiro ser o Estado mais criativo do Brasil”, ressalta a secretária de Estado de Cultura e Economia Criativa, Danielle Barros.

A chamada pública para seleção dos artistas foi realizada no primeiro semestre de 2023 e recebeu mais de 500 inscrições. Para atender de forma igualitária e democrática, foram selecionados dois candidatos de cada uma das dez regiões administrativas.
“Recebemos centenas de inscrições de todas as 10 regiões do Estado e, finalmente, iremos conhecer quem são os contos premiados e as pessoas por detrás dos textos. É muito importante perceber que essa iniciativa, de alguma forma, apresenta uma espécie de cartografia literária de todo o Rio de Janeiro, já que os 20 autores reunidos representam o Estado como um todo, através especificamente da qualidade de sua produção literária”, afirma o superintendente de Leitura e Conhecimento, Yke Leon.
Os textos inéditos foram criados dentro da temática “Um Olhar Sobre o Amanhã”, na modalidade “Conto”. Em parceria com a PublishNews, os contemplados receberam premiação de mil reais, além do espaço para a publicação de seu texto na edição física do livro, que foi produzido pela Imprensa Oficial do Estado.

“Estamos entregando a materialização de sonhos e inspirações. Que o livro ‘Contos RJ- Um Olhar Sobre o Amanhã’ possa tocar e sensibilizar os leitores e também, incentivar ainda mais esses escritores tão talentosos. A Imprensa Oficial apoia a cultura e enaltece a literatura como instrumento de cidadania”, explica Patricia Damasceno, presidente da Imprensa Oficial do Estado do Rio de Janeiro.
O livro não será comercializado e ficará disponível para doação a instituições interessadas em adquiri-lo. O contato deve ser feito através do e-mail seb@cultura.rj.gov.br. Os livros também ficarão disponíveis aos leitores nas Bibliotecas Parque do Centro, Manguinhos e Rocinha.
Biblioteca Parque Estadual
Data: 26/01
Horário: 15h
Endereço: Avenida Presidente Vargas, 1261, Centro