Postado por SECEC-RJ em 05/ago/2020 -
Um gesto de carinho mesmo à distância. Para aproximar as famílias que ainda seguem em isolamento social por causa da pandemia da Covid-19, o Histórias por Telefone vai prestar homenagens no Dia dos Pais, comemorado no domingo (9). A Superintendência de Leitura e Conhecimento, da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio (Sececrj), está sugerindo textos com a temática para os voluntários do projeto de contação de histórias, via telefone, para pessoas que estão afastadas dos seus familiares.
Criado em março, no início da pandemia do novo coronavírus, o Histórias por Telefone já recebeu mais de 7.901 inscrições (6.175 ouvintes e 1.726 voluntários). O projeto é voltado principalmente para os idosos, grupo de risco atualmente. Por isso, está sendo sugerido a temática nesta semana, com poemas, poesias e livros que façam referência aos pais.Um dos textos é da escritora e voluntária do projeto Cris Ávila, com “Sabe aquele pai”.
– Acredito muito no poder transformador do livro, incentivar o hábito da leitura através de histórias e poesias é mostrar aos pais no dia deles, que acreditamos em um mundo melhor – conta o superintendente de Leitura e Conhecimento da Sececrj, Pedro Gerolimich.
Por sua grandiosidade e num período em que o isolamento social ainda é necessário para o grupo de risco, o Histórias por Telefone segue buscando mais voluntários e ouvintes. Para participar do projeto, a pessoa deve fazer a inscrição no link informando alguns dados pessoais. O mesmo vale para quem quer ser voluntário.
– O Histórias por Telefone é um projeto muito importante nesse período de pandemia, levando sempre uma palavra para quem está precisando. Homenagear o Dia dos Pais vai ser mais um capítulo de projeto que merece parabéns – disse a secretária de Estado de Cultura e Criativa do Rio, Danielle Barros.
Quem quiser se inscrever para ouvir histórias ou indicar amigos e familiares que precisam de ajuda basta clicar aqui.
Se você quer ser um contador de histórias, basta clicar aqui.
Postado por SECEC-RJ em 04/ago/2020 -
O fomento à cultura em todo o estado mesmo em um período de pandemia da Covid-19. Pensando assim, a Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio (Sececrj) vem agilizando a liberação de patrocínio via Lei Estadual de Incentivo à Cultura. Até o momento em 2020, são 22 projetos incentivados com valor total de R$ 23 milhões. Entre eles está o Festival de Inverno de Nova Friburgo e Petrópolis, que terá um formato diferente neste ano.
Tradicional nas suas cidades, o evento terá alterações por causa da pandemia, como por exemplo apresentações online. As apresentações serão realizadas de quarta-feira (5) a domingo (9) pelo site. Serão mais de 80 atrações durante 11 horas diárias com ações educativas, música clássica, conteúdos didáticos, diálogos musicais, MPB, samba, orquestras e balés internacionais, jazz e instrumental.
– É importante ver um evento tradicional sendo realizado mesmo num período de pandemia proporcionando trabalho para os profissionais de cultura. Estamos conseguindo a liberação dos patrocínios via renúncia fiscal com muito planejamento, seguindo um trabalho transparente e correto – disse Danielle Barros, secretária de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio.
O festival se divide em faixas específicas, numa programação com mais de 80 atrações e onze horas diárias, que começa às 10h e termina às 23h, com shows, concertos, balés, talk shows, oficinas e entrevistas. O evento online é patrocinado pela Enel, via Lei Estadual de Incentivo à Cultura, da Sececrj, com apoio institucional da Prefeitura de Petrópolis e Prefeitura de Nova Friburgo e realização da Stretto Eventos.
A programação será ancorada pelo compositor Tim Rescala e a violinista Priscila Rato, direto do estúdio no Rio, convocando as apresentações (pré-gravadas, para garantir a qualidade do som) e interações (ao vivo) de grandes artistas, num desfile de obras que vão da renascença ao jazz e à MPB, além de incríveis espetáculos de dança.
Toda a programação pode ser conferida no site.
Postado por SECEC-RJ em 04/ago/2020 -
O governador Wilson Witzel e a secretária de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio, Danielle Barros, visitaram as obras do complexo de cinemas que está sendo construído em Cordeiro, na Região Serrana, nesta segunda-feira (3). A unidade faz parte do Cinema da Cidade – projeto realizado pela Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio (Sececrj) e Ancine – que vai construir ou reformar salas de cinema em municípios do interior do Rio: São Pedro da Aldeia, São Fidélis, Miracema e Bom Jardim também serão beneficiados.

No total, o investimento, que já estava disponível antes da pandemia do novo coronavírus, será de mais de R$ 18,750 milhões, dos Governos Federal e Estadual. Cordeiro é a primeira cidade a ter obras em andamento. O serviço foi retomado em junho, com a flexibilização do isolamento social da Covid-19. Todas as medidas de saúde necessárias estão sendo tomadas no local.
– Visitamos em Cordeiro as obras do primeiro cinema do projeto Cinema na Cidade, da Ancine e do Governo do Estado. Viemos consolidar o nosso compromisso de inaugurar essa obra e falar para os moradores da cidade que em fevereiro vai estar tendo aqui sessões de cinema 2D e 3D nessas salas novinhas – disse o governador Wilson Witzel.
O Cinema da Cidade – que integra o Programa Cinema Perto de Você – vai levar complexos de exibição de filmes em municípios de pequeno e médio porte (entre 20 mil e 100 mil habitantes) que não contam com salas de cinema comerciais. Cada complexo exibidor terá duas salas com capacidade total para 168 lugares – em Bom Jardim, já existe uma sala para 300 pessoas. Com isso, o setor audiovisual também vai movimentar a economia local com previsão da geração de pelo menos 300 empregos diretos e indiretos, com uma plateia de 80 mil espectadores por ano.
– Cada cidade vai receber um complexo de audiovisual com tecnologia de última geração. Ficamos felizes em ver que as obras em Cordeiro estão seguindo normalmente, com previsão de inaugurar em fevereiro. Vamos seguir fomentando cultura em todos os municípios do estado, sempre buscando parcerias e trabalhando com planejamento – conta Danielle Barros.
Postado por SECEC-RJ em 30/jul/2020 -
A união de forças e o diálogo aberto proporcionaram a manutenção de um capítulo da história do estado e do país com a preservação do Terreiro da Gomeia. Localizado em Duque de Caxias, o local, considerado sagrado para o candomblé, será preservado após comunicação do Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (Inepac), ao executivo municipal. A manutenção do espaço foi tema de conversa entre a Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro e representantes do Terreiro da Gomeia.
A decisão atende às reivindicações de movimentos religiosos e populares e respeita o Processo de Tombamento realizado pelo Inepac, instituto ligado à Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio (Sececrj). Inicialmente, o governo municipal anunciou a construção de uma creche para o local mas, agora, transferiu para outro área da cidade.
O tombamento do espaço está em estado avançado, com sua pesquisa histórica concluída e aguardando a análise arquitetônica, que não foi iniciada devido ao isolamento social pela pandemia da Covid-19.
– O Inepac celebra junto a todos os seguidores e herdeiros de Joãozinho da Gomeia a percepção da Prefeitura de Caxias de que o local do Terreiro da Gomeia é muito mais do que um terreno ou uma área geográfica. Desde de maio de 2019, o Inepac estabeleceu que o engrandecimento do Patrimônio Imaterial seria uma meta de gestão. Ressaltamos o trabalho da secretária Danielle Barros por incentivar e apoiar a todas as iniciativas que empreendemos no sentido de valorizar as culturas populares e as formas mais autenticas de nossa cultura – disse o diretor-geral do Inepac, Claudio Prado de Mello.
Em seu site oficial, a Prefeitura de Duque de Caxias anunciou que “irá cuidar e fazer a manutenção do terreno, com o objetivo de respeitar as vivências e as experiências religiosas de toda a população, em especial dos praticantes das religiões de matriz africana da cidade”.
O Terreiro da Gomeia é um dos marcos para o reconhecimento das religiões de base africana no país, tendo sido um espaço com trajetória singular funcionado de 1951 até 1971, quando Joãozinho da Gomeia morreu. O local contribui muito para a memória cultural e valoriza o patrimônio de importantes grupos que formam a sociedade brasileira.
Postado por SECEC-RJ em 24/jul/2020 -
A secretária de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio, Danielle Barros, vai participar de um bate-papo com os selecionados do edital Cultura Presente nas Redes, na próxima segunda-feira (27), às 18h, com transmissão simultânea no facebook e youtube da Sececrj. Na conversa, detalhes e possíveis dúvidas sobre a exibição dos 1,5 mil projetos selecionados nas plataformas digitais, que teve início nesta semana e segue nos próximos dois meses. Para representar os vencedores do edital, a live terá três convidados: Sirlei de Souza (projeto Kamanafrica), João Company (Nossa Úlltima call) e Carolina Chaves (Chora-Mulheres na Roda).
O edital foi lançado em abril, com o objetivo de auxiliar os profissionais da Cultura durante a pandemia da Covid-19. Na live, Danielle Barros também vai explicar a importância da regulamentação do uso do Fundo Estadual de Cultura após 22 anos, que destinou o investimento de R$ 3,750 milhões para o Cultura Presente nas Redes. O edital recebeu exatamente 6.149 inscrições de fazedores de cultura de todas as regiões do estado. Cada produção selecionada recebeu R$ 2,5 mil.
– Em um período de pandemia, conseguimos regulamentar o uso do Fundo Estadual de Cultura que foi determinante para as ações de auxílio aos fazedores de cultura. Conversar com os selecionados do Cultura Presente nas Redes será importante para apresentar as conquistas da nossa equipe nos últimos meses, sempre buscando fomentar a cultura em todo o estado – disse Danielle Barros.
Os projetos do Cultura Presente nas Redes vão movimentar as plataformas digitais com trabalhos nas áreas de música, literatura, artes visuais, audiovisual, dança, teatro, circo, moda, museus, cultura alimentar e expressões culturais populares inéditas.
O bate-papo também vai contar com a apresentação das ações realizadas durante a pandemia da Covid, como a campanha Cultura Solidária, que já ajudou mais de 7 mil famílias de profissionais do setor. Além dos projetos Histórias por Telefone e Rota da Leitura, que alcança números relevantes no estado.
Postado por SECEC-RJ em 21/jul/2020 -
Luz, câmera, ação! A Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio (Sececrj) abriu o período de exibição dos 1,5 mil projetos do Cultura Presente nas Redes nas plataformas digitais a partir desta segunda-feira (20). Os proponentes terão dois meses para realizarem as apresentações, seguindo todas as orientações do edital, que teve como objetivo auxiliar os profissionais da área durante a pandemia da Covid-19.
Lançado em abril, o Cultura Presente nas Redes recebeu exatamente 6.149 inscrições de fazedores de cultura de todas as regiões do estado. Cada produção recebeu R$ 2,5 mil, tendo um investimento total de R$ 3,750 milhões. A ação só foi possível após a regulamentação do uso dos recursos do Fundo Estadual de Cultura, que estava sem ser usado há mais de 20 anos.
– Apesar do momento delicado em todo o mundo, a cultura não pode parar. Os profissionais precisam tirar o seu sustento e, pensando nisso, realizamos esse edital. Um planejamento realizado com muito trabalho da nossa equipe para fomentar cultura em todo o estado. Estamos ansiosos por essas apresentações de alto nível que vai levar entretenimento para todos – disse a secretária de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio, Danielle Barros.
Serão dois meses de muita diversão nas redes sociais, com projetos nas áreas de música, literatura, artes visuais, audiovisual, dança, teatro, circo, moda, museus, cultura alimentar e expressões culturais populares inéditas, exclusivamente realizadas no âmbito do Estado do Rio de Janeiro.
Com o sucesso do Cultura Presente nas Redes, a Sececrj estuda a possibilidade de realizar outros editais. “Apesar da flexibilização, a pandemia ainda não acabou e a cultura continua sendo muito afetada. Por isso, nossa equipe realiza um planejamento para novas ações”, completa Danielle Barros.
Postado por SECEC-RJ em 20/jul/2020 -
O Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (Inepac) realizou um mapeamento de monumentos históricos no Norte e Noroeste Fluminense na última semana. A ação faz parte da abertura do escritório técnico do instituto em Campos, que vai ser responsável pelo acompanhamento da preservação histórica nas duas regiões. A equipe também esteve nas cidades de Miracema, São Fidélis e Santo Antônio de Pádua. A previsão é que a inauguração do espaço seja realizada em setembro e outras visitas serão agendadas nos próximos meses.
Representando a Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio, Claudio Prado de Mello, diretor-geral do Inepac, se reuniu com a gerente do Museu Histórico de Campos, Graziela Escocard, e o presidente do Instituto Histórico e Geográfico de Campos dos Goytacazes, Genilson Soares. O escritório será instalado no Museu, que é um equipamento municipal da Fundação Cultural Jornalista Oswaldo Lima.
– As regiões Norte e Noroeste necessitavam de um escritório do Inepac para a auxiliar na preservação dos monumentos históricos. São áreas ricas e que sofrem com o passar dos anos. A secretária Danielle Barros foi muito sensível a causa e autorizou a instalação do escritório, em um movimento estadual para o resgate da história fluminense – disse Cláudio Prado de Mello, diretor do Inepac.
No total, a equipe visitou cerca de 150 bens nos municípios das regiões Norte e Noroeste. Em alguns casos, o abandono foi visto e será acompanhado mais de perto com a instalação do escritório. Inicialmente, em Campos, o Inepac vai abrir o processo para o tombamento do Solar dos Airizes, conhecido como a “A Casa da Escrava Isaura”. Também já está concluído o processo de tombamento do Mercado Municipal. A expectativa é que a entrega seja realizada no dia 15 de setembro, quando o prédio completa 99 anos.
– O escritório técnico do Inepac na região é um pedido antigo do município de Campos. Nesta gestão vamos colocar em funcionamento. Ressaltamos a parceria com a Prefeitura de Campos, que cedeu a estrutura para a instalação. Ficamos felizes por entender que a defesa do patrimônio histórico deve ser feita em todo território fluminense – conta Danielle Barros, secretária de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio.

Postado por SECEC-RJ em 17/jul/2020 -
Com o planejamento de fomentar a cultura em todo o estado, a Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio (Sececrj) liberou o incentivo para mais cinco projetos via Lei Estadual de Incentivo à Cultura na edição do Diário Oficial do Estado desta sexta-feira (17). Do total, três produções são do interior (Rio das Ostras Jazz e Blues Festival 2020, Caravana da Leitura e do Autor Fluminense e Festival de Inverno de Petrópolis e Nova Friburgo) e duas na capital (O Astronauta e Bem no Meio). Ainda no período de pandemia da Covid-19, a autorização injeta aproximadamente mais de R$ 2 milhões no setor cultural.
Apenas em 2020, através de renúncia fiscal, a Sececrj chegou a 22 projetos incentivados com valor total de R$ 23 milhões. Além de movimentar a cadeia produtiva da Cultura, com a fase de produção dos projetos, a liberação também contribui com o Fundo Estadual de Cultura (FEC). Seguindo a Lei Estadual de Incentivo à Cultura, 1/5 do total é destinado ao FEC – atualmente R$ 3,8 milhões do montante.
– Com muito trabalho e planejamento, estamos conseguindo liberar essas autorizações para produções culturais em todo o estado do Rio num período de pandemia, que todos sabem como é difícil para o setor. Hoje, conseguimos fazer o que a Lei Estadual de Incentivo à Cultura determina, que é proporcionar fomento a todo o estado, levando oportunidade para profissionais e o público no geral – disse Danielle Barros, secretária de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio.
Rio das Ostras Jazz e Blues Festival 2020 – É um festival de jazz e blues que está em sua 17ª edição na cidade de Rio das Ostras, na Região dos Lagos. O evento conta com com os melhores instrumentistas e intérpretes nacionais e internacionais da atualidade que tem como proposta de realização o mês de dezembro, caso seja liberado o isolamento social.
O Astronauta – É uma peça teatral que conta a história de um astronauta que é enviado para o espaço em uma missão quase suicida, levando este homem a uma longa jornada interior com reflexões sobre a existência humana, onde o elemento que ameaça a nossa humanidade não vem mas de fora, mas foi criado por nós, seja na figura de um desastre ambiental, de uma tecnologia que manda na sua vida ou de um regime autoritário que apoiamos, buscando assim, o diálogo entre ciência e arte, despertando o interesse da população sobre questões relacionadas à ciência e à tecnologia e promovendo ações que possam ser repensadas no que diz respeito às condições naturais do planeta terra, assim como à relação com o outro.
Bem no Meio – Espetáculo teatral que será realizado no Oi Futuro Flamengo, que canta e conta a jornada de Bem, uma menina que está exatamente entre seus dois pais no processo de separação do casal.
Festival de inverno de Petrópolis e Nova Friburgo – Realizações nas cidades de Petrópolis e Nova Friburgo de apresentações de concertos de música instrumental e erudita, grupos de dança e teatro, oficinas que contemplará a população com palestras e atividades culturais ligadas a música.
Caravana da Leitura e do autor Fluminense – É uma ação de circulação literária em municípios do estado do Rio de Janeiro. Tem como estratégia democratizar o acesso a leitura e o livro além de estimular o contato direto com autores fluminenses.
Postado por SECEC-RJ em 16/jul/2020 -
A Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio (Sececrj) assinou um convênio com a RioFilme e o Centro Técnico Audiovisual (CTAv) de apoio a produção de projetos de audiovisual. Neste primeiro momento, o auxílio técnico e de equipamentos será para duas produções selecionadas no RioMarket de 2019, durante o Festival do Rio: “Veias abertas” e “Mais Views”. Utilizando a estrutura já existente nos órgãos, a parceria inédita vai disponibilizar serviços que custariam aproximadamente R$ 500 mil.

A iniciativa é vista como um plano piloto para uma parceria maior para fomentar o audiovisual em todo o estado. A ideia é oferecer serviços fundamentais, desonerando as produções, e também para capacitar os profissionais da área e ocupação de aparelhos públicos. Neste primeiro acordo assinado, a Sececrj vai oferecer o estúdio para gravação de voz/instrumentos/trilhas, bem como o apoio através da Rio Office Film Commission para disponibilizar espaços de Estado que sirvam de locação para as gravações dos projetos selecionados.
– É com diálogo e união que a cultura está se fortalecendo em todo o estado do Rio. O convênio inédito assinado com a RioFilme e o CTAv vai fomentar as produções de audiovisual, sem gastos extras por parte dos órgão públicos, pois a estrutura já existe. O estúdio de gravações da Secretaria de Cultura possui uma tecnologia moderna, oferecendo uma produção profissional – disse Danielle Barros, secretária de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio.
No primeiro convênio, o CTAv vai disponibilizar câmeras de cinema de ponta com qualidade (Kit Alexa), cópia final em Digital Cinema Package (DCP) em versões com e sem legenda e oficina de capacitação em operação de câmera e áudio. Já a RioFilme fica responsável pelo know-how da Film Commission para locações, espaço físico dentro do órgão para base de produção de escritório das produções e parceria de distribuição.
“Veias abertas” de Fernando Mamari – Ficção (100 min.)
Conta história da Guerra do Paraguai na visão de um africano (escravo) que é obrigado a participar da guerra em troca de sua liberdade. Ele se junta a um português e um índio que juntos conduzem um pelotão de 10 homens para ir à guerra, vencem, e o africano ganha sua liberdade. A tríplice amizade perdura quando o africano sem saber o que fazer com a liberdade forma uma “Polícia Real” para resolver questões da realeza. O português precisa aniquilar um povoado quilombola onde, por coincidência, reside um irmão do africano. O africano atira no português quando este mirava com sua espingarda seu irmão para provocar sua morte. O irmão foge. O africano leva o português a uma curandeira que salva sua vida. Em gratidão, a amizade continua e eles voltam para a “Polícia Real” que é originária, implicitamente, da atual Polícia Militar do Rio de Janeiro.
“Mais Views” de Silvio Andrade da Verama Filmes – Suspense (80 min.)
Uma jovem introvertida fará de tudo para ser a mais nova estrela da Internet, mesmo que para isso ela precise sacrificar sua sanidade. Inspirado em fatos reais, a história narra a vida de um casal, Elisa e Roberto, que exibe sua rotina em um vlog on-line. Influenciada pelos seguidores, Elisa posta vídeos cada vez mais perigosos e controversos, o que vai contra a vontade de Roberto. Em uma crescente obsessão pela fama, ela começa a perder contato com a realidade, revelando um misterioso passado de abuso, que vai botar em risco sua vida e das pessoas a sua volta. Tudo por mais views.
Postado por SECEC-RJ em 15/jul/2020 -
Cenário conhecido em todo o mundo, o Parque Lage é, há décadas, um dos mais belos cartões postais do Rio de Janeiro. Aos pés do Morro do Corcovado, o equipamento – ligado à Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio (Sececrj) – atrai cariocas e turistas para os seus 52 hectares que une a floresta fechada e o contexto urbano. Nesta quarta-feira (15), quando completa uma semana da reabertura na flexibilização do isolamento social da Covid-19, um fato especial: 55 anos do seu tombamento, o primeiro feito pelo estado Rio, que foi fundamental para a preservação da história do espaço.
O tombamento número 03/300.290/1965, Dec.”E”788, de 15.07.1965 garantiu a manutenção do Parque Lage com suas características originais e iniciou o processo para o mesmo em outros monumentos do estado. Na década de 1950, foi iniciada uma especulação imobiliária que cogitava lotear o terreno do Parque Lage. A intervenção estadual encerrou o movimento, mantendo intactos jardins, florestas, grutas, torreão, lagos, represas, ruínas de um mirante e o Palacete, que completa 100 anos de construção em 2020.
– O Parque Lage constitui um esplêndido conjunto arquitetônico representativo da arquitetura eclética de influência italiana do início do século XX. Mas por trás desse conjunto, o local em si reúne alguns dos mais significativos contextos da história do Rio de Janeiro. Chegar aos 55 anos do tombamento desse bem tão importante para o estado é realmente uma grande satisfação e cabe sempre lembrar que o Parque Lage foi o primeiro tombamento da Divisão do Patrimônio Histórico e Artístico da Guanabara, que é o órgão precursor do Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (Inepac) – conta Claudio Prado de Mello, diretor-geral do Inepac.
Inicialmente um engenho de açúcar, ao longo do tempo, a área do Parque Lage foi de propriedade de diferentes famílias tradicionais do Rio de Janeiro. Entre o final do século XIX e início do XX, o amor de um casal abrilhantou a história da região. Herdeiro da chácara da Cabeça, o empresário Henrique Lage construiu o famoso Palacete para a sua mulher, a cantora lírica italiana Gabriella Bezanzoni.
O imóvel virou um espaço de eventos da sociedade carioca. Após a morte de Lage em 1941, como não tinha filhos, seguindo as leis da época, a União incorporou o terreno, deixando a viúva, uma estrangeira, sem a sua herança. De volta à Itália, Gabriella trabalhou como professora de canto, realidade bem distante da vivida no Rio.
– O estado teve uma participação muito importante na preservação da história do Parque Lage com esse tombamento. Uma história muito rica, digna de roteiro de filme, com idas e vindas. Até hoje, o Parque Lage mantém seus jardins, o Palacete e a temática cultural, assim como sonhava o casal Henrique Lage e Gabriella Bezanzoni – disse o arquiteto Manoel Vieira.
Há uma semana, o Parque Lage reabriu as suas portas após quase quatro meses fechado como medida preventiva de combate ao contágio do novo coronavírus. Até esta terça-feira (14), o espaço recebeu 2.188 visitantes seguindo todas as recomendações das autoridades de saúde.
O funcionamento é de 10h às 16h, de segunda-feira à domingo. Os cuidados começam logo na entrada principal, a única que está funcionando. Os visitantes só podem entrar com máscaras e têm a temperatura aferida. Há um limite de 200 pessoas acessando o parque por hora. O Palacete também reabriu limitando-se a entrada de 100 pessoas por vez.
– O Parque Lage possui uma história muito rica, que está sendo preservada por décadas. Por isso, segue sendo um dos pontos turísticos mais visitados do Rio, além de abrigar a Escola de Artes Visuais, mantendo viva também a essência cultural do espaço – disse a secretária de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio, Danielle Barros.
