Postado por Gabriel Saboia em 20/abr/2021 -
A Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro (Sececrj) prorrogou os prazos para apresentação do relatório de execução dos projetos da Lei Aldir Blanc (Lei n° 14.017/2020). A nova data, válida para as seis chamadas públicas, passa para o dia 30 de novembro para a execução e até o dia 31 de dezembro para a comprovação da execução financeira dos projetos.
A prorrogação foi possível após a publicação do Decreto 10.683/2021 do Governo Federal, que ampliou o prazo para execução dos recursos da Lei Aldir Blanc em todo país.

Em virtude do agravamento da pandemia, onde muitos projetos culturais que estavam agendados para serem realizados não poderão ser realizados e visando a preservação a vida e cuidado com os nossos artistas, ter a garantia do Governo Federal da ampliação do prazo é uma importante vitória do setor cultural, que foi tão importante para todos neste período de isolamento social. A Lei Aldir Blanc é uma vitória e os artistas precisam de tempo para produzir sua arte
afirmou a Secretária de Estado de Cultura e Economia Criativa, Danielle Barros.
Com a prorrogação, os editais os editais “Retomada Cultural RJ”, “Juntos Pelo Circo RJ”, “Cultura Viva RJ”, “Fomenta Festival RJ”, “Cultura Presente RJ” e “Passaporte Cultural RJ”, passam a ter cronograma unificado, e não será mais necessário solicitação para alteração de cronograma, ele ficará automaticamente aprovado. Serão aceitas novas alterações para ajuste de ações e adequação orçamentária. O proponente poderá solicitar até três readequações, duas delas no decorrer da execução do projeto, sendo a última exclusiva para remanejamento de possíveis sobras de valor das rubricas e utilização de rendimentos. No caso de alteração no formato das ações, o proponente poderá solicitar até duas alterações dentro do prazo de execução do projeto, ficando todos os projetos estabelecidos com previsão final de execução em 30 de novembro e de comprovação do objeto até o dia 31 de dezembro de 2021.
Aos proponentes que já realizaram seu projeto cultural e estão na fase de prestação de contas a Secretaria preparou um módulo específico no Desenvolve Cultura para a apresentação do Relatório de Execução do Projeto dividido em duas partes: comprovação do objeto e comprovação financeira do projeto contemplado.
O módulo é válido para os editais Retomada Cultural, Fomenta Festival, Juntos Pelo Circo e Cultura Viva. Para comprovação de execução do edital Passaporte Cultural, basta o preenchimento do Relatório de Execução do projeto (Anexo 6). Já a chamada pública Cultura Presente RJ a prestação é através do preenchimento do Relatório de Execução de Contrapartida (Anexo 5).
A Secretaria preparou ainda um guia para auxiliar os proponentes na fase de comprovação de execução de projetos. Para acessar basta clicar aqui.

A Lei Aldir Blanc destinou R$ 3 bilhões para o setor cultural brasileiro. Para o Estado do Rio o montante repassado foi de pouco mais de R$ 104 milhões, divididos entre pagamento de renda emergencial para 1699 fazedores de cultura no valor de R$ 3 mil e ainda os seis editais de premiação para 2400 projetos culturais destinados a circos, pontos de cultura, além instrumentos de fomento para companhias, espaços artísticos e grupos culturais.
Postado por SECEC-RJ em 14/abr/2021 -

Lucienne Figueiredo, Superintendente de Museus e Coordenadora do Sistema Estadual de Museus da SECEC, ressalta que a pandemia lamentavelmente fechou os espaços para o público, mas obrigou instituições a criarem conteúdo virtual
– De que forma a Superintendência de Museus ajuda na formulação de políticas públicas voltadas para o setor?
– A função da Superintendência é de prestar auxílio e assessoramento aos museus do Estado do Rio e ao mesmo tempo é o setor da SECEC responsável formulação das políticas para os equipamentos culturais que lidam com acervos, patrimônios e memória. Grande parte das nossas atividades é fruto de demandas espontâneas das instituições públicas ou privadas que nos chegam, principalmente pedindo orientações. Mas também atuamos formulando diretrizes para os museus fluminenses e criando instrumentos para a capacitação do corpo técnico desses lugares, como oficinas, seminários e fóruns. Estamos alinhados com a Política Nacional de Museus, gerida pelo Ibram (Instituto Brasileiro de Museus).
– Como os museus do estado atuaram durante a pandemia e como a superintendência ajudou-os a lidar com o problema?
– Os museus enfrentaram muitos desafios nesse período. O primeiro deles foi manter atividades essenciais em funcionamento com a necessidade de afastamento de parte dos funcionários. O quadro funcional dos museus já é na maioria das vezes reduzido e funcionários que estão no grupo de risco para a Covid não podem exercer o trabalho presencial. Mas as instituições fizeram o possível para garantir a manutenção e a segurança dos museus, mesmo com o fechamento para o público. Nossa orientação foi principalmente no sentido de manter a higienização dos acervos e procurar na medida do possível disponibilizar conteúdos online para o público.
– E qual sua avaliação dessa tendência?
– Alguns museus já tinham investido na digitalização dos acervos e tinham até conteúdos disponibilizados online. Para esses, criar uma visita virtual foi mais fácil. Mas muitas instituições tiveram que começar do zero. Acredito que praticamente todos os museus do estado avançaram bastante nesse quesito. É uma vertente que veio para ficar, mesmo depois do fim da pandemia. Afinal, uma coisa não exclui a outra. A experiência de ver uma exposição pessoalmente é insubstituível, mas a internet facilita a difusão das informações para os lugares mais distantes, desde que feito com qualidade técnica. O Museu Histórico de Campos, a Casa do Colono, em Petrópolis, e o Museu de Astronomia do Rio são exemplos de instituições que criaram belas exposições virtuais.
– Quando os museus estarão preparados para a reabertura?
– Acredito que paulatinamente à medida que a Covid for dando trégua. Alguns museus no Rio reabriram no início do ano, como o MAM, o MAR e o Museu do Amanhã, e o Paço Imperial também reabrirá com nova exposição. Outros museus retomaram atividades em seus jardins e alguns estão se organizando para isso, pois são locais de menor risco de transmissão e que proporciona bem estar aos seus visitantes. A reabertura só pode ocorrer mediante a adoção de protocolos rígidos de segurança. Tudo tem que ser feito com muita responsabilidade. As visitas em grupo, que são muito comuns, terão que atender um número menor de pessoas por grupo, por exemplo. Os horários também terão que ser reduzidos. Mas acredito que a partir de agosto, museus maiores possam começar a abrir aos visitantes.
– O uso da tecnologia é um imperativo para os museus hoje em dia?
– A tecnologia é muito bem-vinda, mas não obrigatoriamente tem que estar massivamente nos museus. O MAR e o Museu do Amanhã foram criados mais ou menos na mesma época. Enquanto o primeiro tem um formato mais tradicional na sua concepção museográfica, o outro tem bastante uso de recursos tecnológicos. Mas ambos são muito visitados. Os mais jovens são bastante atraídos pela interatividade, mas nem sempre há recursos financeiros para a manutenção desses equipamentos. O mais importante é a mediação correta para que o museu cumpra sua função de transmitir conhecimento e promover uma reflexão crítica por parte do visitante
– Que radiografia a senhora faz da rede de museus do estado?
– Apesar da importância do Estado do Rio para a Cultura no país, cerca de metade dos municípios fluminenses não tem qualquer museu. Temos que mudar esse quadro. Também seria interessante adotarmos uma política de aquisição de acervos, mas há limitações orçamentárias. Os museus dependem muito de doações para ampliar suas coleções. Estamos organizando o V Fórum de Museus do Estado do Rio de Janeiro, que será realizado em setembro, para discutir os desafios que a pandemia trouxe para os museus e o aprimoramento técnico do setor.
Postado por SECEC-RJ em 07/abr/2021 -
Com o objetivo de aproximar ainda mais a Secretaria de Cultura do Estado dos artistas, foi criada a Subsecretaria de Integração Cultural. Isabela Castro, que assumiu a função de fazer a interlocução em todo território fluminense, contou um pouco mais sobre os objetivos da pasta.

– Como a realização de ações coordenadas pode gerar frutos para o setor cultural?
– A Subsecretaria de Integração Cultural foi criada justamente para possibilitar esse suporte aos fazedores de cultura e buscar criar as conexões tão necessárias para que projetos variados possam ser desenvolvidos. Os produtores e artistas estão espalhados pelo Estado do Rio contribuindo de forma intensa para a riqueza cultural fluminense e levando entretenimento para a população. O que eles mais precisam é serem ouvidos, poderem mostrar suas necessidades e encontrar formas de serem mais beneficiados pelas políticas públicas. Estamos dando essa oportunidade e criando essa diretriz de proximidade, diálogo e parceria com os artistas.
– Em que medida as iniciativas criadas por lideranças ou pessoas comuns estão dando resultado?
– Há muitos projetos que estão dando certo e beneficiando muita gente, mesmo que não tenham muita visibilidade. Mas o ganho para as pessoas e o impacto para o seu território é incrível. Vou dar o exemplo de uma biblioteca comunitária em Parada Angélica, em Duque de Caxias. A iniciativa já ajudou na formação de muitos estudantes. Hoje em dia, pessoas que estudaram com o auxílio daquele espaço estão indo lá para dar aula para os mais novos. O poder público não pode ficar alheio e tem que potencializar essas ações. Então o nosso trabalho na integração é encontrar, dialogar e aproximar o poder público de toda e qualquer iniciativa cultural.
– Como alavancar a cultura para fomentar a geração de emprego e renda para as pessoas em todo estado?
– Acredito que unir forças é fundamental para fortalecer a cultura, a preservação do patrimônio e gerar empregos. Temos um estado rico em história e isso deve ser potencializado. O município onde eu moro, Magé, é um exemplo do enorme potencial do nosso patrimônio. Há muito tempo há um projeto de resgatar a importância de Garrincha para o distrito de Pau Grande, que deveria ter um museu em sua homenagem. Atrairia muitos visitantes, geraria renda e emprego para as pessoas. A cidade tem a primeira linha férrea do Brasil, bem como outros bens importantíssimos. Por isso, com vontade política e união entre a iniciativa privada e o poder público as coisas podem acontecer.
– É possível fazer cultura em qualquer espaço? De que forma a Secretaria ajuda os artistas para que a arte aconteça?
– Sabemos que alguns municípios são carentes de equipamentos como museus, cinemas ou bibliotecas e a SECEC está fazendo sua parte para democratizar mais o acesso a esses bens. No entanto, é possível sim realizar eventos e atividades diversas nos espaços disponíveis. A Lei Aldir Blanc nos mostrou isso, seja através das plataformas digitais, ou ocupação temporária de espaços públicos. Recentemente em Magé foi realizado o “Fomenta Festival”, que reuniu artistas e bandas de rock e MPB e foi muito bem organizado. É sobre isso. Ouvir os fazedores de cultura, debater em conjunto, encontrar soluções. É dialogar para construir caminhos.
Postado por SECEC-RJ em 05/abr/2021 -

O Centro Cultural João Nogueira, o Imperator, no Méier, passará a funcionar também como ponto de vacinação contra a Covid-19, a partir das 8h desta terça-feira (06). O serviço público está sendo proporcionado através de uma parceria entre a Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa, que administra o espaço, com a Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro. O endereço é Rua Dias da Cruz, 170.
Nesta terça-feira, a vacinação é voltada para homens de 66 anos e profissionais de saúde de 58, além de quem está no prazo para tomar a segunda dose. Os profissionais de saúde são os da área assistencial: médicos, enfermeiros, nutricionistas, fisioterapeutas, farmacêuticos, dentistas, fonoaudiólogos, psicólogos, assistentes sociais, professores de educação física, veterinários, entre outros.
Os profissionais devem se dirigir ao ponto de vacinação no dia destinado a sua faixa etária, exclusivamente no período da tarde, das 13h às 17h, levando a carteira de seu conselho de classe. Outras informações podem ser obtidas pelo site coronavirus.rio.
Postado por SECEC-RJ em 01/abr/2021 -
A Secretária de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro, Danielle Barros, concedeu nesta quinta-feira (1), entrevista para a Rádio Roquette Pinto.
Na conversa, a secretária falou sobre a aplicação da Lei Aldir Blanc. A Secretaria de Cultura recebeu do Governo Federal cerca de R$ 105 milhões e já fez o pagamento de todo recurso para 2400 projetos culturais e também fez o pagamento da renda emergencial da cultura para 1699 projetos.
Clique no player e saiba mais.

Postado por SECEC-RJ em 31/mar/2021 -
Vitor Corrêa, subsecretário de Planejamento e Gestão da SECEC, faz balanço da execução da Lei Aldir Blanc e de outros projetos do órgão

– Que balanço o senhor faz da execução da Lei Aldir Blanc no Estado do Rio?
– A execução da Lei Aldir Blanc no Rio de Janeiro foi realizada seguindo critérios de total transparência e participação social, sem perder de vista a obtenção de resultados que impactassem positivamente a vida dos fazedores de cultura. Afinal, foi um dos setores mais prejudicados pela pandemia e precisava dessa verba emergencial. Por isso, ficamos muito satisfeitos com o recente balanço divulgado pela Secretaria Especial de Cultura, Ministério do Turismo, que coloca o Estado do Rio de Janeiro nas primeiras posições do Brasil, com 99,6% dos recursos executados. Foram aproximadamente R$ 105 milhões destinados a 2.340 projetos, abrangendo todos os segmentos da Cultura e 72 municípios fluminenses. Se levarmos em conta que cada projeto envolve um grupo entre 15 a 50 pessoas, podemos afirmar que o impacto foi muito significativo.
– Como a SECEC vem atuando para que os municípios também tenham bons resultados na aplicação da Lei Aldir Blanc?
– Os 92 municípios fluminenses também tiveram um excelente desempenho. Tanto que, em termos proporcionais, ficaram em terceiro lugar em todo o País com relação à execução dos recursos. Realizamos diversas reuniões e os técnicos da Secretaria ficaram à disposição para ajudar, desde as tratativas e entendimento sobre a aplicação dos recursos até a elaboração dos editais e a prestação de contas. Mas os municípios têm seus méritos pelos resultados. O intenso esforço de cada um dos gestores está valendo a pena!
– Em que medida a prorrogação dos prazos da Lei é importante?
– Para entender a Aldir, temos que avaliar sob o viés de quem produz cultura e do público também. Acreditamos que o melhor seria prorrogar a realização dos projetos culturais contemplados até o meio do ano, porque assim teríamos condições de um espaçamento maior entre a formidável oferta de atrações. Isso é importante principalmente devido ao agravamento da pandemia, que está obrigando as produções a adotarem mecanismos de produção online e não é interessante tantas lives e conteúdos digitais disponibilizados num intervalo curto de tempo. O Governo Federal já sinalizou que sairá decreto, em breve, propondo novo calendário, aí será possível adotar aqui também no Estado.
– Como outros projetos da SECEC podem ajudar a manter o setor cultural vivo nesse período difícil?
– Importante considerar que, em 2020, a Secretaria aplicou mais de R$ 190 milhões em favor da cultura fluminense, considerando os recursos da Lei Aldir Blanc (R$ 105 milhões), da Lei Estadual de Incentivo à Cultura (R$ 81,5 milhões) e do Fundo Estadual de Cultura (R$ 3,7 milhões). E salvamos nossos convênios federais com a Ancine para implantação de complexos de audiovisual no interior, com mais de R$ 20 milhões. Em Cordeiro, as obras estão bem avançadas e os trabalhos vão começar, ainda este semestre, em São Fidélis, São Pedro D’Aldeia, Miracema e Bom Jardim. Nesse espírito, estamos cuidando agora também de outros dois convênios federais: Padec (Programa de Apoio ao Desenvolvimento Cultural dos Municípios) e Pontos de Cultura, ambos com saldo em conta. Será necessário regularizar as pendências administrativas, como prestação de contas, para que possamos propor o uso dos recursos, repactuando novos programas de trabalho.
– O que a Secretaria planeja lançar este semestre ainda?
– Estamos finalizando dois editais de fomento ao carnaval, que vão destinar R$ 4 milhões para este segmento tão importante para a cultura fluminense. Trabalhamos também em outros dois importantes projetos: o Passaporte Cultural, de acesso à cultura e formação de plateia, com sistema eletrônico para distribuição de ingressos/entradas a atrações financiadas pela Secretaria; e a Escola da Cultura, para ofertar oficinas e cursos para que todos os fazedores de cultura possam buscar financiamento para seus projetos.
– Como a atual gestão pode ser caracterizada?
– A atual gestão da Secretaria se pauta por três pilares. O primeiro deles é a necessidade sistemática de apresentar resultados que transformem a vida das pessoas. A execução da Lei Aldir Blanc é um exemplo disso e o esforço pela democratização da Lei de Incentivo, outro. Estamos preocupados com a entrega que estamos dando à sociedade, nosso dever diário. Outro princípio é o da transparência dos atos. Por isso, todas as ações, programas e políticas têm suas informações divulgadas no site, com elaboração prévia de instrumentos oficiais. O terceiro pilar é o da participação social. Temos nos pautado pelo diálogo frequente com os diversos setores da sociedade, como a Alerj, os fóruns de cultura, sindicatos e grupos organizados. Prova disso foi o esforço para realizar a eleição do Conselho Estadual de Políticas Culturais, mesmo em tempo de pandemia. A política implementada pela Secretaria é de aproximação e afeto junto aos fazedores de Cultura. Nossa preocupação é fazer com que as políticas públicas para a Cultura impactem a vida das pessoas.
Postado por SECEC-RJ em 27/mar/2021 -
Atividade procura conciliar atrações antigas com inovações para se adaptar aos novos tempos

O Dia do Circo, comemorado nacionalmente todo 27 de março, é uma homenagem ao palhaço Piolin. O nome artístico foi utilizado pelo paulista Abelardo Pinto (1897-1973), que dedicou a vida inteira aos picadeiros. A data foi escolhida por ser seu dia de nascimento e vem sendo marcada para valorizar todos os profissionais dessa atividade cultural.
Os primórdios da tradição circense remontam ao período da Antiguidade e formato parecido com o que conhecemos atualmente já existia no Império Romano. Tamanha tradição não impede que o circo venha se modificando e incorporando recursos modernos. Que o digam grupos que atuam no Rio de Janeiro.
Apesar das dificuldades enfrentadas por conta da pandemia, as companhias vêm lutando para manter sua coesão. A Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa apoiou 17 grupos circenses no âmbito da Lei Aldir Blanc. Um dos beneficiados foi o Estoril, que apresenta espetáculo neste fim de semana em Magé, na Baixada Fluminense (Estrada do Contorno, na altura do km 41).
A companhia conta com um total de 62 pessoas, entre artistas e equipe de produção. As famílias que vivem dessa atividade encantadora passaram por dificuldades no ano passado, por conta do isolamento social e a proibição dos espetáculos, mas a ajuda apareceu por diversos caminhos, impedindo a descontinuidade de um trabalho de gerações.
Nivaldo Júnior, que comanda a trupe, herdou suas habilidades circenses da família portuguesa, que emigrou de Portugal para o Brasil no fim do século XIX. O Estoril já percorreu todos os estados brasileiros e até parte da América Latina, levando atrações tradicionais como palhaços, malabaristas e contorcionistas. No entanto, vem se destacando cada vez mais com números modernos, como os de ilusionismo.
“Fazemos aparecer um helicóptero. Pelo ilusionismo, um carro vira robô e até lançamos um homem-bala a 15 metros de altura. As crianças adoram mas na realidade os pais e avós vibram ainda mais”, conta Nivaldo Júnior.
A modernidade também tem sido buscada pelo Saltimbanco. Apesar de ser especializado em apresentações clássicas, o circo vem inovando para se adaptar à internet. Os números são gravados e exibidos em redes sociais ou transmitidos através de lives. Por conta do agravamento da Covid-19, suas próximas apresentações foram canceladas, tanto no Rio quanto em Niterói, mas o público pode acompanhar a trupe através do Facebook e Instagram, através do perfil @circoteatrosaltimbanco.
“A internet virou nosso picadeiro. Ainda estamos nos aperfeiçoando nas filmagens, transmissões e precisamos aumentar o número de seguidores. Mas é um caminho sem volta. Mesmo quando tudo estiver normalizado, essa tecnologia vai nos acompanhar para sempre”, afirma Jonathan Cericola, palhaço e diretor do Saltimbanco, que comanda trupe de oito artistas.
Como em muitos circos brasileiros, no Saltimbanco os artistas também assumem parte da produção. Além da versatilidade, a dedicação e o amor ao picadeiro fazem com que essa tradição nunca morra.
Postado por Gabriel Saboia em 24/mar/2021 -
Em virtude do agravamento da pandemia da Covid-19, A Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro (Sececrj) prorrogou os prazos para apresentação do relatório de execução dos projetos da Lei Aldir Blanc (Lei n° 14.017/2020). Será permitido que os projetos culturais contemplados utilizem o prazo de 30 dias, destinado a comprovação da execução, para realização da proposta. Deste modo, os projetos contam com até 120 dias, a partir do recebimento do recurso, para a entrega do relatório de execução do projeto.
A Sececrj informa ainda que está em tratativas com a Procuradoria-Geral do Estado (PGE) para solicitar extensão dos prazos para prestação de contas junto ao Governo Federal dos recursos da Lei Federal nº 14.017/2020 (Lei Aldir Blanc).

A ação visa estender os efeitos da decisão da ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), que prorrogou o prazo para apresentação de Relatório de Gestão Final da LAB até 27 de dezembro de 2021, após ação impetrada pelo Governo do Estado do Ceará. A Secretaria também está na expectativa da Secretaria Especial de Cultura, vinculada ao Ministério do Turismo, que informou, ontem (22), que já conta com “minuta de consenso para prorrogação do prazo de Prestação de Contas/Lei Aldir Blanc” para publicação de decreto nos “próximos dias”.

– Nós estamos tomando todas as medidas que amparem o fazedor de cultura do Estado. Inclusive nós já temos um novo calendário de execução e comprovação pronto, aguardando apenas a decisão do STF. Em virtude do agravamento da pandemia, onde muitos projetos culturais que estavam agendados não poderão ser realizados e visando a preservação da vida e cuidado com os nossos artistas, entramos com esta medida para não prejudicar a arte fluminense, que foi tão importante para todos neste período de isolamento social. A Lei Aldir Blanc é uma vitória do setor cultural e os artistas precisam de tempo para produzir sua arte – afirmou a Secretária de Estado de Cultura e Economia Criativa, Danielle Barros.
MÓDULO DE PRESTAÇÃO DE CONTAS LIBERADO
Os proponentes que já realizaram seu projeto cultural e estão na fase de prestação de contas já podem fazer a realização da comprovação. A Secretaria preparou um módulo específico no Desenvolve Cultura para a apresentação do Relatório de Execução do Projeto dividido em duas partes: comprovação do objeto e comprovação financeira do projeto contemplado.
O módulo é válido para os editais Retomada Cultural, Fomenta Festival, Juntos Pelo Circo e Cultura Viva. Para comprovação de execução do edital Passaporte Cultural, basta o preenchimento do Relatório de Execução do projeto (Anexo 6). Já a chamada pública Cultura Presente RJ a prestação é através do preenchimento do Relatório de Execução de Contrapartida (Anexo 5).
A Secretaria preparou ainda um guia para auxiliar os proponentes na fase de comprovação de execução de projetos. Para acessar basta clicar aqui.
DESENVOLVE CULTURA SERÁ READEQUADO
Em virtude da prorrogação dos prazos, a Secretaria de Estado de Cultura informa que o Sistema Desenvolve Cultura, criado pela equipe de Tecnologia de Informação da Sececrj para inscrição de projetos culturais, passará a contar com parceria do Centro de Tecnologia de Informação e Comunicação do Estado do Rio de Janeiro (Proderj) e poderá apresentar instabilidade para aperfeiçoamento de segurança e melhorias no sistema. A manutenção do Desenvolve Cultura será realizada durante o feriado decretado pelo governador em exercício, Claudio Castro, e poderá apresentar instabilidade.

LEI ALDIR BLANC NO ESTADO
A Lei Aldir Blanc destinou R$ 3 bilhões para o setor cultural brasileiro. Para o Estado do Rio o montante repassado foi de pouco mais de R$ 104 milhões, divididos entre pagamento de renda emergencial para 1699 fazedores de cultura no valor de R$ 3 mil e ainda os seis editais de premiação para 2400 projetos culturais destinados a circos, pontos de cultura, além instrumentos de fomento para companhias, espaços artísticos e grupos culturais.
Postado por SECEC-RJ em 24/mar/2021 -
Adenilson Honorato é responsável por assessoramento de Relações Intermunicipais da Secretaria e auxilia municípios fluminenses na adoção de políticas públicas voltadas para a Cultura

– Como a Assessoria de Relações Intermunicipais vem contribuindo para o avanço das políticas públicas culturais no Estado do Rio?
– Temos justamente esse desafio de levar aos municípios fluminenses a presença das políticas públicas voltadas para a Cultura, de forma mais democrática e descentralizada. A missão dada pela secretária Danielle Barros é para aproximarmos esses gestores municipais da Secretaria para podermos entregar realizações e benefícios para quem está na ponta. Ou seja: os fazedores de cultura, artistas e em geral quem trabalha nessa cadeia produtiva nos municípios. Um ativo que as cidades precisam ter conhecimento é o uso da Lei de Incentivo à Cultura do Estado, bem como a utilização do fomento através dos Fundos. Além disso, precisamos auxiliar os municípios com relação à formação de conselhos municipais e no planejamento de ações integradas com a iniciativa privada. Para isso, contamos também com o auxílio das superintendências vinculadas à Secretaria.
– Há muito tempo se fala da concentração de equipamentos e projetos na capital. Como é possível fazer com os demais municípios também tenham a devida expressividade cultural?
– Todos os municípios têm sua riqueza cultural. O que falta é a devida valorização. Um exemplo de como podemos reverter esse quadro é com a Lei de Incentivo à Cultura. Assumimos o desafio de democratizar o acesso aos recursos da cultura e já avançamos bastante. Em pouco mais de um ano aumentamos em 40% o montando investido. Isso foi possível graças à criação de editais democráticos e regionalizados, além de amplo diálogo com os gestores municipais. Outro desafio é que a cultura, sobretudo do Interior, passa muito pela preservação do seu patrimônio. Também estamos assessorando os municípios na questão do Padec (Programa de Apoio ao Desenvolvimento Cultural dos Municípios) em que há pendências na prestação de contas, além da colaboração na execução da Lei Aldir Blanc nas cidades.
– Como é possível ajudar também os munícipios no acesso aos programas federais?
– Não há como executar os programas sem um mapeamento do potencial e da vocação de cada município e da adequação de cada um para receber verbas para os projetos. Procuramos fazer isso de forma conjunta com as cidades. Assim levamos várias iniciativas para o Interior. Assim estamos criando uma via de mão dupla. Temos recebido secretários na nossa Sede, na Biblioteca Parque Estadual, mas também temos ido na ponta, conhecendo a realidade local, assim estamos construindo ideias e pensando no que pode render de frutos para o setor. É lógico que sem os recursos as coisas não vão para frente, mas não é só questão de dinheiro. Temos que ter o diagnóstico certo e moldar o projeto de acordo com cada programa.
– Como a cultura pode fomentar o turismo e a economia local?
– Não tem como falar de turismo sem se falar em cultura. Quando há um bem preservado, um patrimônio, uma história cultural da região há interesse turístico. A cultura gera emprego e renda para os municípios. Por isso, é tão importante se valorizar as atividades culturais locais, a gastronomia de cada lugar, suas memórias, seu patrimônio histórico porque são esses aspectos que atraem visitantes e dão autoestima aos moradores.
Postado por SECEC-RJ em 18/mar/2021 -
Centro Cultural João Nogueira, no Méier, abre as portas para presença restrita de espectadores, respeitando protocolo de segurança

O Imperator – Centro Cultural João Nogueira, no Méier, Zona Norte do Rio de Janeiro, iniciou a realização de ativações culturais com público, com atrações da Lei Aldir Blanc. O equipamento retomou as ações culturais respeitando regras de prevenção contra a Covid-19. Os espectadores poderão assistir já neste sábado (20) e domingo (21) à comédia “Lavou Tá Novo?”, às 15h. O ingresso é um quilo de alimento não perecível. A peça é estrelada por Luciana Malcher e Joe Ribeiro.
A capacidade do teatro do Centro Cultural, que é vinculado à Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa, é de 1300 lugares, mas só estão sendo liberadas entre 150 a 200 cadeiras para o público presencial. Por medida de segurança, a direção do lugar está mantendo o distanciamento mínimo de 1,5 metro entre as pessoas e até algumas fileiras inteiras foram interditadas.
Para evitar risco de contaminação, o distanciamento é obrigatório desde a fila de entrada. O público tem a temperatura medida na porta do teatro e precisa higienizar as mãos com álcool em gel e passar por túnel de higienização. O uso de máscaras é obrigatório. Há orientação na entrada e na saída para que se evite aglomerações.

Os cuidados são ainda mais rigorosos com relação aos artistas e à equipe de produção, que são testados antes dos espetáculos. Os funcionários do centro cultural também seguem protocolos rígidos e quem tem contato com o público precisa usar equipamentos de proteção.
A secretária de Estado de Cultura e Economia Criativa, Danielle Barros, comemora a retomada com público para ações da Aldir Blanc no Imperator. “O Imperator cumpriu na pandemia um importante papel social de ser um ponto de apoio ao gabinete humanitário para os fazedores de cultura, com doação de alimentos, livros, cestas básicas e produtos de higiene. Também foi usado para realização de eventos com transmissões online. Agora é mais um passo na retomada das ações no Centro Cultural, neste momento com ações da Aldir Blanc, seguindo rígidos protocolos de segurança, garantindo o sustento de artistas e toda cadeia produtiva da cultura, gerando emprego, renda e oportunidade para as pessoas, conciliando arte e segurança para os que trabalham e o público”, reforçou.
Quem também está vibrando com a volta do público são comerciantes e ambulantes que trabalham na galeria que dá acesso ao centro cultural. Carlos Alberto Seixas, dono da tabacaria Altaluc’s, diz que pelo menos 10% do público que para e olha sua vitrine acaba comprando algum produto na loja. “Agora com a proximidade do Dia das Mães, com certeza as vendas vão melhorar. Tenho um público fiel do bairro e dos arredores, mas preciso dessa movimentação do teatro para manter a loja”, conta o comerciante que trabalha com a filha e a esposa.

O pipoqueiro Francisco Carlito Alves também ficou feliz com a reativação. “Em dia de show, o público chegava a formar fila para comprar pipoca. Ainda vai demorar para tudo voltar ao normal, mas já fico aliviado com a volta das peças de teatro”, diz Carlito.
Nas próximas semanas, estão previstas várias apresentações. O centro cultural recebe o show “A Voz do Dono”, com o cantor Pedro Lima nos dias 24 e 25, com o patrocínio da Lei Aldir Blanc, através de edital lançada pela SECEC. O convite à risada volta com a comédia musical “Favela”, nos dias 27 e 28. Nos dias 02, 03 e 04 de abril haverá apresentações de outra comédia: “Pão Com Ovo”, outra realização viabilizada por edital da SECEC. A temporada se encerra com o musical “Rapsódia”, nos dias 09, 10 e 11, mais um espetáculo financiado com recursos da Lei Aldir Blanc.



