Postado por SECEC-RJ em 30/set/2021 -

Foram encerradas às 18h da última quarta-feira (29) as inscrições do edital “Cultura Presente Nas Redes 2”, da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa. Ao todo, 7.701 pessoas se candidataram à premiação, que destinará R$ 2.500 a 3 mil fazedores de cultura do território fluminense prejudicados pela pandemia. Os vencedores terão que produzir uma apresentação virtual ou híbrida para ter direito aos recursos do Fundo Estadual de Cultura (FEC), que totalizam R$ 7,5 milhões.
“Um dos objetivos esse edital é fazer com que o fomento à cultura chegue à ponta e atinja todos os municípios fluminenses. Por isso, recebemos esse número de inscritos como mais que satisfatório e estamos fazendo de tudo para que o resultado final seja o mais justo e transparente possível”, declarou a secretária Danielle Barros.
A partir de agora as propostas serão analisados pela Comissão Técnica Permanente de Elaboração de Editais e Análise de Projetos Culturais do FEC. Na etapa inicial, será avaliada a documentação enviada pelos proponentes.
A previsão para a divulgação desse resultado preliminar é dia 6 de outubro. Mesmo quem não for selecionado tem como recorrer após esse processo, acessando o sistema Desenvolve Cultura, o mesmo usado na inscrição.
A etapa seguinte envolverá a análise das propostas pela banca, que divulgará a lista dos habilitados no dia 29 de outubro. Depois desse novo crivo, também há possibilidade de recurso por parte dos candidatos, sendo que o resultado final está previsto para ser anunciado no dia 12 de novembro. Eventuais alterações nos prazos de divulgação durante o processo de seleção serão informadas através das redes sociais da SECECRJ.
“0 número de inscritos mostrou o quanto esse edital é relevante para os fazedores de cultura do estado. Estamos convictos de que essa chamada é uma marca da atual gestão e um marco histórico no acesso ao momento na cultura fluminense”, afirma a presidente da Comissão, Carol Tuler.
Postado por SECEC-RJ em 29/set/2021 -

As Bibliotecas Parque já funcionam como espaços voltados para o aprimoramento dos estudantes, mas ações de voluntários estão potencializando essa função e transformando esses equipamentos em polos de reforço escolar. Tanto na Rocinha quanto em Manguinhos, já há professores empenhados em auxiliar alunos de todas as idades a superar dificuldades nos estudos. Depois de meses afastados das salas de aula por conta da pandemia, os participantes estão encontrando nos cursos a oportunidade de recuperar o tempo perdido e buscar superação.
Na Rocinha, as aulas têm ocupado o horário noturno, sempre às segundas, terças e quintas-feiras, para alunos do quarto ano do Ensino Fundamental ao Ensino Médio. Há também aulas de inglês e espanhol, às quintas-feiras, para todas as idades, a partir das 17h. O trabalho é desenvolvido por voluntários da Associação de Reforço Escolar Fundamental – RefRocinha, professores tanto da rede pública quanto privada que se dispõem a ensinar gratuitamente fora de seus expedientes de trabalho.
A metodologia do grupo segue o princípio de identificar as dificuldades de cada aluno e procura adequar o nível deles à série em que estudam. Para o ensinamento não se tornar cansativo, até por conta do horário, as informações são passadas de forma lúdica, muitas vezes com contação de histórias e o resultado tem sido bom. O coordenador do projeto, Gabriel Henrique Gonçalves Silva, de 24 anos, é ex-morador da comunidade e encara o desafio como uma missão.
“Percebemos que alguns alunos tiveram uma evolução muito rápida. Teve um caso de um aluno de 13 anos que nem sabia ler e conseguiu aprender. É muito recompensador”, conta o coordenador, que lidera grupo de oito professores, atendendo 190 alunos, incluindo espaço numa igreja local.
O aluno Pietro Souza da Silva, de 13 anos, está no sétimo ano do Ensino Fundamental e precisa do reforço para avançar em Língua Portuguesa e História. Ele conta que durante a pandemia teve dificuldade em assistir aulas online por causa da qualidade da internet em casa. “Minha mãe pagava aula de reforço, mas ficou caro para ela. Aqui é gratuito e eu acesso a internet no celular pelo wifi”, diz o menino.
Michel Guimarães Soares, 12, está no sétimo e sofre com a matemática. “Essa matéria é um terror e minha mãe ficou preocupada e me colocou no reforço da biblioteca”, conta ele.
O projeto da Rocinha conta com doações de material escolar e recebe apoio do Departamento de Educação da PUC-Rio, que avalia alunos e professores. A estrutura da biblioteca parque, com sua lanhouse, seu acervo de livros e videoteca é outro fator que ajuda na turbinada necessária aos alunos do reforço escolar.

Estrutura parecida é encontrada em Manguinhos, onde começam a surgir projetos de voluntários dedicados à educação. Natália Oliveira, de 29 anos, é missionária da Comunidade Católica Shalom e dá aula de redação todas as terças-feiras, à tarde no lugar.
“A maior dificuldade dos alunos é desenvolver um texto mais longo. Talvez por conta da internet, às vezes não conseguem escrever mais do que cinco linhas. Além de procurar aprimorar a escrita, meu objetivo é estimular a leitura e aqui é o lugar ideal para isso”, afirma a professora, que procura estimular a consulta ao acervo da própria biblioteca por parte dos alunos.
A maioria dos participantes pensa em se preparar para a universidade ou fazer um concurso público, e por isso o reforço em redação é fundamental. Yasmin da Silva Souza, de 13 anos, conta que em sua escola as aulas de escrita foram abandonadas a partir do sétimo ano e esse aprimoramento faz falta. “Pretendo fazer o Enen e realizar concurso para a Marinha ou Exército e por isso estou começando a me preparar”, diz a estudante.
Marcos Alexandre Carvalho Silva, 18, já concluiu o Ensino Médio e também pretende ingressar nas Forças Armadas, mas procura superar as dificuldades com o texto. “Meu maior problema é com a pontuação. Por isso, procurei esse curso”, afirma Silva.
A administração da Biblioteca de Manguinhos já procura outras parcerias para oferecer aulas de inglês e espanhol e outras disciplinas.
Ainda há vagas em todas as turmas de reforço das duas bibliotecas. Para se inscrever, o responsável pelo estudante precisa procurar a recepção da unidade.
Biblioteca Parque da Rocinha:
Endereço: Estrada da Gávea, 454.
Telefone: (021) 99995-0862
Horário: De segunda a sexta, das 9h às 22h
Biblioteca Parque de Manguinhos:
Endereço: Avenida Dom Hélder Câmara, 1.184.
Telefone: (21) 99384-3977
Horário: De segunda a sexta, das 10h às 18h
Postado por SECEC-RJ em 22/set/2021 -

– Qual foi sua emoção ao ter contribuído com a série “Depoimentos para a Posteridade” do MIS, que ajudou a criar em 1966?
– Voltar ao Museu da Imagem e do Som para gravar aquilo que foi o esboço da definição do prestígio, da celebridade e da cristalização do Museu em 1966, quando eu criei o Depoimento, foi certamente um momento de forte emoção para mim. Um dos segredos do sucesso da série foi a inserção da palavra-chave “posteridade”. Isso gerou uma concorrência de interesses e desejos de toda a estrutura que tem alguma importância no Brasil para ser registrada nesse panteão. Essa foi a grande causa da vivificação e prestígio do Museu. Claro que me levou a uma forte emoção o convite do meu estimado presidente Cesar Miranda Ribeiro para fazer o depoimento, celebrando o aniversário do MIS.
– Apesar da emoção, o senhor ficou bastante à vontade?
– Claro, até porque as perguntas foram feitas por amigos queridos, como eu imaginei e defini desde o começo. Pessoas fariam depoimentos muito mais testemunhais, do que científicos ou sociológicos. Ficam totalmente à vontade. Essa é a base que eu criei e que foi replicada no Brasil inteiro. Recebi vários convites para fundar museus dezenas de vezes, o principal dos quais o Museu da Imagem e do Som de São Paulo, fundado e elaborado por mim ao lado de Rudá de Andrade, infelizmente já morto. Até hoje um museu muito bem sucedido.
– Qual é a importância do Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira para os apaixonados pela música nacional?
– Ele foi considerado pela Unesco como o maior banco de dados em música popular do mundo. Em termos de dicionário musical, o maior é da Alemanha, dedicado às óperas dos grandes autores, onde o governo alemão gasta muito dinheiro. No nosso, há apenas bolsas de estudo custeadas em parceria com a Faperj, desde 2001, quando criamos o dicionário e o instituto para abrigá-lo. Ele também é uma enciclopédia. Ele tem verbetes para os gêneros e instrumentos musicais. O samba com suas múltiplas classificações e a bossa nossa que não é senão o samba. A música sertaneja, regional, o início da indústria fonográfica… Está tudo lá.
– Como será a dinâmica do seu programa na rádio Roquette Pinto?
– Comecei minha carreira de radialista e tenho muito orgulho disso. Me diversifiquei muito na vida. Já tive várias profissões paralelas, como de escritor, musicólogo, conferencista, historiador, etc., mas o que mais me atraiu e mais me consolou na vida foi o fato de ter o microfone à frente para espalhar ideias e poder contribuir com a difusão de informações corretas. O programa se chama “Carioquice” e vai ao ar todo sábado às 9h. Procuro levar música e informação de qualidade aos ouvintes.
– E com relação aos seus novos projetos?
– Estou lançando nesta quarta-feira (22) à noite (às 19h), pelo canal da Livraria da Travessa no YouTube, o livro “Pandemia e Pandemônio”, com textos de apresentação de Nélida Piñon e Margareth Dalcolmo, uma infectologista que defendeu a necessidade do cidadão brasileiro se proteger dessa malignidade, uma peste que já matou 600 mil pessoas no país, o que é uma coisa gravíssima. É um roteiro do que ocorreu no trágico ano de 2020.
– A pandemia lhe abalou?
– Como a todo mundo. Fiquei confinado aqui na Urca há um ano e meio. No começo eu fui um dos primeiros a ver essa possibilidade de que isso geraria grandes compulsões psicológicas e psiquiátricas às vítimas que estavam recolhidas. Estou recolhido há quase dois anos e privado de convívio, de abraço, de contato com as pessoas, cinema, teatro e isso aflige a existência de uma pessoa que passou justamente a vida inteira fazendo exatamente essas coisas. Não estou deprimido, na cama, nada disso e até estou trabalhando muito. Estou ansioso até para que essa pandemia acabe para poder entrar de férias, porque tenho trabalhado mais do que nunca.
Postado por SECEC-RJ em 20/set/2021 -

A Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa firmou nesta segunda-feira (20) um contrato com o Sebrae Rio para o aprimoramento de empreendedores do setor cultural interessados em participar de chamadas públicas. Produtores e artistas poderão participar de oficinas e palestras gratuitas, ministradas por instrutores vinculados à entidade com atividades presenciais e online. O objetivo é democratizar o acesso aos editais da própria SECECRJ e outros órgãos públicos e empresas, qualificando os profissionais para uma melhor elaboração, execução e prestação de contas dos seus projetos. A assinatura do termo foi realizada no Centro de Referência do Artesanato Brasileiro (Crab), na Praça Tiradentes, no Centro do Rio, com a presença da secretária Danielle Barros e do diretor de Desenvolvimento do Sebrae Rio, Sergio Malta.
Os especialistas do Sebrae Rio vão ministrar, ao todo, 640 horas de atividades no modelo híbrido, durante 16 meses, tempo de vigência do contrato. A carga horária para cada participante foi estipulada em 18 horas, para a obtenção do certificado. O programa será dividido em quatro módulos: Oficinas de Elaboração, Gestão, Prestação de Contas e Captação de Recursos de Projetos Culturais, além da palestra introdutória.
“A assinatura deste contrato é um marco na vida dos fazedores de cultura do estado, pois é um serviço que estamos prestando e que terá um resultado imediato. O conhecimento adquirido poderá ser aplicado no edital que já está aberto e nos próximos que vamos lançar ainda este ano. É um grande ganho para o estado realizar essa ação”, disse a secretária Danielle Barros.
As palestras foram pensadas para, de forma presencial, sensibilizar o público-alvo para participar das oficinas, abordando as quatro temáticas do ciclo de maneira resumida, estimulando os fazedores de cultura a buscarem as capacitações oferecidas nas oficinas de projetos culturais. Elas serão realizadas em dez regiões do Estado do Rio.
A primeira oficina será a de Elaboração de Projetos e abordará as etapas da preparação de um plano, destacando os pontos de atenção para a construção da proposta e a sua importância como ferramenta para captação de recursos. O objetivo é difundir o conhecimento técnico capaz de fomentar o mercado cultural na criação e difusão de expressão e afirmação de identidades, assim como geração de renda e crescimento profissional.
“Essa é, de fato, a missão do Sebrae: capacitar o empreendedor brasileiro. Neste caso, vamos atender a milhares de fazedores de cultura do Estado do Rio que tinham dificuldade de acesso a editais”, comentou o diretor, Sergio Malta.

Na segunda etapa, os participantes receberão ensinamentos sobre técnicas de gestão, processos e planejamento para o alcance de resultados concretos ao projeto elaborado, contribuindo para o aumento da competitividade dos negócios.
Já na fase de Prestação de Contas será apresentada a importância da organização e monitoramento de dados, planilhas e elaborações de relatórios, evidenciando a atenção necessária para comprovar as realizações propostas e o acompanhamento dos resultados alcançados no projeto. A oficina buscará a capacitação e o fornecimento de ferramentas aos empreendedores do setor de economia criativa para desenvolver habilidades de planejamento e transparência na comprovação da execução dos objetos propostos e o uso dos recursos captados em projetos.
Para capacitar os participantes para a Captação de Recursos, haverá oficina que abordará as diversas formas de financiamento e as etapas da captação, auxiliando o produtor a desenvolver propostas mais qualificadas e agregar valor aos projetos, desenvolvendo habilidades de negociação e comunicação de acordo com os conceitos de mercado.
O calendário com a abertura das inscrições e as datas das palestras e oficinas ainda será divulgado pela SECECRJ, através do site (www.cultura.rj.gov.br) e redes sociais. Dúvidas podem ser tiradas pelo e-mail (escoladaculturarj@cultura.rj.gov.br).
Postado por SECEC-RJ em 17/set/2021 -

Os fazedores de cultura fluminenses têm até dia 29 deste mês para se inscrever no edital “Cultura Presente Nas Redes 2”, da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa. Na reta final, representantes da SECECRJ e das prefeituras do estado estão se emprenhando para estimular ao máximo a participação de profissionais das artes, que vêm sofrendo com os efeitos da pandemia. Além de traçarem estratégias de divulgação e de explicações sobre as regras, órgãos vinculados ao setor disponibilizam estrutura para que artistas façam sua inscrição, mesmo que não tenham acesso ao computador e à internet.
Na última quarta-feira (15), integrantes da Secretaria promoveram um encontro virtual com mais de 50 gestores municipais para tirar dúvidas e traçar estratégias para democratizar o acesso ao edital.
Parte das administrações municipais está disponibilizando até computador com acesso à internet e scanner para superar as dificuldades dos candidatos. Para que as pessoas interessadas não fiquem de fora, estão sendo feitas palestras e cursos sobre o edital. Serão 3 mil contemplados com R$ 2,5 mil por projeto, com investimento de R$ 7,5 milhões do Fundo Estadual de Cultura (FEC).
O subsecretário de Planejamento e Gestão da SECECRJ, Vitor Corrêa, afirma que a necessidade de comprovação de atuação na área cultural, há pelo menos um ano, ainda gera algumas dúvidas. “O fazedor de cultura precisa anexar a comprovação com o nome e a data, evidenciando que atuou numa ação cultural. Pode ser uma publicação em site ou rede social, por exemplo”, explica o subsecretário.

Representantes da SECECRJ estão também percorrendo diversos municípios para prestar os devidos esclarecimentos sobre o edital. A subsecretária adjunta e diretor da Escola de Cultura RJ, Cláudia Viana, visitou cidades do Noroeste nesta semana onde ajudou a divulgar a premiação. Neste sábado (18) haverá encontro em São Francisco do Itabapoana, com a presença do assessor de Relações Intermunicipais, Adenilson Honorato.
ANGRA DOS REIS – Praça Zumbi dos Palmares, Casa Laranjeiras
APERIBÉ – Rod. Pres. Joao Goulart, Centro de Aperibé
ARARUAMA – Praça São Sebastião, 128, Centro
AREAL – Praça Yedo Fiúza 58 – sl 21
ARMAÇÃO DOS BÚZIOS – Pórtico de Búzios – Av. José Bento Ribeiro Dantas, s/nº – Manguinhos
ARRAIAL DO CABO – Rua José Pinto de Macedo, s/nº, (no CIEP da Prainha)
BARRA DO PIRAÍ – R. Dr. Luís Teixeira Neto, 200 – Matadouro – Tel.: (24) 2443-2566
BARRA MANSA – Palácio Barão de Guapy – Praça da Bandeira, s/n, Centro – Tel.: (24) 3029-9365
BELFORD ROXO – Avenida Floripes Rocha , 378 , Centro – Tel.: (21) 2103-6853
BOM JARDIM – Rua Luiz Corrêa, nº 5 – Centro
BOM JESUS DO ITABAPOANA – Avenida Padre Mello, 13 – Centro – Tel.: (22) 3831-5524
CABO FRIO – Av. Nossa Sra. da Assunção, 855 – Centro
CACHOEIRAS DE MACACU – R. Plínio Casado, 303 – Centro – Tel.: (21) 2649-6393
CAMBUCI – Praça da Bandeira, 12 – Centro
CAMPOS DOS GOYTACAZES – Teatro Municipal Trianon – R. Mal. Floriano, 211 – Centro
CANTAGALO – Rua Dr. Júlio Santos – 54 – Centro – Tel.: (22) 2555-5230
CARAPEBUS – Rua João Pedro Sobrinho, 22 – Sapecado – Tel.: (22) 2768-5117
CARDOSO MOREIRA – Rua Donatila Vilela Marins – 79 – Antiga Estação Ferroviária – Centro – Tel.: (22) 2785-1147
CARMO – Praça Praça Princesa Izabel – 91 – Tel.: (22)2537-0599
CASIMIRO DE ABREU – Rua Salomão Ginsburg, nº 168 – Centro – Tel.: (22) 2778-1212
COMENDADOR LEVY GASPARIAN – Avenida Reginaldo Maia, s/nº, Reta (Ciep Municipalizado Padre Joaquim Chaves de Figueiredo)
CONCEIÇÃO DE MACABU – Rua Maria Adelaide – Vila Nova, nº 186 – Tel.: (22) 2779-2324
CORDEIRO – Av. Raul Veiga, 123 Sobreloja – Centro
DUAS BARRAS – Praça Gov. Portela, 7 – Centro
DUQUE DE CAXIAS – R. Maj. Frazão, 181 – Jardim Vinte e Cinco de Agosto – Tel.: (21) 2652-5631
ENGENHEIRO PAULO DE FRONTIN – Praça Roger Malhardes, 75 – Centro – Tel.: (24) 2463-2703
GUAPIMIRIM – Rua Itacoatiara, nº99 – Centro
IGUABA GRANDE – Rod. Amaral Peixoto, Km 102 – Cidade Nova – Tel.: (22) 2624-9498
ITABORAÍ – Praça Mal. Floriano Peixoto, 431 – Centro – Tel.: (21) 3639-1355
ITAGUAÍ – Av. Pref. Ismael Cavalcanti, S/N – Centro – Tel.: (21) 2688-8460
ITALVA – Rua Portela Salles, 22 – Centro – Tel.: (22) 2783-1854
ITAOCARA – Rua Joaquim Monteiro Figueiredo – Bairro Cerj – Tel.: (22)3861-3904
ITAPERUNA – Rua Izabel Vieira Martins, nº 131 – Presidente Costa e Silva (22) 3811‐1086
ITATIAIA – R. Antônio Gomes de Macedo, 331 – Centro – Tel.: (24) 3352-2077
JAPERI – R. Rosária Loureiro, 137 – Centro de Japeri
LAJE DO MURIAÉ – Rod. Pres. Joao Goulart, 19-41 – Morro do Querosene – Tel.: (22) 3829-2372
MACAÉ – Av. Rui Barbosa, 780 , 1º andar – Centro – Tel.: (22) 2759-0889
MACUCO – R. Dr. Mario Freire Martins, 100 – Centro – Tel.: (22) 2554-9100
MAGÉ – Praça Dr. Nilo Peçanha, s/nº – Centro – Tel.: (21) 2633-2704
MANGARATIBA – Avenida Vereador Célio Lopes, S/N – Centro – Tel.: (21) 2789-6000
MARICÁ – Rua Adelaide de Souza Bezerra, 104 – Boa Vista – Tel.: (21) 2634-1165
MENDES – Rua Dr. Felício dos Santos 84 – Gaudência, Centro -Tel.: (24) 2465-2457
MESQUITA – R. Arthur de Oliveira Vecchi, 120
MIGUEL PEREIRA – Rua Prefeito Manoel Guilherme Barbosa, N.º 340 Parte – Pavilhão Fenart – Centro – Tel.: ( 24) 2483-9254
MIRACEMA – Rua Deputado Luís Fernando Linhares, 131, Centro – Tel.: (22) 3852-0542
NATIVIDADE – Rua Intendente Franklyn Rabello, nº8, Sindicato
NILÓPOLIS – Rua João Pessoa, 355 – Olinda – Tel.: (21) 3761-3658
NITERÓI – Rua Pres. Pedreira, 98, Ingá – Tel.: (21) 2719-9900
NOVA FRIBURGO – Rua Farinha Filho, 50 (Prédio da Câmara Municipal) – Centro – Tel.: (22) 25211558
NOVA IGUAÇU – Rua Getúlio Vargas, nº 51, Centro – Tel.: (21) 3779-1180
PARACAMBI – Rua Ministro Sebastião Lacerda, sem número, Fábrica – Tel.: (21) 2683-5163
PARAÍBA DO SUL – Av. Ayrton Senna, 238 – Centro – Theatro Municipal Mariano Aranha
PARATY – Praça da Matriz, cinema na praça – Centro Histórico – Tel.: (24) 3371-7412
PATY DO ALFERES – Praça Manoel Congo S/Nº – Centro
PETRÓPOLIS – Praça Visconde de Mauá, 305 – Centro – Tel.: (24) 2233-1200
PINHEIRAL – R. Justino Ribeiro, 228 – Centro
PIRAÍ – Rua Comendador Sá, nº 105 – Centro – Tel.: (24) 2431-9981
PORCIÚNCULA – Praça Antonio Amado, Centro Cultural – s/n – Centro – Tel.: (22) 3842-2900
PORTO REAL – Rua Hilario Ettore, 432 – Palácio 5 de Novembro – Tel.: (24) 3353-1781
QUATIS – Rua Ana Ferreira de Oliveira, nº 47, Bairro Bondarowisky – Tel.: (24) 3353-2918
QUEIMADOS – Rua Macaé, N° 430 – São Roque
QUEIMADOS – Tel.: (21) 2665-1541
QUISSAMÃ – Rua Comendador José Julião – Tel.: (22) 2768-6797
RESENDE – Rua Doutor Luiz da Rocha Miranda, 117, Centro – Tel.: (24) 3360-6282
RIO BONITO – Rua Monsenhor Antônio Sousa Gens, 23, Centro
RIO CLARO – Av. João Baptista Portugal, 230, Centro – Tel.: (24) 3332-1717
RIO DAS FLORES – Rua Dr. Leoni Ramos 11 – Centro – Tel.: (24)2458-1115
RIO DAS OSTRAS – Av. Cristóvão Barcelos, Nº 109 – Centro – Tel.: (22) 2764-7115
RIO DE JANEIRO – R. Afonso Cavalcanti, 455 – Cidade Nova – Tel.: (21) 3972-6824
SANTA MARIA MADALENA – Rua Honório Dubois, Nº10, Bairro Salvino – Tel.: (22) 2561-3311
SANTO ANTÔNIO DE PÁDUA – Rua Nilo Peçanha, Número 72 – Tel.: (22) 3851-0778
SÃO FIDÉLIS – Praça Guilherme Tito de Azevedo, nº135, Centro – Tel.: (22) 2758-6829
SÃO FRANCISCO DE ITABAPOANA – Avenida Vereador Edenites da Silva Viana, 141 – Tel.: (22) 2789-1075
SÃO GONÇALO – Av. Presidente Kennedy, nº 721 – Estrela do Norte – Tel.: (21) 2199-6514
SÃO JOÃO DA BARRA – Rua Coronel Cintra, 141 – Esquina com Rua Dr João Manoel Alves, Centro – Tel.: (22) 3199-9631
SÃO JOÃO DE MERITI – Rua Panamense, 23-76 – Jardim Meriti Tel.: (21) 2651-1017
SÃO JOSÉ DE UBÁ – Rua Zenith Curty Estephanely, s/nº. – Centro – Tel.: (22) 3866-1698
SÃO JOSÉ DO VALE DO RIO PRETO – Rua Coronel Francisco Limongi, 100 Bairro: Centro – Tel.: (24) 2224-7726
SÃO PEDRO DA ALDEIA – Avenida Francisco Coelho Pereira, Casa de Cultura
SÃO SEBASTIÃO DO ALTO – Rua Eurico Cerbino, Nº 200, Centro – Tel.: (22) 2559-1164
SAPUCAIA -Rua Mauricio de Abreu – 103, Centro – Tel.: (24) 2271-1510
SAQUAREMA – Rua Coronel Madureira, 88, Centro
SEROPÉDICA – Avenida Ministro Fernando Costa, nº 414, Boa Esperança – Tel.: (21) 2681-3117
SILVA JARDIM – Rua Luiz Gomes s/nº – Tel.: (22) 2668-1138
SUMIDOURO – Rua Alcina de Jesus Ponciano, 21, Centro – Tel.: (22) 2531-2151
TANGUÁ – Praça Robson Siqueira Nunes, Av. Dulce Lopes Garcia – Centro – Tel.: (21) 2747-4113
TERESÓPOLIS – Av. Feliciano Sodré, 675/3º Piso – Várzea – Tel.: (21) 2742-2918
TRAJANO DE MORAES – Praça Waldemar Magalhães, Nº 1 – Centro – Tel.: (22) 2564-2531
TRÊS RIOS – Praça São Sebastião,224 – Centro – Tel.: (24) 2255-1729
VALENÇA – Rua Padre Luna – 62 – Centro – Tel.: (24) 2452-0571
VARRE-SAI – Praça Padre Abaeté Cordeiro, 16 – Centro – Tel.: (22) 3843-3537
VASSOURAS – Av. Otávio Gomes, 395,Centro – Tel.: (24) 2491-9000
VOLTA REDONDA – Rua Gen. Oswaldo Pinto da Veiga, s/n – Vila Santa Cecília – Tel.: (24) 3339-2441
Postado por SECEC-RJ em 15/set/2021 -

O Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (Inepac) aprovou o tombamento provisório do Terreiro da Gomeia, em Duque de Caxias, que passa a constar na lista de bens culturais e históricos do Estado do Rio de Janeiro. Com isso, o espaço localizado no bairro de Vila Leopoldina terá suas características preservadas, conforme a ocupação dada pelo sacerdote Joãozinho da Gomeia (1914-1971), importante líder religioso do candomblé.
O tombamento foi comemorado por Mãe Seci Caxi, herdeira religiosa do sacerdote, nascido no interior da Bahia. A descendente planeja agora criar um memorial em homenagem a Joãozinho da Gomeia no terreno, localizado na Rua Prefeito Braulino de Matos Reis, 360. O projeto prevê a criação de um espaço de convivência, com recuperação ambiental e estrutura para eventos e cursos, voltados para a comunidade em geral.
“Luto há quase 20 anos por esse tombamento, que ganhou força com apoios que recebemos de diversas partes. Fico muito feliz porque o tombamento dará condições de restaurarmos a casa e construirmos o memorial”, conta Mãe Seci Caxi, que busca recursos públicos para o projeto.
A medida tomada pelo Inepac também foi elogiada pela pesquisadora Adriana Batalha, cuja tese de doutorado em Antropologia pela Universidade Federal Fluminense (UFF) foi baseada na trajetória do líder religioso. Segundo ela, a preservação mira principalmente a manutenção de um espaço que tem enorme importância para a história do município da Baixada Fluminense e por contribuir para combater a intolerância religiosa.
“O terreiro foi frequentado por muitas pessoas famosas na época e também funcionava como um local de festas e de assistência para a comunidade. O Joãozinho era um grande benfeitor para os moradores do entorno e uma personalidade influente e é importante que toda essa memória seja preservada”, afirma a pesquisadora.

A influência de Joãozinho da Gomeia, que foi tema do enredo da Acadêmicos do Grande Rio em 2020, também foi estudada pela pesquisadora Andrea Mendes, que fez trabalho de mestrado pela Unicamp sobre ele. “Vestidos de Realeza – Fios e Nós centro-africanos no candomblé de Joãozinho da Gomeia” foi publicado em livro pelo Museu Vivo do São Bento e APPH Clio.
“O Joãozinho fez uma ponte entre as religiões de matriz africana e as artes. Ele uniu do ponto de vista estético essas influências ancestrais com a dança, vestimentas e carnaval, entre outras atividades culturais. E também ajudou a popularizar o candomblé por sua constante presença na mídia e por suas andanças”, explica Andrea Mendes.
O diretor do Inepac, Cláudio Elias, ressaltou que o Instituto atende a um anseio de seguidores e estudiosos e se ampara nos aspectos técnicos que justificaram a medida. “O Terreiro da Gomeia é um símbolo do patrimônio cultural do Estado do Rio de Janeiro, situado no município de Duque de Caxias. Lugar que se modernizou, virou polo industrial, mas ainda preserva raízes históricas que foram fincadas ao longo do seu processo de ocupação e que precisamos salvaguardar”, afirma Cláudio Elias.
A secretária de Estado de Cultura e Economia Criativa, Danielle Barros, também destacou a contribuição cultural que o tombamento vai proporcionar. “Esperamos que a preservação enseje uma ocupação para o espaço que faça jus à sua importância histórica e cultural”, afirma a secretária.
Postado por SECEC-RJ em 14/set/2021 -

A Independência do México está completando 200 anos e a Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa se juntou às comemorações dessa data histórica. Nesta quarta-feira (15), será realizado um concerto no Palácio Guanabara, em Laranjeiras, para a celebração da conquista do povo mexicano. A apresentação musical, promovida também pelo Consulado Geral do México no Rio de Janeiro e o Instituto Brasileiro de Música e Educação (IBME), contará com músicos da Orquestra Sinfônica Juvenil Carioca e será regida pelo maestro Ariel Hinojosa.
O regente é diretor do Programa das Orquestras Sinfônicas Juvenis da Cidade do México e trouxe repertório composto por músicas de diversos períodos da história do país latino-americano. A OSJC é formada por estudantes de escolas públicas do Rio.
O concerto “Dia da Independência do México” está marcado para as 19h e será transmitido pelo canal youtube.com/orquestranasescolas. Também participam do “Dia da Independência do México”, para entoar o Hino Nacional Mexicano e Brasileiro, o Coro Laboratório Juvenil do Rio de Janeiro, com regência de André Amaral, bem como os alunos da Escola Intercultural México Brasil, localizada no município de São Gonçalo.
Foi em 1821 que a população mexicana concretizou sua autonomia formal do domínio espanhol, mas o início desta libertação aconteceu a partir do Grito de Dolores, no dia 16 de setembro de 1810, ocasião em que o padre Miguel Hidalgo y Costilla proclamou a Independência do México. Desde então, no dia de 16 de setembro o país cobre-se de bandeiras, e suas ruas são tomadas por grandes desfiles, apresentações, comidas, danças e músicas típicas.
A efetiva independência do México ocorreu há 200 anos, com a assinatura do Tratado de Córdoba em 1821, mas o Grito de Dolores no dia 16 de setembro é um marco que se transformou em celebração para o povo mexicano.
Com importância fundamental para toda a América Latina, México e Brasil representam riquezas culturais genuínas, com populações calorosas, hospitaleiras e acolhedoras.
“Brasileiros e mexicanos são povos irmãos e semelhantes em muitos aspectos, culturais e históricos. Também estamos perto de celebrar os 200 anos de nossa Independência e por isso estamos acolhendo essa celebração na sede do Governo do Estado, como uma manifestação de nosso apreço por esse país de uma vasta riqueza cultural”, afirma a secretária Danielle Barros.
Postado por SECEC-RJ em 08/set/2021 -

Um dos principais espaços de exposições do Rio de Janeiro está retomando sua programação para o público com uma mostra que reúne quatro expoentes da arte contemporânea. A Casa França-Brasil, que fica no Centro da capital, abre nesta quinta-feira (09) com “Forma e Cor”, reunindo obras dos pintores Luiz Aquila e Marcos Duprat e dos escultores Emanoel Araújo e Luiz Hermano.

Coincidentemente, Duprat também assina a curadoria da exposição junto com a diretora da Casa, Helena Severo. A seleção das obras é uma homenagem à crítica de arte, poeta e diplomata Vera Pedrosa, uma admiradora e influenciadora da obra dos artistas, falecida em fevereiro deste ano, aos 85 anos.
São 20 trabalhos que exploram de forma diversa o abstracionismo, tanto na construção cromática quanto na utilização das linhas geométricas. Apesar de seguirem vertentes diferentes, os artistas tiveram o privilégio de conhecer Vera e aprender com seu conhecimento, percepção e sensibilidade. Os quatro tiveram obras suas objeto de crítica da autora.
“A exposição teve o objetivo de fazer a aproximação de pintura e escultura porque também é importante esse diálogo de duas expressões diferentes no mundo das artes plásticas”, explica Helena Severo.
Segundo a diretora, a reabertura da Casa contribui para a revitalização do Centro do Rio e devolve o espaço cultural ao circuito cultural da cidade, do estado e do Brasil.
“A Casa França-Brasil é um ícone do Centro Histórico do Rio e sua reabertura é fundamental para que todo o entorno seja recuperado. É um brinde para os moradores da cidade e para os visitantes poder voltar a admirar a beleza da arquitetura do lugar e poder ao mesmo tempo desfrutar das exposições e demais eventos culturais que a Casa abriga”, afirma a secretária de Estado de Cultura e Economia Criativa, Danielle Barros.
“Forma e cor”, é apenas a ponta de lança da nova fase da Casa França-Brasil. Está programada ainda para este ano a exposição “Uns sobre os outros —história como corpo coletivo”. Em agosto do ano que vem, será a vez de “Tarsila: uma coleção de desenhos”, que celebra os 100 anos da Semana de Arte Moderna de 1922. A programação também inclui eventos de música e cinema, que serão anunciados nas próximas semanas.

Endereço: Rua Visconde de Itaboraí, 78 – Centro
Horário de funcionamento: de quarta a domingo, das 12h às 18h
Entrada gratuita
A Casa exige o uso de máscara e distanciamento entre os visitantes.
Postado por SECEC-RJ em 08/set/2021 -

– Qual é a importância do auxílio proporcionado pelo edital de carnaval da SECECRJ?
– Esse e outros editais públicos são a única salvaguarda que temos para essa cadeia produtiva, que está parada desde o ano passado. É importante esclarecer para quem não acompanha o carnaval que os profissionais que atuam nos blocos ou outros grupos carnavalescos têm uma atuação intensa durante o ano todo e não só naqueles quatro dias oficiais de folia. São eventos corporativos, casamentos, ensaios, oficinas, apresentações diversas, escolha de samba, entre outros, que geram renda para eles e que foram suspensos. O carnaval em si, que começa cada vez mais cedo e está durando de janeiro a março, é para muitos a principal fonte de remuneração, mas não a única. São músicos, cantores, aderecistas, costureiras e muitos outros profissionais que precisam dessa ajuda vital.
– Como essa verba está ajudando esses profissionais?
– No caso da Sebastiana, o que procuramos fazer é esticar ao máximo a abrangência do nosso projeto de uma forma que pudéssemos realmente beneficiar da forma mais ampla possível essa cadeia produtiva. Por isso, em primeiro lugar optamos por realizar uma mesa de debates reunindo palestrantes ligados ao carnaval. Depois, na live de apresentação musical escolhemos fazer um evento que reunisse nove blocos e o Clube do Samba num evento só, para podermos produzir algo bem rigoroso em termos de qualidade e investindo numa produção caprichada. Se nos preocupássemos só com a apresentação musical do bloco, íamos deixar de fora parte dessa cadeia produtiva. Só no cenário, são uns dez profissionais. Como optamos por colocar fantasias em todos que vão se apresentar, estamos ajudando as costureiras da ONG Divinas Axilas, ligada ao bloco Suvaco do Cristo, que também tinham sido prejudicadas com a pandemia.
– Há todo um pessoal de apoio para a produção ficar impecável, mas e com relação ao pessoal envolvido diretamente na parte musical?
– Todos foram escolhidos criteriosamente. Chamamos o Paulão Sete Cordas para ser diretor musical, por ser envolvido com o carnaval e o samba. Chamamos os cantores profissionais Marina Iris e Moyseis Marques, que sempre concorrem em escolhas de samba. A apresentação foi da Aline Prado, que é apresentadora de TV e foi a porta-bandeira do Imprensa Que Eu Gamo durante 15 anos. Ela está dentro e vibra com o assunto. Além de uma boa turma de ritmistas. Chamamos também os nossos mestres de bateria Penha, Felipe e Felipão, personagens indispensáveis do carnaval. Em resumo, conseguimos contemplar muitas áreas de uma cadeia produtiva parada e foram mais de 100 pessoas envolvidas. É uma galera que está trabalhando e, por menor que seja o valor, é um dinheiro que vai ajudar, que dá um respiro nessa hora. É uma forma que a Sebastiana encontrou de beneficiar bastante gente e realizar algo bonito.

– E a participação de representantes de blocos de fora?
– Chamamos o Clube do Samba porque alguns integrantes de blocos da Sebastiana enfrentavam problemas, até por conta da pandemia, e não puderam participar. O Clube é ligado ao Barbas e muito ligado à nossa história. Mas houve uma mesa de debate com representes de outros blocos. Chamamos o “Mulheres Rodadas”, o “Tambores de Olokun”, entre outros, por fazerem um trabalho muito importante. Essa foi uma conversa sobre a saúde, que ficou afetada. Muita gente está deprimida, com a paralisação do carnaval, das mortes, com os problemas familiares, solidão… O carnaval sempre foi um momento de catarse para a sociedade. É uma distensão de tudo que passamos o ano todo. Num momento de pandemia, de dor e morte, precisaríamos ainda mais disso e não tivemos. Por isso, o tema dessa segunda mesa.
– E por todos esses motivos, como as pessoas vão se comportar no próximo carnaval?
– Ninguém sabe dizer. É uma questão difícil porque envolve o comportamento do outro. Hoje, em setembro, a gente observa esse desejo desse encontro, desse toque, mas as pessoas ainda estão receosas. Tem muita água para rolar. Festas de fim de ano, Réveillon, verão e o comportamento pandêmico que temos que avaliar. Se a pandemia estiver sob controle, vai ser uma loucura, principalmente os mais jovens. Será o carnaval dos muito jovens, dos 13 aos 25 anos. Estão sem escola, sem festas, sem futebol, nada. Será o primeiro momento de extravasar. É uma questão que as autoridades, a mídia e os agentes públicos precisam se preocupar e até fazer campanhas para orientar. Já os mais velhos vão ficar um pouco mais cautelosos. Mas pode haver também o retorno de bailes em ambientes fechados com mais controle.

– Qual foi o maior desafio de transpor para uma apresentação online um evento essencialmente de rua?
– Nossa filosofia é a democracia da rua, de ocupar esse espaço público. O carnaval quando é bloco acontece organicamente com aquilo que a cidade tem a oferecer na hora, como o Escravos da Mauá que absorve o pessoal local, com ala de pernas de pau, outra ala da Providência, e por aí vai. Num palco não é a mesma coisa, mas procuramos sintetizar da melhor forma possível. A Sebastiana escolheu fazer um passeio musical, que vem desde 1985 e chega aos anos 2000, através das músicas dos seus blocos. É o retrato dos 36 anos da Liga, numa ordem cronológica. Virou um acervo. Há o registro de pelo menos um samba representativo por bloco. Termina a live com um grande baile de carnaval. O objetivo é deixar as pessoas em casa bem animadas e sempre poderá ser visto.
Postado por SECEC-RJ em 03/set/2021 -

“Eu até hoje agradeço muito ter pertencido a esse grupo Os Trapalhões. Até hoje encontro gente que começa a chorar de emoção quando me encontra pelas lembranças que guardam daqueles tempos”, contou Dedé Santana, num bate-papo realizado nesta sexta-feira (03) na Biblioteca Parque Estadual. No balanço que fez de sua carreira na sede da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa, transmitido pelo YouTube, o ator, palhaço, diretor e roteirista também fez revelações. Como o sonho de realizar um projeto cultural gratuito para as crianças.
“Me lembro de quando eu trabalhava no circo, de ver muitas crianças entrarem sem pagar, às vezes passando por baixo da lona, porque não tinham como comprar ingresso. Por isso, tenho esse sonho de realizar esse projeto com entrada gratuita”, afirmou o ex-Trapalhão.

Seu sonho está prestes a ser realizado e está previsto para novembro essa ação cultural, em parceria com a Sececrj, que reunirá num espaço no Porto Maravilha, no Rio, circo, teatro e cinema, com gratuidade para estudantes. Os detalhes estão sendo guardados a sete chaves, mas o projeto tem tudo para ser mais um sucesso na carreira de 85 anos de Dedé.
No bate-papo, transmitido pelo canal da produtora FLO Arts e comandado pelo ator e produtor Fioravante Almeida, o artista contou que estreou nos palcos aos 3 meses.
“Entrei no palco com 3 meses no colo da minha mãe, para substituir um boneco, e com 7 anos já era palhaço. Já na nasci no circo”, disse ele.
Dedé revelou que teve várias funções no circo na infância e adolescência e também precisou trabalhar em várias profissões, como engraxate, verdureiro e mecânico.
“Só me arrependo de não ter lido mais”, admitiu o artista para a plateia formada por crianças.
Dedé contou que abandonou o circo para realizar o sonho de trabalhar com cinema e por isso trocou São Paulo pelo Rio com a cara e a coragem. Morou na Praia de Copacabana, sem teto, e estreou no teatro com muita insistência para substituir um ator. Sua primeira peça foi no antigo Teatro Follies, do bairro, e depois os convites não pararam.
Por acaso, também foi seu encontro com Renato Aragão, seu parceiro Didi dos Trapalhões, com quem começou a contracenar no antigo Teatro Recreio. A parceria durou décadas e foi responsável por recordes de audiência aos domingos na TV Globo, depois de passar pela Excelcior e a Record.
“Estávamos na Record de São Paulo quando eu disse: ‘Vamos botar um afro-descendente que vai agradar’ e convidamos o Mussum que era do conjunto Originais do Samba e meu amigo. Foi um sucesso”, contou.
A entrada do quarto integrante, o Zacarias, veio através de Renato. O mineiro também agradou de cara o público da TV. O quarteto acabou entrando para o Guinness, o Livro dos Recordes, por terem feito o programa de humor de maior duração da TV, com 35 anos de exibição.

Dedé falou de sua grande satisfação de fazer cinema e de seus 63 longas, alguns como diretor. Sem pensar em parar de trabalhar, o artista ainda se dedica às redes sociais e recomenda às crianças que assistam aos seus antigos filmes e programas e que estudem muito.
“As crianças são o futuro do Brasil. Por isso, não deixem de estudar”, aconselhou.