Postado por SECEC-RJ em 16/ago/2021 -
A Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa realizou nesta segunda-feira (16) cerimônia de entrega de certificados aos projetos premiados nos editais de carnaval. O evento, que aconteceu no Centro Cultural João Nogueira – Imperator, no Méier, contou com apresentações musicais e de dança.
Ao todo foram aprovados 84 projetos, que receberam R$ 3,8 milhões oriundos do Fundo Estadual de Cultura (FEC). Os recursos foram destinados às escolas de samba e às associações e ligas de blocos de rua, que este ano foram prejudicados com o cancelamento dos desfiles, em virtude da pandemia. Para assegurar que os profissionais que atuam na linha de frente do carnaval sejam beneficiados, as agremiações devem utilizar pelo menos 25% deles no pagamento de pessoal.
Na chamada #NãoDeixaOSambaMorrer, foram incluídas as escolas de samba. Entre as integrantes do Grupo Especial, oito vão receber R$ 150 mil cada para a realização da escolha do samba-enredo, que já começou a ocorrer de forma virtual. As quatro demais já tinham sido contempladas pela Lei Aldir Blanc com o mesmo valor.





Foram também habilitados nove projetos de escolas vinculadas à Liga das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Lierj), que receberão R$ 40 mil cada uma. Outras 55 agremiações ligadas à Liga Independente das Escolas de Samba do Brasil (Liesb) também tiveram suas propostas aprovadas e vão ser contempladas com R$ 20 mil cada uma. Representando a Liesb, esteve presente o presidente Clayton Ferreira. A Lierj foi representada pelo diretor Bruno Tetê. Já a Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Liesa) foi representada pelo diretor Elmo José dos Santos.
Para concorrer, os blocos precisavam ser filiados a instituições representativas, que se inscreveram de acordo com o número de associados na chamada pública #BlocoNasRedesRJ. Foram habilitadas no total 13 entidades representativas, sendo que dessas seis são da capital e sete do interior, somando R$ 1,2 milhão para realizarem atividades carnavalescas virtuais.
A secretária Danielle Barros ressaltou a importância dos recursos chegarem nas mãos dos trabalhadores do carnaval, que foram duramente prejudicados pela pandemia.
“Nós só somos instrumento para fazer a política pública acontecer. O importante é que esses recursos cheguem à ponta dessa cadeia produtiva e criativa, que encanta o mundo com suas cores e seu ritmo. Neste momento em que a pandemia nos preocupa, estamos garantindo recursos para os artistas do carnaval e uma atração cultural segura para o público poder curtir em casa”, declarou a secretária.
A cerimônia contou com a apresentação do grupo de choro Caiçara, de Angra dos Reis, da apresentação dos dançarinos Cris Aguiar e Sandro Santos e do grupo afro Orunmila, entre outras atrações. O carnavalesco e comentarista Milton Cunha também participou da entrega dos certificados. O deputado estadual Chiquinho da Mangueira e o deputado federal Aureo Ribeiro representaram a Assembleia Legislativa do estado e o Congresso Nacional no evento.
“No momento em que a gente vive uma pandemia, com 15 milhões de pessoas desempregadas, mais de 40 milhões no mercado informal, pessoas passando fome, a tristeza invade os lares brasileiros. Por isso, é fundamental entender a sensibilidade de projetos como esse, que leva alegria através da cultura e valoriza os trabalhadores do Carnaval”, reforçou o deputado Aureo Ribeiro.
Ligas de Blocos (Categoria A):
– Associação Recreativa Cultural e Esportiva Liga de Blocos e Bandas Wiliam Cesar
– Associação Recreativa e Cultural Liga de Blocos e Bandas da Zona Portuária da Cidade do Rio de Janeiro
– Liga de Bandas E Blocos Carnavalescos da Barra da Tijuca, Recreio dos Bandeirantes E Vargens – Liga Sambare
– Associação dos Blocos e Atividades Carnavalescas de Cabo Frio
– Coreto Coletivo de Blocos Organizados do Rio de Janeiro
– Sebastiana – Associação Independente de Blocos de Rua da Zona Sul, Santa Teresa e Centro da Cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro
– Associação Carnavalesca Amigos do Zé Pereira
– Associação Bloco Carnavalesco Adão e Eva
– Associação de Bois Pintadinhos de Campos dos Goytacazes
– Liga Independente dos Blocos Carnavalescos de Angra dos Reis – (LIBCAR)
Ligas de Blocos (Categoria B):
– Associação Carnavalesca de Bois Malhadinhos – ASCBOM
– FEBARJ – Federação dos Blocos Afro e Afoxés do Estado do Rio de Janeiro
Escolas de Samba do Grupo Especial (Liesa):
– Grêmio Recreativo Escola de Samba Acadêmicos do Salgueiro
– Grêmio Recreativo Escola de Samba Unidos de Vila Isabel
– Grêmio Recreativo Escola de Samba Unidos da Tijuca
– G R Escola de Samba Paraíso do Tuiuti
– Grêmio Recreativo Escola de Samba Imperatriz Leopoldinense
– Grêmio Recreativo Escola de Samba São Clemente
– Grêmio Recreativo Escola de Samba Estação Primeira de Mangueira
– Grêmio Recreativo Escola de Samba Portela
Escolas de Samba filiada à Lierj:
– Grêmio Recreativo Escola de Samba Acadêmicos de Vigário Geral
– Grêmio Recreativo Escola de Samba Acadêmicos de Santa Cruz
– Grêmio Recreativo Escola de Samba Acadêmicos do Cubango
– Grêmio Recreativo Escola de Samba Em Cima Da Hora
– Grêmio Recreativo Escola de Samba União da Ilha do Governador
– Grêmio Recreativo Escola de Samba Educativa Império Da Tijuca
– Grêmio Recreativo Escola de Samba Estácio de Sá
– Grêmio Recreativo Escola de Samba Unidos de Bangu
– Sociedade Recreativa Escola de Samba Lins Imperial
Escolas de Samba da Categoria C (Escolas Mirins e pertencentes a outras ligas):
– Grêmio Recreativo Escola de Samba Unidos da Barra da Tijuca
– Grêmio Recreativo Escola de Samba Mocidade Unida da Cidade de Deus
– G.R.E.S Unidos da Região Oceânica
– Grêmio Recreativo Escola de Samba Feitiço do Rio
– Grêmio Recreativo Escola de Samba Siri de Ramos
– Grêmio Recreativo Escola de Samba Mocidade Independente de V. Isabel
– Grêmio Recreativo Escola de Samba Sonhos de Mixyricka
– Grêmio Recreativo Escola de Samba Experimenta da Ilha da Conceição
– Grêmio Recreativo Escola de Samba Bambas Do Ritmo
– Grêmio Recreativo Vilage no Samba
– Grêmio Recreativo Escola de Samba Unidos do Sacramento
– Grêmio Recreativo Escola de Samba Alegria da Zona Sul
– C.C.E.S Flor da Mina do Andaraí
– Grêmio Recreativo Escola de Samba Mirim Aprendizes do Acadêmicos do Salgueiro
– Grêmio Recreativo Escola de Samba Acadêmicos do Engenho da Rainha
– Grêmio Recreativo Cultural Escola de Samba Amigos da Ciclovia
– Grêmio Recreativo Escola de Samba Mocidade Independente do Boaçu
– Grêmio Recreativo Escola de Samba Unidos de Lucas
– Grêmio Recreativo Escola de Samba Imperatriz de Olaria
– Grêmio Recreativo Escola de Samba Magnólia Brasil
– Associação Recreativista Escola De Samba Vizinha Faladeira
– Grêmio Recreativo Escola de Samba Bom das Bocas
– Grêmio Recreativo Escola de Samba Acadêmicos da Diversidade
– Botafogo Samba Clube
– Grêmio Recreativo Escola de Samba Independentes de Olaria
– Grêmio Recreativo Escola de Samba Rosa de Ouro
– Grêmio Recreativo Escola de Samba Acadêmicos do Jardim Bangu
– G.R.E.S. Unidos da Villa Rica
– G.R.E.S. União do Parque Curicica
– Grêmio Recreativo Escola de Samba Unidos do Jacarezinho
– Grêmio Recreativo Escola de Samba Unidos de Manguinhos
– Grêmio Recreativo Cultural Nova Geração do Estácio de Sá
– Grêmio Recreativo Cultural Escola De Samba Mirim Filhos Da Águia Da Portela
– Grêmio Recreativo Escola de Samba Mensageiros da Paz de Guapimirim
– Grêmio Recreativo Escola de Samba Chatuba de Mesquita
– Grêmio Recreativo Escola de Samba Caprichosos de Pilares
– Grêmio Recreativo Escola de Samba União de Maricá
– Grêmio Recreativo Escola de Samba Acadêmicos da Abolição
– Grêmio Recreativo Escola de Samba Unidos da Saudade
– Grêmio Recreativo Escola de Samba Imperatriz de São Manoel
– Grêmio Recreativo Escola de Samba Acadêmicos do Dendê
– Grêmio Recreativo Cultural Escola de Samba Mirim Infantes do Lins
– Sociedade Espotiva E Escola De Samba Unidos Do Cabuçu
– Grêmio Recreativo Cultural Petizes da Penha
– Gres Independente de Nova América
– Grêmio Recreativo Escola de Samba Arrastão de Cascadura
– Associação Mocidade Louca
– Grêmio Recreativo Escola de Samba Arame de Ricardo
– Associação Madureira do Turf
– Grêmio Recreativo Cultural Escola de Samba Mirim Tijuquinha do Borel
– Grêmio Recreativo Escola de Samba Boêmios do Amor
– Grêmio Recreativo Escola de Samba Amigos da Farra
– Grêmio Recreativo Escola de Samba Ururau da Lapa
– Grêmio Recreativo de Arte e Cultura Escola de Samba Boi Sapatão
– Grêmio Recreativo Escola de Samba União da Esperança
Postado por SECEC-RJ em 11/ago/2021 -

– Como está se dando a retomada das atividades presenciais pela EAV?
– Está ocorrendo paulatinamente, mas na realidade nunca chegamos a ficar totalmente parados. Adotamos de imediato as aulas online no ano passado e houve a reabertura da visitação ao parque e ao palacete em julho de 2020. Ocorreu até um fenômeno curioso que foi um aumento muito grande da procura no verão passado e as filas para a entrada na sede eram preocupantes. Para se ter uma ideia, em janeiro registramos a entrada de 75 mil pessoas no parque. Por isso, a partir de fevereiro iniciamos o agendamento pela internet. Esse método deu muito certo e estamos pensando até em mantê-lo permanentemente porque deu mais conforto ao visitante e trouxe uma convivência melhor com as nossas atividades administrativas e educacionais. Por enquanto, estamos respeitando o limite de 40% da capacidade, mas podemos ampliá-lo conforme avançar a vacinação.
– E com relação às aulas presenciais?
– Temos alguns cursos em formato de oficina que não se adaptam ao formato online, pois precisam de ferramentas e materiais de grande porte que os alunos não possuem em casa. Por isso, desde abril estamos retomando os cursos presenciais, como o de escultura, na oficina 3D, de xilogravura, litogravura, nas oficinas de gravura. Agora no segundo semestre, estamos com uma grade de 50 cursos, sendo sete deles presenciais. Seguimos critérios rigorosos de segurança, com lugares marcados, higienização dos materiais e número reduzido de alunos. No entanto, vamos continuar com as aulas virtuais, que permitem a participação de alunos do Brasil inteiro e até do exterior. É bom para a Escola ampliar seu público. [Veja a relação de cursos no link.]
– Em que medida os cursos da EAV auxiliam na formação profissional das pessoas?
– Nossos cursos não têm a característica formal ou profissionalizante, pois são cursos livres. Mas alguns se relacionam ao campo de atuação profissional da Cultura, além disso enriquecem demais o currículo dos alunos que desejam atuar profissionalmente. Um exemplo é o Luz e Cena, de iluminação e cenografia, que é procurado por pessoas que desejam ou possuem atuação profissional no mercado. Os alunos aprendem com os melhores profissionais da área. São cursos semestrais, que podem ser complementados por outros também mais longos, sem contar os casos em que há todo um acompanhamento do trabalho artístico dos alunos por parte dos professores, sem prazo fixo para acabar.
– As exposições também vão se intensificar a partir de agora?
– Já tivemos uma exposição com público, que foi a “Hábito/Habitante”, realizada entre maio e junho, que trabalhou com interatividade e performances. Elas eram filmadas para transmissão pelas redes sociais e pelo site. Eram como lives, mas ficaram arquivadas. Temos uma programação já montada, mas ainda estão fechando as datas. Acreditamos que em outubro, com a pandemia mais controlada, poderemos realizar de novo a jornada voltada para as crianças e jovens.
– Ao longo do tempo, a EAV acumulou uma série de trabalhos artísticos, que acabaram formando um acervo. Como está gestão dessas coleções?
– A Escola recebeu de fato muitas doações de professores, ex-professores e alunos, que estão expostas nas paredes do palacete e preservadas na reserva técnica. Tudo bem catalogado e guardado. Também recebemos múltiplos, que comercializamos em feiras, na loja ou online, como trabalhos em serigrafias e gravuras, por exemplo. Isso gera uma renda importante para nós. Tudo catalogado e pode ser comprado pelo site, como a coleção Amigo EAV. Esse acervo também enriquece nossas exposições ou pode virar empréstimos para mostras em outros lugares, a pedido dos curadores.
– A EAV revelou muitos nomes famosos das artes plásticas brasileiras. Ela continua sendo um celeiro?
– Tivemos pessoas muito boas no passado, que ganharam renome. Um exemplo emblemático foi o da chamada Geração 80. Eles despontaram através de uma exposição realizada aqui em 1984 intitulada “Como Vai Você, Geração 80?”. Nela, estavam artistas como Beatriz Milhazes, Jorge Guinle, Leonilson, Leda Catunda, Luiz Zerbini, entre outros. São nomes que depois passaram a ser reconhecidos até internacionalmente. Por coincidência, eu estava na direção do CCBB do Rio 20 anos depois, quando houve uma exposição para relembrar esse período e chamou-se “Onde Está Você, Geração 80?”. Mas a Escola continua revelando nomes nas artes plásticas e novos ex-alunos têm espaço em galerias famosas. É o caso do Yuri Cruz, Mulambö, Laís Amaral, Ana Almeida, só para citar alguns nomes.
– A que se deve esse resultado?
– Isso se deve à liberdade dos cursos, que são um encontro muito frutífero. O método livre da Escola, o contato com professores que já estudaram a história da arte e toda essa efervescência e inconformidade são muito potentes e continuam existindo. É o que leva as pessoas a procurarem a escola e o convívio com outros artistas.

– Há a intenção de restaurar o palacete e o entorno?
– Temos um projeto de restauro que está pronto e alinhavado. Inclui o palacete, que completou 100 anos este ano. Temos a intenção de obter a verba para isso através dos editais. Como aqui é um espaço vivo, visitado, conhecido e reconhecido pela população que o frequenta, acreditamos muito no interesse dos patrocinadores. Ainda por cima há a data do centenário. E tem a possibilidade de ser feito em módulos, o que permite aportes ao longo do tempo. O restauro das cavalariças e das áreas verdes poderia ser feito separadamente. É um espaço maravilhoso de convivência que precisa ser cada vez mais valorizado.
Postado por SECEC-RJ em 06/ago/2021 -

A Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa promoveu nesta quinta-feira (05) um encontro virtual com cerca de 70 gestores de cultura dos municípios fluminenses para tratar das diretrizes do Decreto Federal 10.751/2021, que estabelece as novas regras para a utilização dos recursos da Lei Aldir Blanc. Representantes da SECEC tiraram dúvidas e prestaram esclarecimentos sobre a aplicação do saldo restante da transferência federal realizada no ano passado. A expectativa é de que até R$ 15 milhões possam ser destinados aos fazedores de cultura do estado através desse processo.
Os municípios que não conseguiram aplicar toda a verba de 2020 precisam elaborar seus planos de trabalho e preparar editais para que seus produtores e artistas tenham acesso aos recursos. Os que não devolveram as transferências já estão com os saldos disponíveis e podem iniciar o processo de execução.
Durante o encontro, capitaneado pelo subsecretário de Planejamento e Gestão, Vitor Corrêa, e pelo assessor de Relações Intermunicipais, Adenilson Honorato, foram dadas as orientações para que os recursos cheguem a quem está na ponta.
“A Secretaria de Cultura do Estado fez a sua parte com a execução da Lei Aldir Blanc e é importante auxiliar os municípios na execução dos recursos federais. Este é o caminho da democratização do acesso à cultura e também no amparo aos nossos artistas e fazedores de cultura”, disse Danielle Barros.
“Os efeitos da pandemia estão durando muito mais do que o esperado e o setor cultural é um dos mais afetados. Por isso, todo o esforço tanto da Secretaria quanto das prefeituras é fundamental para que o dinheiro chegue o quanto antes a quem precisa”, declarou Adenilson Honorato.
O secretário de Cultura de Belford Roxo, Bruno Nunes, elogiou o encontro. Ele vem participando das reuniões promovidas pela SECEC e diz que está tudo certo para o lançamento dos novos editais no início de setembro. O município da Baixada Fluminense tem saldo de R$ 3,1 milhões, para serem aplicados através de três editais. Ele pretende realizar festivais e incluir apresentações nas Caravanas Culturais, já conhecidas na cidade.
“Agradeço muito a Secretaria de Cultura do Estado pelo apoio e orientações. Esse saldo foi formado por causa dos prazos curtos no ano passado, mas foram bem guardados e serão muito úteis nesse momento, pois serão bons para a economia local, para os fazedores de cultura e para a população, que precisa dessas apresentações”, afirma Nunes.
O secretário de Cultura, Turismo, Esporte e Lazer e Desenvolvimento Econômico de Bom Jardim, Jackson Vogas de Aguiar, conta que o município serrano tem R$ 207 mil para desembolsar e prepara o lançamento de dois editais para movimentar a cultura local.
“Estamos ouvindo as orientações e também atentos à nossa realidade local. O tempo é curto, mas queremos já contar com apresentações com público por ser uma necessidade dos moradores do município”, explica o secretário.
Postado por SECEC-RJ em 04/ago/2021 -

Mais um bem cultural do Estado do Rio de Janeiro ganhou o título de Patrimônio Mundial, concedido pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). O Sítio Roberto Burle Marx, em Barra de Guaratiba, na Zona Oeste da capital, é o mais novo item brasileiro a constar na seleta lista de riquezas de inestimável valor para a humanidade. A decisão tomada pelo Comitê de Patrimônio da entidade, em sessão realizada na cidade de Fuzhou, na China, no último dia 27 de julho, coroa o esforço empreendido pelo Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (Inepac), vinculado à Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa, pela preservação do lugar concebido pelo célebre paisagista e artista plástico que lhe dá nome.
Desde 1983, o local, originalmente chamado de Sítio Santo Antônio da Bica, é tombado pelo Inepac, que ajudou assim a manter as características arquitetônicas dos imóveis históricos do terreno, bem como a coleção de plantas e outras construções modernas feitas pelo paisagista, como seu ateliê. O tombamento provisório ocorreu a pedido do próprio Burle Marx, preocupado com uma possível descaracterização do espaço, e seu processo definitivo ocorreu em 1988.
O terreno, atualmente com 405 mil metros quadrados, contém uma coleção botânica com cerca de 3.500 espécies tropicais e subtropicais, dando ao sítio um papel inestimável para a educação ambiental de cariocas, fluminenses e visitantes do mundo inteiro. Todo esse tesouro de enorme valor científico é entremeado por seis lagos, que embelezam ainda mais a paisagem. Conforme consta do documento que deu origem ao tombamento estadual, o sítio é o “resultado de uma generosa e linda obra de botânico e artista plástico, inseparável de uma longa luta pela paisagem brasileira e pela defesa de nossa identidade natural”.
Nas sete instalações do lugar, há mais de três mil itens que fazem parte do acervo museológico do SRBM, composto pela produção do próprio artista, e objetos colecionados ao longo de décadas como arte pré-colombiana, arte popular brasileira, cristais, mobiliário, entre outros. Para a Unesco, trata-se de um conjunto único na categoria Paisagem Cultural, por conciliar o rico ambiente natural com a atividade humana.
Burle Marx, que nasceu em São Paulo em 1909, se mudou para o Rio ainda criança e viveu no Sítio entre 1973 e 1994, ano de sua morte. No entanto, sua contribuição para o espaço teve início em 1949, quando adquiriu o terreno e passou a trabalhar nele. O paisagista ergueu viveiro de plantas no sítio e restaurou a Capela de Santo Antônio da Bica, do século XVII, sob orientação dos arquitetos Carlos Leão e Lúcio Costa. A casa principal oitocentista também faz parte do conjunto tombado pelo Inepac.
Antes da morte, Burle Marx doou a propriedade para o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), que administra e mantém o espaço até hoje. A colaboração do Inepac com a autarquia federal, vinculada à Secretaria Especial da Cultura e ao Ministério do Turismo, foi fundamental para o apoio à candidatura vitoriosa do sítio a Patrimônio Mundial. O instituto estadual aprovou o plano de gestão do local, que foi um dos documentos necessários para a aprovação da Unesco, e que também sela o compromisso internacional pela sua preservação.
“O reconhecimento internacional pela Unesco do valor cultural do Sítio Roberto Burle Marx enche de orgulho toda a equipe do Inepac por ter sido o primeiro instituto a realizar o tombamento, e pelo longo trabalho realizado pelo corpo técnico no acompanhamento da preservação dos aspectos arquitetônicos, paisagísticos e artísticos ali presentes. Estamos felizes pelo título, mas também por acreditar na contribuição desse lugar para a formação das futuras gerações”, afirmou o diretor Cláudio Elias.
A secretária Danielle Barros também comemorou o título: “O reconhecimento pela Unesco do valor do Sítio Burle Marx é uma honra para o nosso Estado do Rio, que se destaca cada vez mais pela beleza das paisagens mas também pela contribuição das mãos humanas, que tornam nosso território ainda mais especial. Será mais um estímulo para a Cultura, a Educação, o Turismo e o desenvolvimento do Rio”.
Além do SRBM, o Estado do Rio aparece na lista do Patrimônio Mundial da Unesco através das Paisagens Cariocas, do Cais do Valongo (na Zona Portuária da capital) e do conjunto de Paraty e Ilha Grande (Costa Verde). A lista completa de bens brasileiros está no link.





















Postado por SECEC-RJ em 02/ago/2021 -

A Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa reabriu hoje a Biblioteca Parque da Rocinha, que ficou fechada durante mais de um ano por conta da pandemia. Durante a cerimônia, a secretária de Estado de Cultura e Economia Criativa, Danielle Barros, anunciou investimentos para a reforma das bibliotecas parque e demais unidades da SECEC, que passarão por reformas.
“Sabemos que o investimento em Cultura tem um enorme poder multiplicador na sociedade. Cada centavo gasto no setor ajuda na geração de empregos, na formação dos cidadãos, no estímulo ao turismo e principalmente na transformação do nosso território num espaço de mais alegria, harmonia e desenvolvimento humano. A leitura, sobretudo, transforma as pessoas e é um alento para a alma”.
declarou a secretária Danielle Barros.
A SECEC está em tratativa para a liberação de verba do Fundo Nacional de Cultura para executar melhorias na Rocinha e nas bibliotecas parque de Manguinhos e do Centro. No projeto, estão previstas intervenções como recuperação de estruturas metálicas, melhorias na drenagem pluvial, instalação de circuitos internos de vídeo e de proteção contra raios, aprimoramento dos sistemas contra incêndio, ampliação das redes de telecomunicações e reforma de instalações elétricas e banheiros.
A Secretaria também planeja investir parte da verba na reforma da unidade do Complexo do Alemão, que se encontra fechada, e a criação de uma nova biblioteca para atender a comunidade da Mangueira.
Durante a cerimônia de reabertura da Biblioteca, houve a realização de diversas atrações artísticas. A pesquisa ao acervo de mais de 14 mil livros da unidade está funcionando de segunda a sexta-feira, das 10h às 18h. No entanto, nos cinco andares da construção são oferecidos cursos, oficinas e palestras sobre várias atividades até o período noturno.





Para o retorno da Biblioteca Parque, que volta com funcionamento de 10h às 18h de segunda à sexta, além de melhorias nos equipamentos, os elevadores e banheiros receberam consertos que auxiliam na acessibilidade para o público. Além disso, a equipe de funcionários também ganhou reforço para o atendimento dos frequentadores.
Na programação da reabertura, a Biblioteca Parque da Rocinha, que tem um acervo de mais de 14 mil livros, irá oferecer aulas de reforço escolar voltadas para o Ensino Fundamental, dança, música e também atividades corporais, como yoga, boxe, capoeira e alongamento. As oficinas incluem hip hop, áudio e vídeo.
Confira aqui outros serviços da Biblioteca da Rocinha: http://cultura.rj.gov.br/biblioteca-parque-da-rocinha-reabre-nesta-segunda-com-programacao-especial/
Postado por SECEC-RJ em 01/ago/2021 -

A Biblioteca Parque da Rocinha será reaberta ao público nesta segunda-feira (02/08), depois de ter ficado fechada desde março de 2020. O equipamento, que pertence à Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa, passou por melhorias para aprimorar a qualidade dos serviços prestados à comunidade. A retomada também vem acompanhada por uma programação intensa de cursos e atividades culturais e educativas, incluindo reforço escolar.
A Biblioteca da Rocinha reabre ao público com o elevador consertado, dando conforto e acessibilidade para o público, que pode acessar os cinco andares da unidade. O equipamento recebeu conserto de banheiros, reposição de lâmpadas, entre outras intervenções. A equipe de funcionários também recebeu reforço para o atendimento dos frequentadores.
“É com muito orgulho que entregamos de volta à comunidade da Rocinha esse equipamento cultural tão relevante para os moradores do lugar. A pandemia provocou essa interrupção, mas a equipe não ficou parada e trabalhou com afinco para essa reabertura com o equipamento renovado e com uma programação especial”, afirmou a secretária Danielle Barros.
A reabertura da Biblioteca Parque da Rocinha é um ganho também para os moradores da região, que poderão acompanhar no auditório multiuso peças, palestras e exibição de filmes. O usuário também pode acessar a internet no espaço através dos 12 computadores do terceiro andar. O acervo de 14 mil livros e mais de mil DVDs também estará disponível para o público. Há também salão de dança e salas de aula.
Na programação da reabertura, a comunidade terá aulas de reforço escolar voltadas para o Ensino Fundamental, dança, música e também atividades corporais, como yoga, boxe, capoeira e alongamento. As oficinas incluem hip hop, áudio e vídeo. As Bibliotecas Parque do Centro e de Manguinhos já estão funcionando normalmente.







Teatro com Bando Cultural Favelados: às segundas-feiras (das 13h às 15h) e às quintas-feiras (das 17h às 22h)
Oficina de Teatro (Cia Semearte): às segundas-feiras (das 18h às 22h), às terças-feiras (das 18h às 22h) e às quartas-feiras (das 16h às 22h)
Aulas de Capoeira: às segundas-feiras (das 18h às 21h), às terças-feiras (das 18h às 20h), às quartas-feiras (das 18h às 21h) e às quintas-feiras (das 17h às 20h)
Aulas de Flauta Doce: às segundas-feiras e às quintas-feiras (das 16h às 18h)
Reforço Escolar: às segundas-feiras (das 18h às 20h), às terças-feiras (das 18h às 20h), às quintas-feiras (das 18h às 20h) e às sextas-feiras (das 18h às 21h)
Curso de Libras: às segundas-feiras (das 15h às 18h) e às quartas-feiras (das 17h às 20h)
Aulas de Balé: às segundas-feiras e às quartas-feiras (das 15h às 19h)
Aulas de Dança do Ventre: às segundas-feiras (das 19h às 22h) e às sextas-feiras (das 19h às 21h)
Zumba: às segundas, quintas e às sextas-feiras (das 19h às 22h)
Boxe: às segundas-feiras (das 13h às 14h)
Inglês: às segundas-feiras (das 10h às 12h), às quartas-feiras (das 14h às 16h) e às quintas-feiras (das 17h às 18h)
Antimidia Beatmaker: às terças-feiras e quintas-feiras (das 14h às 16h)
Psicopedagogia: às terças-feiras (das 18h às 20h)
Yoga: às terças-feiras (das 10h às 11h e das 19h às 21h), às quartas-feiras (das 10h às 11h) e sextas-feiras (das 10h às 11h)
Alongamento: às terças-feiras (das 11h às 12h)
Dança (Cia Semearte): às terças-feiras (das 16h às 19h)
Aulas de violão: às quartas-feiras (das 12h às 13h e das 16h às 17h)
Desenho : às quartas-feiras (das 15h às 16h)
Valsa: às quartas-feiras (das 20h às 22h)
Cine Pipoca: às quintas-feiras (das 14h às 17h)
Laboratório de Filme da Rocinha: às quintas-feiras (das 19h às 22h) e às sextas-feiras (das 19h às 21h)
Hip-hop: às sextas-feiras (das 19h às 21h)
Oficina de Áudio e Vídeo: às sextas-feiras (das 17h às 22h)
Violino: às sextas-feiras (das 12h às 14h)
Chair Dance: às sextas-feiras (das 21h às 22h)
Endereço: Estrada da Gávea, 454, Rocinha
Horário para pesquisa: das 10h às 18h
WhatsApp: (021) 99995-0862
Postado por SECEC-RJ em 31/jul/2021 -

Cultura e Esporte formam um casamento perfeito, mesmo que aparentemente estejam em campos separados. A SECEC aposta na harmonia entre esses dois setores e está apoiando ativações culturais com temáticas esportivas. Através da Lei Estadual de Incentivo à Cultura, já foram aprovados projetos que envolvem três dos principais clubes do Estado do Rio: Flamengo, Vasco da Gama e Botafogo, que estão reformulando suas áreas museológicas e apoiando projetos socioculturais.
O rubro-negro da Gávea vai criar uma plataforma digital para divulgar seu acervo e memória na internet. O projeto do “Museu Digital” também prevê a pesquisa e preservação de peças históricas e documentos e vai receber R$ 1.972.200, a partir da renúncia fiscal já autorizada pela Secretaria. A iniciativa também é patrocinada pela Tim e o acesso será gratuito.
A plataforma poderá ser utilizada por quem visitar o futuro Museu do Flamengo, espaço que será ampliado para receber atrações com modernos recursos tecnológicos. Através do programa Passaporte Cultural, que dá acesso a pessoas em situação de vulnerabilidade social a equipamentos culturais do estado, o clube fará parceria com a SECEC e permitirá a entrada gratuita de grupos para apreciarem as relíquias que contam mais de 120 anos de história. A visita guiada é também uma aula que explica o contexto social e cultural de cada período.
A SECEC e a Tim patrocinam outro projeto cultural envolvendo os rubro-negros. O apoio de R$ 2.558,322 será destinado à realização de shows de música e apresentações de dança na abertura dos jogos de basquete do Flamengo na liga NBB, este ano e em 2022. Projetos sociais que levam cultura para comunidades carentes serão beneficiados e participarão das exibições.

Através da Lei Estadual de Incentivo à Cultura, serão destinados R$ 3 milhões para a realização de oficinas para jovens em situação de vulnerabilidade social e para a reformulação e reforma da Sala de Troféus do Vasco da Gama. Um dos projetos incentivados é o “Gigante Memória – Espaço Experiência”, que vai transformar o atual espaço dedicado às conquistas, em São Januário, em centro cultural de cunho museológico e com recursos tecnológicos avançados. Com a concretização do patrocínio, haverá implantação de uma estrutura expositiva multimídia e interativa com diversos ambientes que vão contar a História do Vasco da Gama e suas modalidades esportivas.
O projeto inclui a instalação de recursos tecnológicos, que possibilitem experiências imersivas e interativas, fazendo o público vivenciar a História dos 100 anos do clube através de projeções, textos, imagens, memorabília e fotos.
Já o “Ciclo de oficinas culturais | Vasco da Gama” realizará um programa de oficinas culturais de alta qualidade na sede do clube, com foco no audiovisual, música e dança, também com patrocínio da SECEC e da Tim. Serão implantados quatro containers, que atenderão as atividades da seguinte forma: dois contarão com mesas e cadeiras com computadores para oficinas de audiovisual; dois terão finalidade multiuso e isolamento termoacústico: contarão com paredes espelhadas e mobiliário desmontável, que servirão para oficinas de dança e música. Também será construído um anfiteatro para apresentação dos alunos e para dias de oficinas em espaço aberto.
O público-alvo são jovens de 12 a 24 anos moradores das redondezas, estando em sua maioria em situação de vulnerabilidade social, além de mulheres a partir de 18 anos para uma capacitação em arte, tecnologia e empoderamento digital com o total de 280 alunos atendidos em todo projeto.
A Lei de Incentivo também está possibilitando um importante investimento que vai ajudar a preservar a memória do Botafogo Futebol e Regatas, outro projeto patrocinado pela SECEC e a Tim. O Casarão da General Severiano, sede oficial do clube no bairro que lhe dá nome, sofrerá adequação estrutural para receber o museu, dando início à realização desse sonho. O imóvel vai abrigar o acervo histórico deste que é um dos principais clubes do nosso país, permitindo a todos conhecer um pouco da história do nosso futebol e do clube que foi base das seleções que conquistaram o Tri Campeonato Mundial. Paralelo à obra civil de adequação do espaço, será feito um levantamento histórico de todo acervo que existe, definido o conteúdo que será exposto, produzido o material audiovisual explicativo e montada toda a estrutura expositiva da primeira fase do museu, incluindo a comunicação visual do espaço. O valor aprovado foi de R$ 2.849.700,00. Ao todo, a Lei de Incentivo já proporcionou um investimento de aproximadamente R$ 22,7 milhões na Cultura do Estado do Rio este ano.
“Os clubes têm uma enorme importância histórica e cultural. Além de resgatar essa memória, os projetos vão aliar a paixão dos torcedores por esses escudos com iniciativas de cunho social, levando esse espírito de vitória para a população mais carente”, afirma a secretária Danielle Barros.
Postado por SECEC-RJ em 28/jul/2021 -

– Como é composto o acervo do Setor Sonoro do MIS?
– O Setor Sonoro, como o próprio nome diz, é responsável pelos suportes que têm conteúdos sonoros. Ele está dividido em dois grupos básicos: fitas e discos. Temos as fitas de rolo, as de cartucho, que duraram pouco tempo no Brasil, e as cassete, que tiveram uso comercial muito forte. Em termos de discos, temos os de cera, os de acetato, os de vinil e, inclusive, os CDs, que já são digitais mas não deixam de ter esse formato também. Nos de acetato eram gravados programas de rádio, episódios caseiros até cartas. Nesse suporte, está grande parte da coleção da Rádio Nacional, que preserva parte da memória do rádio brasileiro, e é importantíssima par o MIS. Programas de variedades, esportivos, radionovelas, jornalísticos estão preservados nesse suporte. A música brasileira deve muito à radiodifusão para a divulgação em território nacional por parte da emissora. Em suma, são cerca de 60 mil documentos sonoros já catalogados no banco de dados. Número que deve crescer em cerca de 50% se levarmos em conta os itens sendo trabalhados, passando por um processamento técnico prévio até serem catalogados.
– Quais são os cuidados necessários para se preservar esse acervo?
– A preservação desses documentos consiste em diversas etapas, desde a documentação de entrada na instituição até o acondicionamento final. Os discos em vinil e cera precisam eventualmente serem limpos e para isso usamos uma mistura à base de água, que por incrível que pareça é o material mais adequado por ser menos invasivo possível. Na higienização do discos, em geral, utiliza-se água – evidentemente não qualquer água. Com o uso de pincéis específicos e produtos para conservação, os discos são lavados. Quando o suporte está muito deteriorado fazemos apenas a higienização mecânica. Temos a preocupação de preservar ao máximo os suportes para as próximas gerações, mesmo que alguns tenham ruídos. Apesar de já termos digitalizado 96% dos itens presentes no banco de dados e até ser possível editar esses ruídos, é preciso garantir a preservação desse material. Até porque não se sabe ao certo a capacidade de sobrevivência das novas tecnologias digitais.
– Como é o trabalho de elaboração da programação da Rádio MIS RJ?
– Quando a atual gestão colocou a rádio nas nossas linhas de ação, para o Setor Sonoro foi um ganho muito relevante, pelo espaço de difusão dessa memória, que faz parte do estado e do país. Ela tem um potencial muito grande de democratizar o acesso ao patrimônio cultural brasileiro. Quando fui convidado pelo presidente Cesar Miranda Ribeiro para fazer parte da curadoria da rádio, tive a honra de ganhar a responsabilidade de participar não só da seleção musical, mas também do direcionamento do que é veiculado. Trabalhamos com a premissa da preservação do patrimônio e da valorização dos grandes nomes da música. Por isso, também procuramos valorizar o acervo do Depoimentos para a Posteridades, sobretudo no programa Frequência MIS.

– Como está sendo o feedback dos ouvintes?
– O retorno tem sido muito gratificante e enriquecedor ao mesmo tempo. Disponibilizamos um número de WhatsApp (021-96967-3570) justamente para recebermos sugestões dos ouvintes e dicas de playlists, de programação, de temas específicos e é um canal importante para isso. Houve alguns casos de pessoas que ouvindo os programas resolveram doar relíquias que possuíam em casa. Houve o caso de uma ouvinte, fã da cantora Linda Batista, que escreveu para nós sobre a admiração que tem por ela e pediu um programa sobre ela, o que estamos estudando. Um outro ouvinte resolveu doar um arquivo pessoal sobre Angela Maria, com discos raros e reportagens. Há sempre retorno. Isso nos aproxima da nossa comunidade e ajuda a criar cada vez mais pontes com ela.
– Como está o tratamento da coleção Paulo Tapajós, que foi doada recentemente ao MIS?
– Temos uma estimativa de que ela contenha 16 mil itens. Desse total, até agora já foram levantados 4 mil discos de cera aproximadamente. Ele era maestro da Rádio Nacional, produtor de programas e regente da emissora durante um tempo. Foi muito envolvido com a música sua coleção contém muitas pérolas, como os discos de cera da fase mecânica, quando ainda eram gravados e tocados à manivela. Também tinha os picture discs de cera em 78 rotações, que contém imagens gravadas dos dois lados, e que foram produzidos até 1962. Só desse tipo de suporte vamos dobrar o número de itens no museu e como um todo a coleção enriquece em muito o nosso acervo. Foi um dos grandes maestros da história brasileira e regeu e conviveu com diversos artistas, a nata da música popular brasileira, como Jabob do Bandolim, Linda Batista, Elizeth Cardoso.
Postado por SECEC-RJ em 24/jul/2021 -

As obras de construção do complexo exibidor de Cordeiro, na Região Serrana fluminense, estão entrando na reta final. Boa notícia para os moradores do município, que não contam com cinema local e passarão a ter suas salas para assistirem aos filmes em cartaz no circuito. A iniciativa é da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa, em parceria com a Agência Nacional do Cinema (Ancine), através do programa “Cinema da Cidade”.
A unidade de Cordeiro fica Rua Vereador Júlio Silveira do Amaral, 1.180. A estrutura do complexo prevê também a construção de um foyer onde ficará a cafeteria e a bilheteria. A sala maior será equipada com 98 lugares e a menor, com 80.
A secretária de Estado de Cultura e Economia Criativa, Danielle Barros, explica que o projeto é uma das prioridades do órgão: “Em breve, os moradores de Cordeiro terão o direito de assistir a um filme no espaço escuro e mágico do cinema como é comum na cidade grande. Democratizar ao máximo o acesso à cultura é a tônica da nossa gestão e temos o compromisso de realizar essa entrega”.
Na obra, estão sendo investidos cerca de R$ 3,3 milhões. O programa “Cinema da Cidade” será responsável pela construção de mais quatro espaços de exibição no estado, totalizando R$ 23 milhões de investimento. Os trabalhos já começaram em São Pedro da Aldeia e os próximos destinos da iniciativa são: Miracema, São Fidélis e Bom Jardim.
Postado por SECEC-RJ em 21/jul/2021 - Sem Comentários
Localizada no coração da Lapa, centro do Rio de Janeiro – num prédio que já foi hotel e cinema – e com mais de 60 anos de atividade, a Sala Cecília Meireles, um espaço da FUNARJ, é uma das casas de concerto mais tradicionais do Brasil e um importante espaço de formação e difusão da música de concerto, sendo reconhecida por sua acústica impecável, uma das melhores da América Latina.
O concerto inaugural – em dezembro de 1965, ano comemorativo do IV Centenário da Cidade, durante o governo de Carlos Lacerda – teve a participação de Maria Fernanda, filha de Cecília Meireles, que declamou textos da poeta ao lado de Paulo Padilha, acompanhada pelo violão de Jodacil Damasceno.
A homenagem póstuma a Cecília Meireles – com quem Lacerda havia trabalhando em 1929, no jornal Correio da Manhã – , dando seu nome ao novo espaço cultural da cidade, foi motivo de polêmica no meio cultural. Os críticos militantes Andrade Muricy e Renzo Massarani torciam pelo nome do padre José Maurício Nunes Garcia, importante compositor brasileiro do início do século XIX.
Por causa dessa polêmica, o poeta Walmir Ayala foi convidado para defender a musicalidade de Cecília no programa do concerto inaugural: “Poucos poetas em língua portuguesa dispuseram de tanta desenvoltura de um instrumento sonoro, como ela – raramente a palavra foi tanto harmonia, ritmo, afinamento. Seu verso nasceu para ser cantado (…) Um dos seus primeiros livros chama-se ‘Vaga Música’, um de seus últimos livros chama-se ‘Canções’.”
Em setembro de 1977, a Sala Cecília Meireles correu o risco de ser demolida pelo prefeito Marcos Tamoyo para a construção de vias de acesso ao bairro. Artistas e intelectuais se manifestaram contra a demolição – entre eles, o poeta Carlos Drummond de Andrade e o crítico de música e compositor Ronaldo Miranda, que viria a ser Diretor da Sala em duas ocasiões O tombamento da Sala Cecília Meireles só ocorreu no dia 5 de setembro de 2005, feito pelo Conselho Estadual de Tombamento do Rio de Janeiro, numa ação conjunta dos governos estadual e municipal.
Em 2005, durante a celebração dos seus 40 anos, a Sala Cecília Meireles contou especialmente com a participação de Nelson Freire e Henrique Morelenbaum, que, entre outros artistas de prestígio, estiveram presentes na programação comemorativa. A efeméride foi marcada por encomendas e estreias de obras orquestrais e celebrada através da publicação do livro “Sala Cecília Meireles, 40 anos de Música”, de autoria de Clóvis Marques. A publicação resgata, em uma narrativa sensível e envolvente, a história da única casa de concertos dedicada à música de câmara do Rio de Janeiro.
Desde sua fundação, a Sala já foi administrada por jornalistas, compositores, pianistas e maestros, entre eles José Mauro Gonçalves, Jacques Klein, Myrian Dauelsberg, Peter Dauelsberg, Turíbio Santos, Lílian Barreto, Miguel Proença, Ronaldo Miranda, Ilze Trindade, Edino Krieger, Henrique Morelenbaum, Ayres de Andrade, Myrian Dauelsberg, Jean Louis Steuerman e João Guilherme Ripper. Adquiriu uma personalidade tão forte que logo passou a ser chamada, carinhosamente – e apenas – de “a Sala”.
Após extensa e cuidadosa reforma realizada entre 2010 e 2014, a Sala ganhou acessibilidade em seus três andares, através de elevadores e plataforma para pessoas com dificuldade de locomoção. Os banheiros, antes no subsolo, estão agora instalados em todos os andares, sempre com opção de atendimento a cadeirantes. A acústica, que já era muito boa, passou por uma pequena e necessária correção, tornando-se excepcional a partir do novo projeto do consultor José Augusto Nepomuceno. A marcenaria acústica da sala de espetáculos, com desenhos do artista plástico Angelo Venosa, foi produzida pela empresa irlandesa Woodfit Acoustics, enquanto a iluminação cênica e as portas acústicas metálicas vieram dos Estados Unidos.
A arquitetura de interiores e o mobiliário têm a assinatura de Tânia Chueke. Para não perder uma de suas principais marcas, foi preservado o painel modernista no fundo do palco, que deu origem também ao desenho da luminária do foyer. O artista plástico Marcos Chaves criou a instalação Dois Irmãos para esta área, que consiste em fotografias montadas através de uma estrutura de metal, em planos e volumes, que compõem juntas uma paisagem.
O prédio anexo abriga o novo Espaço Guiomar Novaes, transformado em uma sala multiuso, com 200 lugares, cabine de som e luz, que pode servir para diferentes funções, desde auditório de palestras a camarim para orquestras; de ensaios de orquestras a recitais. O prédio anexo tem dois novos camarins, a administração e uma sala de estudo.
Endereço: Largo da Lapa, 47 – Centro, Rio de Janeiro – RJ, 20021-180
E-mail: artisticascm@hotmail.com
Telefoen: (21) 2332-9223