Postado por Gabriel Saboia em 21/out/2021 -
A história de Maria da Penha Maia de Fernandes, mulher que originou a Lei Maria da Penha, será gravada para a eternidade na série ‘Depoimentos Para a Posteridade’ do Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro (Mis-RJ). O depoimento será gravado na próxima terça-feira (26), na sede do Instituto Maria da Penha, em Fortaleza.
“Esse ano a Lei nº 11.340/2006, mais conhecida como Lei Maria da Penha, completou 15 anos. É um marco para a sociedade brasileira, e por isso o registro do seu depoimento é significativo, emblemático. Preservar a sua história, a luta por justiça, dignidade e respeito, que faz parte da trajetória da Maria da Penha é muito importante” ,
afirmou o Presidente do MIS-RJ, Cesar Miranda Ribeiro.
Pela primeira vez na história do MIS-RJ, desde a criação da série em 1966, que o Depoimento para a Posteridade será gravado em outro estado. Por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro (Sececrj), que possibilitou a viagem, o registro acontecerá no Instituto Maria da Penha, em Fortaleza, no Ceará, com as presenças de Maria da Penha Maia Fernandes e a entrevistadora, Valéria Maia Fernandes (irmã da depoente). A outra convidada entrevistadora, Regina Célia Almeida Silva Barbosa (professora universitária, sócia-fundadora e vice-presidente do Instituto), estará em Recife, Pernambuco, remotamente do seu computador.
“A cultura marca mais uma vez sua posição de resistência com este Depoimento histórico. Gravar para a posteridade uma história de luta é um marco do MIS-RJ e na defesa de todas as mulheres. Que o seu depoimento seja um alento para todas as mulheres e também um encorajador para que mais mulheres que sofrem abusos possam denunciar. É a luta pela justiça passando pela cultura”,
destaca a Secretária de Estado de Cultura e Economia Criativa Danielle Barros.

Maria da Penha, farmacêutica bioquímica, tinha apenas 38 anos quando sofreu dupla tentativa de feminicídio e sobreviveu para contar. Paraplégica, com três filhas pequenas para criar, transformou a sua dor na luta pela garantia dos direitos das mulheres que sofrem com a violência no Brasil. Fundou em 2009, o Instituto Maria da Penha, com sede em Fortaleza, e representação em Recife, com o objetivo de estimular e contribuir para a aplicação integral da Lei.
Reconhecida nacional e internacionalmente, Maria da Penha Maia Fernandes foi indicada ao Prêmio Nobel da Paz 2017. Aos 76 anos, trabalha incansavelmente para conscientizar e promover a construção de uma sociedade sem violência doméstica e familiar contra a mulher.
Em 1966, o Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro, inaugurou a série Depoimentos para a Posteridade, inédito programa de história oral criado para preservar a memória de diversos setores da cultura nacional, tais como a música, a literatura, o cinema e as artes plásticas. Atualmente conta com um acervo de mais de mil depoimentos, de figuras notáveis, como Raquel de Queiroz, Ana Maria Machado, Ariano Suassuna, Bárbara Heliodora, Cacilda Becker, Carlos Heitor Cony, Clarice Lispector, Ferreira Gullar, Jorge Amado, Nélida Piñon, Tarsila do Amaral, Dona Ivone Lara, Clementina de Jesus, Elza Soares, Fernanda Montenegro, Hildegard Angel e Marieta Severo. Vale lembrar que a gravação fica à disposição do público, nas salas de consulta do MIS, 48 horas depois do término da entrevista.
SERVIÇO
Local: Instituto Maria da Penha – Fortaleza/CE
Data: 26 de outubro de 2021 (terça-feira).
Horário: 14h às 17h, gravação sem a presença de público.
Contatos MIS RJ: gerenciadeproducao@mis.rj.gov.br & comunicacao@mis.rj.gov.br
Tel.: (21) 2216-8500
Postado por SECEC-RJ em 20/out/2021 -
Não é à toa que todo dia 20 de outubro se comemora o Dia do Poeta no Brasil. Além de marcar o lançamento do Movimento Poético Nacional, liderado por Menotti Del Picchia em 1976, a data é a oportunidade para os brasileiros colocarem em evidência o quanto essa arte é importante em suas vidas. Para celebrar a data, artistas contemplados pelos editais da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa contam como seus trabalhos ajudaram as pessoas a enfrentarem as dificuldades trazidas pela Covid-19.
Projetos premiados no “Cultura Presente nas Redes” e nos editais da Lei Aldir Blanc RJ tiveram experiências enriquecedoras ao levarem a palavra poética para seus públicos e contribuíram para proporcionar mais paz e alegria às pessoas, ainda mais no atual momento de pandemia, em que esse ramo da literatura serve de alento para os problemas acarretados por ela.
Maria Susana Pinheiro fez do seu projeto “A Aquarela dos Poemas” uma forma de aliar a poesia com as artes plásticas e potencializar o alcance da palavra para quem mais necessitava de apoio. Até hoje a proposta, que resultou em dois vídeos postados no YouTube, promove resultados. (Os vídeos podem ser vistos aqui e aqui.

“Uma professora de outro estado disse que, depois de assistir aos vídeos sobre A aquarela dos Poemas, lembrou de algumas poesias antigas que estavam guardadas na gaveta, retirou-as e voltou a escrever, inclusive sobre a pandemia. A aquarela e a poesia levam a um lugar diferente, te transportam para resolver questões da alma. Ali conseguem expressar dor, angústia, medo, saudade e também suas esperanças”,
conta a artista, que atua no Rio e também ensina as pessoas a pintarem.
Também através da LAB, um projeto de Teresópolis, na Região Serrana, ajudou a atenuar os males da pandemia através da poética. O “Fábrica de Poesia”, liderado por Dumard Poeta, transformou em livro as histórias de idosos que vivem em 14 lares de diferentes lugares do estado. O artista já levava cultura para esse público há mais de 20 anos, através do projeto Atitude, mas o isolamento social fez com que as visitas aos abrigos fossem suspensas e as conversas online para a produção do livro substituíram esse contato presencial.
“Foi uma maneira de visitar esses idosos, digamos assim, através de videochamadas e alegrar a quarentena um pouco. Agora as poesias estão sendo usadas em sala de aula por educadores de diversos segmentos. Da Educação infantil ao Curso Superior… É incrível o poder da poesia de falar com todas as idades”,
conta Dumard, que se inspirou no projeto para criar um concurso de poesias para todo o estado.

O livro pode ser baixado gratuitamente no site www.projetoculturalatitude.com.br. No endereço, também estão disponíveis as regras para o concurso “Fábrica de Poesias – Lares de Idosos”.
A primeira edição do edital “Cultura Presente nas Redes”, lançado em 2020, também rendeu bons frutos com relação a trabalhos poéticos. A professora e poeta Sueli Guerra, da capital do estado, usou essa oportunidade para realizar o projeto “Poesia na Janela”, em que interpreta suas criações e textos de outros autores. O resultado está gravado em vídeo e foi disponibilizado em sete episódios no YouTube, que podem ser vistos aqui. O trabalho também levou à produção de um curta-metragem.

“Com certeza, esse trabalho tem ajudado muito as pessoas a superarem as dificuldades que estamos enfrentando nessa pandemia. A arte salva! O projeto também inspirou outros artistas a colocares suas criações na rede”,
ressalta Sueli.
Postado por SECEC-RJ em 16/out/2021 -

O Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro (MIS-RJ) está mais acessível para todos. Através da consulta ao Banco de Dados da instituição, a população tem disponível agora mais de 48 mil itens do museu, entre filmes, fotografias, cartazes, depoimentos, livros e outras peças. O acesso a conteúdos como o documentário “As Sete Maravilhas do Rio de Janeiro” (1934), o depoimento do músico Pixinguinha e fotografias de Augusto Malta, cujos resumos catalogados passam a ser vistos, como consulta prévia, em qualquer computador ou celular.
A partir de agora, pesquisadores e o público em geral não precisam mais ir à sede da entidade, na Lapa, na região central da capital, para saber o que está catalogado e poderão solicitar por e-mail o acesso ao conteúdo propriamente dito, através do endereço saladepesquisa@mis.rj.gov.br. A consulta ao Banco de Dados pode ser feita no próprio site da instituição (www.mis.rj.gov.br), clicando na aba “Pesquisa Online”. Para acesso aos conteúdos propriamente ditos será necessária ida presencial à instituição e solicitação oficial, em caso de utilização.
“Este é um trabalho iniciado em fevereiro de 2021, um grupo de trabalho para o desenvolvimento de um banco de dados que trouxesse a oportunidade de colocarmos para a sociedade parte do nosso conteúdo para estudo e pesquisa. Com satisfação, estamos entregando um Banco de Dados próprio e desenvolvido internamente, sem ônus nenhum para o estado do Rio de Janeiro. Agradeço o empenho de todos os servidores do MIS que se dedicaram na elaboração deste novo sistema online”,
destacou o presidente do MIS, Cesar Miranda Ribeiro.

Os estudiosos e pesquisadores terão acesso ao acervo do setor Audiovisual com 2.292 itens, aos Depoimentos para a Posteridade com 1.086 depoentes, à Biblioteca com 7.711 livros, ao setor Textual com 37.346 itens e ao Tridimensional com 920 objetos. Em breve, o museu vai disponibilizar também acesso aos setores Iconográfico, de Partitura e Sonoro.
“O MIS dá mais um exemplo no caminho que estamos trilhando de democratizar ao máximo o acesso à Cultura. O acervo da instituição é de uma riqueza inestimável e pertence a todos os cidadãos fluminenses, que passam agora a poder consultá-lo de qualquer canto do estado. Além disso, estamos divulgando nossa memória para o mundo inteiro”,
afirma a secretária Danielle Barros.
O Banco de Dados será atualizado diariamente e seu incremento vem sendo proporcional à grandeza do museu. Como um todo, o acervo do MIS é formado por 33 coleções particulares de importantes personalidades da cultura brasileira, doadas ou adquiridas pela instituição, e não para de crescer.
Postado por SECEC-RJ em 15/out/2021 -

Começam nesta sexta-feira (15/10), às 18h, as inscrições para o edital Rua Cultural RJ, lançado pela Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa. Serão premiados 48 projetos artísticos, num total de R$ 6 milhões provindos do Fundo Estadual de Cultura (FEC). Podem concorrer criações de ambientação urbana, como grafite, stencil, pintura livre, mosaicos, stickers, lambe-lambe, muralismos, pinturas mural, entre outras linguagens, e cada selecionada receberá R$ 125 mil.
“Esse edital vai premiar os talentos em artes urbanas, que vêm lutando pelo reconhecimento do poder público. São artistas que também sofreram os efeitos da pandemia e têm muito a contribuir neste momento de retomada para a revitalização dos espaços públicos do Estado do Rio. Com certeza, vão ajudar em muito a trazer mais alegria para toda a população fluminense, que precisa desse colorido”, afirma a secretária Danielle Barros, que participou de uma conversa sobre o edital na última quarta-feira (13) no Museu do Graffiti, na Pavuna, Zona Norte do Rio.

O novo edital da SECECRJ faz parte do pacote de fomento à Cultura lançado pelo Governo do Estado no fim de agosto deste ano, num total de R$ 75 milhões destinados às artes. Os proponentes têm até 29 de novembro, às 18h, para enviarem seus projetos, através do sistema Desenvolve Cultura, disponível no site www.cultura.rj.gov.br/desenvolve-cultura.
As propostas precisam incluir o mínimo de três artistas, que serão responsáveis pelas criações, vinculados a uma pessoa jurídica. As obras devem ocupar uma área mínima de 100 m² e podem ser divididas por superfícies diferentes, desde que formem uma única e conjunta ambientação artística. Muros, paredes, fachadas, portas, etc., podem servir de suporte para as criações, se forem visíveis para o público.
O edital segue a determinação do Sistema Estadual de Cultura (Lei n° 7035/2015), que estabelece a divisão de recursos para ações culturais por região. Por isso, 40% dos projetos serão na capital e o restante nas demais regiões administrativas do estado.
Entre as condições de participação, é preciso que o proponente esteja sediado no Estado do Rio e comprove atuação cultural há pelo menos um ano. O mesmo período de experiência é exigido de cada artista, que também precisa ser morador do estado. A lista dos documentos necessários e os modelos de cartas sugeridos estão disponíveis no sistema Desenvolve Cultura e dúvidas podem ser encaminhadas para o e-mail ruaculturalrj@cultura.rj.gov.br.
Postado por SECEC-RJ em 08/out/2021 -

A Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa vai realizar em parceria com o Consulado Geral do México no Rio de Janeiro uma celebração da dança mexicana no Centro Cultural João Nogueira – Imperator, no Méier. Entre os dias 13 e 16 de outubro (de quarta a sábado), serão oferecidas oficinas dessa arte folclórica do país latino-americano numa fusão com o clássico. Parte dos integrantes das turmas será selecionada para uma apresentação nos dias 16 e 17 (sábado e domingo), às 11h.
O projeto “Bello México” é fruto da dedicação do professor Oscar Escobedo ao estudo sobre as tradições de dança de seu país e sua busca por dar projeção internacional a essa riqueza cultural. O show transporta o público ao passado, mostrando as raízes dessa arte desde a civilização Asteca. A apresentação fará um passeio também pelos diferentes gêneros que são praticados nos estados desse país. Os quadros incluem o carnaval de Veracruz, o misticismo do povo Yaqui, e o alegre ritmo do Jalisco, já imediatamente identificado com o país por qualquer estrangeiro.
“O palco do Imperator é o local ideal para a realização dessa oficina e para essa maravilhosa exibição das tradições da dança mexicana. Temos um espaço generoso capaz de deixar todos os participantes à vontade, celebrando mais uma parceria realizada pela Secretaria”, disse a secretária Danielle Barros.

As vagas para a participação nas oficinas já estão esgotadas. Entre os participantes, de três a cinco casais serão selecionados para dançarem coreografias idealizadas por Escobedo para o Ballet de Espectáculos Libertadores. Os ingressos para assistir à exibição são gratuitos, mas é solicitada a doação de um quilo de alimento não perecível a quem comparecer e os donativos serão destinados para a Associação Cristã de Apoio à Criança (ASCAC). Para requerer sua entrada, é preciso preencher o formulário no link.
Oscar Escobedo, nascido no México, formou-se dançarino de dança folclórica e estudou coreografia e cenografia. Ele em 17 anos de carreira e atualmente dirige o Balé de Espetáculos Libertadores, com sede em Los Cabos, Baja California Sur. Escolbedo dirigiu produções em diversos países da América Latina, como Chile, Venezuela, Argentina e Cuba.
Espetáculo “Bello México”
Local: Centro Cultural João Nogueira – Imperator
Datas: 16 e 17 de outubro
Coreógrafo: Oscar Escobedo Estrada
Companhia: Ballet Libertadores
Horário: das 11h às 12h
Endereço: Rua Dias da Cruz, 170 – Méier
Link para aquisição de ingressos: https://forms.gle/g8J8DTSZV9bZYobr8
Entrada: doação de um quilo de alimento não perecível
Postado por SECEC-RJ em 07/out/2021 -

A Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa (SECECRJ) aprovou seu primeiro Regimento Interno, através da Resolução 169/2021, regulamentando sua estrutura e funcionamento. A medida foi publicada nesta quinta-feira (07/10) no Diário Oficial, dando transparência ao documento que detalha a hierarquia do órgão e as atribuições de cada setor que o compõe.
“O Regimento Interno vai ser útil para um funcionamento ainda mais eficiente da Secretaria e é um importantíssimo legado que a atual gestão deixa para o aprimoramento da administração pública do Estado do Rio. O objetivo não é engessar as tarefas, mas modernizar a estrutura e garantir maior entrega para a sociedade”, afirmou a secretária Danielle Barros.
O Regimento é fruto do trabalho de uma comissão formada por servidores da SECECRJ que estudaram a legislação pertinente ao órgão e analisaram os processos e rotinas internos. Cada setor foi consultado com relação a suas atribuições e responsabilidades e pôde contribuir com o documento. A Comissão, que funcionará permanentemente, é presidida pelo Chefe de Gabinete Windson Maciel e tem como membros Ana Cristina Carvalho da Silva (Assessoria Jurídica), Adriana Miranda Pedro, Rodrigo Deodato de Moura (ambos da Ouvidoria) e Marcela Teixeira Monteiro (Gabinete).
Segundo o presidente da Comissão, a partir da publicação do Regimento, há uma otimização da administração da Secretaria, evitando-se eventuais conflitos de competência. Procurou-se preservar as rotinas e funções já existentes, que passam a contar com maior clareza.
“Com a publicação do Regimento Interno, a Secretaria está dando um exemplo em termos de compliance e atendendo aos anseios da sociedade por eficiência e transparência por parte da administração pública. Estamos procurando avançar sempre na criação de protocolos em dia com o que há de mais moderno e transparente em termos de gestão e elaboração de políticas públicas”, ressalta Windson Maciel.
O Regimento traz um quadro com os diferentes setores e suas atribuições, para facilitar ainda mais o conhecimento por parte do público. O documento também elenca os equipamentos pertencentes à SECECRJ e lista outros mais de 300 espaços culturais do estado, que não estão vinculados ao órgão, mas que são afetados pelas políticas públicas elaboradas pela esfera estadual da Cultura.
Postado por SECEC-RJ em 07/out/2021 -

Grafittis e intervenções culturais do segmento em todo estado terão um edital exclusivo para premiação e valorização da arte urbana. A Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro (Sececrj) lança, na próxima quarta (13), às 14h, a chamada pública Rua Cultural RJ, voltada para arte urbana para colorir muros, ruas e logradouros públicos e privados. A solenidade de lançamento será realizada no Museu do Grafitti, na Pavuna, Zona Norte do Rio.
Serão investidos R$ 6 milhões do Fundo Estadual de Cultura (FEC) para premiar pessoas jurídicas com projetos de ambientações urbanas em todo território fluminense. O edital Rua Cultural RJ é a segunda chamada pública do Pacto Cultural RJ, lançado há pouco mais de um mês pela Sececrj no Teatro João Caetano. Até o fim de 2021 serão investidos pelo estado o total de R$ 75 milhões em fomento na arte fluminense.
“O nosso edital de arte urbana nasce da necessidade dos coletivos que atendemos através da Lei Aldir Blanc e em projetos que apoiamos e incentivamos. Queremos dar uma nova cara para ruas, murais e demais espaços urbanos que poderemos colorir e preencher com arte, garantindo uma nova ativação cultural nos locais, garantindo cultura e também uma nova área de exploração econômica na região beneficiada”, afirmou a Secretária de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio Danielle Barros.

O edital Rua Cultural RJ vai premiar 48 projetos em todo estado com valor de R$ 125 mil por contemplado. Os recursos serão distribuídos entre as 10 regiões que compõem o Estado do Rio de Janeiro. 40% do valor total será disponibilizado para a Capital e 60% dos projetos vencedores deverão ser premiados no interior.
O valor da premiação é para uso obrigatório da execução da proposta, que deve garantir intervenção artística com a finalidade de ambientação urbana em local público ou privado de acesso irrestrito composto por um ou mais muros e/ou mobiliários urbanos com no mínimo de 100m² de ocupação. São consideradas ambientações urbanas o uso de linguagens artísticas de arte urbana como grafite (graffiti), stencil, pintura livre, mosaicos, sticker, lambe-lambe, muralismo, pintura mural, entre outros.
Lançamento do edital Rua Cultural RJ
Data: 13/10/2021
Local: Museu do Grafitti – Avenida Pastor Martin Luther King Jr., nº 12.528 – Pavuna, Rio de Janeiro – RJ
Horário: 14h
Postado por SECEC-RJ em 07/out/2021 -
Mais modernidade e transparência para os projetos culturais inscritos na Lei de Incentivo à Cultura do Estado do Rio. A Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro (Sececrj) publicou esta semana a Resolução nº 168, que regulamenta os procedimentos de apresentação das prestações de conta dos projetos culturais inscritos na Lei de Incentivo à Cultura.
A nova resolução garante que todos os projetos inscritos em 2021 já terão sua tramitação em todas as fases dentro do sistema Desenvolve Cultura, entre elas as etapas de prestação de contas, como a Comprovação de Execução de Objeto e Comprovação Financeira. Para auxiliar nesta nova etapa, a Sececrj preparou um manual de utilização do sistema. Basta clicar aqui para ter acesso.

“Este é um feito histórico na história do fomento à cultura no estado do Rio. Garantimos que os projetos inscritos no Desenvolve Cultura tramitem com total transparência e segurança, de forma padronizada em sistema, facilitando o trabalho de todas áreas envolvidas no processo de aprovação dos projetos desde a sua inscrição até sua captação, comprovação de execução e prestação de contas”, afirmou Vítor Côrrea, Subsecretária de Planejamento e Gestão da Secretaria.
De acordo com a Secretária de Estado de Cultura e Economia Criativa Danielle Barros, a secretaria preza pela lisura e transparência da gestão com a nova resolução.
“Uma das nossas premissas na Secretaria é a transparência total dos recursos públicos para os fazedores de cultura. Temos uma Lei de Incentivo democrática, acessível para todos os proponentes e com sistema aberto quase o ano todo, porque temos a preocupação de fomentar a arte e os eventos com o recurso da renúncia. Ganha o artista e ganha o cidadão”, disse Danielle Barros.
Postado por SECEC-RJ em 06/out/2021 -

– Como a senhora recebe essa homenagem com a publicação do e-book “Uma bailarina made in Brazil”?
– Foi uma surpresa. Até porque nós não temos no país esse hábito de se preservar a memória. Tanto que o Theatro Municipal realizou já diversos espetáculos memoráveis e recebeu grandes estrelas, mas não houve filmagem desses eventos. Até das minhas atuações há pouco registro e só tenho conhecimento de gravações que não foram oficiais. Pelo menos, pelo e-book será possível, principalmente os mais jovens, verem o que as outras gerações assistiram presencialmente, através das fotos e dos textos. Haverá nesta quarta-feira uma live que participarei. [Pode ser acompanhada a partir de 06/10, às 19h, no canal do YouTube do Theatro Municipal pelo link ou pelo Facebook no link]. Foram 37 anos de uma carreira limpa, de amor à arte e de devoção a um teatro. O Theatro Municipal me fez mudar para o Rio, mudou o curso da minha, pois tudo o que eu queria era ser a primeira bailarina dessa casa.
– E qual era o significado do Municipal para uma jovem bailarina vinda do Interior?
– Era o meu maior sonho desde a adolescência pertencer ao Theatro Municipal do Rio. É o mesmo que uma criança que começa a estudar balé em Moscou e sonha em pertencer ao Bolshoi. Foi o resultado de muito empenho próprio de anos, do apoio da minha família e depois do meu marido [professor Pedro Kraszczuk], que conheci aos 13 anos. Fiz o concurso em 1981 e no ano seguinte comecei no Corpo de Baile. Me determinei para isso e para depois vir a ser a primeira bailarina dessa que era a única companhia clássica do país.
– Como se deu o início de sua carreira internacional?
– Ocorreu através da Natalia Makorova que veio ao Brasil para montar um balé e ficou apaixonada quando me viu dançar e me convidou para participar de um documentário sobre a vida dela. Segundo ela, eu era a pura bailarina clássica. Foi como estender o tapete vermelho para o Oscar. Eu admirava demais o trabalho dela e sua forma de interpretar e de dançar muito próprios. Depois ocorreram diversos convites internacionais, a começar pelo “La Bayadère”, no Teatro Colón de Buenos Aires, no início dos anos 1990.





– Tendo pisado nos palcos mais importantes do mundo em quatro continentes, não surgiu uma tentação de ingressar numa companhia internacional?
– Pertenci ao Theatro Municipal numa época em que era efervescente. Tinham óperas e balés extraordinários, riquíssimos em suas produções. Não sentia falta de sair do meu país. Sentia falta do contato com outros bailarinos e de buscar novas experiências do exterior, mas não para ficar. Dancei ao lado dos bailarinos mais renomados e icônicos do balé clássico. Fui muito feliz na minha carreira.
– De todo o repertório do balé clássico, há algum que lamente por não ter dançado?
– Uma bailarina é sempre inquieta e tem vontade de fazer coisas diferentes, mas o que realmente me fez falta foi não ter dançado “A Dama das Camélias”. Cheguei a conversar com o Neumeier [coreógrafo John Neumeier] sobre essa possibilidade, mas ele já não saía da Europa e não foi para frente. Por esse motivo tenho essa frustração e não estou completa como artista.
– No entanto, a senhora dançou quase todo o repertório clássico. O balé “Giselle” ainda é seu favorito?
– Sim. Foi o primeiro que dancei completo. Foi na minha formatura e ao lado do meu marido. Depois o dancei na Rússia, na Inglaterra e fiz vários papéis diferentes desse balé. Até hoje a música dele não me sai da cabeça.
– A senhora está se aposentando do Theatro Municipal e qual é a sensação de estar encerrando esse vínculo?
– Estou me aposentando como funcionária pública do Estado do Rio, mas já me despedi dos palcos em 2016 e depois só dancei papéis pequenos. Desde os 30 anos eu dou aulas, palestras, sempre fiz parte de comissões de júri e dei consultoria. Meus planos para o futuro são trabalhar para passar às outras gerações o que aprendi. Enquanto restar esse encanto pela dança, vou me dedicar a ela.
– E o que aconselharia aos jovens bailarinos que estão começando?
– Eu aconselho a ter persistência, tenacidade, disciplina. Tudo depende de ser vocacionado para a dança e ter dedicação. Não é para pensar em status, em agradar a família. É para seguir um objetivo profissional e de carreira.
Postado por SECEC-RJ em 01/out/2021 -

A Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa lançou nesta sexta-feira (01/10) o projeto “Além do Horizonte”, que oferecerá aulas de dança gratuitas. A iniciativa foi apresentada em cerimônia realizada no Centro Cultural João Nogueira – Imperator, no Méier, local em que serão formadas as primeiras turmas.
“Esse centro cultural é da população do Rio de Janeiro e a partir de hoje inaugura um importante projeto que democratiza o acesso à cultura por meio da formação gratuita em dança. Será a primeira unidade de muitas. O nome do projeto já é muito oportuno porque mostra que estamos quebrando barreiras e exercendo um papel transformador na vida das pessoas”, afirmou na cerimônia o subsecretário de Planejamento e Gestão, Vitor Corrêa.

A expectativa do “Além do Horizonte” é chegar às bibliotecas parque do Centro, da Rocinha e de Manguinhos. A coordenação do projeto também procura firmar parcerias com prefeituras do estado para a expansão da iniciativa para o Interior.
As aulas vão priorizar crianças e adolescentes, mas também serão abertas turmas para adultos, inclusive para a terceira idade. Os cursos serão voltados para o balé, jazz, salão, dança de rua, dança inclusiva e alongamento motivacional. Incialmente, serão oferecidas 120 vagas no Imperator e as inscrições poderão ser feitas a partir de segunda-feira (04/10), no horário das aulas.
A cerimônia foi prestigiada pelo deputado federal Aureo Ribeiro, que parabenizou a SECECRJ pela iniciativa. “Quando a gente fala em dança e em levar cultura para o Estado do Rio, a gente fala em sonhar. A oportunidade de dar igualdade a uma criança da Zona Sul e a uma criança da Zona Norte. Esse é o trabalho da Secretaria e que está fazendo diferença num momento tão crucial quanto esse em que vivemos de pandemia. É o começo de um grande trabalho que vai chegar a todo o estado”, declarou o parlamentar.
Segundas e quartas-feiras:
14h – Alongamento Motivacional (adultos)
15h – Jazz – a partir dos 12 anos
16h – Dança de Rua – a partir dos 12 anos
Terças e quintas-feiras:
17h30 – Baby Class – (3 a 6 anos)
18h10 – Balé (a partir de 7 anos)
19h – Jazz (a partir de 7 anos)