Postado por SECEC-RJ em 02/dez/2020 -
Angra dos Reis recebe a 14ª FITA – Festa Internacional de Teatro de Angra dos Reis, um dos mais importantes festivais de teatro do país. A atriz Lilia Cabral é a homenageada do evento, que será realizado a partir de sexta-feira (4) até o dia 20 de dezembro com uma programação que contempla 37 produções ao todo. A Festa Internacional de Teatro de Angra tem apoio da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio e do Governo do Estado, através da Lei Estadual de Incentivo à Cultura, com patrocínio da Enel.
Devido a pandemia causada pela Covid-19, a edição deste ano será diferente, em respeito às normas de segurança definidas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pelo Ministério da Saúde do Brasil. Todas as atrações do festival poderão ser assistidas de forma remota, com sessões gratuitas. Metade da programação terá sessões com público presencial, seguindo, obviamente, as normas de segurança. Todas as informações e programação estão no site www.fita.art.br.
A edição de 2020 traz a participação de grupos e de nomes consagrados na cena teatral brasileira. Lília Cabral, homenageada desta edição, abre a programação com “A lista”, de Gustavo Pinheiro, na qual a atriz divide a cena com Giulia Bertolli. Muitas mulheres empoderadas marcam presença no evento, aliás. É o caso de Júlia Lemmertz (“Simples assim”), Analu Prestes (“As crianças”), Maitê Proença (“O pior de mim”), Clarice Niskier (“Coisas de mãe”), Rosane Gofman (“Eu sempre soube”) e Nany People (“Tsunany”).
O isolamento social provocado pela pandemia inspira muitas das montagens apresentadas este ano. É o caso, por exemplo, dos solos de Eriberto Leão e Mouhamed Harfouch, que estrelam “O astronauta” e “Homem de lata”, respectivamente. Esses novos tempos movem também o grupo mineiro Galpão, que traz sua “Histórias de confinamento”; a Armazém Companhia de Teatro (“Parece loucura, mas há método”) e a Cia Atores de Laura, que apresenta “Fronteiras invisíveis”.
Grandes nomes da nossa Cultura inspiram também algumas das produções selecionadas. Dois exemplos são o estilista e apresentador Clodovil Hernandes (1937-2009) e o cantor e instrumentista Jackson do Pandeiro (1919-1982). Enquanto o primeiro tem sua história contada em “Simplesmente Clô”, solo de Eduardo Martini, o segundo é o mote de “Jacksons do Pandeiro”, novo musical da Barca dos Corações Partidos.
As apresentações com plateia vão ocupar o Teatro Municipal Dr. Câmara Torres, no prédio do Centro Cultural Teophilo Massad, no coração da cidade. Serão disponibilizados ao público 105 lugares do teatro, metade da sua capacidade total, de 210 lugares, portanto. Uma das marcas da mostra, a tenda com capacidade para 1.500 espectadores, não será montada este ano.
Três produções integram a Fitinha, voltada para o público infantil. São elas “O quintal de Berta”, do grupo Sintonia Dominó; “Lia e as palavras” e “Ser criança”.
Postado por SECEC-RJ em 01/dez/2020 -
Celebrando um marco histórico na cena de música de inovação no país, Novas Frequências completa 10 anos em edição online através de projetos inéditos, feitos especialmente para o festival — a transmissão dos conteúdos será feita no próprio site do evento. A 10ª edição do Festival Novas Frequências é viabilizado com o patrocínio do Governo do Estado do Rio de Janeiro, da Secretaria de Cultura e Economia Criativa, através da Lei Estadual de Incentivo à Cultura e da empresa Oi, através da correalização do Centro Cultural Oi Futuro.
O Festival, considerado o principal evento sul-americano de música experimental e arte sonora, irá acontecer entre os dias 1º e 13 de dezembro. O formato digital apresenta 43 propostas comissionadas, ou seja, realizadas especialmente para o Novas Frequências, de artistas provenientes de 13 estados do país, que poderão ser assistidas no próprio site do festival. Informações também pelo facebook.
Num momento onde a arte performática presencial se encontra em estado de suspensão devido à pandemia de Covid-19, a estratégia adotada pelo festival é de não realizar “lives” ou outros formatos de música ao vivo, mesmo que virtuais, com fins de buscar novos formatos de apresentação. Respeitando um dos conceitos mais caros ao Novas Frequências, que é o alargamento das fronteiras sonoras, a decisão encontrada é a de não substituir o presencial através de emulações ou simulacros — mas criar outras formas de apresentação apoiadas em vídeos pré-produzidos e conteúdos multilinguagem: trabalhos audiovisuais, videoarte, curta-metragem, vídeo-ensaios, experimentos com som imersivo, podcasts, websites, dentre outros.
O tema central e o conceito que pauta a programação do Novas Frequências 2020 é a letra “X”. Segundo o diretor e curador Chico Dub, “chegar aos 10 anos é uma marca histórica para a cena de música experimental no país e isso precisa ser grifado com todas as cores. Não foi fácil chegar até aqui, 2020 não está sendo fácil e não será nada fácil continuar no futuro próximo. E é por isso que o Novas Frequências chega aos 10 anos trazendo como tema central o ‘X’. Referência imediata ao número romano, mas também ao ‘X’ de indefinição, de incógnita, de oposição, de enfrentamento, de ruptura, de negação, de colaboração, de pluralidade, de feminino, de não-binarismo e de tantos significados imbuídos neste símbolo tão rico e potente”.
Serviço
10ª edição do Festival Novas Frequências
De 1 a 13 de dezembro
Transmissões pelo site.
Postado por SECEC-RJ em 01/dez/2020 -
O fim de ano será especial para 139 pontos de cultura espalhados por 37 municípios do Rio de Janeiro. Este é o número de espaços que receberão R$ 60 mil do Governo do Estado. O valor será distribuído pela Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio (Sececrj), responsável pelo edital Cultura Viva RJ, financiado pela Lei Aldir Blanc. O resultado saiu, nesta terça-feira (1/12), no Diário Oficial do Estado. O investimento total será de mais de R$ 8 milhões.
Esse é o segundo resultado dos editais da Lei Aldir Blanc realizados pelo Governo do Estado. Na semana passada, o edital Juntos pelo Circo RJ premiou 17 circos itinerantes de lona, com R$ 60 mil para cada um. Um investimento que superou R$ 1 milhão. Atualmente, a Secretaria de Cultura trabalha para liberação de outros editais.
Segundo a secretária de Cultura e Economia Criativa do Rio, Danielle Barros, a realização de editais democráticos e transparentes atende as classes artísticas em todas as regiões do estado.
– O investimento nos pontos de cultura não acontecia há muitos anos e foi um compromisso nosso, de valorização da cultura local. É uma ferramenta de fomento que atinge todo o território fluminense. Os editais foram definidos após um amplo diálogo com representantes da cultura. A Lei Aldir Blanc está sendo operacionalizada para socorrer os nossos profissionais neste momento em que ainda enfrentamos uma pandemia – disse Danielle Barros.
Além do Cultura Viva RJ e do Juntos pelo Circo RJ, a secretaria lançou mais quatro editais com os recursos da Lei Aldir Blanc: Retomada Cultural RJ, Fomenta Festival RJ, Cultura Presente RJ e Passaporte Cultural. Após um remanejamento dos recursos da lei federal, ficou definido um investimento total de R$ 99,5 milhões em projetos culturais – aumentando em 40% o total de vagas disponíveis nos seis editais lançados.
Confira aqui a lista dos 139 pontos premiados.
Postado por SECEC-RJ em 30/nov/2020 -
O economista Celso Furtado foi intelectual de prestígio internacional e um dos mais importantes economistas brasileiros do século XX. Nascido em Pombal, no sertão paraibano, em 26 de julho de 1920, Furtado interpretou e agiu sobre o Brasil em sua vitoriosa carreira. Criou a Sudene, durante o governo JK, para atacar as mazelas que impediam o desenvolvimento do Nordeste. Depois, foi ministro extraordinário do Planejamento no governo João Goulart, cargo criado para que pudesse solucionar os desequilíbrios que contextualizaram a crise pré-golpe militar de 1964.
Perseguido pela ditadura, o brasileiro manteve, no exílio, o prestígio internacional, passando a ser interlocutor do senador Bob Kennedy e de intelectuais como Erich Fromm e Martin Luther King. No dia seguinte à sua cassação política, no Ato Institucional nº 1, recebeu convites para trabalhar no Instituto Latino-Americano para Estudos de Desenvolvimento, no Chile, e também para lecionar em três prestigiadas universidades dos Estados Unidos: Harvard, Columbia e Yale, para onde acabou indo. Um ano depois, o presidente francês de direita, Charles de Gaulle, autorizou sua contratação para a maior universidade de seu país.
A passagem consagradora pela Sorbonne durou 20 anos. O período representou um doloroso hiato para o economista acostumado à dupla função de intelectual e estadista. “Ele ficava com a cabeça no Brasil”, lembra a jornalista e tradutora Rosa Freire d’Aguiar, viúva de Furtado. Era difícil estar exilado para quem, até pouco, formulava políticas prioritárias de governo. Celso tornou-se doutor em Economia pela Universidade de Paris (Sorbonne) em 1948, com a tese “L’économie coloniale brésilienne”.
O grande profissional também foi técnico de Administração do governo brasileiro (1944-45), economista da Fundação Getúlio Vargas (1948-49). Fez pós-graduação na Universidade de Cambridge, Inglaterra (1957), sendo Fellow do King’s College.
De 1949 a 1958, integrou a Comissão Econômica para a América Latina (Cepal), órgão da Organização das Nações Unidas (ONU) sediado em Santiago, no Chile, contribuindo de forma decisiva, ao lado do economista argentino Raúl Prebish, para a formulação do enfoque estruturalista da realidade socioeconômica da América Latina.
Como imortal da Academia Brasileira de Letras, Furtado ocupou a cadeira número 11 e tomou posse em 31 de outubro de 1997. No discurso proferido na solenidade revelou: “Quando, finalmente, aos 26 anos de idade, comecei a estudar Economia de maneira sistemática, minha visão do mundo já estava definida. Assim, a Economia não chegaria a ser mais que um instrumental, que me permitia com maior eficácia tratar problemas que vinham da observação da História ou da vida dos homens em Sociedade. Pouca influência teve a Economia, portanto, na conformação do meu espírito. Nunca pude compreender a existência de um problema “estritamente econômico”. Por exemplo, a inflação nunca foi, em meu espírito, outra coisa senão a manifestação de conflitos de certo tipo entre grupos sociais. Da mesma forma, uma empresa nunca foi outra coisa senão a materialização do desejo e poder de um ou vários agentes sociais, em uma de suas múltiplas formas”.
Autor de livros como “Formação econômica do Brasil” (1959) e “Criatividade e dependência na civilização industrial” (1978), entre muitos outros títulos, Furtado revolucionou a teoria ao propor que o subdesenvolvimento não era uma “etapa” do desenvolvimento capitalista, mas uma posição das economias periféricas frente às centrais e que não seria superado apenas pela livre atuação do mercado.
Furtado não se via como um “homem de letras”, mas um “homem de pensamento”. E assim é considerado pelos críticos e estudiosos de economia, visto que sua obra vai além de outras interpretações da realidade brasileira.
Durante toda a década de 1970, dedicou-se intensamente às atividades docentes e publicação de livros. Foi beneficiado pela anistia decretada em agosto de 1979. Em agosto de 1981 filiou-se ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB). Participou intensamente da campanha de Tancredo Neves às eleições indiretas para a presidência da República e da comissão destinada a elaborar o Plano de Ação do Governo de Tancredo.
Com José Sarney empossado presidente, foi nomeado embaixador do Brasil junto à Comunidade Econômica Europeia, sediada em Bruxelas, na Bélgica. De volta ao Brasil, em fevereiro de 1986, tomou posse como Ministro da Cultura, elaborou a primeira legislação de incentivos fiscais e fez a defesa da identidade cultural brasileira. Em agosto de 1988 transmitiu o cargo.
Foi casado com a argentina Lucia Tosi, com quem teve dois filhos. E depois teve uma duradoura união com a jornalista e tradutora Rosa Freire d’Aguiar, a curadora da obra de Furtado, uma guardiã do monumental legado cultural deixado por ele.
“Para ele, o conhecimento só servia se fosse para prestar serviço à comunidade”, comenta o economista Luiz Gonzaga Belluzzo, professor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). “Furtado olhava as formas como a economia se relacionava com a vida social, para pensar em que medida poderia beneficiar a vida das pessoas em sociedade. Sua vida sempre se confundiu com a história da sociedade brasileira”, diz
Em comemoração aos cem anos do nascimento do economista agora, Rosa Freire D’Aguiar prepara uma compilação em livro de cartas Furtado com cerca de 30 intelectuais e políticos brasileiros, além de 20 estrangeiros. Antonio Callado, por exemplo, troca ideias depois de ter escrito “Quarup” e Carlos Lacerda escreve ao economista fazendo um convite para que entre na Frente Ampla contra a ditadura militar.
O primeiro projeto comemorativo ao centenário foi “Diários Intermitentes de Celso Furtado”, lançado em 2019. Resgatados integralmente de seus arquivos pessoais, reúnem anotações deixadas de 1937 a 2002. Ele não foi um praticante assíduo da arte dos diários, e podia se passar algum tempo sem que fixasse num caderno, numa agenda, numa folha avulsa, o presente mais intensamente vivido. Mas essas notas foram a oportunidade de registrar momentos marcantes e decisivos de sua vida, impressões de viagens a países distantes, a participação na Segunda Guerra Mundial, embates políticos no Nordeste, diálogos com intelectuais e políticos com quem conviveu no Brasil e no exterior, e, por vezes, frustrações e desabafos. É um precioso material até então inédito que completa as memórias que Celso Furtado deixou e que, sobretudo, mostra uma face desconhecida de um economista e professor, que também foi um protagonista privilegiado da história do Brasil, da América Latina e da Europa na segunda metade do século XX.
Celso Furtado morreu, no Rio de Janeiro, em 20 de novembro de 2004. Rosa fez o registro do momento. “ Era um sábado, final da manhã. Celso queria ver o documentário “Sob a névoa da guerra”, em que Robert McNamara relembra seus tempos de ex-presidente do Banco Mundial e ex-Secretário de Estado dos EUA. Tínhamos perdido o filme em Paris, desde então premiado com o Oscar de melhor documentário. Eu ia à locadora pegar o DVD e, na volta, passaria pela feirinha da Arcoverde para comprar salmão e quem sabe uma pamonha. Antes, resolvi fazer um café. Quando entrava na cozinha percebi que Celso, em pé e levemente debruçado sobre a mesa de jantar, lendo as manchetes do jornal do dia, fez um movimento para trás. Recuei, o segurei pelo braço: Cuidado, você vai cair. Caiu. Parada cardíaca. Nada a fazer.”
Postado por SECEC-RJ em 29/nov/2020 -
Diferente das edições anteriores em que o aquilombamento se fez latente nas apresentações, o Festival Segunda Black, para não deixar de promover os pensamentos e narrativas pretas em um ano atípico como 2020, atendeu às configurações das medidas de segurança em virtude do novo coronavírus e levou a ocupação para o formato virtual. A programação, que contempla 26 performances, masterclass com a professora Leda Maria Martins e roda de conversa com Hilton Cobra, ocorrerá de segunda-feira (30) a 8 de dezembro, sempre às 19h30 e poderá ser assistida, gratuitamente, na página do Facebook @asegundablack.
A 4ª Edição do Festival Segunda Black, que homenageará os 150 anos do nascimento de Benjamim de Oliveira e o 30° aniversário do Bando de Teatro Olodum, tem apoio da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio, através da Lei Estadual de Incentivo à Cultura, com patrocínio da Oi. Mais informações no site
A organização selecionou produções artísticas negras de todo país, o que consiste na realização de mostra não competitiva de performances ou experimentos teatrais nas modalidades de artes cênicas adulto, tendo como objetivos fomentar as artes cênicas, promover o intercâmbio, as atividades de formação e debates entre artistas e profissionais da área, destacar e divulgar novos talentos e dar continuidade ao movimento criado pelo TEN – Teatro Experimental do Negro: Inspirar e fortalecer a criação de novas narrativas a nível nacional e internacional.
Além das performances, o Festival terá, em sua abertura, uma masterclass com a professora Leda Maria Martins, às 15h abordando o tema da Memória, um dos eixos curatoriais desta edição. E, no dia 7 de dezembro, no mesmo horário, haverá uma roda de conversa com perspectivas para o fomento e difusão para as artes negras da cena com Hilton Cobra (ex-presidente da Fundação Palmares), Aline Vila Real (diretora de Artes da Fundação Municipal de Cultura de Belo Horizonte), Galiana Brasil (gerente do Núcleo de Artes Cênicas do Itaú Cultural) e Marcos Rego (gerente de Cultura do Sesc Departamento Nacional).
Desde sua concepção, o projeto preza pela formação dos artistas e de plateia. Nesta edição, tendo a internet como plataforma, há a oportunidade de expandir os horizontes pelas fronteiras fluidas do mundo virtual, permitindo que o público de diferentes partes do Brasil – e também da lusofonia -, possa ter acesso a essas criações artísticas que nas edições anteriores ficaram limitadas à presença física no mesmo espaço-tempo. O Segunda Black encoraja e instiga a inovação como forma de construir um amanhã, portanto, é imprescindível que esta construção seja lúcida da realidade de seu tempo histórico. E a História está no convocando a ressignificar, repensar e produzir novas maneiras de refletir o mundo.
A realização do projeto em formato online, irá gerar postos de trabalho, mesmo que temporários, em um cenário de desemprego e instabilidade econômica. Fomentar o festival em formato digital é proporcionar aos artistas participantes possibilidades de experimentações artísticas alinhadas a linguagem do audiovisual e da transmissão online. Construindo assim narrativas cênicas e performáticas de corpos negros em diálogo com aparatos tecnológicos.
4ª EDIÇÃO DO FESTIVAL SEGUNDA BLACK
De 30 de novembro a 8 de dezembro – às 19h30
Plataforma: Facebook @asegundablack
Ingresso: Gratuito
Classificação Indicativa: 16 anos Mais informações no site
Postado por SECEC-RJ em 27/nov/2020 -
A Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio (Sececrj) publicou, no Diário Oficial desta sexta-feira (27), o remanejamento dos recursos da Lei Federal Aldir Blanc. A reprogramação financeira da Renda Emergencial para os editais garante o investimento de R$ 99.5 milhões em projetos culturais. Com a nova soma, a pasta aumentou em 40% o total de vagas disponíveis nos seis editais lançados.
Com a reprogramação, as vagas nos editais da Aldir Blanc no Estado passam para 2.792, com acréscimo de 1.123 novos projetos. Atualmente, a secretaria analisa recursos dos projetos apresentados na plataforma Desenvolve Cultura e o resultado final está programado para a primeira quinzena de dezembro. Na Renda Emergencial, o investimento é superior a R$ 5 milhões.
– Seguimos trabalhando para apoiar a cultura fluminense em todo o estado. Esse remanejamento permite o aumento de vagas dos contemplados pelos seis editais, que agora terá um investimento de quase R$ 100 milhões. Isso mostra que o Governo do Estado está dialogando com todos os setores, recebendo as pessoas, construindo uma política pública coletiva e trabalhando todos os dias para que a cultura seja presente em todo o Rio – disse a secretária de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio, Danielle Barros.
Desde o início dos debates para a mobilização em torno da Lei Aldir Blanc a Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa dialoga com todo setor cultural e definiu seis editais dentro da Lei Aldir Blanc: Retomada Cultural RJ, Fomenta Festival RJ, Cultura Presente RJ, Passaporte Cultural, Juntos pelo Circo RJ e Cultura Viva RJ. Na última quinta-feira, foi iniciado a revisão de todos os recursos apresentados que foram inabilitados. A medida foi tomada após reuniões com o setor cultural de forma democrática.
No total, a Sececrj recebeu 4.082 inscrições pelo Desenvolve Cultura, sistema criado em 2020 para concentrar as informações referentes a editais e apresentações de projetos via Lei Estadual de Incentivo à Cultura.
– Do total de projetos apresentados na plataforma nós tivemos mais de 70% de projetos habilitados, mas entendemos os pleitos da categoria e estamos fazendo uma nova reanálise dos recursos, para garantir que tenhamos ainda mais projetos contemplados. A cultura do estado sairá fortalecida em todas as regiões, uma vez que temos editais regionalizados, como entendemos que deve ser a democratização do acesso aos recursos do setor – completa Danielle Barros.
A renda emergencial e os editais são as linhas da Lei Aldir Blanc que cabem aos Estados. No total, o Rio de Janeiro recebeu mais de R$ 104 milhões. De forma transparente, seguindo o que determina a lei federal, todas as ações foram publicadas em Diário Oficial.
Postado por SECEC-RJ em 27/nov/2020 -
Brasil e Itália ligados pela cultura em pleno Rio de Janeiro. Com esse objetivo, a Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio (Sececrj) assinou um protocolo de intenções para futuras colaborações de projetos com o Consulado Geral da Itália no Rio e o Instituto Italiano de Cultura do Rio, nesta quinta-feira (26), para a valorização da cultura dos países. O compromisso foi firmado durante a V Settimana della Cucina Italiana nel Mondo, celebração da culinária italiana que acontece até domingo (29), desta vez sendo realizada em formato digital por causa da pandemia da Covid-19.
A cooperação técnica tem como finalidade promover a integração institucional e a promoção de atividades culturais com conteúdo ligado à Itália, em projetos, ações e programas de mútuo interesse. Isso na realização de um programa de fomento para a produção de curtas-metragens sobre temáticas ligadas a aspectos da cultura italiana, através de um chamamento público e também de outras ações de fomento nos âmbitos da arte, da cultura e da economia criativa.
– A parceria entre a Secretaria de Cultura, o Instituto de Cultura da Itália e o Consulado Italiano com a formalização através do audiovisual, mostrando a arquitetura no país reforça a irmandade entre as duas nações. Podemos celebrar essa parceria inicialmente com as vencedoras do nosso edital Cultura Presente nas Redes, as chefs Paula e Márcia, em integração com verdadeiro chefs italianos e vamos firmar ainda mais parcerias – conta a secretária de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio, Danielle Barros.

Mesmo antes da assinatura do termo, a integração entre os órgãos já tinha começado. Dentro da programação da V Settimana della Cucina Italiana nel Mondo, em parceria com a Sececrj, foram realizadas duas lives, uma com a chef brasileira Paula Salles e o chef italiano Renato Ialenti, que ensinaram uma receita inédita, direto da cozinha do Instituto Italiano de Cultura e outra com a chef Márcia Fernandes e o chef italiano Luciano Boseggia. Uma publicação no Diário Oficial do Estado vai oficializar o protocolo nos próximos dias.
– Para o Consulado-Geral da Itália no Rio a aproximação com o Governo do Estado através da cultura é um grande avanço. Temos uma série de projetos entre a Itália e o Rio que podemos tocar em parceria e iniciar este diálogo com documentários é o melhor caminho – disse o Cônsul-Geral da Itália no Rio, Paolo Miraglia Del Giudice.
Postado por SECEC-RJ em 25/nov/2020 -
Este é o ano do centenário de Clarice Lispector. A escritora nasceu na Ucrânia e veio com a família refugiada ainda bebê para o Brasil, que tomou como sua pátria, tornando-se uma das vozes mais conhecidas da cultura brasileira. Ela conquistou um público amplo e fiel de leitores e permanece celebrada pelos estudiosos de sua obra, como acontece agora, ao se comemorar seu aniversário em universidades e centros de cultura de diversos países, onde sua obra é destacada.
A adoração à grande e enigmática dama da literatura brasileira do século XX sempre foi intensa. “Clarice vive hoje um culto de sua imagem, mais do que de sua literatura”, destaca Yudith Rosenbaum, professora de literatura brasileira da Universidade de São Paulo e autora de dois livros sobre a escritora. “Por não conceder entrevistas, por ter se isolado e cercado sua vida de mistério e por preferir o silêncio às falas vazias, a escritora criou ao redor de si uma aura de inacessibilidade ao lado de uma legião de fãs idólatras”.
Através da atuação do escritor e historiador norte-americano Benjamin Moser, Clarice experimentou recentemente um novo renascimento. Moser é o autor de uma Clarice, Uma Biografia. Por acaso, ele descobriu seus livros enquanto estudava literatura de Língua Portuguesa, apaixonando-se por ela e por sua obra imediatamente.
Moser a compara a Franz Kafka e Baruch Espinoza. O livro biográfico sobre Clarice foi nomeado pelo National Books Critics Circle Award e traduzido para diversos idiomas. Em 2015, foi responsável pela coletânea de contos da escritora em inglês — The Complete Stories —, lançada pela editora New Directions nos Estados Unidos. A edição recebeu boas críticas e esteve na lista dos 100 melhores livros do The New York Times do mesmo ano. Em 2016 Moser recebeu na Festa Literária Internacional de Paraty o Prêmio Itamaraty de Diplomacia Cultural, concedido pelo Ministério das Relações Exteriores do Brasil
Clarice começou a escrever ainda muito jovem e desde então apresentou uma produção literária complexa e delicada e muito dificil de se classificar. Com o primeiro livro “Perto do Coração Selvagem”, obra que escreveu aos 19 anos, e que lhe valeu o Prêmio Graça Aranha de melhor romance, obteve grande sucesso de crítica e avaliações positivas. O escritor Antônio Cândido, à época, saudou a estreia da escritora, exaltando sua performance como da melhor qualidade: “A escritora – ao que parece uma jovem estreante – colocou seriamente o estilo e a expressão”.
Dona de uma personalidade forte e exuberante, era uma mulher elegante, vestia roupas sob medida e usava grandes óculos escuros, que lhe conferiam um ar de estrela de cinema. Ela ultrapassou a condição inicial de refugiada para se tornar uma lendária personalidade do Rio de Janeiro de seu tempo. Mas, desde a infância, sempre teve a existência marcada por acontecimentos fortes.
De origem judaica russa, ela nasceu em 10 de dezembro na Ucrânia, com o nome de batismo de Chaya. Quando tinha apenas dois meses de idade, toda a família fugiu dos antissemitas, primeiro para a Moldávia e depois para a Romênia. Mais tarde, em 1922, com seus pais e as duas irmãs, desembarcou em Maceió. Seu nome foi então abrasileirado para Clarice.
Em 1924, a família mudou-se para Recife. Aos oito anos, Clarice perdeu a mãe. Três anos depois, a família transferiu-se para o Rio de Janeiro. Apesar de ter sido criada em um ambiente cheio de vulnerabilidades, Clarice teve uma educação muito diferente das meninas economicamente menos favorecidas. Conseguiu entrar num dos redutos da elite daquela época, a Faculdade de Direito da Universidade do Brasil, onde não havia judeus e apenas três mulheres universitárias. Formou-se em 1943.
No mesmo ano, casou-se com o diplomata Maury Gurgel Valente, com quem viveu muitos anos fora do Brasil até que se separaram em 1959. Então, Clarice retornou ao Rio de Janeiro, onde retomou a atividade de jornalista. No final da década de 60, publicou no Jornal do Brasil artigos mais pessoais, que tornaram seu nome popular. O cão Ulisses, que aparecia nesses relatos, tornou-se uma lenda na cidade, como um dos poucos elos com a realidade brasileira, já que ela praticamente não falava de temas locais e nacionais.
Tida como uma pessoa ansiosa e com tendência à depressão, um fato intensificou essa parte de sua personalidade. A escritora dormiu com um cigarro aceso e seu quarto foi destruído. Sofreu queimadura em várias partes do corpo e ficou internada durante muitos meses. A mão direita foi afetada e quase perdeu a mobilidade. O acidente abalou seu estado de ânimo e as cicatrizes no corpo causaram continuas depressões.
Na década de 70 dedicou-se a publicar livros infantis e algumas traduções. Reconhecida pelo público e pela crítica, em 1976, recebeu o prémio da Fundação Cultural do Distrito Federal, pelo conjunto da obra. No ano seguinte, publicou seu último romance, “A Hora da Estrela”, adaptado para o cinema, em 1985. Na véspera de completar 57 anos, em 9 de dezembro de 1977, Clarice Lispector morreu, vítima de câncer.
Algumas de suas principais obras:
· Perto do coração selvagem (1942)
· O Lustre (1946)
· A Cidade Sitiada (1949)
· Laços de Família (1960)
· A Maçã no Escuro (1961)
· A Legião Estrangeira (1964)
· A Paixão Segundo G. H (1964)
· Uma Aprendizagem ou O Livro dos Prazeres (1969)
· Felicidade Clandestina (1971)
· Água Viva (1973)
· A Imitação da Rosa (1973)
· Via Crucis do Corpo (1974)
· Onde Estivestes de Noite? (1974)
· Visão do Esplendor (1975)
· A Hora da Estrela (1977)
Postado por SECEC-RJ em 25/nov/2020 -
O MIS, que é ligado à Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio, foi inaugurado em 1965 e é considerado o primeiro museu audiovisual do Brasil.
O Museu da Imagem e do Som do Rio (MIS), fundado em 1965, escreve mais um capítulo em sua história justamente num momento de retomada do setor cultural no Rio e no Brasil. A Fundação do Museu da Imagem e do Som, vinculada à Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio (Sececrj), foi contemplada pelo edital promovido pelos fundos internacionais Prince Claus Fund and Gerda Henkel Foundation, que contava com participantes de todo o mundo.
O MIS vai receber cerca de € 18 mil euros (R$ 120 mil) para a aquisição de equipamentos para melhoria na preservação do seu acervo. O projeto prevê o monitoramento das condições ambientais dos itens da instituição através de sensores ligados 24h por dia, podendo elaborar procedimentos e ações para mitigar os riscos provocados pela ação das intempéries do meio-ambiente.
A cerimônia online ocorre no próximo dia 2 de dezembro. Mais informações neste link.
Números do acervo do MIS
O Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro foi inaugurado em 1965 e é considerado o primeiro museu audiovisual do Brasil. Atualmente, está dividido em dois prédios: Praça XV e Lapa. O MIS conta com um acervo de cerca de 1.500 depoimentos com, aproximadamente, quatro mil horas de gravação abrangendo os mais diversos segmentos da cultura.
São mais de 30 coleções que reúnem 330 mil itens nos mais variados suportes. São 93 mil fotografias, incluindo 1700 negativos em vidro e 26 mil estereoscópicas, de grande valor histórico, algumas raras; uma discoteca de quase 60 mil discos entre, LPs, compactos e 78 RPM, das diversas coleções, incluindo cerca de 18 mil discos da Rádio Nacional, reunindo músicas, novelas e scripts de programas que marcaram época. A maioria das coleções chegou ao MIS por meio de doação, e algumas foram adquiridas no momento de sua fundação.
Além do acervo documental, o MIS possui uma reserva técnica, onde estão guardados os objetos tridimensionais das diferentes coleções, e uma Biblioteca com cerca de 9 mil títulos entre livros, catálogos, revistas e teses. Na reserva técnica encontramos preciosidades como o saxofone de Abel Ferreira, o piano de Ernesto Nazaré, indumentárias de Elizeth Cardoso, o bandolim do Jacob, entre outros.
Postado por SECEC-RJ em 24/nov/2020 -
Com o objetivo de agilizar o processo de autorização de patrocínio via Lei Estadual de Incentivo à Cultura, a Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio (Sececrj) publicou, no Diário Oficial desta terça-feira (24), mais três projetos incentivados inscritos em 2020 no sistema Desenvolve Cultura: Aniversário Rádio Cidade, Festival Novas Frequências 9ª Edição e Rio 2C. Juntas as iniciativas somam R$ 4,6 milhões de investimento.
Com os três projetos a Sececrj chegou a 56 patrocinados via Lei de Incentivo à Cultura, em 2020, com investimento total de R$ 42 milhões. Deste total, seis projetos já são inscritos e autorizados na plataforma Desenvolve Cultura, lançada em agosto.
– A mobilização para agilizar as autorizações tem sido muito importante para manter o setor aquecido, mesmo com a pandemia da Covid-19. É um importante ganho para o produtor cultural foi a plataforma Desenvolve Cultura, que agilizou a tramitação de projetos e a aprovação de patrocínios dos projetos inscritos em 2020, mostrando que o trabalho tem apresentado bons resultados – disse Danielle Barros, secretária de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio.
Desde agosto de 2020, o processo de apresentação para os benefícios da Lei Estadual de Incentivo à Cultura ganhou um novo formato. Não há mais edital, o processo está aberto de março a novembro. Outra novidade é o Sistema Desenvolve Cultura, que recebe as inscrições e abriga diversas informações para facilitar a busca por patrocínios via renúncia de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). Todas as informações podem ser conferidas aqui.
Aniversário da Rádio Cidade
O projeto tem como principal objetivo difundir e fomentar a cultura, através da realização de shows gratuitos com artistas da música popular brasileira do segmento Rock, em comemoração ao 20º Aniversário da Rádio Cidade – A Rádio do Rock, no dia 02 de maio de 2021, a partir das 16 h, no Parque Madureira.
Festival Novas Frequências
Em sua 10ª edição o festival de música experimental e arte sonora da América do Sul terá programação que se destina a todos os públicos e reúne 23 artistas nacionais e internacionais com apresentações inéditas, feitas exclusivamente para o festival.
Rio 2C
É o maior festival de criatividade e inovação da América Latina. O Rio2C acontecerá no Rio de Janeiro, entre os dias 14 a 18 de abril de 2021, na Cidade das Artes e se dividirá em 2 momentos: Conferência – voltado para empreendedores e profissionais da indústria criativa, com palestras, discussões, pitchings e rodadas de negócio (14 a 16 de abril); Festival – com exibições, shows, instalações artísticas, evento literário, palestras, workshops, oficinas, exibições e experimentações dedicada ao público em geral, jovens universitários e estudantes – futuros profissionais da indústria criativa (17 e 18 de abril).