Postado por SECEC-RJ em 09/fev/2022 -
Segundo o filósofo e escritor francês, Voltaire, “A leitura engrandece a alma”. E para prestigiar pessoas, coletivos e instituições que contribuem para o fomento desta prática, a Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro lançou o selo de reconhecimento “Amigo da Leitura”. Nesta quarta-feira (9), as primeiras 26 honrarias foram concedidas pela Superintendência de Leitura e Conhecimento (SLC), durante solenidade na Biblioteca Parque da Rocinha (BPR).
Todos os contemplados nesta primeira cerimônia são professores e entidades que atuam de forma voluntária e mantêm projetos permanentes na BPR. Como é o caso de Rodrigo Nascimento, 26 anos, que atua há 8 anos na Rocinha com o grupo de valsa Magia de um Sonho.
“Esse reconhecimento é uma honra para mim. É a confirmação que o meu trabalho não está sendo em vão, e isso é muito gratificante. O meu pai sempre foi líder comunitário dentro da Rocinha, então, esta premiação é uma sensação de dever cumprido. Estou dando continuidade ao legado dele”, contou Rodrigo. Atualmente, o projeto de valsa atende cerca de 30 jovens da comunidade, através de aulas gratuitas na BPR.

De acordo com a Secretária de Estado de Cultura e Economia Criativa, Danielle Barros, o selo de reconhecimento Amigo da Leitura terá como público-alvo pessoas, projetos, espaços e entidades que contribuem positivamente para a cadeia do livro e da leitura no estado do Rio de Janeiro.
“O talento, dedicação e entusiasmo de pessoas como o Rodrigo contribuem de forma significativa para o fomento da cultura e da inclusão social em território fluminense. Com tantos homenageados neste dia, fica o sentimento de gratidão por ter ao lado pessoas que ajudam a promover a cultura de forma tão plural e inspiradora”, destacou Danielle Barros.
Para o Superintendente de Leitura e Conhecimento, Yke Leon, o certificado de reconhecimento “Amigo da Leitura” foi criado justamente para que a SLC possa, de maneira mais direta, se conectar com pessoas, coletivos e instituições que atuam de forma a impactar suas comunidades e o seu entorno.
“É muito significativo que os primeiros homenageados sejam professores que atuam em nossas bibliotecas localizadas em território popular. Nosso interesse é seguir adiante, contemplando e premiando a cadeia produtiva do livro e da leitura, assim como todos os seus atores. Esse é só o começa do que a gente idealiza e sonha”, afirmou.
Ainda no mês de fevereiro, acontece a entrega de mais 13 selos de reconhecimento, desta vez na Biblioteca Parque de Manguinhos (BPM), em cerimônia que acontece às 10h. As honrarias também serão distribuídas para pessoas e instituições que incentivam projetos dentro do referido espaço.

Postado por SECEC-RJ em 01/fev/2022 -
A Escola de Artes Visuais do Parque Lage vai garantir 40 bolsas sociais integrais para cursos livres no primeiro semestre – online e presencial. Para participar do processo seletivo, o candidato deve realizar inscrição até o dia 6/02, através do site http://eavparquelage.rj.gov.br/. Não é necessário estar cursando ensino superior ou ter formação em artes para concorrer à vaga.
Ligada à Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa, a instituição está oferecendo cursos semestrais, de curta duração e contínuos, nas áreas de pintura e desenho, oficinas gráficas e fotográficas, desenvolvimento de projetos, estudos críticos e curatoriais, artes visuais e sonoras, entre outros.
“Este projeto contribui de maneira significativa com a inclusão social ao garantir, de forma plural, acesso gratuito a cursos de diferentes áreas da cultura. Através dessa capacitação, buscamos promover a difusão cultural e democratização das artes”, destaca a Secretária de Estado de Cultura e Economia Criativa, Danielle Barros.

O projeto tem um caráter plural e inclusivo. Os critérios de seleção dos candidatos levam em conta a realidade financeira e social de cada um, considerando a diversidade de gênero, étnico-racial, de sexualidade e de território.
“Nosso objetivo é ter 50% de alunos bolsistas, através de ações sustentáveis que garantam o caráter público desta escola que tem a formação de artistas como vocação, privilegiando pessoas racializadas e oriundas de territórios periféricos. Não é filantropia, é a EAV atuando como agente de transformação”, informa Yole Mendonça, diretora da instituição..
No segundo semestre, uma nova chamada será feita para oferta de outras 40 vagas. As bolsas de estudos são custeadas pela Coleção Impacto, através do investimento de todo lucro das vendas de obras de arte durante a Feira ArtRio em 2021. Também foram vendidas obras de acervo doadas por artistas renomados, como Angelo Venosa, Antonio Dias, Brígida Baltar, Carlos Vergara, Ernesto Neto, Iole de Freitas, Laura Lima e Luiz Zerbini.
Encerramento das inscrições: 6/02
Divulgação dos selecionados: 25/02
Período de matrícula: 26/02 a 10/03
Período letivo: 10/03 a 24/06
Escola de Arte Visuais do Parque Lage
Rua Jardim Botânico, nº 414 – Rio de Janeiro
Website: http://eavparquelage.rj.gov.br/
Instagram: @parquelage
Whatsapp: (21) 99228-7955 – Secretaria 1 | (21) 96654-3179 – Secretaria 2

A Escola de Artes Visuais foi criada em 1975, pelo artista Rubens Gerchman, para substituir o Instituto de Belas Artes (IBA). Seu surgimento acontece em plena Guerra Fria na América Latina, durante o período de forte censura e repressão militar no Brasil. A EAV afirma-se historicamente por seu caráter de vanguarda, como marco da não conformidade às fronteiras e categorias, e propõe regularmente perguntas à sociedade por meio da valorização do pensamento artístico.
Alguns exemplos marcantes da história do Parque Lage são a utilização do palacete como sede do governo da cidade de Alecrim em Terra em Transe, dirigido por Glauber Rocha em 1967; e a exposição “Como Vai Você, Geração 80?”, que reuniu 123 jovens artistas de diferentes tendências numa mostra que celebrava a liberdade e o fim do regime militar. O palacete em estilo eclético foi também palco de “Sonhos de uma noite de verão”, clássico shakespeariano, e serviu como locação para Macunaíma, de Joaquim Pedro de Andrade.
A Escola de Artes Visuais do Parque Lage está voltada prioritariamente para o campo das artes visuais contemporâneas, com ênfase em seus aspectos interdisciplinares e transversais. Abrange também outros campos de expressão artística (música, dança, cinema, teatro), assim como a literária, vistos em suas relações com a visualidade. As atividades da EAV contemplam tanto as práticas artísticas como seus fundamentos conceituais.
A EAV Parque Lage configura-se como centro educacional aberto de formação de artistas e profissionais do campo da arte contemporânea. Como referência nacional, com uma consistente imagem no meio da arte, a EAV busca criar mecanismos internos e linhas de atuação externa que permitam um diálogo produtivo com a cidade e com o circuito de arte nacional e internacional. A instituição integra a Secretaria de Cultura e Economia Criativa do estado do Rio de Janeiro.
Postado por SECEC-RJ em 28/jan/2022 -
O Conselho Estadual de Políticas Culturais (CEPC) tem um novo presidente. Após votação realizada na última quinta-feira (27) entre os 32 membros que compõem o órgão, a chapa Juntos Somos Mais Fortes, formada por William Cesar (Costa Verde) e Iara Lima (Norte Fluminense), representantes da sociedade civil, foi eleita pelos próximos dois anos.
“Pela primeira vez, alguém ligado ao Carnaval, ao mundo do samba, assume a presidência deste estimado conselho. Precisamos, mais do que nunca, promover a união entre o poder público e a sociedade civil, para construir um plano que possa atender a todas as pessoas nesse momento de pandemia. Nossa intenção é alcançar a ponta, os trabalhadores essenciais, e chegar também cada vez mais ao interior do estado, levando ações que beneficiem a população. Juntos vamos conseguir fazer a diferença”, afirma William Cesar, novo presidente do conselho.

O CEPC é um órgão deliberativo, parte integrante do Sistema Estadual de Cultura, e vinculado à Secretaria de Estado de Cultura e Economia do Rio de Janeiro (Sececrj). Tem como principal função deliberar sobre as políticas públicas na área da cultura, trabalhando em conjunto com a Sececrj para a elaboração de pautas, criação de editais e demais atividades correlatas.
“Cada mandato é de dois anos e o sistema funciona por composição partidária, formado por 16 membros da sociedade civil e 16 representantes do poder público, com garantia de revezamento na presidência entre as partes. Desta forma, privilegia-se o equilíbrio na deliberação de políticas públicas e igualdade nas votações”, explica a superintendente de Artes da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa, Taydara Araujo, que deixa a presidência do Conselho.
O CEPC do Rio de Janeiro faz parte do Sistema Estadual de Cultura, instituído através da lei nº 7035, de 7 de julho de 2015. É um órgão paritário e deliberativo, responsável por planejar e fiscalizar as políticas culturais fluminenses.
Postado por SECEC-RJ em 28/jan/2022 -
Estão abertas as inscrições para o Programa de Aceleração Social Impulso. Com patrocínio da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro, através da Lei Estadual de Incentivo à Cultura, e da empresa Oi, o edital lançado pelo Instituto Ekloos tem como objetivo capacitar iniciativas socioculturais para que elas explorem a produção por meio digital. O processo seletivo fica aberto até às 18h do dia 09/02, através do link www.ekloos.org/impulso.
O programa está aceitando inscrições de pessoas físicas ou jurídicas, sendo autorizada a participação de ONGs, coletivos e negócios de impacto social que tenham atuação no Estado do Rio de Janeiro. Vão ser disponibilizadas até dez vagas para preenchimento.

Entre as iniciativas e áreas que podem ter projetos contemplados estão aplicativos, artes visuais, audiovisual, cinema, circo, dança, design, folclore, fotografia, games, gastronomia, literatura, museus, música, moda e teatro, entre outros.
“Este projeto tem como foco contemplar propostas inovadoras, que trabalhem o desafio de transformar o mundo através do auxílio das ferramentas digitais. Nossa forma de trabalho é essa: sempre buscar a democratização e universalização da cultura. Então, projetos que seguem essa linha sempre vão encontrar o nosso apoio”, destaca a Secretária de Estado de Cultura e Economia Criativa, Danielle Barros.
Os selecionados passarão pelo programa de aceleração, que prevê mentorias e capacitações online, com o objetivo de fortalecer grupos que produzem cultura e se relacionam de alguma forma com pautas de diversidade e inclusão, buscando o desenvolvimento de apresentações híbridas (presencial e online).
“Neste novo mundo, é extremamente importante inovar e aproveitar as novas tecnologias para impulsionar iniciativas de impacto social no setor da economia criativa. Este programa quer apoiar empreendedores, de organizações sem fins lucrativos ou negócios sociais, para colocarem suas iniciativas ‘on’”, ressalta Andréa Gomides, presidente e fundadora do Instituto Ekloos.
O Instituto Ekloos é uma aceleradora social que, ao longo de seus 14 anos de atuação, já capacitou mais de 6.000 empreendedores e acelerou mais de 700 ONGs e negócios de impacto social. Com um Programa de Aceleração baseado em metodologias próprias e diferenciadas, vêm trabalhando com iniciativas sociais de forma a profissionalizar a gestão, apoiar o desenvolvimento sustentável e estimular a inovação, possibilitando o aumento do impacto social que cada organização gera em seu território de atuação.
Postado por SECEC-RJ em 27/jan/2022 -
Após entregar mais 22 novos painéis espalhados por 1,5 km na Avenida Rodrigues Alves, na Zona Portuária do Rio, em dezembro de 2021, o projeto de urbanismo tático Rua Walls iniciou a pintura da fachada da Biblioteca Parque Estadual (BPE) nesta segunda-feira (24). A ação, patrocinada pela Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa, através da Lei Estadual de Incentivo à Cultura, homenageia o centenário da Semana de 22, ocorrida na cidade de São Paulo entre os dias 11 e 18 de fevereiro daquele ano. O evento, que marcou o início do modernismo brasileiro (1922-1960), contou com a presença de grandes nomes da cena artística da época, como Oswald de Andrade, Anita Malfatti, Di Cavalcanti, Mário de Andrade, Heitor Villa-Lobos, entre outros.
“A Biblioteca Parque Estadual é a casa da cultura do estado e já funciona plenamente com várias ações culturais em seus espaços. Ter a sua fachada revitalizada, marcando os 100 anos do modernismo, reforça sua vocação cultural de ser um equipamento para todas as artes e acessível para todos”, disse Danielle Barros, Secretária de Cultura e Economia Criativa do Estado do Rio de Janeiro.

Para realizar o mural de aproximadamente 800m² na fachada do prédio, localizado no coração da Avenida Presidente Vargas, no Centro, o Rua Walls — que, por ser um projeto de urbanismo tático, se propõe a realizar intervenções nas cidades com o objetivo de promover espaços mais democráticos e acessíveis — convidou os artistas contemporâneos do Coletivo MUDA.
“Nessa intervenção, estamos buscando uma integração entre o objeto arquitetônico da Biblioteca e os transeuntes — pessoas que passam a pé, de carro e de ônibus”, declarou o arquiteto Rodrigo Kalache, do MUDA. “A Avenida Presidente Vargas é uma das mais movimentadas do Rio, e nós queremos fazer uma intervenção que fale desse deslocamento. Por isso, criaremos um painel cinético que se transforma à medida que o observador vai percorrendo pela arte”.
Criado em 2010, o MUDA é reconhecido por realizar experimentações gráficas com estética geométrica e abstrata em revestimentos clássicos, como o azulejo. O Coletivo é integrado pelos designers Bruna Vieira e João Tolentino, e pelos arquitetos Diego Uribbe, Duke Capellão e Rodrigo Kalache.
“Nosso projeto envolve arte, cultura e urbanismo tático, pensando a cidade no pós-pandemia”, explicou André Bretas, um dos idealizadores do Rua Walls. “Nosso objetivo é colorir cada vez mais a cidade, muito conhecida por suas belezas naturais, e que agora ganha cada vez mais espaço na cena da arte mais democrática do mundo, a arte urbana”, completou Caique Torrezão, outro realizador do projeto.

De acordo com informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a Biblioteca Parque Estadual foi criada em 15 de março de 1873, no período do Brasil Imperial (1822-1889) — na época, se chamava Biblioteca Pública Municipal. Durante os anos, ela foi transferida para diferentes endereços, e também mudou algumas vezes de nome — ela só foi batizada definitivamente como BPE em 2014 —, até que em 1943 ganhou o espaço onde encontra-se atualmente, na Avenida Presidente Vargas. Em janeiro de 1984, uma parte de seu antigo prédio foi destruída por um incêndio. Porém, poucos anos após o acidente, em março de 1987, um novo edifício foi inaugurado, com projeto de autoria do arquiteto Glauco Campello, sob a orientação do antropólogo e então Secretário estadual de Cultura e vice-governador, Darcy Ribeiro (1922-1997). Anos mais tarde, entre 2008 e 2012, Campello voltou a participar da obra para modernizar a BPE com traços que a tornaram mais moderna e que são conhecidos até os dias atuais.
O Rua Walls é um projeto de urbanismo tático pioneiro, que atua na região portuária da cidade desde 2010, realizado pela Visionartz. A edição de 2021/2022 é patrocinada pela Enel Distribuição Rio, por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura do Rio de Janeiro, pela Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa (SECEC-RJ) e pelo Governo do Estado do Rio de Janeiro. As tintas oficiais utilizadas nesta edição do Rua Walls são das marcas Sherwin-Williams e Colorgin Arte Urbana.
A Enel Distribuição Rio, subsidiária da multinacional italiana Enel, atende 66 municípios do estado do Rio de Janeiro, abrangendo 73% do território estadual, com cobertura de uma área de 32.188 km². A Região Metropolitana de Niterói e São Gonçalo e os municípios de Itaboraí e Magé representam a maior concentração do total de 2,7 milhões de clientes atendidos pela companhia. A estratégia de atuação da Enel é baseada no seu Plano de Sustentabilidade e nos compromissos assumidos com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030 da ONU.
Postado por SECEC-RJ em 26/jan/2022 -
Através da união entre cultura e inclusão social, a Orquestra da Biblioteca Parque de Manguinhos pretende transformar a vida de crianças e jovens de comunidades carentes do Rio de Janeiro. O Termo de Cooperação Técnica para formalização do projeto foi assinado nesta segunda-feira (24), entre a Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa (Sececrj) e a ONG Ação Social pela Música, na Biblioteca Parque Estadual do Centro. A iniciativa faz parte do conjunto de ações do programa Cidade Integrada, do Governo do Estado.

“O Cidade Integrada representa um novo tempo, com o Governo do Estado levando ações sociais, desenvolvimento econômico, infraestrutura e segurança para comunidades do Rio de Janeiro. As intervenções no Jacarezinho já começaram, e a Orquestra de Manguinhos é apenas o primeiro passo na retomada da oferta de cultura, lazer e inclusão social para aqueles que mais precisam”, disse o governador Cláudio Castro.
As inscrições já estão abertas e os interessados devem levar identidade, CPF e comprovante de residência (serão aceitos comprovantes de pais ou responsáveis) na própria Biblioteca Parque de Manguinhos. O projeto, promovido pela Ação Social pela Música, em parceria com a Claro, através da Lei Estadual de Incentivo à Cultura, e apoio da Superintendência de Leitura e Conhecimento da Sececrj, é voltado para crianças e jovens a partir de dez anos, com perspectiva de atender até 150 alunos.
“É uma alegria ver a cultura sendo utilizada como ferramenta de inclusão social. Esse é o Estado funcionando da maneira que deve ser: atento às demandas, próximo à população e garantindo a execução de projetos que transformam a vida das pessoas. Esse é o modelo de trabalho que temos adotado desde que assumimos”, declarou a Secretária de Estado de Cultura e Economia Criativa, Danielle Barros.
A Orquestra da Biblioteca Parque de Maguinhos será formada por jovens da Comunidade de Manguinhos, Jacarezinho e localidades do entorno. As aulas se dividem entre ensino sobre o instrumento escolhido pelo aluno e teoria musical, permitindo que os jovens tenham formação completa dentro do segmento.

“O projeto trabalha em duas vertentes: inclusão socioeducativa e cultural. Durante as oficinas, o aprendizado é realizado em grupo, para incentivar a interação social. Aliado às aulas de música, também garantimos reforço escolar aos alunos que precisam desse apoio. Nossa proposta é ocupar o tempo desses jovens para que eles não tenham sua trajetória desviada para o caminho errado”, destacou a diretora e fundadora da ONG Ação Social pela Música, Fiorella Solares.
Para realizar a inscrição, o candidato deve se dirigir à sede da Biblioteca Parque de Manguinhos, na Avenida Dom Hélder Câmara, 1184, Manguinhos – Benfica, de segunda a sexta-feira, das 10h às 18h.
Postado por SECEC-RJ em 19/jan/2022 -
O Museu de Favela (MUF) tem um novo espaço para chamar de seu. Foi assinado, nesta quarta-feira (19), na Biblioteca Parque Estadual, o Termo de Cessão de uso do 4º andar do CIEP Cantagalo, na comunidade de mesmo nome, em Ipanema. O documento foi firmado pela Secretária de Estado de Cultura e Economia Criativa (Sececrj), Danielle Barros, e por Aline Santos, presidente da organização social.
Com caráter cultural e social, a instituição sem fins lucrativos desenvolve seu trabalho no território das Comunidades do Pavão Pavãozinho e Cantagalo desde 2008, através de ações como oficinas, exibição de filmes, documentários e visitas guiadas.
“A assinatura deste termo é um grande ganho para a comunidade. Foi um caminho árduo, mas com muita vontade de chegar até aqui, conseguimos consolidar esse momento de plena satisfação. É um espaço que já tive prazer de ir. Saí de lá muito impactada e feliz por ver o envolvimento desse lugar com a política pública e com a comunidade local”, destacou a Secretária de Estado de Cultura e Economia Criativa, Danielle Barros.

O MUF teve sua base operacional funcionando em parte da Paróquia Nossa Senhora de Fátima, no Cantagalo, até 2017. No entanto, foi solicitado que a instituição entregasse o espaço pois a igreja precisava ampliar suas ações na comunidade. Desde então, o MUF e a Superintendência de Museus, da Sececrj, buscavam um novo local para dar continuidade ao projeto.
“Sou muito grata às autoridades por concederem a dádiva deste espaço. Fomos agraciados depois de tanto tempo de luta. Nós, os favelados, conseguimos mostrar que somos capazes. É uma honra poder garantir a oportunidade de acesso à cultura dentro das comunidades. É sempre uma conquista poder oficializar algumas lutas. Este momento representa a abertura de portas para a periferia e as favelas”, afirmou a presidente da organização, Aline Santos, muito emocionada ao realizar o discurso.

Durante o processo de oficialização da cessão do 4º andar do CIEP, o MUF obteve uma prorrogação de prazo e permaneceu funcionando no espaço da Paróquia Nossa Senhora de Fátima.
“Tenho o privilégio de acompanhar o trabalho do MUF desde 2009, e muito me orgulha ver o crescimento dessa instituição ao longo dos anos. Este resultado, hoje, é fruto de um esforço contínuo da nossa equipe técnica. Com esse trabalho, podemos assegurar o direito das memórias nas comunidades, fortalecendo as identidades locais e a diversidade cultural”, ressaltou a Superintendente de Museus da Sececrj, Lucienne Figueiredo.
A base do Museu das Favelas fica, agora, localizada na Rua Alberto de Campos, nº 12, Cantagalo – Ipanema.
Postado por SECEC-RJ em 17/jan/2022 -
Após dois dias de debates e palestras, chegou ao fim a participação da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro (Sececrj) durante o Rio Innovation Week. O mais completo encontro sobre tecnologia e inovação da América Latina contou com uma programação especial ao longo do final de semana, unindo arte e tecnologia.
“Inovação e tecnologia podem, sim, trabalhar a favor da cultura. No último ano, lançamos o Pacto Cultural, garantindo incentivo de R$ 75 milhões para a cultura fluminense. Dentro deste pacote, promovemos um edital especificamente para o meio digital, garantindo que o trabalho de artistas de todas as regiões do Rio de Janeiro pudessem chegar até a palma da mão da população fluminense. Não à toa, esta foi a chamada mais democrática do Pacto Cultural, atendendo fazedores de cultura de 91 dos 92 municípios do estado”, declarou a Secretária de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro, Danielle Barros, ao abrir as discussões no sábado.

Durante o sábado (15), o tema “Modernismo nos Tempos Distópicos” norteou os debates e trouxe para o público uma nova visão sobre a influência da Semana de Arte Moderna (1922) nas obras culturais desenvolvidas nos dias de hoje.
“Essa semana de 22 representou uma ruptura dentro dos padrões estéticos e artísticos da época, e ajudou a consolidar uma forma genuinamente brasileira de se pensar e fazer arte, que ecoa até hoje nas manifestações artísticas como uma forma de inovação”, ressaltou André Weller, curador de arte e cultura do Rio Innovation Week.
O projeto Rua Walls, que garante a revitalização da região portuária da cidade do Rio de Janeiro, mais especificamente da Avenida Rodrigues Alves, através da ativação urbana, também foi tema das discussões. A iniciativa recebe patrocínio da Sececrj através da Lei de Incentivo à Cultura.
“A gente acredita na arte como ferramenta de inclusão social e capacitação de jovens que moram em periferias. O Rua Walls tem esse papel de integrar os artistas com os moradores das regiões que recebem as instalações artísticas. Queremos exaltar a cultura local através da arte urbana”, destacou Caique Torrezão, realizador do Rua Walls.

Já no domingo, o tema da mesa de debates foi “Novos museus para novos públicos”. Com uma plateia participativa, os palestrantes puderam trocar ideias e explicar sobre as estratégias adotadas para captar o público mais jovem.
“Contamos com quase 30 funcionários, principalmente museólogos e historiadores, todos responsáveis por renovar o atual Museu do Flamengo. Trabalhamos para deixar o espaço mais interativo e acessível, para atrair os mais jovens. Queremos que o flamenguista saia do museu ainda mais apaixonado pelo clube”, ressaltou Luis Fernando Fadigas, diretor de patrimônio histórico do Flamengo, durante apresentação do vídeo do novo museu do clube.

Logo em seguida, foi transmitido o vídeo do novo Museu do Botafogo, com presença ilustre do presidente alvinegro na plateia. O curador e coordenador do museu, Ricardo Macieira, explicou aos presentes como foi desenvolvido o projeto.
“Gostaria de frisar a importância dos museus para a cidade do Rio de Janeiro. Junto a todas as outras expressões estéticas e artísticas, estamos unindo a tecnologia ao nosso acervo. A história do Botafogo está guardada em um lugar onde as pessoas vão poder se apropriar, interagir e se apaixonar pelo clube”, afirmou Macieira.


A Secretária de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro, Danielle Barros, completou: “Essa integração entre cultura e esporte só favorece o Estado do Rio de Janeiro. Através da Lei de Incentivo à Cultura, estamos patrocinando a modernização dos museus dos grandes clubes do Rio. É uma forma muito importante de fomento turístico e cultural, afinal, estes segmentos andam lado a lado”, concluiu.
Pela primeira vez no Brasil, o Rio Innovation Week acontece em 40.000 m2, com 12 palcos simultâneos, mais de 500 palestrantes convidados, 1000 startups e incubadoras fomentando negócios, mais de 190 expositores apresentando inovações e soluções para os setores.
O evento traz para o mesmo espaço, diferentes segmentos do mercado que hoje utilizam a tecnologia como base para crescimento dos negócios e expansão, além de criação de novas oportunidades e cenários. O Rio Innovation entra nos segmentos de Turismo, Varejo, Saúde, Profissões, Startups, Agronegócio, Sustentabilidade e Marketing, entre outros, trazendo para as agendas projetos já consolidados, que aconteciam de forma isolada no país.
O Rio Innovation Week teve início na última quinta-feira (13), na sede do Jóckei Club Brasileiro, na Gávea, e se encerrou no último domingo (16).
Postado por SECEC-RJ em 13/jan/2022 -
A Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro (Sececrj) publicou em Diário Oficial, nesta quinta-feira (13), o resultado preliminar do edital “Rua Cultural RJ”. O prazo para recursos começa amanhã (14), às 9h, e se estende até o dia 18, às 18h, através da plataforma Desenvolve Cultura.
Com uma premiação total de R$ 6 milhões, a chamada pública visa fomentar a produção cultural urbana em território fluminense. Serão selecionadas 48 ambientações urbanas que utilizem as seguintes linguagens artísticas: grafite, stencil, pintura livre, mosaico, sticker, lambe-lambe, muralismo, pintura mural, entre outros. Os escolhidos receberão o valor de R$ 125 mil para realização do projeto.
“Este edital vem para colorir os muros do Estado do Rio de Janeiro. Sabemos que é essencial a retomada da cultura e o Governo do Estado não tem medido esforços para que a arte aconteça em todo o território fluminense”, afirmou a Secretária de Estado de Cultura e Economia Criativa, Danielle Barros.
Para o proponente que foi habilitado, basta aguardar a fase de resultado dos recursos e listagem final dos habilitados, que sai no dia 24 deste mês. Quem teve o projeto inabilitado, pode dar entrada com recurso pelo sistema Desenvolve Cultura dentro do prazo estabelecido.
Em caso de dúvidas, o proponente pode entrar em contato através do e-mail ruaculturalrj@cultura.rj.gov.br

As propostas precisam contemplar no mínimo 100m² de ativação cultural, sendo obrigatória a realização de contrapartida, detalhada em edital. É necessário que pelo menos três artistas estejam incluídos nas criações, vinculados a apenas uma pessoa jurídica.
Também é indispensável que o proponente esteja sediado no Rio de Janeiro e comprove atuação cultural há pelo menos um ano. O mesmo período de experiência é exigido de cada artista, que também precisa ser morador do estado.
O edital faz parte do Pacto Cultural RJ, que está investindo R$ 75 milhões na cultura do estado. Para mais informações ou dúvidas, basta acessar o link http://cultura.rj.gov.br/rua-cultural-rj/ .
Sistema Desenvolve Cultura: http://cultura.rj.gov.br/desenvolve-cultura/inscricao/
Link do Diário Oficial: http://www.ioerj.com.br/portal/modules/conteudoonline/mostra_edicao.php?session=VG5wUk0xSkVaelJTUkVsMFRXcHJORTVUTURCTmVtc3pURlZGTWs1RVZYUlNWRVYzVFZSRmVVMXFaRVJSVkZGNlRWUlpNRTFxUVRSTlJHTjRUbEU5UFE9PQ==
Postado por SECEC-RJ em 07/jan/2022 -
Mais de 40 mil pessoas foram atendidas pela Escola da Cultura em 2021. O programa da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro (Sececrj) foi criado em maio do último ano e já rendeu bons frutos em sete meses de existência, incentivando projetos com foco em inclusão social e capacitação.
A Escola da Cultura contou com diversos parceiros para a execução dos projetos, como empresas, equipamentos públicos e instituições. A democratização da cultura foi um dos pilares do programa, que atendeu municípios de todas as regiões do estado.
“Nossa intenção ao criar a Escola da Cultura foi de garantir apoio aos municípios, incentivando atividades em todo o estado. O impacto na economia local, no turismo e na geração de renda foi de grande importância neste momento de retomada que estamos vivenciando”, destaca a Secretária de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro, Danielle Barros.
Passaporte Cultural – O projeto nasceu em 14 de junho de 2021 com o intuito de ampliar o acesso à cultura da população de baixa renda, além de incentivar a formação de plateia e democratizar a cultura em equipamentos culturais do estado.
Ao longo do ano, mais de 18 mil pessoas, de 30 municípios diferentes, foram levadas gratuitamente para conhecer museus, casas de espetáculo, cinemas e bibliotecas. O programa atende escolas, entidades beneficentes, associações de moradores e organizações culturais comunitárias.

Cursos Sebrae – Visando ampliar e democratizar o acesso às inscrições em editais culturais da Sececrj e percebendo a necessidade de uma orientação técnica para a elaboração e a execução de projetos, foi implementado uma parceria com o SEBRAE, disponibilizando cursos de “Elaboração, Gestão, Captação e Prestação de contas de projetos culturais”.
A iniciativa deu oportunidade de todos os municípios participarem e terem a chance de concorrer nos editais disponíveis. Mais de mil pessoas foram atendidas.
Literatura Acessível – Aprovado pela Lei Federal de Incentivo à Cultura, o projeto Literatura Acessível prevê a contação de histórias de cinco livros paradidáticos, escritos por Carina Alves e autores convidados. Destinado ao público infanto-juvenil, os livros trazem histórias sobre a vida de pessoas com deficiência, os obstáculos encontrados, processos de emancipação e transformação.
Foram disponibilizados gratuitamente, para a rede de ensino público, mil exemplares de cada um dos cinco títulos: O menino que escrevia com os pés; A princesa que tinha um cromossomo a mais; O menino Ico e o mundo que queremos construir; A menina que perdeu a perna; O melhor amigo da bengala. O projeto já chegou a Campo Grande, Seropédica, Mangaratiba, Japeri, Paty Alferes, Belford Roxo, Duque de Caxias, Nova Iguaçu e Mesquita.
Com os recursos já captados, o projeto percorrerá pelo menos 22 cidades nas cinco regiões do país.

Energia para Ler – Com início em outubro, o festival literário atendeu mais de 20 mil pessoas e alcançou cinco municípios do estado: Duque de Caxias, Cambuci, Cardoso Moreira, São Fidélis e Itaocara
O projeto tem como objetivo difundir a educação e a cultura por meio da literatura e das manifestações artísticas. Durante cada edição, alunos da rede pública de ensino participaram do “Concurso das Artes – Luzes da Cidade”. Pautado nos eixos de leitura, sustentabilidade e cidadania, o programa convocou alunos a representarem os temas por meio do desenho, da poesia e do audiovisual. Os vencedores de cada categoria foram premiados nos eventos com bicicletas, tablets, livros e celulares.
Arte para Todos (Caçula) – Com oficinas para fomentar o artesanato, ensinando novas técnicas e formas de trabalho, a Arte para Todos impulsionou a economia criativa fluminense e atendeu mais de 300 pessoas.
O projeto passou por oito municípios: Mendes, São José do Rio Preto, Queimados, Pinheral, Paraíba do Sul, Cachoeiras de Macacu, Rio Bonito e Duque de Caxias.

Podem participar do programa: pessoa física, maior de 18 anos, residente no estado do Rio de Janeiro e integrante de família de baixa renda, que possua renda familiar mensal per capita de até 1/2 (meio) salário-mínimo ou renda familiar mensal total de até 3 (três) salários-mínimos. Também podem participar pessoas de qualquer idade das instituições: escolas públicas estaduais ou municipais; entidades beneficentes de assistência social; associações de moradores; organizações culturais comunitárias; universidades públicas ou privadas; e Secretarias deste Governo do Estado e dos Municípios do Rio de Janeiro.
Os interessados em participar do programa devem enviar e-mail para passaporteculturalrj@cultura.rj.gov.br, onde serão orientados como prosseguir sendo pessoa física ou instituição.
