Postado por SECEC-RJ em 24/fev/2021 -
A Casa França-Brasil reabre as suas portas para ativações culturais no mês de março após quase dois anos. E a diretora do equipamento cultural, Helena Severo, participou do nosso “Dialogo Cultural” para falar um pouco mais sobre o atual momento da Casa e a expectativa da reabertura.

– Quais são suas expectativas para a reabertura ao público da Casa França-Brasil?
– Depois de praticamente um ano fechada em razão da pandemia, nesta segunda (02/03) a Casa Franca Brasil reabrirá suas portas recebendo a expo ‘Casa Aberta – Passagens’ e, no mesmo dia o Seminário ‘Imersões: Arte e Arquitetura’. Ambos os projetos foram viabilizados com recursos da lei Aldir Blanc. Temos já outras exposições já agendadas. ‘Surface’, do fotógrafo Gabriel Vicbold e outra, em parceria com o Iphan/Rio que resultará de um concurso de fotos do patrimônio edificado do entorno da Casa. Para completar o calendário deste ano estamos negociando ainda outra exposição.
– Qual é o potencial que a senhora vê na Casa?
– Em primeiro lugar, é uma honra enorme dirigir essa instituição pela história que ela tem. A transformação desse importante bem arquitetônico nesse espaço cultural foi uma vitória do Darcy Ribeiro, que lutou para viabilizar o projeto. É uma construção do século XIX e o primeiro exemplar neoclássico do Brasil, projetado pelo arquiteto Grandjean de Montigny, que veio com a Missão Francesa ao Brasil. Apesar do prédio já ter tido diversas funções no passado, suas características são perfeitas para a realização de exposições até de grande porte. Por isso, pretendemos investir nessa vocação. Definimos uma política de ocupação da Casa tomando como ponto de partida a arte contemporânea, aí entendida em sua transversalidade, o que significa dizer que além de pintura, gravura e escultura também estamos incluindo arquitetura, design e moda etc. Também temos que apostar em parcerias e em obtenção de patrocínios. Já estamos em conversa com diversas instituições.

– Como a Casa pode contribuir para a retomada do Centro do Rio?
– Meu desejo de vir atuar aqui é contribuir nesse sentido. A Casa está muito bem inserida no Corredor Cultural e dialoga há muitos anos com o CCBB, o Centro Cultural dos Correios e o Paço Imperial, entre outros. Agora estamos também em diálogo com a Orla Conde e as atrações que vão até o Museu do Amanhã. Portanto, nos beneficiamos de todo esse entorno e precisamos dar nossa contribuição para a recuperação do Centro. Tenho feito contato com diretores de vários espaços culturais e tratado de parcerias. Sem dúvida, os centros culturais cumprem um papel fundamental nesse processo de revitalização.
– Qual é o perfil dos frequentadores da Casa?
– Acredito que não deve ser muito diferente do público que frequentava o espaço cultural da Biblioteca Nacional, que eu presidi. Percebemos lá uma frequência grande de pessoas que trabalham no Centro e aproveitam a hora do almoço para visitar uma exposição. A presença de estudantes também é muito forte. Acredito que na França-Brasil vamos intensificar a divulgação para receber bastante os frequentadores do Centro e estabelecer parcerias para atrair cada vez mais os estudantes. Os turistas também são um público potencial importante e que pode crescer com a proximidade com a Orla Conde e até com o Pier Mauá, onde atracam os transatlânticos. A partir de março a França-Brasil está de portas abertas para os cariocas e visitantes de todos os cantos.
Postado por SECEC-RJ em 17/fev/2021 -
O Governo do Estado lançou, nesta quarta-feira (17/02), o edital de incentivo ao Carnaval para patrocinar eventos online para a escolha de sambas-enredo de oito escolas do Grupo Especial e apoio a apresentações de associações de blocos de rua como a Sebastiana e Amigos do Zé Pereira. No total, serão repassados, por meio do Fundo Estadual de Cultura, mais de R$ 1,5 milhão: R$ 150 mil para cada escola e patrocínios de R$ 100 mil e R$ 50 mil para cada associação ou liga. A ajuda é destinada para blocos e ligas de todo o estado que tiveram projetos aprovados pela Lei Aldir Blanc e que não foram contemplados.
Este ano foi um Carnaval diferente para todos. Há toda uma cadeia produtiva que não conseguiu trabalhar. O recurso do ICMS, do Fundo Estadual de Cultura, é fundamental para dar uma ajuda extra aos profissionais do setor. Infelizmente, a pandemia da Covid-19 nos impediu de realizar o nosso Carnaval, o mais famoso do mundo. Tivemos que pensar na segurança da população, que está sendo vacinada. Mas já estamos nos preparando para o maior Carnaval do Rio de Janeiro em 2022 através desses incentivos.
ressaltou o governador em exercício, Cláudio Castro.

Além do edital, o Estado já aplicou cerca de R$ 5 milhões por meio da Lei Aldir Blanc em 103 projetos carnavalescos para patrocinar blocos, escolas de samba e eventos virtuais que apresentam a história de grandes ícones, como Nelson Sargento, Tia Surica, Beth Carvalho, Noel Rosa e Cartola. No total, o Estado investe cerca de R$ 6 milhões para apoiar a indústria do Carnaval.

Há uma necessidade de apoiar a arte e a cultura em um momento tão difícil como este, de pandemia do novo coronavírus. Ao longo deste ano, vamos implementar outras iniciativas para socorrer os fazedores de cultura. Vamos ajudar a arte acontecer.
afirmou a Secretária de Estado de Cultura, Danielle Barros.
O edital com uso do Fundo Estadual de Cultura vai garantir renda para profissionais que atuam na Imperatriz, Mangueira, Salgueiro, São Clemente, Paraíso do Tuiuti, Portela, Unidos da Tijuca e Vila Isabel. A escolha dos sambas-enredo será realizada em quatro etapas, todas com transmissão pela internet. As apresentações eliminatórias e as finais acontecem na Cidade do Samba, no Santo Cristo. As outras quatro agremiações da Liesa foram atendidas com recursos da Lei Aldir Blanc e contempladas com o mesmo valor.
Hoje, seria o ápice do Carnaval, quando estaríamos fazendo a apuração das notas. O governo foi muito sensível de nos receber no Palácio Guanabara e nos oferecer essa ajuda importante. Cada valor investido representa geração de emprego, cidadania, dignidade e respeito à nossa cultura.
disse Jorge Castanheira, presidente da Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Liesa).
As apresentações dos blocos Sebastiana e Amigos do Zé Pereira, que se juntou ao Bola Preta, devem acontecer em uma casa de espetáculo em data a ser definida. Os shows, transmitidos pela internet, contarão também com público presente restrito, seguindo as regras de prevenção contra a Covid-19. A Secretaria de Cultura está finalizando o levantamento de projetos aprovados na Aldir Blanc inscritos por associações e ligas de Carnaval para contemplar mais ações.
Postado por Gabriel Saboia em 14/fev/2021 -
O Governo do Estado do Rio de Janeiro está investindo mais de R$ 6,2 milhões para apoiar a indústria do Carnaval e ajudar a minimizar o impacto econômico causado pela pandemia da Covid-19. Na próxima semana, a Secretaria de Cultura e Economia Criativa lança editais para auxiliar eventos online para a escolha de sambas-enredo de oito escolas do Grupo Especial e apresentações de blocos de rua por meio do Fundo Estadual de Cultura. Cada agremiação receberá R$ 150 mil e os blocos Sebastiana e Amigos do Zé Pereira, R$ 200 mil no total. Além disso, o Estado já aplicou recursos no valor de R$ 5 milhões por meio da Lei Aldir Blanc em 103 projetos de carnaval.
– Infelizmente, a pandemia da Covid-19 nos impede este ano de realizar o maior Carnaval do mundo, mas temos que pensar na segurança da população. Para reduzir o impacto financeiro no setor, estamos apoiando as escolas de samba e os blocos de rua através do repasse desses recursos, da Lei Aldir Blanc e do Fundo Estadual de Cultura. Já preparando o Carnaval de 2022, quando toda a população fluminense estiver imunizada contra o novo coronavírus –
afirmou o governador em exercício, Cláudio Castro.

O edital que beneficia as agremiações da Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Liesa) vai garantir renda para profissionais que atuam na Imperatriz, Mangueira, Salgueiro, São Clemente, Paraíso do Tuiuti, Portela, Unidos da Tijuca e Vila Isabel. A escolha dos sambas-enredo deve ser realizada em quatro etapas, todas com transmissão pela internet. As apresentações eliminatórias e as finais acontecem na Cidade do Samba, no Santo Cristo, por conta da boa infraestrutura e condições de acessibilidade, com respeito aos protocolos de segurança contra a Covid-19. As outras quatro agremiações da Liesa foram atendidas com recursos da Lei Aldir Blanc e contempladas com o mesmo valor.
– O cancelamento dos desfiles gera um prejuízo incalculável, mas foi uma medida acertada para o atual momento. Entendemos como merecido esse apoio às escolas diante de tudo que já fizeram pela cultura do estado e pelo que elas contribuem em termos de geração de emprego e renda. É um momento de unirmos força para que essa indústria possa se manter viva e possa fazer um belo espetáculo ano que vem –
afirmou a secretária de Cultura, Danielle Barros.
Já as apresentações dos blocos Sebastiana e Amigos do Zé Pereira, que se juntou ao Bola Preta, devem acontecer em uma casa de espetáculo em data a ser definida. Os shows, transmitidos pela internet, contarão também com público presente restrito, seguindo as regras de prevenção contra a Covid-19.
Lei Aldir Blanc
Os R$ 5 milhões em recursos da Lei Aldir Blanc investidos em projetos ligados diretamente ao Carnaval movimentaram uma cadeia criativa e produtiva que envolve milhares de profissionais também de forma indireta. Além de artistas, músicos e sambistas, foram contemplados profissionais que atuam nos bastidores das produções, como aderecistas, cenógrafos, coreógrafos e ritmistas.
Dos 103 projetos aprovados nos diferentes editais culturais, estão incluídos os blocos carnavalescos tradicionais da capital e do interior, quatro agremiações do Grupo Especial e as ligas que compõem os chamados grupos de acesso (LIERJ e LIESB). Também receberam apoio os eventos virtuais que apresentam a história de grandes ícones do Carnaval, como Nelson Sargento, Tia Surica, Beth Carvalho, Noel Rosa e Cartola.
Postado por SECEC-RJ em 04/fev/2021 -
A alegria do circo está de volta ao Rio de Janeiro. Graças aos recursos da Lei Aldir Blanc, geridos pela Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa, 17 companhias do estado estão retomando suas apresentações. Duas delas já realizam espetáculos neste fim de semana. O Halley Circus fincou lona na comunidade do Barbante, em Campo Grande, e o Circo Trapézio, na Cidade de Deus. Ambos darão shows gratuitos para essas comunidades da Zona Oeste.
O isolamento social provocado pela pandemia abalou a vida dos artistas circenses, cujo sustento é tirado praticamente todo da venda de ingressos. Em virtude do fechamento das arenas, essas companhias familiares tiveram que recorrer a doações na maioria das vezes durante esse período. O Circo Trapézio, sediado em Ilha de Guaratiba, encerrou a última temporada no início de 2020 e só agora está voltando às atividades.
“Fizemos as duas últimas temporadas respectivamente, no bairro da Covanca, na Zona Oeste, entre julho e agosto de 2019, e no Festival Universo Paralello, na Bahia, entre dezembro e janeiro de 2020. Agora, nós entramos no edital da Aldir Blanc e felizmente fomos selecionados”, conta Ângela Cericola, proprietária do circo.
A família Cericola, de origem italiana, atua no Brasil desde o século XIX. A Covid-19 tirou a vida do artista mais velho da trupe, Waldemar Cericola, que faleceu em abril do ano passado, aos 95 anos. Mas a companhia tem mais a comemorar. A estreia desta sexta-feira (05) será marcada também pelo nascimento de mais um membro da família, filho da trapezista Amanda.
O espetáculo conta com números circenses tradicionais e tem entrada gratuita. A lona fica na Quadra do Lazer 15, na Cidade de Deus. É obrigatório o uso de máscara para entrar e os lugares são limitados para a segurança do público e artistas. A apresentação de sexta é às 20h e as de sábado e domingo, às 18h e 20h.
Os últimos meses também foram difíceis para a trupe do Halley Circus, mas seus integrantes estão felizes com a retomada dos shows neste fim de semana na comunidade do Barbante, em Campo Grande. Os artistas estão bem ensaiados e preparam surpresas para essa retomada.
“Ficar parado e depender de doações abala nossa auto-estima. Nossa felicidade é imensa principalmente porque a comunidade do Barbante nos apoiou muito e é um orgulho se apresentar aqui”, diz Geovanni Talma, proprietário do Halley.
O show também conta com as atrações tradicionais circenses, mas tem uma parte especial para as crianças, em que sempre há uma surpresa. O Halley faz seu espetáculo hoje (04) e nesta sexta (05) e sábado (06), às 20h30, no Barbante, em Inhoaíba, Campo Grande.
Cada companhia selecionada pelo edital Juntos pelo Circo da Lei Aldir Blanc está recebendo R$ 60 mil. Também foram selecionados o African Circo (Nova Iguaçu), American Circus )(Cantagalo), Babilônia Circus (São João de Meriti), Big Circus Show (Nova Friburgo), Circo Estoril (Itaguaí), Circo Flutuante (Santa Teresa), Circo Internacional do México (São Gonçalo), Monte Carlo (Belford Roxo), Montreal (São Gonçalo), Robatini (Campo Grande), Saltimbanco (Guaratiba), Italian Robattini Circus (Niterói), Cross Circus (Campo Grande) e Vsart (Nova Iguaçu).
Serviço:
Circo Trapézio
Local: Quadra do Lazer 15, na Cidade de Deus
Horários: Sexta-feira (05), às 20h, e sábado (06) e domingo (07), às 18h e às 20h
Entrada: gratuita
Halley Circus
Local: Comunidade do Barbante, Inhoaíba, Campo Grande
Horário: Quinta-feira (04), sexta (05) e sábado (06) às 20h30
Entrada: gratuita
Postado por SECEC-RJ em 01/fev/2021 -
O professor e pesquisador Cláudio Elias da Silva assume a partir de hoje a Diretoria do Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (Inepac), órgão vinculado à Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa. O novo diretor exerceu até dezembro de 2020 o cargo de presidente da MultiRio (Empresa Municipal de Multimeios), onde implementou diversas ações com o objetivo de promover o ensino remoto durante a pandemia, além de criar o programa MultiRio Para Todos, estabelecendo parcerias com diversos municípios e entidades públicas.

Cláudio Elias, que já comandou a Secretaria Municipal de Educação de São João de Meriti (2005-2008), é professor associado da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e tem sólida carreira acadêmica, sendo Doutor em Geofísica pelo Observatório Nacional, com doutorado sanduíche no Centro de Pesquisas Espaciais Goddard Space Flight Center da NASA, nos Estados Unidos.
À frente do Inepac, Cláudio Elias pretende adotar políticas para o reconhecimento e valorização do Patrimônio Material e Imaterial do Estado do Rio e implementar medidas de valorização do Corpo Técnico do órgão. O professor buscará pautar sua gestão também pelo foco em bons resultados, transparência e participação social.
“Precisamos aprender a lição de alguns países que não só valorizam o patrimônio histórico como tiram aproveitamento econômico dele. É um esforço que precisamos fazer em conjunto com todo o corpo técnico do Inepac e através de parcerias, principalmente com as universidades, para valorizar as riquezas do nosso estado”, afirma Cláudio Elias.
Postado por SECEC-RJ em 21/jan/2021 -
O Governo do Estado do Rio retomou, nesta quinta-feira (21), o processo de pagamento dos editais da Lei Aldir Blanc.Serão repassados cerca de R$ 25 milhões para 446 projetos que estavam com o recurso empenhado, e que não receberam no ano passado. No total, são 2,4 mil projetos aprovados, que juntos totalizam R$ 100 milhões em investimento.
Os repasses serão feitos por lotes, e foram iniciados após esforço conjunto das secretarias estaduais de Cultura e Fazenda. Nesta quinta foram enviados os lotes de pagamento que somam R$ 12 milhões que estavam no restos a pagar, contemplando 171 projetos. Foram priorizados os projetos inscritos na Plataforma Desenvolve Cultura, que não tiveram tempo hábil de preenchimento de conta bancárias e envio do termo de compromisso.
– A operacionalização da lei Aldir Blanc no Estado foi possível graças ao empenho de todo governo e a Secretaria de Fazenda foi fundamental ao colocar todo corpo técnico para priorizar a liberação do recurso emergencial. Fechamos 2020 com 80% do total já na conta dos artistas e agora nós retomamos o pagamento aos projetos contemplados com lotes que somam mais de R$ 12 milhões em investimento direto para o fazedor de cultura do Estado – afirmou Danielle Barros, secretária de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro.
O Estado do Rio de Janeiro recebeu do governo federal o total de R$ 104.738.336,00 para aplicação da Lei Aldir Blanc. Todo recurso foi empenhado, inclusive o repasse de R$ 855 mil devolvidos pelos municípios, totalizando R$ 105.594.224,20. Os recursos foram destinados para a Renda Emergencial e nos seis editais de fomento e premiação à cultura do estado do Rio.
Do total, R$ 79.945.000,00 foram pagos somente para os seis editais. O valor total investido nos editais é R$ 100.428.224,20., com projetos selecionados em 69 municípios. Já a Renda Emergencial tem investimento de R$ 5.166.000,00. Dessa quantia, 98% – R$ 5.067.000,00 – já foram pagos. Os 2% restantes tiveram o repasse efetuado hoje.
Postado por SECEC-RJ em 14/jan/2021 -
A partir desta semana, o Oi Futuro apresenta a exposição Una(S)+, que segue até o dia 28 de março, com cerca de 80 obras de quinze artistas mulheres da Argentina e do Brasil reunidas pela curadora Maria Arlete Mendes Gonçalves, e que ocuparão todo o prédio do Centro Cultural no Flamengo, Rio de Janeiro, do térreo ao último andar, passando pelas galerias, escadas e elevador.
A exposição, que inaugura a programação do Oi Futuro em 2021, traz dois momentos dos trabalhos das artistas: os selecionados por serem emblemáticos de suas trajetórias, e os criados durante o confinamento voluntário em suas casas, em que não dispunham da estrutura do ateliê, e nesta condição “ampliaram seus campos de trabalho, e ousaram lançar mão de novas linguagens, materiais, tecnologias e redes para romper o isolamento e avançar por territórios tão pessoais quanto universais: a casa, o corpo e o profundo feminino”, explica Maria Arlete Gonçalves. A mostra tem o apoio do Governo do Estado do Rio, Secretaria de Estado de Cultura e Economia do Rio e Lei Estadual de Incentivo à Cultura.
— São obras de artistas de gerações distintas e diferentes vozes, a romperem as fronteiras geográficas, físicas, temporais e afetivas para somar potências em uma grande e inédita ocupação feminina”, assinala a curadora. Prevista inicialmente para maio de 2019, e adiada duas vezes por conta do coronavírus, a exposição “ganhou um caráter mais amplo, ao incorporar o estado quarentena da arte”. “Poderíamos classificá-la como antes e durante a pandemia, não fosse este um tempo de suspensão, onde tudo se encontra em um eterno agora”, complementa. ”A exposição
é o desdobramento expandido da mostra de mesmo nome realizada em 2018 em Buenos Aires pela artista portenha/carioca Ileana Hochmann, a partir de sua instalação “Fiz das Tripas, Corazón”.
As artistas que integram a exposição são: Fabiana Larrea (Puerto Tirol, Chaco), Ileana Hochmann (Buenos Aires), Marisol San Jorge (Córdoba), Milagro Torreblanca (Santiago do Chile, radicada em Buenos Aires), Patricia Ackerman (Buenos Aires), Silvia Hilário (Buenos Aires), da Argentina; e Ana Carolina Albernaz (Rio de Janeiro), Bete Bullara (São Paulo, radicada no Rio), Bia Junqueira (Rio de Janeiro), Carmen Luz (Rio de Janeiro), Denise Cathilina (Rio de Janeiro), Evany Cardoso (vive no Rio de Janeiro), Nina Alexandrisky (Rio de Janeiro), Regina de Paula (Curitiba; radicada no Rio de Janeiro) e Tina Velho (Rio de Janeiro), do Brasil.
Serviço: Exposição “Una(S)+”
Oi Futuro, Rio de Janeiro
Visitação pública: até 28 de março de 2021
Será observado todo o protocolo contra o covid, com visitação por agendamento.
Informações no site
Telefone agendamento: (21) 3131-3060
Entrada gratuita
Postado por SECEC-RJ em 31/dez/2020 -
Um processo de democratização para fomentar cultura em todas as regiões do estado do Rio. Com esse planejamento, neste ano, a Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio (Sececrj) dobrou o número de projetos patrocinados via Lei Estadual de Incentivo à Cultura em relação a 2019: 86 a 40. Um investimento total superior a R$ 81 milhões em projetos de diferentes segmentos da cultura.
A democratização ao acesso da aprovação via renúncia fiscal também é vista no território fluminense. Em 2020, 58% dos projetos foram realizados na capital e 42% no interior. Quantia diferente de 2019, quando a capital ficou com 92% das aprovações e apenas 8% no interior. N
Niterói, Angra dos Reis, Búzios, Cabo Frio, Petrópolis, Rio das Ostras e também tiveram projetos que passaram por vários municípios, como o Cinema Presente na Praça e Caravana da Leitura e do Autor Fluminense.

– Chegamos ao final de 2020 com esses números muito positivos. Mesmo com a pandemia da Covid-19, conseguimos dobrar o número de patrocínios aprovados via renúncia fiscal em comparação ao ano passado. Isso é fruto de muito trabalho, planejamento e transparência. Isso reflete no nosso objetivo de democratizar o acesso ao fomento da cultura fluminense em todo o estado – disse a secretária de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio, Danielle Barros.
No universo de 86 projetos, há uma diversidade de estilos dentro da cultura. A área de Teatro e Circo teve 28 vencedores, sendo a principal em 2020. Na sequência vem Música e Dança (24); Cinema, Vídeo e Fotografia (12); Artes Plásticas e Artesanais (9); Literatura, com prioridade à Língua Portuguesa (3); Folclore e Ecologia (3); Acervo e Patrimônio (3); Informação e Documentação (2); Artes integradas (1); e Gastronomia (1).
Sistema Desenvolve Cultura
Seguindo o objetivo de maior transparência, desde agosto de 2020, o processo de apresentação para os benefícios da Lei Estadual de Incentivo à Cultura ganhou um novo formato. Não há mais edital, o processo está aberto de março a novembro. Outra novidade é o Sistema Desenvolve Cultura, que recebe as inscrições e abriga diversas informações para facilitar a busca por patrocínios via renúncia de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).
O sistema recebeu em 2020 o total de 328 projetos submetidos para o ICMS.Todas as informações podem ser conferidas aqui (http://cultura.rj.gov.br/secec-novo-sistema-de-inscricoes-de-projetos-incentivados/).
Postado por SECEC-RJ em 30/dez/2020 -
O investimento para a cultura fluminense está garantido mesmo ainda em um período de pandemia da Covid-19. A Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio (Sececrj) empenhou todo o recurso proveniente da Lei Federal Aldir Blanc – os R$ 104.738.336,00 recebidos diretamente, somado a cerca de R$ 855 mil devolvidos pelos municípios, totalizando R$ 105.594.224,20. Os recursos foram destinados para a Renda Emergencial e nos seis editais de fomento e premiação à cultura do estado do Rio.
O processo de pagamento também está acelerado neste final de ano. Até esta quarta-feira (30), 79,6% – R$ 79.945.000,00 – referentes aos seis editais já foram pagos aos proponentes. São 2.108 projetos pagos e 351 em processamento. O valor total investido nos editais é R$ 100.428.224,20. Há projetos selecionados em 69 municípios. Já a Renda Emergencial tem investimento de R$ 5.166.000,00. Dessa quantia, 98% – R$ 5.067.000,00 – já foram pagos. Os 2% restantes estão com o erro de informação bancária sendo corrigido, mas o recurso está garantido e empenhado.

A equipe da Secretaria de Cultura trabalhou diariamente para que todo o recurso da Lei Aldir Blanc fosse empenhado. Fizemos mobilização e plantões nos finais de semana para atender o máximo de fazedores de cultura do Estado, uma vez que a prorrogação ainda era incerta. Temos mais de 70% dos artistas atendidos e com a lei sendo garantida até o próximo ano temos a garantia de que todos os proponentes irão receber – disse Danielle Barros, secretária de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio.
Nesta terça-feira (29), o Governo Federal anunciou a prorrogação do prazo dos recursos da Lei Aldir Blanc para 2021. Com isso, está autorizado o pagamento do benefício com a quantia já aprovada em 2020 e destinada ao cumprimento da lei, mas que ainda não tenham sido utilizados. A Lei nº 14.017/2020, batizada de Aldir Blanc em homenagem ao compositor e músico que morreu vítima da Covid-19, foi promulgada pelo Congresso em agosto, com o repasse de R$ 3 bilhões de recursos federais para ações emergenciais do setor cultural em estados e municípios.
Investimento no Estado
Para definir o plano de ações com os recursos da Lei Aldir Blanc no estado do Rio de Janeiro, a Sececrj realizou diversas reuniões com gestores e representantes culturais dos 92 municípios. Com diálogo aberto, a Secretaria de Cultura definiu seis editais para atender todas as classes artísticas: Retomada Cultural RJ, Fomenta Festival, Juntos pelo Circo, Cultura Viva, Cultura Presente RJ e o Passaporte Cultural RJ.
Percentual dos editais pagos até quarta-feira (30)
Juntos pelo Circo: 100%
Cultura Presente: 93%
Cultura Viva: 85%
Retomada: 79%
Festival: 76%
Passaporte: 36%
Postado por SECEC-RJ em 30/dez/2020 -
O período entre dezembro e janeiro é conhecido pelas apresentações dos grupos de Folia de Reis no Brasil. Mas, em um mundo que ainda atravessa a pandemia da Covid-19, essa tradição terá mudanças. Por causa do aumento dos casos da doença, as restrições no estado e nos municípios estão sendo decretadas novamente. Por isso, a Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio (Sececrj) recomenda que os grupos – formados em sua maioria por idosos – deixem as apresentações e visitas às casas para o final do próximo ano.

Nos municípios que as apresentações culturais a céu aberto seguem liberadas, a Sececrj recomenda que todas as medidas de saúde para evitar a proliferação da Covid-19 sejam tomadas. Na lista estão o uso obrigatório de máscara, higienização das mãos com álcool em gel e evitar aglomerações. Com isso, não é aconselhado visitar as casas dos moradores. Tradicionalmente, os grupos de Folia de Reis passam pelas casas dos devotos celebrando a chegada do menino Jesus, que recebeu a visita dos três reis magos.
Valorização da Folia de Reis
O Departamento de Patrimônio Imaterial do Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (Inepac), vinculado à Sececrj, deu continuidade à entrega de carteirinhas para os membros da Folia de Reis em 2020. No total, foram 61 documentos entregues aos mestres e contramestres de 41 Folias de Reis espalhadas por 20 municípios. O órgão realiza pesquisas para identificar outros grupos no estado.
A carteira isenta os grupos de folia de reis de apresentar licença especial nas delegacias, desde que organizadas em associação sem fins lucrativos e com objetivo de preservação, conservação e incentivo ao folclore brasileiro com base na Lei N° 4509 de 13 de janeiro de 2005.
Fotos: Divulgação/Prefeitura de Campos