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Taíla Borges é a nova Superintendente de Audiovisual do Estado


Com 21 anos de experiência no mercado cultural, a nova Superintendente de Audiovisual da Sececrj, Taíla Borges, chega ao cargo em um momento muito importante: às vésperas do lançamento dos editais da Lei Paulo Gustavo, que representa o maior aporte já destinado ao setor. Ela pretende trabalhar para que os serviços e recursos da pasta possam chegar de forma democrática ao maior número possível de fazedores de cultura.

  • 1- Qual foi o caminho que você percorreu até chegar ao cargo de Superintende de Audiovisual do Estado?

Trabalho para a cultura há 21 anos e já atuei como gestora, produtora, cineasta, videografista e dançarina. No Audiovisual, estudei Direção Cinematográfica na Escola de Cinema Darcy Ribeiro e Videografismo e Criação de Personagens em 3D na Azimut Escola de Animação e Computação Gráfica. Também trabalhei em produções de curtas, videodanças e videoclipes independentes ao longo de 10 anos.  

Na gestão pública, fiz parte da equipe da Secretaria Municipal de Cultura, atuando na implementação de políticas públicas e na programação de ações artísticas através do trabalho no Centro Coreográfico da Cidade do Rio de Janeiro. E desde 2021, já na Sececrj, fui integrante da Comissão de Gestão dos Editais de Fomento Direto (COMISEAP), contribuindo na elaboração e no desenvolvimento de editais para as áreas artísticas e culturais, que acolheram cerca de 8.400 proponentes em todo o território fluminense, a partir do Fundo Estadual de Cultura.

  • 2- De que forma essa experiência anterior dentro da própria Sececrj pode te auxiliar nesse novo ciclo?

Durante meu período na Sececrj, pude vivenciar o lançamento de dezenas de editais da, desde o Programa Pacto Cultural RJ, acompanhando todo o processo dos projetos através do Sistema Desenvolve Cultura, em contato com proponentes de todo o Estado, de diferentes áreas (incluindo muitos de audiovisual), conseguindo entender suas demandas e necessidades.
 
Além disso, por também ser da área de audiovisual, encontrava-me diretamente ligada à Lei Paulo Gustavo (LPG), participando ativamente das escutas aos profissionais e referentes ao Plano de Ação e as minutas dos editais.

  • 3- Você chega às vésperas do lançamento dos editais da Lei Paulo Gustavo. Quais são os principais desafios para a operacionalização da lei?

Nosso maior desafio será criar algo que seja acessível ao maior número possível de fazedores de cultura fluminense, fomentando de forma democrática a nossa produção audiovisual, e aquecendo assim essa indústria tão importante para a propagação de nossa cultura pelo mundo.

  • 4- E como ela vai impactar o setor e gerar oportunidades de emprego e renda para o mercado audiovisual?

O cinema é uma arte composta por profissionais de diversas áreas, que vão de serviços gerais, motoristas, advogados, engenheiros, maquinistas, até chegar ao lado mais artístico como figurinistas, cenógrafos, atores e diretores. Ou seja, é uma indústria que emprega direta e indiretamente milhares de pessoas. A Paulo Gustavo vai, através de fomento direto, premiar mais ou menos 1.200 proponentes atuantes em filmes, cineclubes e festivais.

  • 5- Para finalizar, quais são os planos da superintendência daqui para frente?

Temos muitos planos em relação à nossa atuação junto à Paulo Gustavo, sendo um polo de ajuda aos proponentes dos editais, para que todos os interessados consigam submeter suas propostas. Durante o aniversário de um ano do CineClube Zezé Motta, no dia 1º de setembro, pretendemos celebrar todas as realizações feitas nesse período junto com o lançamento do edital de Cineclubismo da Paulo Gustavo. E também vamos buscar fortalecer ainda mais a atuação do nosso estúdio de som, que agora carregará o nome do grande sambista Moacyr Luz.