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Jornalista e compositor Rubem Confete será o próximo convidado do projeto ”Depoimentos para a posteridade”


Rubem Confete
Reprodução: Por Dentro da África

Compositor, jornalista, radialista, roteirista, teatrólogo, gráfico e cantor, além de ser engajado com as questões afro-brasileiras.

Não são poucos os adjetivos quando se trata de Rubem Confete. Atualmente com 83 anos, continua em atividade na Rádio Nacional, inaugurada no mesmo ano do seu nascimento.

Esse verdadeiro ‘griot’ do rádio, com tanta história para contar, será o próximo convidado do projeto Depoimentos para a Posteridade do MIS / Museu da Imagem e do Som – equipamento da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa,  que ocorrerá no dia 25 de setembro, a partir das 14h, na sede da Praça XV.

Na mesa de entrevistadores estarão Bira Presidente (músico e fundador do Bloco Carnavalesco Cacique de Ramos); Luis Carlos Magalhães (advogado, professor e presidente do G.R.E.S. Portela); Marcos Gomes (jornalista e gerente da Rádio Nacional) e Ricardo Cravo Albin (jornalista, historiador, crítico e musicólogo brasileiro).

Vale lembrar que o auditório tem capacidade para 50 pessoas, por isso é bom chegar cedo para garantir o lugar. A entrada é franca.

Nascido em 7 de dezembro de 1936, Rubem Confete ainda jovem cursou arte gráfica, o que o permitiu estagiar na Imprensa Nacional e atuar na revista “Guanabara em Revista”, publicada na época pelo Museu da Imagem e do Som.

Como radialista manteve durante vários anos o programa “Rio de Toda Gente”, na Rádio Nacional AM, do Rio de Janeiro. Adepto às gafieiras, foi após uma dança, sobre um salão salpicado de confetes, que surgiu o apelido Confete.

Também foi passista da Estação Primeira da Mangueira e esteve no corpo de bailarinos da TV Excelsior.

Escreveu peças e se apresentou em grupos de samba. Já passou por rádios como Continental e Roquete-Pinto, além de se aprofundar nas raízes da cultura afro-brasileira.

Traz no currículo também uma longa atuação na Associação Brasileira de Imprensa (ABI), além de ser um dos fundadores do Centro Cultural Pequena África e do Instituto de Pesquisa de Cultura Negra (IPCN).

Foi Presidente da Associação dos Barraqueiros do Terreirão do Samba, da qual foi um dos fundadores no ano de 1991, e também foi agraciado com a “Medalha Pedro Ernesto”, concedida pela Câmara Municipal do Rio de Janeiro.

Mais recentemente, atuou no Conselho Gestor do Cais do Valongo, na empreitada que tornou a região Patrimônio Cultural da Humanidade (Unesco).

Também continuou compondo e tecendo seus comentários em programas da Rádio Nacional, além de continuar envolvido em temáticas sobre a cultura negra e afro-brasileira.

SOBRE OS DEPOIMENTOS PARA A POSTERIDADE

Em 1966, o MIS-RJ inaugurou o projeto Depoimentos para a Posteridade, inédito programa de história oral criado para preservar a memória de diversos setores da cultura nacional, tais como a música, a literatura, o cinema e as artes plásticas.

Atualmente, conta com um acervo de mais de mil depoimentos, com quatro mil horas de material, gravado em áudio e vídeo, de figuras notáveis como Nelson Rodrigues, Tarsila do Amaral, Fernanda Montenegro, Paulinho da Viola, Gilberto Gil, Nelson Motta, Ary Fontoura, Antonio Fagundes, Nicete Bruno, Zezé Motta, Neguinho da Beija-Flor, Zeca Pagodinho, Paulo César Pinheiro, Daniel Filho, Geraldo Azevedo, Dori Caymmi, Zé da Velha, Riachão, Antonio Cicero, Ronaldo Bastos, Paulo Barros, Roberto Menescal, Cesar Villela e Joyce Moreno, entre outros.

Vale lembrar que todas as gravações ficam à disposição do público, nas salas de consulta do MIS, 48 horas depois do término da entrevista.

SERVIÇO

Local: Museu da Imagem e do Som do RJ – Praça Luiz Souza Dantas, 01, Praça XV.

Tel: (21) 2332-9499

Data: 25 de setembro de 2019 (quarta-feira)

Horário: 14h

Entrada franca

Censura: Livre

@mis.rio

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