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Depoimentos para a Posteridade: O suingue sangue bom da pioneira do Pop

A cantora Fernanda Abreu é a próxima convidada da série Depoimentos para a Posteridade


Quando a dance music e o pop ainda eram novidades no Brasil, uma jovem cantora e bailarina da classe média carioca já estava munida de samplers e batidas eletrônicas, antenada nas mudanças do mundo da música.

Esse pioneirismo virou marca da carreira da cantora, compositora e dançarina Fernanda Abreu, a convidada de julho da série Depoimentos para a Posteridade do MIS / Museu da Imagem do Som – equipamento da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa.

O evento acontece na tarde do dia 31 de julho (quarta-feira), às 14h, na sede da Praça XV. Na mesa de entrevistadores estarão Cristina Amadeo (atriz e bailarina), Fausto Fawcett (cantor, compositor e músico), Felipe Abreu (produtor vocal e professor de canto) e Luiz Stein (artista plástico e designer).

Vale lembrar que o auditório tem capacidade para 50 pessoas, por isso é bom chegar cedo para garantir o lugar. A entrada é franca.

A ‘suingue sangue bom’ Fernanda Abreu nasceu em 1961 e cresceu no Jardim Botânico, em família de classe média. Estudou em colégio público e aos 9 anos deu seus primeiros passos como bailarina, carreira que seguiria por 10 anos. Já nos anos de 1980, depois das primeiras incursões no mundo da música, integrou a mitológica Blitz, revolucionando o rock brasileiro com estéticas extravagantes e futuristas, acompanhada entre outros de Evandro Mesquita e Márcia Bulcão.

Após milhares de álbuns vendidos e sucesso nacional imediato, a Blitz se desfez em 1986, possibilitando que Fernanda incrementasse ainda mais suas qualidades como artista: passou a fazer aulas de violão e de canto, além de desenvolver parcerias com artistas como Hermano Vianna e Fausto Fawcet. Desse esforço, quatro anos depois, em 1990, surgiu seu primeiro trabalho solo,  ‘SLA Radical Dance Disco Club’. O som eletrônico pop e dançante apresentado pelo trabalho – e reforçado pela coreografia – foi um marco no mercado nacional por conta do seu ineditismo e o álbum vendeu mais de 260 mil cópias. A partir daí foram vários hits, como “Rio 40 Graus”, “Veneno da Lata”, “Kátia Flavia” e “Baile da pesada”.

A junção do R&B, funk e letras do cotidiano suburbano fizeram sucesso em todo o país e confirmaram Fernanda como uma das principais cantoras do país. Em 2004 abriu seu próprio estúdio, Garota Sangue Bom Records, e atualmente, prestes a completar quatro décadas de carreira, trabalha o último disco, “Amor Geral”, de 2016.

Sobre os depoimentos para a posteridade

Em 1966, o MIS-RJ, inaugurou o projeto Depoimentos para a Posteridade, inédito programa de história oral criado para preservar a memória de diversos setores da cultura nacional, tais como a música, a literatura, o cinema e as artes plásticas. Atualmente conta com um acervo de mais de mil depoimentos, com quatro mil horas de material, gravado em áudio e vídeo, de figuras notáveis, como Nelson Rodrigues, Tarsila do Amaral, Fernanda Montenegro, Paulinho da Viola, Gilberto Gil, Nelson Motta, Ary Fontoura, Antonio Fagundes, Nicete Bruno, Zezé Motta, Neguinho da Beija-Flor, Zeca Pagodinho, Paulo César Pinheiro, Daniel Filho, Geraldo Azevedo, Dori Caymmi, Zé da Velha, Riachão, Antonio Cicero, Ronaldo Bastos, Paulo Barros, Roberto Menescal, Cesar Villela, Joyce Moreno, entre outros. Vale lembrar que todas as gravações ficam à disposição do público, nas salas de consulta do MIS, 48 horas depois do término da entrevista.

Serviço

Local: Museu da Imagem e do Som do RJ – Praça Luiz Souza Dantas, 01, Praça XV. 

Tel: (21) 2332-9499

Data: 31 de julho de 2019 (quarta-feira)

Horário: 14h

Entrada franca

Censura: Livre 

www.mis.rj.gov.br

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