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Theatro Municipal celebra aniversário com ópera de Carlos Gomes

Equipamento Cultural celebra 117 anos com programação especial


Após oito décadas ausente do repertório local, a ópera Salvator Rosa, de Antônio Carlos Gomes, ganha uma nova produção no https://cultura.rj.gov.br/theatro-municipal/Theatro Municipal do Rio de Janeiro em julho. O espetáculo, que conta com o patrocínio oficial da Petrobras, reúne Coro, Ballet e a Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal e celebra os 117 anos do equipamento cultural.

A concepção e direção cênica são assinadas por Julianna Santos, enquanto a direção musical e a regência ficam a cargo do maestro Luiz Fernando Malheiro.

As apresentações ocorrem nos dias 12 de julho (estreia, às 17h), 14 (sessão gratuita, às 19h), 15, 17 e 18 de julho (às 19h). Os ingressos já estão disponíveis na bilheteria do teatro e no site oficial.

Histórico da Obra de Carlos Gomes

A última encenação de Salvator Rosa no palco do Municipal do Rio ocorreu em 1946. A reapresentação coincide com o aniversário da instituição, fundada em 14 de julho. teatro e marca uma dupla homenagem ao compositor brasileiro: os 190 anos de seu nascimento e os 130 anos de sua morte.

Com estreia mundial em 1874 no Teatro Carlo Felice, em Gênova (Itália), a ópera possui libreto de Antonio Ghislanzoni, inspirado no romance Masaniello, de Eugène de Mirecourt. Dedicada ao engenheiro e abolicionista brasileiro André Rebouças, a obra foi composta em seis meses e consolidou a popularidade de Carlos Gomes na Europa, chegando a abrir temporadas em diversos teatros italianos entre 1876 e 1877.

No Brasil, a primeira exibição da ópera aconteceu em Belém, em 29 de julho de 1882, antes de integrar o repertório do Theatro Municipal do Rio no século XX.

“Após reger Salvator Rosa em Manaus, dentro da cooperação entre o Festival Amazonas de Ópera e o Theatro Municipal do Rio de Janeiro, fico feliz em participar dessa recondução da ópera ao repertório desta casa”, afirma o maestro Luiz Fernando Malheiro. “Nosso maior compositor do século XIX precisa estar sempre presente nas programações dos nossos teatros.”

Esta montagem convida o público a revisitar a Revolução Napolitana do século XVII por um olhar atual. As pinturas de Salvator Rosa deixam os museus e passam a integrar a narrativa da ópera: cada obra foi escolhida para dialogar com a dramaturgia, ampliando a força visual e emocional do espetáculo“.

ressalta Julianna Santos, diretora cênica.