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Novos rumos para o Theatro Municipal


O Theatro Municipal do Rio de Janeiro está agora sob a batuta da historiadora Clara Paulino. Ela fala ao “Diálogo Cultural” sobre suas ideias para essa Casa e dos planos de reabertura para o público.

Quais são seus planos para o Theatro Municipal?

A prioridade número um é a reabertura gradual ao público. Evidentemente que precisamos para isso ter todas as condições de segurança tanto para quem for assistir aos espetáculos quanto para quem se apresenta ou trabalha na operação. Já estamos estudando critérios e protocolos adotados no setor e debatendo internamente para chegarmos às práticas mais adequadas para a casa. Outra perspectiva que tenho é a da democratização do acesso, numa visão alinhada com a do governo do estado de franquear os serviços a toda a população. Nesse sentido, temos que retomar os ingressos a preços populares, investir em transmissão por streaming e ampliar o acesso através de visitações, oficinas e outras formas de interação com o público.

A reabertura ao público já tem uma data?

Ainda não podemos anunciar uma data, mas estamos retomando gradualmente. Outras instituições similares, como o Theatro Municipal de São Paulo, já reabriram. Por mais que possamos fazer transmissões online, nada se compara a presenciar a apresentação de um concerto, de uma ópera ou de um balé.

Como sua experiência na área museológica pode contribuir para a gestão do municipal?

Tenho muito orgulho de ser funcionária da Secretaria de Estado de Cultura e de atuar em prol da área como um todo. Quando eu era do IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) eu participei de algumas ações no Theatro e conheço bem esse equipamento. Desenvolvemos projetos em conjunto, como o portal do patrimônio. O Municipal sempre esteve presente na minha vida e tenho a honra de agora de presidi-lo.

A senhora pretende continuar investindo na programação online?

Com certeza, inclusive por se tratar de uma questão de democratização de acesso. É uma vertente que será mantida, mesmo com a reabertura. A internet possibilita que uma pessoa não só fora do Rio como em outros países possa assistir aos espetáculos. Mas é algo que precisamos reavaliar para construir uma estrutura permanente com o mínimo de custo. Para isso, vamos precisar realizar parcerias.

Nesse pouco tempo à frente do Municipal, como a senhora está lidando com o corpo técnico do teatro?

Está sendo um prazer enorme conviver com um corpo técnico tão capacitado como o do Municipal. Tanto os funcionários das áreas artísticas quanto dos setores administrativos são muito apaixonados pelo que fazem e extremamente competentes.