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Governo do Estado do Rio de Janeiro e Petrobras apresentam FESTO – Festival Teatro do Oprimido


De 8 a 12 de dezembro, na Lapa, Av. Presidente Vargas, Manguinhos e Rocinha. Toda a programação é gratuita!

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No período de janeiro de 2018 até hoje o Circuito Teatro do Oprimido, por meio do patrocínio da Petrobras e da Secretaria de Cultura e Economia do Rio de Janeiro, realizou centenas de atividades artísticas Brasil adentro, mundo afora – Bahia, Rio de Janeiro, São Paulo, Chile, Uruguai, Peru, Estados Unidos, Suíça e Alemanha –, no intuito de discutir, por meio da metodologia do Teatro do Oprimido, questões como: raça, gênero, desigualdade, machismo, território, etc.

Para celebrar este ciclo, o Centro de Teatro do Oprimido – CTO promove, de 8 a 12 de dezembro, o FESTO – Festival Teatro do Oprimido.

FESTO é a festa oficial do Teatro do Oprimido no Rio de Janeiro. Um Festival que celebra a ampliação de redes articuladas, o incrível avanço do Teatro do Oprimido mesmo depois da morte de Augusto Boal, a formação de uma nova geração de intelectuais e multiplicadores do método e a ação integrada de dez grupos teatrais que estimulam a discussão dos mais variados temas.

O FESTO oferece uma programação de resistência artística que inclui apresentações teatrais, sessões de Teatro Fórum e de Teatro Legislativo, performances, exibição de filmes, exposições fotográficas, lançamentos de livros e rodas de conversas. O FESTO é uma pequena mostra de tudo que tem sido produzido no projeto Circuito Teatro do Oprimido. Toda a programação é gratuita!

O festival acontece nos dias 8, 9, 10, 11 e 12 de dezembro, semana dos Direitos Humanos, na sede do CTO, no Teatro Alcione Araújo e no Auditório Darcy Ribeiro, equipamentos da Biblioteca Parque Estadual, e também nas unidades de Manguinhos e da Rocinha da Biblioteca Parque.

No projeto Circuito Teatro do Oprimido, grupos populares coligados ao Centro de Teatro do Oprimido, pautados pela diversidade de abordagens que atravessam seus integrantes – “As Marias do Brasil” composto por trabalhadoras domésticas, “Pirei na Cena” por usuários e familiares da Saúde Mental, “Panteras” por LGBTs de favela, “Maremoto” por jovens do Complexo da Maré, “Cor do Brasil” por artistas negros, “Madalena Anastácia” por mulheres negras, “ETP – Escola de Teatro Popular” por integrantes de movimentos sociais variados, “Madalenas Rio” por mulheres ativistas e “Ponto Chic” por jovens moradores de Ponto Chic –, utilizam a Estética e o Teatro do Oprimido em ações sociais concretas e continuadas ocupando praças, ruas, escolas, teatros e eventos de diversos contextos sociais, com peças teatrais que provocam reflexões e revelando injustiças. Além das apresentações públicas, o projeto pedagógico Academia Livre de Estéticas Libertadoras vai oferecer qualificação de bases sólidas para a produção artística cujo programa contempla palestras e seminários públicos de temas de interesse da sociedade.

UM TEATRO QUE SE MANTÉM VIVO, NA PRÁTICA, NOS CORPOS E NA LITERATURA

Em 2009, após a morte do teatrólogo Augusto Boal, muitos colocaram em dúvida a continuidade do legado do criador do Teatro do Oprimido, naquele momento, movidos pelo querer manter esse patrimônio de Boal, os curingas do Centro de Teatro do Oprimido realizaram um grande evento, Viva Boal!, que soou como um grito de querer seguir em frente, de assumir pelas próprias mãos a responsabilidade da continuidade.

Nesses dez anos o grito ecoou, os projetos foram mantidos, especialmente a parceria com a Petrobras, e mais especialmente em relação a literatura – até então os livros do Boal eram a referência.

Na última década, foram publicadas muitas obras sobre a metodologia e a prática do Teatro do Oprimido. Livros assinados tanto por praticantes como por pesquisadores acadêmicos.

PROGRAMAÇÃO DO FESTO – FESTIVAL TEATRO DO OPRIMIDO

8/12/2019,Domingo
Centro de Teatro do Oprimido
Av. Mem de Sá, 31, Lapa

Apresentações Teatrais

15h – “Progresso”

Sinopse: Uma visão crítica sobre o “progresso” que inclui opressões naturalizadas que se perpetuam na vida de pessoas como D. Damiana, mulher negra que cria seus netos sozinha, assim como foi criada. Diante da ordem de remoção, pois a favela vai se transformar em um grande hotel de luxo, ela precisa resistir.

com a ETP – Escola de Teatro Popular

15h30 – “Não gostou? Me engole!”

Sinopse: Pensamentos futuristas na luta feminista contra o machismo e a opressão. Com o grupo ETP Baixada do pré-vestibular + Nós de Duque de Caxias.

16h – “A história que a história não conta”

Sinopse: Com o enfoque voltado para os problemas enfrentados em Duque De Caxias, as cenas  perpassam pela história do município mesclando um episódio inusitado ocorrido há alguns anos e um fator social recorrente em todo o país. Com o grupo ETP Baixada do pré-vestibular + Nós de Duque de Caxias.

16h30 – “Tenho até amigos que são…”

Sinopse: Das opressões e vivências do corpo LGBT na favela: e aí Yasmin, qual vai ser? Com o grupo CPV Teatro do pré-vestibular CEASM da Maré.


9/12/2019, Segunda-feira
Biblioteca Parque de Manguinhos
Cine-Teatro Eduardo Coutinho
Av. Dom Elder Câmara, 1.184 (antiga Av. Suburbana), Benfica

14h – Apresentação e sessão de Teatro Fórum 

“Cota pra vazá”

Sinopse: Como se manter na Universidade? A obra traz à tona a atual situação de jovens favelados, maioria negra, em relação ao acesso e à permanência no ensino superior. Para jovens do Complexo de Favelas da Maré acessar e conseguir permanecer na universidade ainda representa um privilégio.

Com o grupo MaréMoTO

16h – Apresentação e sessão de Teatro Fórum 

“Todo mundo tá feliz!”

Sinopse: Como organizar trabalhadores precarizados, que não têm tradição sindical, sem carteira assinada e com  atuações intermitentes e individualizadas? Histórias de animadores de festa que se repetem entre atores, músicos e muitos outros trabalhadores de áreas distintas. Mas todo mundo tá feliz? Com a ETP – Escola de Teatro Popular.


10/12/2019, terça-feira
Praça Vital Brazil, Niterói

Rua Maestro José Botelho (Ao lado da Policlínica Sérgio Arouca)

14h – Apresentação de Teatro-Fórum

“Doidinho para trabalhar”

A peça aborda a temática do mercado de trabalho para o usuário de saúde mental, através da história do protagonista Serverino que, após receber alta de um hospital psiquiátrico tenta retomar seu trabalho, segue em busca por emprego. Consegue. Porém, em sua nova função como empregado doméstico, é lhe dado “licença médica” por seus patrões quando estes descobrem que Serverino faz tratamento psiquiátrico. A peça é uma pergunta que busca respostas com a plateia. Com o Grupo Pirei na Cenna.

10/12/2019

Biblioteca Parque da Rocinha
Estrada da Gávea, 454, Rocinha.

19h – Apresentação e sessão de Teatro Fórum

“Julga meu cabelo afro”

Sinopse: A peça apresenta as agruras que uma jovem negra enfrenta no ambiente de trabalho por querer expressar sua existência com seu cabelo natural. O cabelo afro é o fio condutor da história da jovem que é pressionada a alisar o cabelo e também toda a sua vida para se encaixar no padrão do patrão. Com o grupo Ponto Chic.


11/12/2019, quarta-feira
Biblioteca Parque Estadual
Av. Presidente Vargas, 1261, Centro

14h – Abertura das Exposições Fotográficas no Foyer

“Teatro das Oprimidas uma década de luta” de Noélia Albuquerque

Registro de momentos de atuação da Rede Ma(g)dalena Internacional.

“Toda forma de Amar” de Matheus Affonso

Uma perspectiva afetiva sobre a vida na favela da Maré.

“Circuito Teatro do Oprimido” Acervo do CTO

Uma mostra da diversidade de intervenções do projeto no Brasil e no Exterior.

14h15 – Lançamento de Documentário no Auditório Darcy Ribeiro 

“Circuito Teatro do Oprimido”

Uma produção do CTO sobre projeto desenvolvido desde janeiro de 2018.

14h45 – Roda de Conversa e Lançamento de livro no Auditório Darcy Ribeiro

“Feminismos e Negritude em Movimento” – As mulheres negras e o enfrentamento articulado ao racismo e ao machismo.

com Edmeire Exaltação (Casa das Pretas), D. Maria Soares (ativista histórica do movimento negro), Mônica Cunha (Movimento Moleque e Coordenadora-CDDH-Alerj) e Bárbara Santos (Rede Ma(g)dalena Internacional).

“Teatro das Oprimidas: estéticas feministas para poéticas políticas”

Livro sobre metodologia teatral focada na superação do patriarcado.

Com a autora Bárbara Santos

16h30 – Apresentação e sessão de Teatro Legislativo no Teatro Alcione Araújo

“Qual é o seu lugar?”

Sinopse: A peça é um questionamento sobre que corpos podem acessar espaços sociais de prestígio na sociedade racista e sexista e quais espaços estariam disponíveis / destinados para as mulheres negras e a que custo. Entre valores ancestrais e capitalistas, as mulheres negras também se questionam. Com o Coletivo Madalena Anastácia e convidadas


12/12/2019, quinta-feira
Biblioteca Parque Estadual
Av. Presidente Vargas, 1261, Centro

10h – Performances no Foyer

“Vida de escravidão”

Sinopse: Cria um paralelo entre o trabalho escravo, desde o sequestro das mulheres negras da África, e o trabalho doméstico na atualidade, com todas as conquistas da categoria, com o fim do Ministério do Trabalho, as trabalhadoras domésticas estão sendo levadas ao mercado informal, um tipo de escravidão moderna. Com o grupo Marias do Brasil.

“Suspeito”

Sinopse: Aborda o genocídio do povo negro com foco no homem negro como alvo móvel que pode ser alvejado a qualquer momento por qualquer motivo. O homem negro, como suspeito eleito por um princípio racista de segurança, deve se cuidar. Qualquer objeto em suas mãos pode ser confundido com arma de fogo. Com o elenco masculino do grupo Cor do Brasil.

“Julga meu cabelo afro”

Sinopse: Músicas originais, criadas por integrantes do grupo, são a base da performance que aborda o racismo expresso contra a estética negra de uma jovem que busca o primeiro emprego. Com o grupo Ponto Chic.

10h30 – Exibição de Documentários no Auditório Darcy Ribeiro

“Presente do Futuro”

Produção do Laboratório de Comunicação Dialógica da UERJ sobre a atuação do grupo Ponto Chic na Baixada Fluminense e no Rio de Janeiro.

“Teatro das Oprimidas”

Produção do Cinema Nosso sobre a perspectiva feminista da práxis Curinga.

“Circuito de Teatro do Oprimido”

Produção do CTO sobre projeto desenvolvido a partir de janeiro de 2018.

14h – Roda de Conversa no Auditório Darcy Ribeiro

“Direitos humanos e território” – Como existir em diversidade e dignidade em um território da necropolítica?

com Gilmara Cunha (Conexão G), Luiz Lourenço (CEASM) e Monica Verdan (Acopc)

16h – Performance na Porta principal

“Nosotras”

Sinopse: Mulheres caminham pelo espaço formando um aparente coletivo, mas estão ilhadas em si mesmas. Tanto que não percebem o avanço da violência. Tentam não enxergar a realidade achando que o silêncio as protegerá. Até que esbarram em corpos caídos e se dão conta que são seus próprios corpos. Com Rede Ma(g)dalena Internacional.

16h30 – Livros em destaque no Auditório Darcy Ribeiro

“Cultura de classe e resistências artísticas” (Kênia Miranda – Org.)

“A Estética do Oprimido” (Augusto Boal)

“Teatro do Oprimido e outras poéticas políticas” (Augusto Boal)

“Teatro do Oprimido e Universidade: experimentos, ensaios e investigações” (Cachalote Mattos – Org)

18:30 – Apresentação e sessão de Teatro Fórum no Teatro Alcione Araújo

“Suspeito”

Sinopse: A peça aborda o racismo institucional e difuso, que, apesar de estar presente na vida cotidiana de negros e negras e de produzir consequências concretas para a desigualdade racial no país, ainda parece imperceptível por estar camuflado em um misto de camaradagem e meritocracia. Com o grupo Cor do Brasil.